Jornal Página 3
Coluna
Mobilidade Urbana BC
Por Henrique da Silva Wendhausen

Civilização não muito civilizada na mobilidade urbana de hoje

 
Chegamos a uma época em que a mobilidade urbana e a mobilidade humana estão altamente em evidência em todo o planeta e por que afirmo isto, por que todos os cidadãos não só das pequenas cidades ou de um país inteiro, precisam se deslocar em algum momento de suas vidas.
 
Claro que podemos abrir um parêntese para aqueles que moram nos cafundó do Judas ou em locais muito ermos, pois estes muitas vezes nascem, vivem e não vão além do quarteirão de suas casas. Sejam em deslocamentos curtos, medianos ou longos, teremos que sair por ai em algum momento e o que poderemos encontrar ao tentarmos nos mover pelas ruas, vai depender da maneira e do modal que vamos usar.
 
Mas seja lá qual for vamos ter que ter a maior paciência possível, explico, se você escolher ser um pedestre vai ter que prestar muita atenção para não ser atropelado ao cruzar uma via na faixa de segurança destinada a protegê-lo, local este que nos da toda a preferência sobre qualquer outro modal.
 
Tirando raras exceções de algumas cidades, que são pouquíssimas, podemos afirmar que as faixas de pedestres deixaram de ser locais seguros faz tempo. Neste caso você é a vítima, mas quando você sai de casa como motorista do seu carro, você acaba virando o algoz, aquele que não se lembra que também é um pedestre em alguns momentos de sua vida. Contudo claro que há exceções e não vou bancar o advogado do diabo, por que sou um transeunte constante das ruas como ciclista ou como pedestre e venho notando uma melhora significativa nas atitudes de muitos motoristas.
 
As regras são claras e estão bem explicadas no CTB (código de trânsito brasileiro) aonde a primeira regra nos induz a acharmos que estamos super seguros quando deixamos o conforto do nosso lar, o maior protege o menor, isto seria perfeito se fosse colocado em prática por todos.
 
Também cobramos muito dos administradores públicos para que implementem mais infraestrutura para nossa segurança, quer sejamos pedestres, ciclistas ou motoristas de automóveis. Mas o que vemos hoje em dia, estou citando Balneário Camboriú como exemplo, a ACBC – Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú e Camboriú solicitou à prefeitura para que coloque sinaleiras para ciclistas nas principais esquinas desta cidade, fomos atendidos, várias foram implementadas. Este equipamento é de suma importância haja vista que indica aos ciclistas o momento em que este pode passar por uma esquina com a devida segurança.
 
Porém o que vemos hoje, simplesmente este equipamento sendo ignorado pela maioria dos ciclistas que transitam pelas ciclovias e ciclofaixas. Já os pedestres teimam em atravessar as vias fora das faixas destinadas a este, muitas vezes estando a menos de dez metros de uma.
 
Desta maneira mesmo tendo o conceito de ser humano civilizado, só uma minoria da população é que faz jus a este mesmo conceito.
 
No link, podemos ver o que diz o CTB sobre as regras para a circulação dos ciclistas: http://vadebike.org/2004/08/o-que-o-codigo-de/
 

 

Para encerrar, vamos todos torcer para que haja uma evolução no bom senso das pessoas que teimam em ser diferentes e que acham que não precisam seguir as regras, no caso da mobilidade urbana e humana tendem a ser negativas e menos civilizadas. 
Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 21/08/2015 às 08h39 | h.s.wendhausen@gmail.com

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Ciclowatch - contador de bikes

 
Esta semana o site Mobilize publicou uma matéria sobre aplicativos para celular relacionados a mobilidade urbana. O site testou dezenas e fez um relação com os melhores para que os usuários pudessem experimentá-los.
 
O aplicativo que mais chamou a minha atenção foi o Ciclowatch - contador de bikes.
 
Apesar de não ser um aplicativo para facilitar a mobilidade, acredito que pode ajudar os governantes e entidades a conhecer melhor o uso da malha cicloviária de cada cidade, e o mais interessante, com o auxílio dos próprios ciclistas.
 
Achei a proposta é bem interessante. O aplicativo coleta dados de trajetos percorridos de bicicleta através dos aplicativos Strava e Runkeeper, e alimenta um banco de dados, cruzando estas informações com a infraestrutura já existente. Assim, identifica as ciclovias que são mais utilizadas e as ruas que não têm ciclovias, mas que bastante uso por parte dos ciclistas.
 
Para contribuir com a coleta para o banco de dados é preciso instalar o aplicativo no celular e conceder acesso à sua conta do Strava ou Runtastic. Depois disso, todas as suas pedaladas registradas por um destes aplicativos serão utilizadas pelo Ciclowatch, além disso, no aplicativo as estatísticas já coletadas já estão disponíveis para consulta.
 
O Ciclowatch já está disponível para Balneário Camboriú/SC, Camboriú/SC, Itajaí/SC, Florianópolis/SC, Fortaleza/CE, Maringá/PR, Recife/PE, Ribeirão Preto/SP, Rio de Janeiro/RJ, Vitória/ES e São Paulo/SP.
 
Para baixar o aplicativo, basta acessar os links abaixo.
Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.ciclowatch
iOS: https://itunes.apple.com/us/app/ciclowatch-contador-de-bikes/id1003885518
 
Em breve poderemos realizar uma análise melhor com base nos dados coletados aqui em Balneário Camboriú, claro que por amostragem, mas acredito que é mais prático e rápido do que os métodos que utilizamos atualmente. Quanto mais pessoas utilizarem, melhor será o diagnóstico.
 
Eu já instalei, agora é só pedalar.
Escrito por , 11/08/2015 às 11h26 |

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Onde prender a minha bicicleta?

Nos dias de hoje, uma das maiores preocupações de todos os ciclistas que circulam pelas ruas e avenidas de Balneário Camboriú é onde irá deixar a sua bicicleta?
 
Não é a única, pois não conseguimos respostas também para saber o porquê em Balneário Camboriú temos várias obras que começam, mas não são finalizadas? Um exemplo claro disso é a ciclofaixa da Rua 2550, que recebeu os tachões, porém ainda não foi realizada a sinalização horizontal, e a devida pintura, e está há mais de dois meses em uso.
 
A quantidade de pessoas que começaram a utilizar a bicicleta como meio de transporte ou para o lazer aumentou consideravelmente em nossa cidade, mas infelizmente não tivemos este aumento em infraestrutura para os ciclistas, e como dito anteriormente a instalação de paraciclos ou bicicletários em nossa cidade não existe por parte do poder público.
 
Em abril de 2013, a promessa da prefeitura era a seguinte: “até o final do ano teremos aproximadamente 30 quilômetros de ciclovia e ciclofaixas, todas interligadas, sendo que também em um futuro próximo teremos vagas para paraciclos, em vários pontos da cidade.” (http://www.balneariocamboriu.sc.gov.br/imprensa/noticia.cfm?codigo=10761)
 
Ocorre que, mais de 2 anos depois, a situação pouco mudou, as ciclovias continuam sem interligação e somente 2 locais públicos tiveram paraciclos instalados, um ao lado da guarita da Guarda Municipal na Praça Almirante Tamandaré e outro na Câmara de Vereadores.
 
Quase nada, perto do que foi prometido, mas e qual a solução?
 
Talvez o que minimizasse um pouco esta situação seria seguir o bom exemplo da Prefeitura de São Paulo, que através de portaria publicou regras, para que qualquer proprietário de imóvel da cidade instale em suas calçadas paraciclos, estacionamentos para bicicletas, sem depender das autoridades. De acordo com a portaria, quem quiser instalar o paraciclo deverá tratar o bem como um equipamento público. Significa, por exemplo, que um comerciante que montar essas peças não poderá permitir que apenas seus clientes os usem. O uso terá de ser autorizado para qualquer um que decida prender a bicicleta ali. Mas essa regra só vale se o paraciclo não for instalado em área pública. Em uma área particular, como o recuo de um prédio, vão valer as regras do proprietário.
 
Além disso, o comerciante que disponibilizar um bom paraciclo, trará para seu cliente ciclista a tranqüilidade para fazer suas compras com calma em seu estabelecimento sem ter que se preocupar o tempo todo com a sua bicicleta. Essa facilidade é o primeiro passo para fidelizar um ciclo cliente.
 
Enquanto isso, continuaremos cobrando a instalação de paraciclos para que, nós ciclistas, possamos deixar as nossas bicicletas em segurança, principalmente em prédios ou equipamentos públicos.
 
Escrito por , 31/07/2015 às 17h45 |

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Porque escolhi a modal bicicleta para sair por ai?

 

Neste mês de julho do ano de 2015, está completando dois anos que optei por transitar por ai só de bicicleta. Não me interessa mais ser proprietário do modal automóvel na minha vida e por que fiz esta escolha maravilhosa.

 
Vou começar dizendo que pedalar é tudo de bom para um indivíduo como eu, que preserva ter qualidade de vida começando pela saúde, depois pela facilidade nos meus deslocamentos pela cidade, o contato direto que tenho com as pessoas, os caminhos diversos que posso escolher saindo da rotina nos meus trajetos do dia a dia e para simplificar, desde de que me conheço por gente sou apaixonado por Ela, a bicicleta. Ainda bem que Ela possui uma denominação feminina, por que seria terrível ter que dizer que sou apaixonado pelo ‘’bicicloto ou bicicleto’’.
 
Mas voltando a realidade o que dizer de ruim de um simples equipamento movido a propulsão humana, que mudou os hábitos de um país como a Holanda, que só soma na minha saúde, que não polui nem o ar e nem os nossos ouvidos, que é de fácil manuseio e que só nos pede um pouco de manutenção para nos oferecer tudo de bom que já citei e muito mais. Este modal que é denominado de bicicleta desde 1870 teve uma evolução maravilhosa e ao chegar aos dias de hoje, podemos usufruir, desde equipamentos muitos simples para o nosso dia a dia a preços acessíveis, até os mais modernos que geralmente podemos ver em competições mundo a fora.
 
Estamos vivendo numa era em que começamos a pensar e a levar em consideração não só a qualidade da nossa saúde, mas também a qualidade do ambiente em que vivemos e como devemos viver neste mesmo ambiente.
 
Pensando desta maneira a modal bicicleta se encaixa perfeitamente neste meio, sabemos todos que esta só soma para as referências que citei e observando estas mesmas referências é que cheguei à conclusão que estava totalmente certo na minha escolha. Para me adaptar tive só que acertar um pouco os meus horários para sair de casa de bicicleta e ir a algum compromisso ou ao trabalho.
 
Também fazem parte da minha vida, usar o modal ônibus ou caminhar, duas maneiras também muito simples de se locomover por uma cidade ou entre elas. Balneário Camboriú é propicia para estas maneiras simples de deslocamento, por ser praticamente plana não oferece obstáculo algum para irmos e virmos sem muito esforço.
 
Faço a observação que esta cidade não possui o melhor meio de transporte urbano da qual já fui usuário, por que os ônibus que por aqui circulam, além de não oferecerem muito conforto, possuem itinerários confusos e não há integração nenhuma com as cidades adjacentes.
 
Na minha opinião, só servem para quebrar um galho, como já diz o dito popular. Desta maneira cabe a nós cobrarmos dos poderes públicos não só por um melhor meio de transporte urbano para todos, mas também uma estrutura de calçadas condizente com a qualidade de vida que queremos.
 
Para encerrar, faço votos para que você que tenha lido este texto, pelo menos tente fazer um teste, mudando um pouco os seus hábitos e descubra por que  foi maravilhoso e apaixonante a minha escolha pelo modal bicicleta.
Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 24/07/2015 às 14h12 | h.s.wendhausen@gmail.com

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Porque devemos pensar na mobilidade urbana em curto prazo?

 

Estamos indo para uma situação de muita confusão no transito se não pensarmos longo em novos meios de transportes coletivos para as pessoas. Os principais seriam os transportes de massas, nas cidades com ônibus bi-articulados, veículos leves sobre trilhos (VLT), metrô para as metrópoles e megalópoles e a bicicleta, todos estes integrados entre si. Para o transporte entre cidades, só há uma solução plausível que é o trem, inclusive para o transporte de cargas.

O curto prazo de que falo é para ontem, por que o que vemos já nos dias de hoje são as ruas bloqueadas fazendo com que as pessoas fiquem cada vez mais indispostas umas com as outras nas buscas por mais espaços nas vias.
 
Os administradores públicos devem gerir as cidades pensando sempre no coletivo e levar em consideração que a mobilidade urbana deve ter uma prioridade especial, por que se não estaremos fadados a ficarmos parados por ai sem conseguir cumprir com os nossos compromissos. Fico espantado de ver como se consegue viver numa cidade como São Paulo e em outras quase do mesmo porte, aonde através do jornais ficamos sabendo que muitas pessoas para chegarem no horário certo para trabalho que geralmente é as oito horas da manhã, tem que acordar as cinco horas estar na estrada logo depois, por que se não fizer desta maneira, chega atrasado. O transito no Brasil é um dos grandes fatores negativos que elevam o custo Brasil, um dos índices que mede o quanto gastamos para produzir uma mercadoria e exporta lá.
 
Por isto os governantes precisam com a máxima urgência de um plano aonde sejam contemplados os exemplos que citei acima. O sonho do brasileiro é ter um carro, mas estamos esquecendo que este só nos será útil se podermos nos locomover por ai com rapidez e eficiência e não é o que estamos vendo nos dias de hoje, sejam em cidade de médio porte ou em grandes cidades.
 
Faltam espaços não só para o deslocamento dos automóveis, mas também para estacionar o que gera uma grande perda de tempo, aumentando a disputa pelos espaços e novamente gerando grande descontentamento entre todos. Ao ser projetada uma rua deve contemplar os transportes que mais levam pessoas, os ônibus como primeiro exemplo, construindo canaletas exclusivas para estes, utilizados comercialmente, os automóveis seriam bem vindos.
 
Da mesma forma, precisam olhar para os mais frágeis com mais carinho, sito aqui os pedestres e os ciclistas, contemplando estes com calçadas largas e acessíveis a todos, ciclovias bem construídas e da mesma forma fazer com que as pessoas sejam atraídas para que todos possam se locomover não só com a segurança devida, mas com o devido conforto também.
 

Foto: Eduardo Rosa

Escrito por Henrique da Silva Wendhausen, 13/07/2015 às 13h07 | h.s.wendhausen@gmail.com

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Lançada a função “ciclismo” no Google Maps

 

Depois de testar o recurso de mostrar ciclovias, faixas exclusivas e trilhas para bicicletas em diversas cidades brasileiras, o Google Maps realizou uma pedalada pela cidade do Rio de Janeiro, para marcar o lançamento da função que permite que o usuário escolha a bicicleta como meio de transporte na hora de buscar uma rota. 

Há 3 semanas, a bicicleta já aparece ao lado do pedestre, do carro e do transporte público entre as opções de meios para ir de um ponto a outro do mapa, nele são apresentadas as possibilidades de caminho, a duração e a inclinação do terreno, estas informações podem pesar na hora do ciclista escolher a sua rota. Quando o usuário estiver no desktop, pode inclusive clicar sobre um trajeto e arrastá-lo, fazendo a personalização da forma que melhor entender.
 
Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba, as cidades com as maiores redes cicloviárias do Brasil, já estão prontas para serem navegadas. Nas demais, a função também está disponível, cabendo aos usuários colocá-la em ação.
 
Para saber a sobre a possibilidade de uma atualização no Maps das ciclovias de Balneário Camboriú, entrei em contato com o Sr. Chaves Junior, presidente da ACBC, este me informou que será encaminhado um ofício para o Google, solicitando a inclusão no mapa das ciclovias e ciclofaixas já existentes em nossa cidade. Tendo em vista que a ACBC já possui este levantamento, creio que em breve os ciclistas de nossa cidade já possam utilizar esta ferramenta devidamente atualizada.

 

O Google Maps (disponível para Android e iOS) é o maior e mais popular mapa do mundo atualmente, acessado por mais de 1 bilhão de pessoas/mês.
 
Escrito por , 06/07/2015 às 11h07 |

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