Jornal Página 3
Coluna
Mobilidade Urbana BC
Por Henrique da Silva Wendhausen

Só com achismos, não vamos a lugar nenhum.

 
Balneário Camboriú e Camboriú estão passando por grandes transformações em suas áreas urbanas, mas nada diferente de outras cidades. Portanto são mudanças que fazem parte do desenvolvimento para melhorar o conforto de todos, neste caso vou falar da mobilidade urbana e humana.
 
Surgiu uma onda de comentários por parte de alguns comerciantes, fazendo alusão a implementação das ciclovias e ciclofaixas em determinadas ruas e que com a chegada destas o comércio perdeu clientela. Desta maneira só me resta fazer uma pergunta: Em que pesquisa ou metodologia este achismo foi baseado? Apresento a vocês uma reportagem recente feita em Nova Iorque. http://globotv.globo.com/globo-news/mundo-sa/v/mundo-sa-empreendedores-lucram-com-negocios-adaptados-para-bicicletas/3787720/
Copiem e colem este Link no seu PC e analisem o quanto estas opiniões estão erradas.
 
O mundo está em transformação e precisamos acompanhar estas mudanças. Não podemos nos esquecer que fazemos parte de um todo e que as mudanças terão resultados positivos ao longo do tempo. Talvez demore um pouco para que obtenhamos os resultados esperados, mas se você, comerciante, não se mexer poderá demorar muito mais. Então qual a pergunta que não quer se calar “O QUE POSSO FAZER PARA MELHORAR O MEU NEGÓCIO?” Neste link de reportagem que sugeri, aparecem diversas opções, temos que deixar de lado a velha idéia de que o cliente só chega ao meu negócio de carro e que sendo assim só este tem dinheiro para gastar. Como no filme do link acima, o comércio em geral pode começar a ter iniciativas como descontos para quem chega de bicicleta, cobrar da prefeitura a implementação de para ciclos por diversos locais na cidade e até mais rapidez na melhoria das calçadas, fazendo com que a acessibilidade para todos aumente o fluxo de pessoas no seu comércio. 
 
Não nos esqueçamos também que Balneário Camboriú e Camboriú são cidades praticamente planas e que só com isto já da para incentivar as pessoas a mudarem de modal no seu deslocamento do dia a dia.
 
Desta maneira estarão contribuindo não só com o seu negócio, mas também com a saúde de todos e com a mobilidade urbana e humana, fazendo com que os moradores destas cidades ganhem mais qualidade em suas vidas.
 
Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 12/05/2015 às 13h33 | h.s.wendhausen@gmail.com

publicidade

Não faltou tempo, faltou vontade e capacidade

 

Na semana retrasada o Jornal Página 3 trouxe na sua edição impressa uma matéria especial sobre Mobilidade Urbana em Balneário Camboriú e o fim do prazo para criação do Plano Municipal de Mobilidade Urbana.

Ao ler a matéria me deparei mais uma vez com promessas da Secretaria de Planejamento, em relação ao plano de mobilidade. Faz anos que as pessoas e algumas entidades tentam discutir o assunto e esperam ações efetivas da prefeitura em vão, pois quase nada foi feito para mudar a situação.
 
Vou transcrever parte da matéria publicada no site da Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú, no dia 07/03/2013:
 
“O plano de mobilidade urbana de Balneário Camboriú foi amplamente discutido na sessão ordinária desta quarta-feira (6), com a presença do secretário de Planejamento Urbano, engenheiro Auri Pavoni, que atendeu a solicitação do vereador Nilson Probst (PMDB) para explanar sobre o tema no plenário do legislativo municipal. (http://www.cambc.sc.gov.br/materias/show/2846/plenario-debate-mobilidade-urbana-em-balneario-camboriu)"
 
Vejam que no início de março de 2013, portanto há mais de 02 (dois) anos, secretários da prefeitura e vereadores discutiam o assunto, segundo a matéria, isso foi feito amplamente, e o que mudou?
 
Em setembro de 2013 participei juntamente com o ex-presidente da ACBC, Henrique da Silva Wendhausen, e mais umas 30 (trinta) pessoas, de uma Audiência Pública para tratar do assunto (Foto: Leandro Lins), mas de nada adiantou. (http://www.pagina3.com.br/politica/2013/set/25/1/audiencia-publica-discutira-mobilidade-urbana-em-balneario-camboriu)
 
 
 
O que fica claro em tudo isto é a falta de vontade e talvez de capacidade dos responsáveis em elaborar o Plano de Mobilidade. Sei que já está ficando chata a cobrança, mas mais chato é ver promessas sendo feitas todos os anos e nada ser feito, efetivamente, para melhorar a mobilidade em Balneário Camboriú.
 
Enganam-se aqueles quem acha que melhor forma de melhorar a mobilidade é alargar ruas e avenidas, isso é paliativo. Dois exemplos claros disto são a Avenida do Estado e a Quarta Avenida que tem quatro pistas, porém no seu final acabam em duas pistas de rolamento.
 
O que precisamos é da participação efetiva das pessoas e das entidades que vivem no dia a dia os problemas de Mobilidade de nossa cidade, para iniciar, seria bom cumprir o que determina a lei, criando o Conselho Municipal de Mobilidade Urbana. Caso contrário, será apenas promessas e mais promessas não cumpridas enquanto o tempo passa. Só com esta participação conseguiremos chegar ao resultado que seja o reflexo das necessidades da cidade.
 
Tempo teve, o que faltou foi vontade e capacidade de solucionar este problema que já afeta nossas vidas diariamente. 

 

Escrito por , 04/05/2015 às 10h09 |

publicidade

Por que nunca é feito com a devida qualidade e objetivo?


Todas as cidades necessitam de melhorias em suas estruturas, estas estão sempre num estado de evolução.

A população cresce muito rapidamente em todo o planeta, aumentando a necessidade de novas obras em vários sentidos, uma das principais, mobilidade urbana, obras que atingem a um grande número de cidadãos em todas as partes do planeta, por isto um assunto sempre atual.

Cabe as administrações públicas, sejam elas municipais, estaduais ou federais, projetarem as obras da mobilidade urbana conforme vão surgindo as necessidades e estas são muitas. Desta maneira precisam elaborar projetos que tenham como objetivo principal a melhoria da qualidade de vida de uma população. Mas infelizmente não é isto o que vemos nos dias de hoje, principalmente aqui em Balneário Camboriú. Os projetos são muitos, o problema está na execução e objetivos destes.

Exemplo: A passarela da Barra, que mais parece um poleiro de luxo, uma obra que se tivesse sido executada com o verdadeiro objetivo de melhorar a mobilidade humana para a qual foi construída, seria uma grande obra. Facilitaria e muito o deslocamento da população do bairro da barra para o centro da cidade. Se o projeto da passarela fosse mais simples, não custando o que custou e ainda por cima não estando pronta, teríamos um facilitador que culminaria na rapidez e na segurança com que os cidadãos poderiam usufruir ao se deslocar por este local. Opinião minha, está obra não foi projetada para o deslocamento dos cidadãos do bairro da Barra para o centro e vice e versa, haja visto que em vez de projetarem uma obra com facilidade de acesso rápido para todos, executaram a mesma com elevadores. Elemento que quando a demanda de pessoas for muito grande, criara filas enormes, fazendo com que todos queiram achar outros meios para se deslocarem ao centro. Pior ainda para os ciclistas, que fazem um grande uso da atual Balsa, como colocar esta demanda toda dentro de elevadores, por maiores que sejam.

Outra obra que já estava projetada, mas que não vai mais ser realizada, a do viaduto sobre a praça das Sereias. Deveriam aproveitar as verbas desta obra e aplicar no projeto do sistema cicloviário de Balneário Camboriu. Este sim um grande projeto, que se implementado da forma correta vai beneficiar a todos, já que o custo da gasolina hoje influência direta e indiretamente no orçamento das famílias. Se este sistema for bem implementado, poderemos pedalar com a devida segurança e isto vai atrair cada vez mais pessoas para o modal bicicleta.

A ACBC – Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú e Camboriú faz a sua parte cobrando a execução do projeto junto a administração pública. Esta fala aos quatro ventos, que já estão executando este projeto e que até a bem pouco tempo atrás não tínhamos nada de ciclovias. Esta ideia não está errada, já conseguimos muito do sistema cicloviário de hoje em relação ao que tínhamos a 3 ou 5 anos atrás. O problema está na execução deste ótimo projeto. As ciclovias são projetadas para gerar segurança aos ciclistas, para que estes deixem o seu carro em casa e diminuam a demanda nas ruas, fazendo com que o transito destes flua melhor.

Sou ciclista de carteirinha, no dia a dia atravesso a cidade várias vezes, por isto falo coma devida propriedade, nunca me senti seguro ao transitar pelo sistema cicloviário de Balneário, inclusive com toda a minha experiência, já fui atropelado uma vez. Dei sorte, mas outro ciclista que foi atropelado perto do Angeloni na avenida dos Estados não, este veio a falecer.

A segurança de que tanto falo está nos detalhes do projeto, que teimam em ficar só no papel, fazendo com que todos os usuários do sistema cicloviário acabem por se tornar alvos fáceis para atropelamentos. A prefeitura já fez várias reuniões com a ACBC, que hoje é a entidade que mais tem bagagem e experiência neste assunto na região, mas executar mesmo o que foi proposto por esta associação, está longe de acontecer.

Este assunto da muito pano para manga, mas temos que acreditar que as cabeças pensantes do poder público um dia vão acordar, deixando a barganha política de lado e façam o que tenham que fazer corretamente para uma melhor qualidade de vida para todos. 

Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 22/04/2015 às 02h36 | h.s.wendhausen@gmail.com

publicidade

O crescimento do uso da bicicleta no Brasil

 
Foi publicado mês passado uma pesquisa sobre o crescimento no uso da bicicleta nas cidades brasileiras, realizada no mês janeiro 2015, por Douglas Oliveira que é um entusiasta e ativista do uso da bicicleta como meio de transporte.
 
Ele realizou a pesquisa com base em marketing digital, database marketing e pesquisa quantitativa. Para isso utilizou as redes sociais e o site www.pedalandonacidade.com.br.
 
Segundo Douglas, o objetivo da pesquisa foi entender "a nova relação da cidade com o ciclista" e mostrar menos números, mas, sobretudo conceitos sobre o futuro da bicicleta no Brasil. "Identificamos oportunidades de novos negócios e serviços envolvendo o público que já usa e também as pessoas que passarão a usar a bicicleta em seu cotidiano", explicou o publicitário.
 
A pesquisa mostra o panorama do uso da bike no país e aponta tendências e novas demandas por produtos e serviços voltados aos ciclistas.
 
O resultado chama a atenção para que as autoridades enxerguem a bicicleta e os ciclistas de uma forma diferente, e os empreendedores enxergarão um grande mercado a ser explorado.
 
Analisando a pesquisa é fácil constatar que a situação vivida no Brasil, é idêntica a existente em Balneário Camboriú, onde o número de ciclistas e o interesse por esta forma de meio de transporte cresceu muito nos últimos 2 (dois) anos.
 
A grande sacada da pesquisa foi utilizar muito bem as redes sociais para analisar como as pessoas mostram o seu interesse no dia a dia sobre o assunto. Chama a atenção também à forma como os resultados foram apresentados no relatório final, de uma maneira bem interessante, sem ser cansativa.
 
Alguns resultados chamam a atenção:
 
- 77% DAS PESSOAS QUE RESPONDERAM ANDAM DE BICICLETA.
 
- PORÉM, DO TOTAL, APENAS 32% UTILIZAM A BICICLETA COMO PRINCIPAL MEIO DE TRANSPORTE.
 
- 6 MILHÕES DE BRASILEIROS, RESIDENTES NO PAÍS, CURTEM ASSUNTOS RELACIONADOS À BICICLETA NO FACEBOOK. É PORQUE REALMENTE EXISTE UMA NOVA PERSPECTIVA SOBRE MOBILIDADE URBANA NAS CIDADES.
 
- 97% DOS ENTREVISTADOS ACREDITAM QUE AS CICLOVIAS ATRAIRÃO MAIS PESSOAS PARA ANDAR DE BICICLETA.
 
- IDENTIFICAMOS NO MONITORAMENTO RECLAMAÇÕES DE PESSOAS QUE TIVERAM A CÂMARA OU PNEU DE SUAS BICICLETAS ESTOURADO NO PERCURSO. E QUANDO ISSO ACONTECE NÃO EXISTEM LUGARES PARA ATENDIMENTO POR PERTO. 76% NOS CONTARAM QUE EM SEUS TRAJETOS NÃO EXISTE ATENDIMENTO.
 
- EXISTE O RECEIO EM DEIXAR A BICICLETA EM LOCAIS PÚBLICOS: 37% DAS PESSOAS NÃO COSTUMAM DEIXAR EM LOCAIS PÚBLICOS, POIS TEM MEDO DE FURTO. 35% PREFEREM DEIXAR EM LUGARES ONDE POSSAM VER A BICICLETA.
 
- 90% DAS PESSOAS FALARAM QUE O COMÉRCIO NÃO ESTÁ PREPARADO PARA AS BICICLETAS.
 
Vale à pena ler a pesquisa e analisar os resultados da para entender as mudanças que estão acontecendo.
 
Os empresários podem agregar valor a serviços que já oferecem, e os que forem empreendedores podem vislumbrar uma grande oportunidade de montar um negócio promissor.

A pesquisa completa está no site: http://www.mobilize.org.br/midias/pesquisas/pedalando-na-cidade.pdf

Escrito por , 17/04/2015 às 09h56 |

publicidade

Mobilidade Urbana x Mobilidade Humana

 
Conceito pessoal "a mobilidade urbana é o conjunto da infraestrutura de ruas, calçadas e ciclovias e mobilidade humana é o próprio ser humano se deslocando a pé, de bicicleta, de cadeira de rodas, motocicletas, carros, ônibus, carretas e outros". Esta sequência leva a um conceito básico que está bem informado no CTB (código de transito Brasileiro )  "NO TRÂNSITO O MAIOR PROTEGE O MENOR" coisa simples de se entender para qualquer pessoa. O trânsito faz parte do nosso dia a dia, mesmo para aqueles que são meros pedestres.
 
Todos tentam ocupar o seu espaço nas ruas da melhor maneira possível é o que vemos no dia a dia.
Mas para que façamos o nosso deslocamento por nossa ou outra e qualquer cidade, temos que nos encontrar com os outros, que também estão tentando o mesmo que nos. E é nesta situação que surgem as "brigas" pelos espaços por onde queremos nos deslocar, sejam nas ruas, nas calçadas ou ciclovias.  Falo em "brigas" por que é o que vemos nas ruas por todas as cidades, estamos todos querendo desafiar uma lei da física, "dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar ao mesmo tempo" nesta situação acabamos nos tornando seres irracionais, tomamos atitudes de agressão para com os outros sem nos lembrarmos de que vira e mexe estamos no seu lugar. Exemplo: o motorista que não para na faixa de segurança para pedestres, lhe negando a preferência por ser o mais frágil, sendo que em outro momento este mesmo motorista vira um pedestre e xinga a um igual pela mesma atitude. Outra, estacionar o carro em vagas não permitidas (deficiente físico, idoso) alegando que é uma rápida parada e em outro momento você reclama do motorista que estacionou ocupando duas vagas ao mesmo tempo.    
 
Como podemos resolver estas situações que geram atitudes tão negativas no deslocamento das pessoas pelas ruas? A resposta é simples, cada um tem que fazer a sua parte corretamente. Começando pelo poder público que tem que projetar a infraestrutura com o olhar voltado para o coletivo, calçadas que possam receber as pessoas com suas respectivas necessidades, transportes de massas e integração entre os mesmos, ciclovias e ciclofaixa e por ai vai. Em contra partida, os cidadãos tem que fazer corretamente o uso destas infraestruturas, cada qual no seu lugar, respeitando as regras. Mas infelizmente não é o que vemos aqui em Balneário Camboriú.
 
O poder público divulga que está investindo na melhoria da mobilidade urbana, como exemplo cita a implementação das calçadas padrões e ciclovias. Mas não conseguimos enxergar ou sentir a evolução destas obras, por que estão sempre inacabadas. Ao caminharmos pelas calçadas vemos que não há continuidade na estrutura, notamos que são bem projetadas, mas mal executadas. Exemplos: rampas de acessibilidade que dão em bueiros, pisos podotátil que contém postes e outros mobiliários no seu segmento. Quando pedalamos pelas ciclovias e ciclofaixas, que existem para gerar segurança aos ciclistas, nos sentimos inseguros pela falta de sinalizações, carros adentram por estas com a maior facilidade, pondo em risco as vidas que por ali transitam. Da mesma maneira os motoristas não ligam ou não prestam a atenção aos sinais de transito, cruzam vias aonde não é permitido, avançam em sinais fechados, não param nas faixa de pedestres e outras situações mais. Já os ciclistas também ficam a desejar, pois pedalam na contra mão das vias, mesmo em locais aonde há ciclovias, andam sobre as calçadas e também não respeitam os pedestres nas faixas. Posso citar aqui inúmeros erros cometidos por todos, mas este não é o meu objetivo e sim mostrar que podemos evoluir em tudo isto e chegar a uma infraestrutura aonde possamos ocupar os espaços sem nos preocuparmos se este já está sendo ocupado por outro.
 
Para finalizar, temos que cobrar dos poderes públicos para que a infraestrutura da mobilidade urbana seja construída de maneira correta, com a devida qualidade, para que a mobilidade humana seja respeitada e possa evoluir com a devida naturalidade que todos nós temos direito.
Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 10/04/2015 às 11h19 | h.s.wendhausen@gmail.com

publicidade

Balneário Camboriú, uma ilha na Mobilidade Urbana da AMFRI

 
Termina este mês o prazo para as cidades brasileiras com até 20 mil habitantes elaborarem o Plano Municipal de Mobilidade Urbana, sob pena de não receberem mais verbas federais para projetos de mobilidade urbana enquanto o plano não estiver em vigência.
 
Algumas Secretarias de Planejamento de grandes cidades brasileiras fizeram pedido ao Ministério das Cidades para prorrogação da entrega do plano e estão aguardando uma resposta.
 
O Ministério das Cidades através de sua assessoria de imprensa já adiantou que não há estimativa para prorrogação. “O prazo estabelecido em lei, que é abril de 2015, marca na verdade o início da obrigatoriedade como requisito para contratação de novas operações que utilizem recursos orçamentários federais, porém a resolução, contudo, não interfere no repasse de recursos para contratos antigos”.
 
Existe ainda o Projeto de Lei 7898/2014 que se encontra atualmente na Comissão de Desenvolvimento Urbano do Congresso Nacional para parecer do relator, propondo a alteração do art. 24 da Lei nº 12.587, de 3 de janeiro de 2012, para estender o prazo exigido para a apresentação dos Planos de Mobilidade Urbana de 3 (três) para 6 (seis) anos. Pelo curto prazo de tempo até a vigência da lei, talvez não seja possível que seja votado até o prazo final.
 
A lei de Mobilidade Urbana Nacional é do ano de 2012, e previa 3 (três) anos para que as cidades elaborassem e aprovassem as leis municipais, mas na maioria das cidades isso não ocorreu.
 
Mesmo que seja aprovada a prorrogação, Balneário Camboriú perdeu uma oportunidade única de se credenciar a receber verba federal para seus projetos, tendo em vista que o número de cidades brasileiras aptas a receber as verbas neste momento é pequeno, facilitando, portanto o recebimento daquelas que já elaboraram os planos e tem projetos de mobilidade para captação de recursos federais.
 
Infelizmente, Balneário Camboriú parece uma ilha em relação aos municípios da AMFRI (Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí), pois ao invés de planejar e executar projetos em conjunto com os municípios vizinhos (Itajaí, Camboriú, Itapema) como é feito, por exemplo, na Grande Florianópolis com o PLAMUS (Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis), nossa cidade sequer iniciou os estudos iniciais.
 
Os municípios da AMFRI já contrataram, em novembro de 2014, a consultoria técnica da empresa a Le Padron para a elaboração dos Planos na região, e o estudo já está na fase de diagnóstico, com previsão de entrega no começo de julho de 2015 da Minuta de Termo de Acordo e Cooperação Técnica e/ou Convênio entre os Municípios Signatários do PlaMob Regional da AMFRI.
 
Enquanto não planejarmos e executarmos nossa cidade em conjunto com as cidades vizinhas, continuaremos apenas apagando fogo e tentando resolver os problemas pontuais do dia a dia.
 
Já passou da hora de pensarmos a Mobilidade em BC de forma organizada, ouvindo a opinião da sociedade civil organizada, das associações, que tem suas atividades voltadas à melhoria da Mobilidade Urbana em nossa cidade.
 
Verba para projetos de mobilidade existem, mas infelizmente faltam projetos para captação destes recursos, e falta principalmente vontade política para acelerar estes processos, que só irão acontecer de forma efetiva, através do chamamamento e do envolvimento da comunidade para discutir o assunto.
 
 
Escrito por , 31/03/2015 às 11h44 |

publicidade

1 2 3 4 5 6

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

Fale Conosco - Anuncie neste site - Normas de Uso
© Desenvolvido por Pagina 3

Endereco: Rua 2448, 360 - Balneario Camboriu - SC | Telefone: (47) 3367-3333 | Email: jornal@pagina3.com.br