Jornal Página 3
Coluna
Vinho comigo
Por Carlos Mayer

Você pode cheirar tão bem quanto seu cachorro.

Há um duplo sentido no título, não estou me referindo ao seu cheiro, mas à sua capacidade de sentir aromas. Quando se trata de vinhos, sentir aromas deixa tudo mais gostoso.
A revista Science publicou essa semana, um artigo que questiona o conhecimento comum de que animais como cachorros e ratos, por exemplo, teriam um olfato mais apurado que os seres humanos. A matéria afirma que isso pode não ser verdade e que pode até ser o inverso, devido a, já comprovada, superioridade de memória e raciocínio dos humanos. Acontece que na prática, nós deixamos de utilizar este sentido devido a fatores culturais, sociais e de desenvolvimento. O olfato deixou de ser tão importante para nós e apenas perdemos o jeito.
 
Quem bebe vinho com mais frequência já deve ter ouvido falar, lido em um rótulo ou carta de vinhos a respeito dos aromas do vinho: Aromas de frutas vermelhas, frutas negras, trufas, cítricos, ervas, madeira e uma infinidade de outros. Porém, poucas pessoas dizem ter capacidade de identificar tais aromas nos vinhos, muitos até desconfiam se eles realmente existam. Mas eu garanto para você que os aromas estão lá e são importantíssimos para definir o estilo do vinho. Os aromas podem até ser o fator responsável por gostarmos ou não de um vinho, sem que percebamos isso, de forma inconsciente. Se você tem curiosidade e gostaria de notar melhor os aromas do vinho, o segredo é apenas um: treinar.
Para reconhecer um aroma no vinho, precisamos primeiro cheirar o vinho e na sequência pensar sobre o que estamos sentido. Pensar é importantíssimo! Pensando sobre o aroma, passamos a identificar, lembrar, dar nomes e reconhecer. Essa atividade trabalha o que chamamos de memória olfativa, ou seja, nossa capacidade de sentir um aroma e saber do que se trata, qual a sua referência. É comum termos muita dificuldade em reconhecer um aroma  sem uma referência visual, por mais conhecido que ele seja. Se sentirmos cheiro de maracujá, mas não enxergamos o maracujá, ele pode nos parecer confuso. É aí que entra o treino, o desenvolvimento da memória olfativa. Parece brincadeira, mas faça o teste e cheire coisas sem ver ou pegar. Talvez você precise que alguém te ajude preparando os testes escondidos de você...
Uma dica que dou para todos que querem apurar o olfato é criar a hábito de cheirar tudo no dia-a-dia. Não somente vinho, mas comida, roupa, produto de limpeza, madeira, papel, tudo mesmo. Tudo tem cheiro. Mas lembre de sentir o cheiro e pensar sobre ele, memorize! Na antiguidade o homem usava do seu olfato para decidir se comia ou não algo que encontrava, assim como fazem os animais. Hoje, essa capacidade um tanto quanto desnecessária, ainda pode nos salvar de algo esquecido dentro da geladeira ou dedurar um vinho fora dos padrões de qualidade.
Escrito por Carlos Mayer, 18/05/2017 às 10h27 | carlos@casamayer.com.br

publicidade

Os portugueses estão firmes na taça!

Recentemente, a OIV (Organização Internacional do Vinho) apresentou uma porção de números interessantes que refletem o cenário vinícola mundial no ano de 2016. É uma espécie de fechamento.
 
Uma informação triste, é que o mundo produziu menos vinho. Houve uma redução de 3,26%. Mesmo com a redução a produção total foi de 267 milhões de hectolitros. Cada hectolitro equivale a 100 litros. Isso dá um número assim: 26.700.000.000. Se transformarmos em garrafas, são 35 bilhões e 600 milhões de garrafas de vinho. Apesar da redução a ressaca ainda é grande!
No mundo do vinho também existe desigualdade. Apenas cinco países detêm 50% da área para produção: Espanha (13%), China (11%), França (11%), Itália (9%) e Turquia (6%). Mas ter mais área dedicada à produção de vinhos, nem sempre significa produzir mais. A lista dos cinco maiores produtores é um pouco diferente e ganham lugar dois grandes países: Estados Unidos e Austrália. A frente deles, em ordem, estão a Itália, França e Espanha. A Itália, maior produtor no ano passado, produziu 50,9 milhões de hectolitros, o Brasil produziu 1,6 milhões de hectolitros, só...
Os países que mais consomem vinho, em volume total são: Estados Unidos, França, Itália, Alemanha e China. Que os Estados Unidos consomem de tudo em grande quantidade não é nenhuma novidade, mas a surpresa vem sendo a China, que já está no topo da lista e é o país que apresentou o maior crescimento no período, 6,9%. Há quem diga, que se a economia e o gosto dos chineses pelo vinho continuarem neste ritmo de crescimento, em algumas décadas todo o vinho produzido atualmente no mundo, não será suficiente para atender a demanda chinesa.
Mas quem bebeu vinho pra valer mesmo foi nossa pátria mãe, Portugal. Os portugueses consumiram 54 litros de vinho por pessoa no ano passado, foram os campeões do consumo per capita, ou seja, o consumo que considera o tamanho da população, tornando-o proporcional. São seguidos pelos franceses (51,8), italianos (41,5), suécos (41) e suíços na quinta posição (40,3). O brasileiro não herdou o gosto pelo vinho em seu processo de colonização, consumimos tímidos 2 litros de vinho por pessoa em 2016.
A cada ano, pode haver variações nestes números e algumas mudanças de posições, mas há uma tendência que vem se mantendo já há algum tempo. Os países mais tradicionais na produção e consumo de vinho na Europa, vêm produzindo e consumindo menos vinhos. Mas a balança vem sendo equilibrada por países não tradicionais como Estados Unidos, Austrália, Argentina, Chile, China e até mesmo o Brasil, que sempre é visto com grande potencial produtor e consumidor.
 
Veja tabela completa dos principais produtores de vinho.

 

Veja tabela completa dos principais consumidores (2015)

 

Escrito por Carlos Mayer, 22/04/2017 às 17h22 | carlos@casamayer.com.br

publicidade

Aniversário do vinho

Neste mês de março que está quase terminando, completei mais um ano de vida, não há como escapar, o tempo passa para todos, tudo muda, inclusive o vinho.
 
Mas o que realmente importa quando pensamos na idade do vinho?
 
 
 
Para começo de conversa, vamos esquecer aquela famosa frase que diz: “vinho, quanto mais velho, melhor”.  A verdade é que nenhum vinho vai melhorar eternamente, todos em algum dia, irão virar vinagre ou algo parecido que não vai ser gostoso de beber. O interessante no vinho é que não existe um tempo padrão para isso acontecer, para o vinho perder qualidade. Todo vinho, repito, cada garrafa de vinho, tem sua própria história e seu próprio tempo.
 
Os vinhos têm o que podemos chamar de ciclo de vida. Assim como as pessoas, o vinho nasce, amadurece e morre. Alguns vinhos podem ter décadas de vida, mas a grande maioria morre em poucos anos.
 
 
 
O gráfico acima ilustra um pouco esse comportamento. O VINHO TINTO CARO FRANCÊS, atinge sua qualidade máxima entre 6 e 8 anos, depois começa a decair. O VINHO TINTO RESERVA BRASILEIRO, com 6 anos já perdeu suas qualidades, para melhor aproveita-lo deve ser bebido com 4 anos de idade. O VINHO BRANCO BARATO, passando de 2 anos já não está bom, deve ser bebido entre seu primeiro ou segundo ano de vida. Todo vinho tem sua própria linha.
 
Os principais fatores que ditam esse comportamento são: qualidade e variedade da uva, do terroir (região onde a uva é cultivada), a qualidade da safra (ano de colheita), se o vinho foi bem feito, técnica de vinificação utilizada, graduação alcoólica, quantidade de açúcar residual e condições de armazenamento.
 
Para saber em que fase da vida o vinho está, não existe mágica, é preciso abrir a garrafa e beber. Com o tempo, à medida que você vai provando e conhecendo mais e melhor os diferentes tipos de vinho, já é possível tem uma noção de como eles estão, a partir do ano da safra.
 
Como um apoio inicial, pontuei algumas dicas importantes para não errar na hora de escolher a garrafa, no que diz respeito à idade do vinho. Tomo por base a regra geral, pois sempre há exceções.
 

Procure a safra do vinho. Normalmente está na frente, no rótulo principal, mas pode estar também no contrarrótulo. É o ano em que as uvas foram colhidas. Por exemplo: 2014, 2015 ou 2016. 

Quanto mais novo melhor: para vinhos tintos, prefira com até 5 anos de idade, brancos, 3 anos já estão no limite. 

Quanto mais barato, mais jovem: vinhos mais baratos não possuem as características necessárias para fazê-lo durar mais, pois fazer um vinho com elas custa caro. Logo, se é barato a intensão é vendê-lo logo, se não vende, estraga. Não significa que o vinho é ruim, se for consumido ainda jovem, como se propõe, o vinho pode surpreender! 

Vinhos mais caros podem ser mais velhos: vinhos que custem, no varejo, mais de 50 ou 100 reais, podem ser guardados por algum tempo, não mais que 10 anos. Nos rótulos, podem aparecer palavras como “Reserva”, “Gran-Reserva”, “Especial” “Premium” ou outras que indicam ser um vinho de qualidade superior. 

Promoções de vinho: atenção a promoções muito atrativas, elas podem estar te empurrando um vinho que já passou do momento de consumo. A dica é comprar uma garrafa para provar antes de sair comprando várias. Comerciantes honestos não tentarão fazer isso, mas se acontecer, com certeza substituirão a garrafa sem prejuízo ao consumidor.

 Vinhos com mais de 10 anos de guarda: Fique à vontade, experimente! Com certeza você irá se divertir e se surpreender. Para diminuir o risco de comprar um vinho que não está bom, se informe antes, pesquise, ou peça ajuda a algum especialista, que pode até ser o vendedor da loja ou supermercado.

Novamente, assim como para nós, a idade do vinho é algo relativo. Existem pessoas de 20 ou 30 anos que parecem que tem 70! E tem um monte de setentões que parecem garotos e garotas de 20 aninhos de tão bonitos, saudáveis e dispostos. Com os vinhos é a mesma coisa, mas assim como as pessoas, é preciso conhecê-los para saber qual é sua idade “espiritual” e não cronológica, se podemos assim dizer.

Escrito por Carlos Mayer, 27/03/2017 às 09h48 | carlos@casamayer.com.br

publicidade

O vinhos nas coisas

Hoje não vou falar de vinhos, pelo menos não diretamente. Chamo a atenção para diversos produtos que usam termos enológicos, ligados ao vinho, como predicados de suas marcas. Usam porque algumas vezes levam, ou dizem levar algo relacionado ao vinho em sua composição, outras vezes apenas como estratégia de venda mesmo.
O vinho, apesar de ser uma bebida extremamente simples em sua essência, pode carregar muito glamour, requinte, sofisticação e claro, agregar valor.
Os produtos vão de alimentos e bebidas até à cosméticos e preservativos. Abaixo alguns exemplos:
Queijo parmesão curado no vinho.

Uma variação do parmesão para causar diferenciação e cativar o público que gosta do vinho, unindo dois produtos que normalmente já estão juntos na cabeça da maioria dos consumidores de vinhos e de queijos.

Cervejas.  

As cervejas especiais estão cada vez mais cativantes, surgem dos mais variados estilos e sabores. Só que boa parte de seus apreciadores também são apreciadores de vinhos, pessoas que buscam detalhes, notas aromáticas, sabores diferenciados e uma história única por trás de sua produção. Logo, adotar coisas e termos originalmente associados ao vinho foi uma estratégia lógica. Garrafa e rolha de espumante, método Champenoase na fabricação, remuage, sommelier, carta de cervejas, entre outras, são alguns exemplos desse intercâmbio.

 

Whisky envelhecido em barricas de vinho. 

Algumas destilarias passaram a utilizar barris que foram primeiramente utilizados para envelhecimento de vinhos, resultando em whiskys diferenciados na cor, aroma e sabor. As barricas mais comumente usadas são as barricas de vinho estilo Porto, Jerez, Madeira e outros fortificados.

Livro O Segredo dos Casais Inteligentes (Sextante).

Em um livro do Gustavo Cerbasi, que promete apresentar segredos dos casais inteligentes para obter sucesso, traz na capa a imagem do que seria um casal inteligente com uma taça de vinho à mão, associando sucesso, inteligência e vinho.

Palestra Inteligência Feminina.  

Neste cartaz de uma palestra com o tema Inteligência Feminina, realizada aqui mesmo em Balneário Camboriú há alguns anos, apresenta a imagem da mulher inteligente e bem sucedida com uma taça de vinho tinto indo à boca.
 

 O Boticário.

Há muito anos que a marca O Boticário associa a uva Malbec, utilizada para a produção de vinhos finos em uma grande linha de perfumaria. Além das fragrâncias, elementos benéficos presentes nas uvas prometem oferecer benefícios semelhantes ao do próprio vinho.

Cosméticos.

Também no campo da cosmetologia, grandes empresas apostam nas propriedades benéficas do resveratrol presente na uva para desenvolver produtos que retardam o envelhecimento da pele. A menção da Malbec no rótulo é uma clara associação dos benefícios do vinho com o produto manipulado.
 
Enoturismo.

O enoturismo está em alta e crescendo, viagens com tema enológico e gastronômico estão cada vez mais caindo no gosto dos viajantes. Mas aqui é o contrário, não é o turismo se utilizando do vinho, mas o vinho se tornando motivo de turismo. Na foto acima o Spa do Vinho em Bento Gonçalves, um spa no meio do Vale dos Vinhedos totalmente tematizado.
 

Preservativo sabor vinho espumante. 

Aproveitando a relação que os espumantes têm com comemoração e festa, a marca de preservativos Prudence possui uma camisinha especial com sabor de vinho espumante numa linha chamada de Celebration. Celebração em dose dupla!

 

Escrito por Carlos Mayer, 10/03/2017 às 16h26 | carlos@casamayer.com.br

publicidade

O constrangedor serviço do vinho

Entendemos como serviço do vinho, nada mais do que o ato de servir o vinho. Nada pode ser mais simples que isso: abrir a garrafa e despejar o vinho na taça. Mas o vinho, como sempre e infelizmente, complica, causa dúvidas, medos e constrangimentos.
 
Em casa para amigos, a chance de alguém retrucar um palpite é quase certa. Não combina com a comida, esta quente demais, frio de menos, se o vinho é brasileiro no máximo é “bonzinho”, mesmo que eu veja estrelas ao beber não damos o elogio que ele merece.
No restaurante, quando o garçom chega para abrir a garrafa de vinho, cai um silêncio sobre a mesa só comparado a elevadores, até a criança na cadeirinha para de chorar nessa hora. Garçons menos tarimbados ficam quase que petrificados diante dos olhares atentos das pessoas em volta da mesa, não se sabe se torcendo contra ou a favor, pois na prática pouca gente entende o que se passa em toda a encenação.
Ah, mas vinho tem temperatura, jeito certo de abrir, mostrar a garrafa para o cliente e coisas mais. Então veja as dicas de serviço e veja como tudo pode ser simples:
Temperatura: pense no vinho como se fosse cerveja, você só reclama se estiver quente ou congelado. Qualquer temperatura nesse meio o vinho pode ser salvo. Aguarde um pouco ou peça um balde de gelo se você acha que pode ajudar.
Abrindo o vinho: abra como se fosse água mineral, ou seja, na frente do cliente. É a única exigência que você deve fazer, para ter certeza que não encheram a garrafa com outro vinho. Rituais mais sofisticados podem ser importantes, mas devem estar em harmonia com o requinte da casa e do vinho.
Provando o vinho: mesmo isso é dispensável, a chance de vinhos apontarem defeitos é muito pequena, pelo menos no que tange a imensa maioria dos vinhos a venda em cartas de restaurantes. Pode haver problema de conservação, ou estarem velhos, mas se esse é o critério, também deveríamos provar a cerveja, o suco, o peixe... E não vejo ninguém oferecendo provinha do mignon para sentir se tá no ponto, nem bicadinha na caipirinha pra ver se tem limão podre no meio. Toda bebida ou alimento sofre da mesma variável.
Taças: também deve esta de acordo com o padrão de qualidade do vinho e do restaurante. Não dá exigir taça grande de cristal pra tomar vinho chileno de 20 reais. A taça ajuda, mas não faz milagre. Não estou menosprezando o vinho que com certeza tem seus predicados, mas toma-lo numa taça normalzinha até que traz uma atmosfera legal.
Sobre harmonização, já escrevi num post anterior (clique aqui para ler).
O serviço do vinho pode ser bem simples. O importante é que funcione. Usar um saca-rolha não é difícil, abrir um vinho com tampa rosca, mais simples ainda. Beber o vinho além de fácil é gostoso, e tenho certeza que ficará ainda mais gostoso quando você abrir uma garrafa sem pensar ou o garçom sem tremer.
Escrito por Carlos Mayer, 23/02/2017 às 11h08 | carlos@casamayer.com.br

publicidade

Vinho é bebida de... VERÃO!

Sim, isso mesmo. Apesar de que eu também gosto de beber uma cerveja gelada nestes dias quentes, o vinho cada vez mais deixa de ser uma bebida sazonal. Há estilos de vinhos para qualquer época do ano, ocasião ou clima.
Se lembrarmos de que espumante também é vinho, então vinho e verão nasceram um para o outro.
 
Uma bebida para dias quentes deve ser refrescante, então devemos buscar vinhos brancos, roses e tintos leves. Vinhos que tenham acidez marcante como os vinhos Verdes de Portugal e os feitos com as uvas Riesling ou Moscato, brasileiros. Espumante, qualquer um, todos têm a cara do verão, a qualidade e estilo é você quem escolhe. Prefira vinhos que você possa (ou deva) guardar na geladeira sem medo, ou colocar num baldinho de gelo e beber tranquilo, com ou sem comida acompanhando.
Você também pode fazer drinques com vinho. A vinícola catarinense Pericó, lançou para esse verão kits denominados de “Summer”, que justamente incentivam o consumo de espumante no verão com a produção de coquetéis, com receitas práticas e refrescantes.
Aqui tem 4 dicas de drinks da Pericó:
O verão ainda vai longe, até final de março teremos muitos dias quentes ainda.  No calor, devemos beber bastante água. Álcool, no vinho ou qualquer outra bebida, moderação é a palavra.
Boa praia!
Escrito por Carlos Mayer, 24/01/2017 às 17h29 | carlos@casamayer.com.br

publicidade





1 2 3

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

Fale Conosco - Anuncie no Página 3 - Normas de Uso
© Desenvolvido por Página 3

Endereço: Rua 2448, 360 - Balneário Camboriú - SC | Telefone: (47) 3367-3333 | Email: jornal@pagina3.com.br