Jornal Página 3
Coluna
Mãe na Roda
Por Caroline Cezar

Licença! #maispresença

Ultimamente escutamos e discutimos politicamente a questão das licenças maternidade e paternidade, que no Brasil são irrisórias em termos de reais necessidades. Os países desenvolvidos há muito descobriram que pais presentes nos primeiros dois anos de vida de uma criança reduzem drasticamente índices de criminalidade e violência.

Em paralelo à luta de alguns representantes para aumentar esse tempo, podemos nos auto conscientizar que não existe folga nessa tarefa, o que existe é se deparar o tempo todo com nossas faltas e falhas, com nossas crenças, com nossos medos e o que tá lá, bem escondido debaixo do tapete. O cansaço faz parte, e reclamar do cansaço faz perder mais energia. Portanto, na real na real, não existe licença, e mesmo que você receba uns dias pra ficar em casa, o trabalho com a criança é infinitamente maior. Uma construção diária, cotidiana, que vai garantir bases sólidas ou pilares de areia na formação de um novo ser. Nem pai nem mãe, ninguém está de férias, estamos sendo exigidos ao máximo; é quando colocamos em prática o verdadeiro sentido da palavra doação.

Muito importante a fala do pediatra no vídeo, sobre a questão de quem trabalhar fora se sentir "isento" das funções domésticas. E se você vê isso acontecer em casa, não é pra ter briga, é pra ter consciência. Se seu companheiro/ companheira não percebeu, talvez não seja por mal, mas porque estamos inseridos numa sociedade que há anos trata isso como coisa normal. Vamos passo a passo, encontrando o caminho do meio.

 Por uma humanidade mais fraterna!

 

Escrito por Caroline Cezar, 28/04/2016 às 08h42 | carol.jp3@gmail.com

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Eu não dou conta!

Quando uma mãe me pergunta como foi meu dia, como é meu dia a dia, e como eu faço para me organizar a pergunta recorrente é:

- Como você dá conta?

A responta recorrente é: Eu não dou!

Neste mudo de redes sociais, vemos muita foto de crianças bem alimentadas, brincando ao ar livre... tem muita narração de como foi bom ir ao teatro e de como aquela criança é abençoada por estas mães e pais companheiros e perfeitos. Aquela alimentação natural, aquele brinquedo educativo, aquele dia feliz.

Ninguém posta foto daquela lasanha congelada, do banheiro por limpar, da roupa mofando na lavanderia. Daquele momento que a criança deu um chilique no mercado, quando bateu no amiguinho...ninguém posta a linda frase que seu filho disse naquela hora de raiva:

- Mamãe, você é feia!

A verdade é que a maternidade não tem glamour! Até quando ela tem - numa festa de formatura por exemplo - pode ter vindo de dias e dias discutindo sobre roupas e convidados.

A maternidade nos leva a entrar em contato com nossos instintos mais animais. Nos provoca vários partos e vários nascimentos ao longo da caminhada.

Para conseguirmos levar esta caminhada sem culpa é preciso esperar menos. Esperar menos de nós e de nossos filhos! Conseguir relaxar no caos é grande qualidade para uma mãe. Confiar e entregar. Não se julgue e nem se compare, seja apenas o melhor que você consegue ser. Seu filho é único e cada mãe é única também. Conseguir administrar as mudanças que uma criança gera em nossas vidas não é tarefa fácil e não tem prazo para ser cumprida, mesmo porque, primeiro é um bebê, depois uma criança, e logo um adolescente e as dúvidas e incertezas de saber se estamos fazendo a coisa certa nunca desaparece. O binômio mãe e filho/ pai e filho vai precisar enfrentar muitas dificuldades que sempre surgirão e a cada passo que dão, uma mudança interna acontece e temos novos desafios.

Aproveitar cada fase de nossas crias sem culpas ou cobranças. Olhar para a situação como mera expectadora, perceber como nos comportamos, do que mais gostamos. Nosso mundo está cheio de convenções e cabe a nós sermos ou não escravos delas. Seja mais leve com sua casa, seja mais leve com sua família, seja mais leve com você. Olhe para cada dia como o último dia, com mais relaxamento e mais entrega. Liberte-se da obrigação -casa arrumada, bebê dormindo/ adolescente estudando, mamãe sorrindo. Nosso tempo é comprido, temos todo o tempo do mundo para as coisas se ajeitarem. Logo nosso bebê vai estar comendo sozinho, nossa criança vai estar indo pra escola sozinha, nosso adolescente vai estar querendo dormir um pouco mais e fazer qualquer coisa que for mandado um pouco menos.

Menos cobrança para menos distanciamento. Liberdade para ser quem se é, ou como eu prefiro dizer, para ser quem se está. Não julgue, não espere e não rotule, nem você, nem sua cria. Estamos em constante mudança e você é o exemplo que seu filho tem. Se não for hoje, amanhã com certeza sua cria estará imitando suas atitudes e olhar para a sua vida com amor é um grande exemplo a ser seguido pelos seus filhos.

Por uma humanidade mais fraterna.
Paz e Bem.

Escrito por Ana Paula Góis, 09/04/2016 às 08h17 | conviteecia@hotmail.com

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Ciência e amor andam juntos

Palavras da cientista Eleanor Luzes, psicanalista e cientista que explica didaticamente a importância do sutil e das emoções em tudo que nos diz respeito, e principalmente na nossa formação como seres humanos. Eleanor não é mística, é uma pesquisadora conceituada, que compilou estudos mundiais sobre concepção, gestação, amamentação e primeiros anos de vida, como fundamentos de uma existência saudável e plena. Já esteve por aqui, estudamos com ela, e seu trabalho se chama Ciência do Início da Vida. Graças à internet sua tese vem se tornando mais acessível a todos que buscam informação de qualidade. Esses parágrafos são atualizações de facebook da página da Eleanor, que também faz congressos on line sobre seu trabalho. Abasteça-se! Conecte-se!

 

PARTO

"Amigos o parto é um ritual de passagem entre dois mundos. Que mundo queremos apresentar? Há amor? Então o bebê fica pele a pele com a mãe. É um mundo fraterno? Então irmãos participam em presença seja do parto (especialmente meninas com mais de 6 anos, o que lhes confere experiência de no futuro ter um parto maravilhoso - memória celular), seja da noite do pós-parto, onde não se exclui, pois a criança vive, este momento como "esse entre nós - família". Como é o escurecimento do quarto? que facilita a intimidade, que som, familiar? prazeroso? Quanto aos cheiros são familiares para mulher? Isto a faz segura. Ela é livre para comer, pois em geral quando chega com 5 cm de dilatação não tem vontade de comer, é fisiológico. Ela está livre para adotar a postura que sua anatomia considera mais adequada? Quanto que ela é tratada como o ser que está trazendo outro ser para o mundo e só ela pode, portanto ela é humana e deusa. Diante de duas divindades que comportamento precisamos ter? Este comportamento inscreve as mentiras pessoais, se forem desarmônicos que ficam gravadas para sempre, e se reproduzem vez após vez. Ou uma pessoa com fé e gratidão pela vida, com uma bela capacidade amorosa, que não aceita a vida de abusos. Que queremos mostrar para este mundo para este ser que acreditará que assim é para sempre, neste mundo?

Beijos Eleanor"

 

ALEITAMENTO

"Amigos o Aleitamento Materno é sublime, a composição do leite é justo a necessidade para cada minuto do corpo do bebê, há um campo mórfico entre os dois. Se além de amamentar a mãe olha nos olhos do bebê, ele recebe a melhor das estimulações das diversas partes do cérebro para se desenvolver, além do que o leite possui ácidos únicos que estimulam o cérebro que se formará até o primeiro ano de vida que corresponde a 70% do que temos na vida. A gravidez em verdade são 9 meses intra uterinos e 9 extrauterinos, e o sangue é subistituido pelo leite. E este leite é de fato uma forma também de proteção do corpo sutil, assim a mulher pode ungir com ele o chacra da coroa, do coração e o plexo solar do seu bebê e o protegerá de alguma situação difícil ou densa. De novo a humana deusa, aquela que já esteve dando a luz, estende sua proteção. O aleitamento programa; fé na vida, fraternidade, uma sexualidade sem bloqueios, generosidade, afetividade, impede o desenvolvimento da violência e portante criminalidade, confere uma saúde dentária e de vários sistemas, é uma dádiva maravilhosa, uma passo na vida para a segurança e autoestima.

Beijos Eleanor"

 

PRIMEIROS PASSOS

"Amigos e assim depois de muito amor e confiança o primeiro ano com aleitamento criou um bebê sensível, perceptivo, alegre, amoroso. Agora ele começa a andar, a explorar os espaços e objetos, ainda neurologicamente ele tem melhor percepção nos lábios, daí a boca é o “primeiro contato”. Há sensibilidade a dor como mostrou ANAND em 1987 é enorme. Na verdade a criança que se machuca olha para a mãe pois ela está sob estado de espanto diante de uma enorme dor, quando a mãe olha para o lugar, ela chora de alívio. Isto é um dos milhares de modos de demonstração daquilo que muitos pintores mostraram, os bebês descobrem sobre eles mesmos pelo olhar da mãe. Talvez por esta falta, devido a creche cedo demais é que a gíria “desbussulado” surgiu, pois o olhar materno é a bússola que norteia a criança para o que é bom ou ruim para ela é o norte, há ai uma confiança enorme. Aliás, ao olhar para uma criança até principalmente seus 3 anos, não é bom quando ouvimos “é muito independente”, o bom é “confia absolutamente na mãe”. Pois este momento vai plasmar no futuro como este ser confiará em quem ama. E segue o segundo ano, o tempo das palavras, serão em média 500 que ela vai aprender, dominantemente são substantivos, porque ela quer isto ou aquilo, há poucos adjetivos, pois ainda as coisas não tem significado de valor pela palavra, é mais gosta e não gosta, é bom ou mal, na expressão física. Quando a fala fica difícil é uma maneira sutil da criança mostrar que há alguma mentira acontecendo e uma vez descoberta ela pode falar muito bem. Quando vai começando a articular o pensamento, rudimentar, é uma brincadeira, que ela vive com muitas alegrias, vendo os olhos de contentamento dos pais.

Estas crianças nascidas de concepção consciente, muito desejadas, que tiveram um parto suave, aleitadas logo que nasceram, e ficaram com a mãe até os 6 meses com o máximo de contato possível e cama conjunta e se seu aleitamento continuou com a entrada cuidadosa de alimentos, são generosas e não têm medo. Lá pelos dois anos os olhos dela mudam no dia que trepam num banco e conseguem um alimento, neste dia parece que descobriram o mundo, depois o pais lhes colocam em um velocípede e simbolicamente começam a levar para longe do mundo da mãe e iniciam a mostrar o mundo a elas. Novamente confiar é um ponto fundamental. “Estou com meu pai, nada de mal pode me acontecer”. De descoberta em descoberta vão chegando aos 3 anos, aí têm uma memória continua, são fraternas, colaborativas, e com variantes de criança para criança podem ir para a escola, ainda a pedagogia que há 150 anos estuda cada idade, em 80 países, há mais de 50 anos no Brasil, lá vão desenvolver criativamente o pensar, sentir e agir, é uma pedagogia que entende a necessidade de arte, de línguas de criar para aprender, que na França é chamada de Pedagogia Curativa, no Brasil; Pedagogia Waldorf, pode dar continuidade a uma educação que começou no útero tendo em vista, valores, é uma educação que se dirige a um ser que tem corpo , sentimentos e dimensão espiritual, um ser em sua totalidade, com muitos talentos, sempre.

Beijos Eleanor".

   

Escrito por Caroline Cezar, 29/03/2016 às 14h46 | carol.jp3@gmail.com

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O primeiro a perceber acende a luz

Quando escuto que "esse mundo está perdido", não sei de que mundo estamos falando, afinal, estamos aqui agora, o google maps nos acha fácil. 

Nesse mundo que está perdido eu acho que ninguém vota, mas todos se interessam por política. Ninguém pede favores, usa de influências, fica com o troco, pega o lugar do outro, todos são muito justos e honestos. Só quem se elegeu, não sei de que jeito com a maioria dos votos, rouba descaradamente. Mas a maioria mesmo é contra essa corja que está no poder e há uma equipe justa e honesta pronta para salvar o país assim que os larápios forem postos na cadeia.

Nesse mundo que está perdido escuto muitas pessoas do bem lamentando por quase todas as coisas: é segunda-feira, acabou a sexta, cadê férias, mercado tá caro, está chovendo, está muito quente, está muito frio; e sobre as leis, as que existem e as que não existem, e as que nem deviam existir porque denunciam o 'mundo virado'.

- "Não é um horror precisar de uma lei que permita amamentar em público? Realmente, isso é o fim, não tem mais jeito, podemos desistir".

Deixa eu repetir que vivo nesse mundo perdido, e faz uns dois anos e meio que amamento minha criança, que por um ano completo só queria saber do leite materno e nada mais. Nem de roupa ela gostava, ou seja, uma criança que passava os dias mamando, pelada, pendurada na mãe na rua, na igreja, no parquinho, no restaurante, na calçada, no chão, na praia, e até passeando de bicicleta, que choque.

Em nenhuma dessas vezes alguém se aproximou do binômio mãe e bebê com cara estranha ou esboçando reação negativa, mas muitos vieram oferecer uma cadeira, uma água, um apoio, uma conversa, que sempre era a melhor opção, porque às vezes cansa dar de mamá por horas em silêncio. A maioria dos que se achegaram -de crianças a velhinhos e cachorros- estavam nitidamente acessando uma memória amorosa, dizendo coisas como "ah minha filha, esse é o melhor lugar do mundo"; "eu queria estar aí sem me preocupar com nada"; "Isso é tudo que precisa".

Também já ofereci apoio a mães na mesma situação e nunca presenciei um constrangimento ou uma oposição a uma mãe amamentando. Confesso que uma vez fiquei com vontade de mudar uma de lugar - ela simplesmente sentou no corredor de entrada do shopping numa hora de pico, e aquela gente toda passando e o bebê alvoroçado me causou um desconforto. Quase ia sugerir, mas ela me olhou com uma cara tão feia que desisti. Talvez ela precisasse estar exatamente ali e isso não era da minha conta, aliás, aquilo era só da minha conta, talvez pra ela fosse outra coisa totalmente diferente.

Vou aproveitar pra dizer que não só as mães que amamentam que precisam de leis, ops, apoio. Tem essa da licença paternidade, que bom aumentar um pouquinho né, mas deixa dizer que 20 dias é nada para um puerpério e que pais que realmente querem se comprometer terão que ficar uns dois anos praticando de verdade como se constrói uma cumplicidade. Não importa se tem compromissos no outro dia, todo mundo tem, o conceito de trabalho é relativo e estamos todos aqui trabalhando de um jeito ou outro.

E essas mães que tem filhos esperneando nos corredores dos mercados, nas missas, nos vôos de avião, nos lugares onde se exige 'comportamento'? Que lei vai protegê-las dos olhares de julgamento e culpa que recebem diariamente? Na verdade se elas educassem direito não acontecia aquilo? E se elas derem uma sacudida na criança, desesperadas porque seu entorno pede uma providência? Metade vai achar o fim, metade vai achar que podia ter feito diferente. Ninguém vai apoiá-las, oferecer uma água, tentar distrair a criança. Quem acolhe uma criança mal educada, birrenta, uma mãe atarefada, perdida, mau humorada? Que lei pode ajudá-las?

A lei maior. A lei do amor. Essa é a única lei que pode ajudar realmente a construir humanidade, em qualquer situação. Não é com briga, não é com violência, não é exigindo providência, é tentando que aquela sua luzinha acesa lá dentro do peito lembre as outras luzinhas do seu entorno primeiro que elas existem, depois que podem se comunicar sem precisar de grandes discursos! Estamos ligados e nosso entorno fala sobre nós. O sutil precede o denso. Cuidar de si é cuidar do outro. Acreditar no amor, sempre, sem sombra de dúvida.



*Texto originalmente publicado na coluna Ex pressão, de Caroline Cezar, no Página3 Expresso

Escrito por Caroline Cezar, 18/03/2016 às 06h32 | carol.jp3@gmail.com

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Adolês: Língua viva, difícil, cheia de cultura!

Vivo sem grades e de portas abertas pro mundo e minhas conversas ‘filosóficas’ com meu filho de 12 anos me trazem diariamente uma realidade escancarada do que acontece na rua, na escola, lá fora, naquele mundo de portas fechadas.

Os adolescentes são os melhores comentaristas que já conheci. Têm uma opinião peculiar e sincera, mas que refletem exatamente o contexto cultural em que estamos inseridos.

Como ainda não são tão adultos, ainda têm poucos filtros e refletem a realidade que eles vêm lá fora, mas com os olhos que levaram aqui de dentro. Cada vez que meu filho narra um acontecimento da escola, percebo que ele viu aquilo por meus olhos e está apenas repetindo o meu padrão. As pessoas mudam o tempo todo e eu mudei muito da adolescência até aqui e continuo mudando.

Meu filho é agora a resposta do que já fui e será a resposta do que eu sou. Criar filhos é recriar-se todo o tempo. É buscar respostas para perguntas que você nem tinha.

Deleite-se com seu adolescente da mesma forma que fazia quando era bebê. Perceba o crescimento, a mudança na fala, a maneira como se desenvolve socialmente... continue olhando para o seu ‘bebê’ sem cobranças, como um ser em construção. Sintas os cheiros, escute os sons, ajude o a se respeitar e a conhecer seu corpo.

A adolescência é muito boa, mas sofrida também. Os adolescentes têm um tempo diferente. Um abraço apertado e um colo de mãe podem não ser mais tão bem vindos, mas a atenção sem cobranças de uma mãe e de um pai fazem toda a diferença nesta fase.

Lá fora já precisam competir e exibir suas ‘penas’ o tempo todo: que a sala seja o local mais aconchegante, que o banheiro de casa seja o melhor laxante e que o sorriso dos pais seja o melhor calmante.

Paz e bem!

Por uma humanidade mais fraterna.

Escrito por Ana Paula Góis, 02/03/2016 às 04h29 | conviteecia@hotmail.com

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Débora Secco gorda e flácida?

Dias após o nascimento de sua filha, a atriz Débora Secco postou uma foto do seu corpo 'pós parto'. Magra e 'com tudo em cima', foi alvo de muitas críticas dizendo que 'isso não é corpo de quem tem filho recém nascido".

A ideia de que as grávidas devem ter este ou aquele corpo é no mínimo ignorante. Tá certo que nós mulheres renascemos cada vez que somos mães, mas continuamos sendo quem éramos: se você tem uma alimentação saudável, pratica exercícios físicos regularmente, é ativa e tem barriga de tanquinho, depois de parir, provavelmente continuará assim. Por outro lado se você tem uma alimentação pobre, é sedentária, flácida e não cuida do corpo antes de parir, provavelmente continuará assim.

A gravidez nos leva para muito perto de nós mesmas, e a responsabilidade que vem junto com ela, a necessidade de organização para 'dar conta de tudo' pode nos fazer relaxar ou cuidar mais de nós mesmas.


Todas nós podemos ter um corpo sarado pós gravidez e todas nós podemos não ter, depende apenas dos nossos hábitos, não tem nada a ver com a gravidez.

Escrito por Ana Paula Góis, 05/02/2016 às 15h20 | conviteecia@hotmail.com

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