Jornal Página 3
Coluna
Mobilidade Urbana BC
Por Henrique da Silva Wendhausen

Uma história e um exemplo a ser seguido, para mudarmos nossa maneira de nos locomovermos por ai.

 

Enquanto na Europa alguns países já retiram as ciclovias e ciclofaixas do sistema urbano, por conta do grande teor de educação que todos tem entre si, aqui no Brasil ainda disputamos os espaços das vias na base do tapa.

Vou citar o exemplo da Holanda, aonde aconteceu uma grande mudança em prol das bicicletas no final dos anos 60 e início dos anos 70, por conta do grande nível de mortes ocorridas naqueles tempos, principalmente entre crianças e jovens, causadas pelos atropelamentos devido ao grande número de carros naquele momento. Com os Holandeses entre os anos de 1945 e 1960, aconteceu o que está acontecendo hoje no Brasil. Houve uma grande ascensão social e todos começaram a adquirir bens e entre estes o automóvel ficou em primeiro lugar. Com a chegada do grande número de carros o transito se tornou um caos. No início dos anos 70 os Holandeses começaram a descobrir que o automóvel não estava lhes trazendo a mesma felicidade que eles tinham quando estes se locomoviam de bicicleta. Além do que o modal automóvel estava matando em grande número da geração futura. Com esta percepção os Holandeses resolveram que já era hora de mudar e esta mudança implicava em retornar aos hábitos anteriores a chegada do modal automóvel. Mudança esta que dava o devido valor ao modal bicicleta em detrimento do primeiro. Como num conto de fadas o final da história para os Holandeses foi a de que viveram felizes para sempre logo após o retorno do habito de pedalar.
 
Esta história está resumida no link abaixo e por que estou abordando esta história? É que podemos tirar um ótimo exemplo de tudo o que passaram os Holandeses e aproveitar para não repetirmos os mesmos erros pelo qual eles já passaram. Podemos sim abreviar toda a situação negativa das mortes que o transito causou no período em que o carro foi a estrela deste pais naquele começo dos anos prósperos. Hoje a Holanda está retirando as ciclovias e ciclofaixas de suas ruas e por que isto acontece? Por que lá a população quando aborda o tema modal bicicleta, fala de não poluição do ar, menos barulho, mais saúde para todos, veículo econômico e outras coisas mais que só dignifica este equipamento de tração humana.
 
Por outro lado aqui no Brasil ainda estamos na fase do descobrimento da melhor maneira de se expandir o sistema cicloviário e de como devemos nos comportar quando nos deparamos com uma bicicleta.
 
Já o ciclista própria mente dito, ainda não descobriu o seu lugar nas vias, quando pedala por estas esquece que há regras e que devemos obedece las não só para nossa própria segurança mas a dos outros também.
 
Para encerrar, no futuro poderemos chegar ao mesmo nível em que estão não só os Holandeses, mas também Alemães, Ingleses, Japoneses e outros que já passaram por esta mesma fase. O meu medo é que por sermos um pais de desiguais, quanto tempo levaremos para tal?
 
Link com o resumo da história da evolução da Holanda com relação a bicicleta.
 
Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 24/06/2015 às 08h40 | h.s.wendhausen@gmail.com

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A MOBILIDADE URBANA x EDUCAÇÃO DOS CICLISTAS

 
Levando em consideração que o sistema cicloviário de Balneário Camboriú está em fase de expansão, temos agora que despertar nos ciclistas o uso correto deste sistema. Precisamos urgentemente fazer com que os usuários deste sistema façam a sua parte, por que não adianta de nada cobrarmos a implementação e a expansão deste, se não vamos usá-lo corretamente.
 
Ao pedalar pelo sistema cicloviário, o que faço com frequência, noto que a demanda aumentou consideravelmente, o que é ótimo e que temos que aumentar a nossa percepção com aqueles que estão a nossa volta.
 
Nas esquinas com as faixas de pedestres e com os automóveis, outro exemplo, na ciclofaixa da Avenida Atlântica temos que ter atenção redobrada com os pedestres principalmente com os mais idosos que circulam muito por ali e por ai a fora.
 
As ciclovias nasceram para separar os ciclistas dos automóveis, fazendo com que este primeiro tenha mais segurança ao transitar pelas vias. Sendo assim a lógica manda que ao sairmos para pedalar façamos o maior uso possível das ciclovias e dos outros elementos que possuem as mesmas características de proteção. Mas infelizmente não é o que vemos hoje em dia pela nossa cidade. É uma visão assustadora por que ao vermos um ciclista que transita no meio dos carros por uma via aonde nesta esta implementada uma ciclovia ou ciclofaixa e muitas vezes na contra mão, nos faz pensar se está valendo apena a nossa batalha.
 
Pedalar pelas vias fora do sistema quando este existe é pura falta de bom senso e educação precisamos imaginar o porquê que as pessoas o fazem já que não nos é cobrado nada e ao pedalarmos por ali estamos garantindo a nossa segurança e a dos que estão a nossa volta.
 
Precisamos urgentemente fazer uma divulgação em massa, das regras que estão no código de transito brasileiro que indicam como os ciclistas devem se comportar no transito como também os nossos direitos e principalmente os nossos deveres. Sim não temos só direito, mas para que estes sejam aplicados corretamente, temos que cumprir primeiramente com os nossos deveres.
 
Podemos nos orientar também pelo link a seguir que da ótimas dicas para fazermos o correto ao pedalarmos pelas vias. http://vadebike.org/2011/11/dicas-para-pedalar-com-seguranca/
 
Para encerrar, solicito a todos que ao fazerem uso das vias como ciclistas, pensem um pouco não só na sua segurança que já é muito importante, mas também nos prejuízos da sua saúde que podem levá-lo não só ao hospital, mas também ao além. PENSEM NISTO.
Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 17/06/2015 às 15h29 | h.s.wendhausen@gmail.com

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A importância da participação popular

 
Hoje em dia é cada vez mais importante a participação popular nas busca por idéias de desenvolvimento de uma cidade, até porque assim teremos o engajamento da sociedade no conhecimento dos problemas e também na busca por possíveis soluções.
 
E foi pensando nisso que a Prefeitura do Rio de Janeiro lançou um projeto chamado Desafio Ágora Rio, onde está realizando uma votação pela internet para a escolha de dez propostas de mobilidade urbana que devam ser colocadas em prática na cidade. O prazo para os cidadãos fazerem sua escolha é até o dia 28 de junho. 
 
As propostas em votação no site Desafio Ágora Rio (https://desafioagorario.crowdicity.com/) são fruto de um processo de coleta de idéias da população carioca, com a curadoria de organismos da sociedade civil e da prefeitura da cidade. 
 
Dentre as idéias estão:
- Reduzir estacionamentos em espaços públicos
- Melhorar infraestrutura para ciclistas
- Expandir o sistema cicloviário
- Melhorar as calçadas
- Aumentar a segurança dos deslocamentos a pé e de bicicleta
- Melhorar a frota de ônibus em circulação...
... e várias outras propostas.

Segundo a Prefeitura do Rio, na fase final, de avaliação, os projetos vencedores serão enviados ao grupo de trabalho que está desenvolvendo o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Rio de Janeiro, para estudo de viabilidade técnica e possível incorporação ao documento.
 
Esta é uma grande iniciativa da prefeitura, que visa a participação popular, cumprindo também em parte o que determina o Plano Nacional de Mobilidade Urbana. Em tempos de internet, onde a maioria da população faz uso desta ferramenta diariamente, o governante que souber usar esta ferramenta, para conseguir a participação popular, tem grandes chances de andar no caminho certo.
 
Enquanto isso, aqui em Balneário Camboriú, as decisões são tomadas, geralmente em gabinetes, sem a participação popular, de associações ou entidades civis.
 
Infelizmente, todos sabem que quando não há a participação da população, as chances de sucesso são menores, pois sem saber o que a maioria deseja e sem estabelecer um canal de comunicação entre a prefeitura e a comunidade, as mudanças tendem a não alcançar o objetivo almejado pelos moradores.

Espero que nossos governantes sigam os bons exemplos de outras cidades, principalmente no que diz respeito a participação popular nas questões relativas a mobilidade urbana.

 

Escrito por , 08/06/2015 às 11h27 |

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Pedalando e caminhando por Balneário Camboriú do futuro

 
Pedalando por Balneário Camboriú no sábado (23/05) pude observar as novas rotas de interligação entre as ciclovias e ciclofaixas que começaram a ser implementadas nas ruas 3000, 2000 e 2550. Em algumas ruas já começaram a colocação dos tachões e em outras a pintura do vermelho, elementos que indicam aos motoristas do modal automóvel, que por ali transitam os ciclistas do modal bicicleta e que estes devem ser protegidos por que são os mais frágeis na divisão do espaço destas ruas.
 
Da mesma forma fiz uma caminhada no domingo (24) e pude observar de perto o quanto melhorou as condições das nossas calçadas de um modo geral. Neste mês de maio estive em São Paulo por vinte dias, lá aluguei uma bicicleta, já que não possuo carro, passeei por diversos lugares. A nova regra por lá é a de que os ciclistas devem ocupar o lado direito da rua, mas sem andar junto ao meio fio aonde não houver ciclovias e ciclofaixas. Desta maneira está se protegendo de levar fechadas ou ser esmagado junto ao meio fio. Para minha surpresa ao pedalar conforme esta nova regra não fui incomodado por nenhum motorista, inclusive pelos que dirigiam os ônibus. Estas duas situações que descrevi acima possuem o seu lado positivo para nós ciclistas, haja vista que em São Paulo, uma megalópole com uma população de 44 milhões de habitantes, o modal bicicleta começa a aparecer como uma ótima opção de transporte no caótico transito que lá existe.
 
Já aqui em Balneário começamos a desfrutar deste mesmo modal com a segurança que é gerada pela expansão do sistema cicloviário. Quero aqui de público parabenizar o senhor prefeito Edson Renato Dias por estar cumprindo com aquilo que prometeu, que foi o de tornar Balneário Camboriú conhecida por se destacar nas áreas de mobilidade urbana através da implementação não só de ciclovias e ciclofaixas. Mas também melhorando a acessibilidade das pessoas com as reformas que estão acontecendo nas calçadas, aonde conseguimos caminhar sem tropeços e os mais necessitados conseguindo acessá-las sem maiores dificuldades. Estas obras demonstram que estamos sendo respeitados bem como os que nos visitam. Balneário Camboriú se continuar a implementar obras como estas, logo será conhecida como uma cidade a ser copiada, fazendo com que nos orgulhemos cada vez mais de morarmos aqui.

 

Para encerrar, sabemos todos que esta cidade precisa melhorar em muitos aspectos. Mas se levarmos em consideração que a bem pouco tempo atrás não havia nada que sinaliza se para melhorar a qualidade de vida da nossa população, só temos que agradecer e torcer para que o senhor Prefeito através de suas ações consiga encaminhar o máximo de obras como estas que citei acima, fazendo de Balneário Camboriú uma cidade cada vez mais aprazível de se viver.

 

 

Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 03/06/2015 às 08h06 | h.s.wendhausen@gmail.com

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A importância do lazer gratuito para nossa cidade

 

 

Me chamo Luiz Carlos Chaves Junior, conhecido por Chaves Júnior, nascido em Itajaí em 25 de maio de 1982, porém morador desta cidade desde o nascimento me considero Balneár Camboriuense de coração. Desde pequeno trabalho em uma tradicional empresa familiar e nos dia de hoje divido meu tempo entre pessoal, profissional e voluntário.

Estou presidente da Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú e Camboriú, ACBC, associação que conheci através do despertar de uma vontade pessoal, criar uma forma de lazer gratuito para os moradores da cidade. No começo de 2013 comecei a frequentar as reuniões semanais da ACBC, onde voluntariava em questões de lazer ciclístico e discussões políticas de criações de alternativas de mobilidade urbana, desde então apresentei a ideia de uma rua de lazer para Balneário Camboriú.           

Atlântica Ativa a primeira rua de lazer, criada em 23 de março de 2014 veio para trazer aos moradores de nossa cidade, mais uma alternativa de lazer gratuito. Sempre executada em baixa temporada, justamente para atrair e beneficiar os moradores, a rua de lazer oferece espaço compartilhado, para que o trânsito não seja afetado diretamente e para que desde a melhor idade até as crianças mais novas possam utilizar os espaços públicos com mais tranquilidade. A principal avenida é fechada em meia pista, utilizando a ciclofaixa e a calçada como uma só área de lazer de frente para o mar na tranquilidade da manhã dos últimos domingos de cada mês.

A ideia não era somente fechar a avenida e liberar uma pista, mas pensamos que seria mais completa se tivesse alguma forma de atrair o público e mantê-los por mais tempo em seu momento de lazer. Assim, foram convidadas algumas empresas para que pudessem oferecer seus serviços ou amostra de produtos gratuitamente ao público e também como o projeto tem parceria com a prefeitura municipal, foram convocadas as secretarias de saúde, segurança, turismo, fundação de esportes, polícia militar e bombeiros para apresentar campanhas e informações. Desta forma, percebemos que a rua de lazer trazia além da pratica de esportes, educação e informação aos usuários, em contrapartida as empresas que se dispõem em demonstrar seus produtos em um domingo de manhã, ganham na propaganda gratuita em uma das vitrines mais lindas e valorizadas de nossa cidade, a orla de nossa praia.

É muito importante a criação de lazer alternativo e gratuito, para que os moradores sintam-se acolhidos e valorizados, é necessário que exista integração entre as pessoas, compartilhamento entre automóveis e bicicletas e a fomentação do comércio local onde a rua de lazer é executada. Desta forma, todos ganham, o poder público, a cidade, empresários e o mais importante os moradores que buscam opções de levarem seus filhos a praticarem as brincadeiras de rua que faziam quando eram crianças.

A Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú e Camboriú, tem um importante papel no desenvolvimento de nossa cidade, onde apresentamos projetos que constroem e conscientizam nossos moradores a uma forma de desenvolvimento inteligente de Balneário Camboriú.

Convidamos a toda nossa comunidade para participarem de nossa 8ª edição da rua de lazer Atlântica Ativa, que acontecerá no próximo domingo dia 31 de maio, das 8 ás 12 horas, onde será fechado em meia pista a avenida Atlântica da rua 3000 até a praça Almirante Tamandaré! Participe! Se chover o evento será cancelado.

 

 

 

 

Escrito por Chaves Júnior, 27/05/2015 às 18h17 | chvsjr@gmail.com

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Aonde podemos melhorar a mobilidade urbana e humana de Balneário Camboriú

 
Há algum tempo atrás, quando ainda estava presidente da ACBC, um pouco antes da ciclofaixa da Avenida Atlântica ser implementada, conversei com o proprietário da empresa de transporte Expressul, Sr Evandro Ern.
 
Empresa está que detém a concessão do transporte público de Balneário Camboriú. Entre outros assuntos sobre mobilidade urbana, levei a idéia para que fosse implementada uma linha de ônibus, que só circula se pelas avenidas Brasil e Atlântica, diferente da do Bondinho. Linha esta que faria este trajeto sem parada final. Seria implementado também um sistema on line via celular, que o usuário poderia saber aonde se localizava o próximo ônibus que passaria pelo seu endereço naquele momento.
 
O Sr Evandro se mostrou interessado pela idéia e me garantiu que iria estudar o caso. Pois bem, por que toco neste assunto, a idéia que passei ao Sr Evandro é uma idéia que se implementada, vai garantir o aumento da circulação das pessoas não só pela avenida Atlântica mas também pela avenida Brasil. Desde que sejam colocados ônibus modernos e com o sistema on line da qual mencionei acima.
 
Muitos podem dizer que já temos o bondinho, mas este deveria servir somente aos turistas com o preço diferenciado que tem. Balneário carece e muito da melhora deste sistema de modal urbano, onde muita gente deixa de usá-lo pela falta não só do conforto, como também dos itinerários mal projetados.
 
Para encerrar, outra ação que já deveria estar sendo implementada, seria a dos corredores exclusivos para ônibus e taxis. As cidades comportam cada vez menos os automóveis e com a implementação desta obra é certo que vamos fazer com que as pessoas tenham um olhar diferenciado e mais positivo para estes modais, principalmente o ônibus, que leva o número de passageiros de quatro carros em seu interior.

Ps. Conceito pessoal "a mobilidade urbana é o conjunto da infraestrutura de ruas, calçadas e ciclovias e mobilidade humana é o próprio ser humano se deslocando a pé, de bicicleta, de cadeira de rodas, motocicletas, carros, ônibus, carretas e outros".

 

 

Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 20/05/2015 às 08h44 | h.s.wendhausen@gmail.com

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