Jornal Página 3
Coluna
Vinho comigo
Por Carlos Mayer

Quando as borbulhas brilham!

Final de ano chegando e, com ele, o dia em que os espumantes se tornam a bebida principal de muita gente no mundo todo. Pois beber champagne é um símbolo de festividade que combina em tudo com o réveillon. Ainda mais aqui no sul do mundo, onde a virada do ano acontece no calor do verão e a bebida ajuda a refrescar, tanto quando bebemos ou quando espirramos o precioso líquido uns nos outros... E pra quem não sabe, para fabricar Champagne basta misturar fogos de artifício no vinho. Não tente fazer isso em casa! É brincadeira...
 
Falando um pouco mais sério, vale lembrar que Champagne é só o produto francês produzido no local certo com as regras certas e que devem te cobrar o “preço certo” também. De modo geral, inclusive no Brasil, bebemos “espumantes”, este nome podemos usar, sem erro, para qualquer produto deste estilo, independente de onde vêm.
Falando bem sério agora, os espumantes brasileiros estão com tudo. São referência de qualidade para o mundo todo e costumam ser os mais baratos para comprar. Consumidores atentos já perceberam que espumantes importados custam até o dobro do preço quando comparados aos brasileiros do mesmo padrão de qualidade.
Agora você já sabe que vai comprar espumante brasileiro. Mas existem diversas outras características importantes que vão interferir no sabor, na qualidade e também no valor, mas a principal dúvida na hora de escolher é quanto ao teor de açúcar do espumante. Então vale lembrar os principais:
 
Moscatel: o mais doce
Demi-sec: o intermediário
Brut: o menos doce, que chamamos de “seco”.
 
Se você já tem seu estilo preferido, ótimo, mas se não tem, costumo sempre indicar o espumante demi-sec, principalmente nas festividades de final de ano. Dia 1º de janeiro é conhecido como dia da Confraternização Universal, entendo que todos devemos comemorar (e beber) juntos, aí o espumante demi-sec é o produto democrático para agradar a todos.
 
Com essas dicas, desejo boas festas para todos e que 2017 nos traga muitos motivos para comemorar!
 
P.S. Sou contra, mas para jogar pra cima ou nos amigos (só nos amigos) prefira os baratos e os brut. Baratos porque a época não está para desperdícios e os brut porque melecam menos quando respingam na pele.
Escrito por Carlos Mayer, 27/12/2016 às 14h55 | carlos@casamayer.com.br

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Harmonização: Complicar ou descomplicar?

Escolher o vinho para acompanhar uma refeição é um assunto que costuma gerar muita dúvida. Para resolver essa questão, ofereço duas opções: complicar ou descomplicar.
 
 
Complicando
Escolhida a comida, faça uma análise: Se carne de boi, peixe ou frango. Se for boi é mais simples, mas se for peixe, qual peixe? Se for frango, é peito ou coxa? Passe para o modo de preparo. Foi feito no forno, na chapa, panela ou churrasqueira? Note a temperatura de serviço, você vai comer quente ou frio? A salada é fresca, refogada ou no vapor? Há cremes, molhos ou caldos? Batata souté, purê (ou pirê?) ou mandioquinha? Repare no tempero utilizado em cada um dos componentes. Vai manteiga? Azeite? Pimenta? Ervas? Vinagre? É agridoce? Não se esqueça de pensar na entrada e na sobremesa...
Passando ao vinho: É tinto, branco ou rose? Busque notas aromáticas que lembrem os aromas do prato e de seus ingredientes. Prove o vinho, observe se é muito ou pouco encorpado. Prefira os menos adoçados. Analise os taninos e por fim o retrogosto. Existem tabelas (que você encontra no Google) que podem ajudar a não se perder. Como resultado, para carnes vermelhas com molhos escuros, assados ou na panela, prefira tintos. Tudo isso com gordura, tintos encorpados. Peito de frango, peixes, grelhados ou mesmo no forno, prefira vinhos brancos. Se ensopados ou com molhos, roses também vão bem ou até tintos leves. Se for só salada, vinho branco ou espumante. Fica a dica!
 
Descomplicando
Escolhido o prato, pense nele. Aguarde. Agora pense no seu vinho favorito. Aguarde. Se der água na boca, harmoniza.
Escrito por Carlos Mayer, 08/12/2016 às 10h28 | carlos@casamayer.com.br

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Globo Repórter

Gostei do Globo Repórter dessa sexta-feira, 18/11. Trouxe muita novidade sobre o mundo do vinho que, quem não vive nesse mundo não fica sabendo ou fica desconfiado quando ouve falar.
A reportagem falou sobre vinhos de diferentes regiões, lugares que não estamos acostumados a relacionar com produção de vinhos, como as margens do rio São Francisco no Pernambuco, como Goiás, Bahia e também a garagem de Eduardo Zenker.
Falou sobre vinhos orgânicos, naturais e biodinâmicos, que fora do Brasil são bem mais presentes, mas aqui ainda são pouco compreendidos e valorizados.
Falou (mais uma vez) que o vinho faz bem para saúde e destacou que para fazer bem mesmo, o consumo deve ser moderado.
Há pessoas que reclamam da Rede Globo, mas eu consigo ver coisas boas. Nunca esqueço uma das primeiras reportagens do Globo Repórter (em 2009) falando sobre os benefícios do vinho Tannat para retardar o envelhecimento, principalmente os uruguaios. No sábado seguinte as gôndolas com estes vinhos ficaram vazias pela demanda. Novelas e séries globais dão cada vez mais destaque ao vinho e se repararmos nos canais pagos, mais ainda.
Principalmente, falou sobre paixão pelo vinho, sobre trabalho, alegria, turismo, sobre amizade e relacionamento. Coisas que o vinho proporciona!
Mas o Globo Repórter NÃO falou sobre essas duas vinícolas aqui em baixo. A primeira fica aqui em Itajaí (foto), é aberta a visitação e faz vinhos definidos, como gosta o proprietário, de “vinhos de autor”. A segunda fica em Florianópolis, produz entre outros vinhos, um Chardonnay laranja que fiquei com vontade de provar.
Escrito por Carlos Mayer, 19/11/2016 às 22h59 | carlos@casamayer.com.br

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Vinho gelado ou temperatura ambiente?

Beber o vinho na temperatura correta é algo importante para que ele mostre o melhor de suas qualidades. E sim, ela interfere bastante no sabor do vinho. Há pessoas que defendem o vinho sempre em temperatura ambiente, mas aí depende do ambiente.

Antes de pensar que o vinho é cheio de ti-ti-tis, destaco que essa frescura não é exclusividade do vinho, ou alguém gosta de cerveja quente, café morno ou chimarrão frio? No geral, toda bebida tem sua temperatura ideal, assim como o vinho. Algumas marcas apresentam no rótulo a temperatura de beber, por exemplo: “beba a 8°C”, ou “entre 14°C a 16°C”, e por aí vai. Mas na prática não há necessidade para ser tão criterioso. Você pode usar essa informação como referência, mas deixe a precisão de lado, só use se você for realmente um “nerd” do vinho, tiver um termômetro para medir, muita paciência e pouca sede.

 

Não existe uma regra geral para todos os tipos de vinho, então criei o esquema abaixo para facilitar nossa vida. Garanto que você vai beber seu vinho bem gostoso, sem prejuízos.

 

·         Temperatura ambiente, mas você deve estar de manga comprida.

o   Vinhos tintos secos, encorpados, alcoólicos, velhos e amadeirados.

·         Só meia hora na geladeira

o   Vinhos tintos secos, jovens e de médio corpo. Aquele tinto do dia-a-dia, fácil de beber.

·         Temperatura de geladeira. Pode guardar o vinho dentro dela.

o   Tintos bem leves e principalmente se forem um pouco doces. Brancos em geral.

·         Guarda na geladeira, mais dá um susto de 10 a 15 minutinhos no freezer ou no balde de gelo.

o   Espumantes em geral, mas principalmente os mais doces. Vinhos brancos bem leves.

·         Quanto mais gelado melhor, mas sem congelar.

o   Espumantes doces, tipo moscatel.

 

Claro que existem diversas outras variações de vinhos, mas tente enquadrar o seu nessas dicas. Se ainda tiver dúvidas, faça testes ou me escreva!

Escrito por Carlos Mayer, 04/11/2016 às 14h56 | carlos@casamayer.com.br

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Misturado é mais gostoso

Nunca tivemos tantas opções de vinhos a nossa disposição, dos mais diversos tipos de uvas. Cabernet, Merlot, Tannat, Chardonnay e por aí vai. Muitas vezes encontramos nomes estranhos que nem sabemos ao certo se o nome é da uva, do vinho ou de quem fez o vinho.

Mas tem uma palavrinha que está cada vez mais comum nos rótulos: ASSEMBLAGE.

Assemblage significa vinho misturado com outros vinhos, ou melhor, vinhos feitos com uvas de diversas variedades.

Somos muito habituados a escolher o vinho pela uva. Eu, por exemplo, eu gosto de Merlot, mais fulano prefere Malbec, já beltrano Cabernet Sauvignon. Escolher vinho desta forma pode parecer mais fácil, mas um vinho assemblage pode juntar essas três uvas e fazer um produto novo, diferente e aproveitando o que as três uvas tem de melhor.

Grandes vinhos de toda parte do mundo são vinhos de assemblage. Os vinhos de Bordeaux, famosa região vinícola da França, podem ter até seis variedades de uvas. Aqui no Chile, pertinho de nós, o renomado Almaviva da Concha y Toro também é um assemblage, feito ao estilo dos franceses. Aqui em casa, na Serra Catarinense, vinhos de destaque seguem a mesma ideologia. O Rose da Villa Francioni leva oito uvas em sua composição, no recém-lançado Dilor, da mesma vinícola, são seis. Outra catarinense, a Villaggio Grando, se utiliza de sete tipos de uvas no exclusivo vinho Innominabile.

Estes vinhos podem custar um pouco mais por serem especiais, mas também existem opções bem baratinhas. Todos valem a pena serem provados, alguns serão do seu gosto, outros não. Mas esse risco você corre independente do preço, do tipo da uva ou da mistura delas.

 

Escrito por Carlos Mayer, 28/10/2016 às 09h41 | carlos@casamayer.com.br

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Vinho que sofre

O vinho brasileiro sofre! Mas não sofre por causa da qualidade, sofre porque o bebedor brasileiro não lhe dá valor. As palavras “chileno” e “argentino” parecem ser sinônimas de qualidade quando se fala de vinho. Já “nacional” é um nariz torcido de imediato.

Quem pensa assim está desatualizado, pois este tempo já passou. Há alguns anos que o vinho brasileiro pode ser comparado em qualidade e preço com seus pares importados.

 

 

Prova disso é que entre 23 e 28 de outubro o Brasil será o centro das atenções do mundo do vinho. Acontecerá em Bento Gonçalves o Congresso Mundial da Vinha e do Vinho, que é o mais importante congresso do setor vinícola mundial.

Os gringos estão de olho em nossos vinhos!

Exportamos para 27 países e os números de vendas subiram 26% em volume e 33% em valor, só neste primeiro semestre de 2016. Vendemos mais e mais valorizado. 

Nada contra preferências pessoais. Tudo contra preconceitos com o vinho brasileiro.

 

Escrito por Carlos Mayer, 13/10/2016 às 09h12 | carlos@casamayer.com.br

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