Jornal Página 3
Coluna
Vinho comigo
Por Carlos Mayer

Misturado é mais gostoso

Nunca tivemos tantas opções de vinhos a nossa disposição, dos mais diversos tipos de uvas. Cabernet, Merlot, Tannat, Chardonnay e por aí vai. Muitas vezes encontramos nomes estranhos que nem sabemos ao certo se o nome é da uva, do vinho ou de quem fez o vinho.

Mas tem uma palavrinha que está cada vez mais comum nos rótulos: ASSEMBLAGE.

Assemblage significa vinho misturado com outros vinhos, ou melhor, vinhos feitos com uvas de diversas variedades.

Somos muito habituados a escolher o vinho pela uva. Eu, por exemplo, eu gosto de Merlot, mais fulano prefere Malbec, já beltrano Cabernet Sauvignon. Escolher vinho desta forma pode parecer mais fácil, mas um vinho assemblage pode juntar essas três uvas e fazer um produto novo, diferente e aproveitando o que as três uvas tem de melhor.

Grandes vinhos de toda parte do mundo são vinhos de assemblage. Os vinhos de Bordeaux, famosa região vinícola da França, podem ter até seis variedades de uvas. Aqui no Chile, pertinho de nós, o renomado Almaviva da Concha y Toro também é um assemblage, feito ao estilo dos franceses. Aqui em casa, na Serra Catarinense, vinhos de destaque seguem a mesma ideologia. O Rose da Villa Francioni leva oito uvas em sua composição, no recém-lançado Dilor, da mesma vinícola, são seis. Outra catarinense, a Villaggio Grando, se utiliza de sete tipos de uvas no exclusivo vinho Innominabile.

Estes vinhos podem custar um pouco mais por serem especiais, mas também existem opções bem baratinhas. Todos valem a pena serem provados, alguns serão do seu gosto, outros não. Mas esse risco você corre independente do preço, do tipo da uva ou da mistura delas.

 

Escrito por Carlos Mayer, 28/10/2016 às 09h41 | carlos@casamayer.com.br

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Vinho que sofre

O vinho brasileiro sofre! Mas não sofre por causa da qualidade, sofre porque o bebedor brasileiro não lhe dá valor. As palavras “chileno” e “argentino” parecem ser sinônimas de qualidade quando se fala de vinho. Já “nacional” é um nariz torcido de imediato.

Quem pensa assim está desatualizado, pois este tempo já passou. Há alguns anos que o vinho brasileiro pode ser comparado em qualidade e preço com seus pares importados.

 

 

Prova disso é que entre 23 e 28 de outubro o Brasil será o centro das atenções do mundo do vinho. Acontecerá em Bento Gonçalves o Congresso Mundial da Vinha e do Vinho, que é o mais importante congresso do setor vinícola mundial.

Os gringos estão de olho em nossos vinhos!

Exportamos para 27 países e os números de vendas subiram 26% em volume e 33% em valor, só neste primeiro semestre de 2016. Vendemos mais e mais valorizado. 

Nada contra preferências pessoais. Tudo contra preconceitos com o vinho brasileiro.

 

Escrito por Carlos Mayer, 13/10/2016 às 09h12 | carlos@casamayer.com.br

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Bebendo do sapato

Quem acompanha a Fórmula 1 viu este ano pela terceira vez, o piloto Daniel Ricciardo comemorar sua vitória no GP bebendo espumante no sapato (eca!). Li por aí, que essa atitude chamada de “shoey”, é uma tradição australiana para comemorações e foi adotada pelo piloto irreverente, mas que me lembra de uma dúvida comum para quem bebe vinho ou espumante:

A taça faz diferença no vinho ou espumante?


Ricciardo bebe champanhe na sapatilha (Foto: AP Photo/Vincent Thian) 

A resposta certa é sim. Ainda mais se a taça for um sapato suado.

Se você for comprar taças, pode até desistir devido à quantidade de tipos que te oferecem. Dei uma pesquisada e percebi que apenas uma marca fabricante de taças tem mais de 400 modelos diferentes, alegando que cada uma é feita para determinado tipo de vinho, às vezes, especial para apenas um vinho! O pior é que normalmente isso não é frescura para te vender mais um jogo de taças, elas realmente podem interferir nos aromas e sabores do vinho. Mas se você não tem uma cristaleira do tamanho de um closet, seguem dicas bem simples para beber tranquilo. Você só precisa de duas taças:

Taças para vinho

É importante que a taça tenha pezinho, tipo haste, se for um pouco alto, melhor. O bojo deve ser meio arredondado. O vidro deve ser incolor, os coloridos ou com desenhos mudam a cor do vinho. Quanto mais fino o vidro, melhor, pois é chique e massageia nosso ego. Se quiser diferenciar taças para tintos e para brancos, as taças para brancos devem ser menores do que a dos tintos.

Taças para espumantes

A taça de espumante deve ter a haste comprida o suficiente para podermos segurar nela. O bojo muda, deve ser em formato mais comprido, mais parecido com cilindro do que com uma bola, também devemos evitar cores. A taça comprida e estreita permite ver melhor a espuma do espumante, que é chamada de perlage, e cabe menos líquido, assim nos servimos mais vezes e ela sempre está geladinha.

Pronto, isso é o básico do básico, você pode requintar o quanto quiser e simplificar mais também dá.  O que não dá é deixar de beber vinho por falta do copo adequado. Em caso de emergência vide cristal cica ou requeijão. Última dica: prefira beber do bico da garrafa antes de usar seu sapato.

 

Escrito por Carlos Mayer, 04/10/2016 às 09h09 | carlos@casamayer.com.br

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Vinho de entrada

Branco com notas louras, pouco corpo e alguma acidez. De modo geral discreto, mas na temperatura certa se apresenta bastante vivo e descontraído. Pouco alcoólico. Versátil, harmoniza desde os pratos mais simples até os sofisticados. Se eu fosse um vinho essas seriam minhas características.

Fui modesto quando disse pouco corpo, o correto seria magro, mas não soaria bem. Também não vou falar de meus aromas...

Começo a escrever agora a coluna Vinho comigo que será veiculada aqui no Página 3, a quem agradeço a toda equipe pelo espaço. Vou escrever de forma simples sobre curiosidades, novidades, acontecimentos, dicas e outros assuntos relacionados ao vinho. Não gosto de pessoas que são chatas quando falam de vinho, todo mundo conhece alguém assim, então peço que me avisem se eu for uma delas.

Vinho tem tudo a ver com pessoas, representa quem o fez e fala muito sobre quem o bebe. Nem todo vinho melhora com o tempo, assim como as pessoas, ainda bem que eu não sou um vinho, pois minhas características não me ajudariam a envelhecer bem. Durante os textos iremos nos conhecendo melhor, mas e você que tipo de vinho você é?

 

Escrito por Carlos Mayer, 27/09/2016 às 18h37 | carlos@casamayer.com.br

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