Jornal Página 3
Coluna
Mãe na Roda
Por Ana Paula Góis

Adolês: Língua viva, difícil, cheia de cultura!

Vivo sem grades e de portas abertas pro mundo e minhas conversas ‘filosóficas’ com meu filho de 12 anos me trazem diariamente uma realidade escancarada do que acontece na rua, na escola, lá fora, naquele mundo de portas fechadas.

Os adolescentes são os melhores comentaristas que já conheci. Têm uma opinião peculiar e sincera, mas que refletem exatamente o contexto cultural em que estamos inseridos.

Como ainda não são tão adultos, ainda têm poucos filtros e refletem a realidade que eles vêm lá fora, mas com os olhos que levaram aqui de dentro. Cada vez que meu filho narra um acontecimento da escola, percebo que ele viu aquilo por meus olhos e está apenas repetindo o meu padrão. As pessoas mudam o tempo todo e eu mudei muito da adolescência até aqui e continuo mudando.

Meu filho é agora a resposta do que já fui e será a resposta do que eu sou. Criar filhos é recriar-se todo o tempo. É buscar respostas para perguntas que você nem tinha.

Deleite-se com seu adolescente da mesma forma que fazia quando era bebê. Perceba o crescimento, a mudança na fala, a maneira como se desenvolve socialmente... continue olhando para o seu ‘bebê’ sem cobranças, como um ser em construção. Sintas os cheiros, escute os sons, ajude o a se respeitar e a conhecer seu corpo.

A adolescência é muito boa, mas sofrida também. Os adolescentes têm um tempo diferente. Um abraço apertado e um colo de mãe podem não ser mais tão bem vindos, mas a atenção sem cobranças de uma mãe e de um pai fazem toda a diferença nesta fase.

Lá fora já precisam competir e exibir suas ‘penas’ o tempo todo: que a sala seja o local mais aconchegante, que o banheiro de casa seja o melhor laxante e que o sorriso dos pais seja o melhor calmante.

Paz e bem!

Por uma humanidade mais fraterna.

Escrito por Ana Paula Góis, 02/03/2016 às 04h29 | conviteecia@hotmail.com

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Débora Secco gorda e flácida?

Dias após o nascimento de sua filha, a atriz Débora Secco postou uma foto do seu corpo 'pós parto'. Magra e 'com tudo em cima', foi alvo de muitas críticas dizendo que 'isso não é corpo de quem tem filho recém nascido".

A ideia de que as grávidas devem ter este ou aquele corpo é no mínimo ignorante. Tá certo que nós mulheres renascemos cada vez que somos mães, mas continuamos sendo quem éramos: se você tem uma alimentação saudável, pratica exercícios físicos regularmente, é ativa e tem barriga de tanquinho, depois de parir, provavelmente continuará assim. Por outro lado se você tem uma alimentação pobre, é sedentária, flácida e não cuida do corpo antes de parir, provavelmente continuará assim.

A gravidez nos leva para muito perto de nós mesmas, e a responsabilidade que vem junto com ela, a necessidade de organização para 'dar conta de tudo' pode nos fazer relaxar ou cuidar mais de nós mesmas.


Todas nós podemos ter um corpo sarado pós gravidez e todas nós podemos não ter, depende apenas dos nossos hábitos, não tem nada a ver com a gravidez.

Escrito por Ana Paula Góis, 05/02/2016 às 15h20 | conviteecia@hotmail.com

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O sol nasce pra todos

Temos a mania de criar uns conceitos que nos afasta de práticas saudáveis cotidianas, como se pra chegar a elas fosse um longo caminho, algo inatingível, distante, de outro mundo. A prática saudável está acessível a todos, todos os dias.

É comum ouvir de pais e cuidadores que sentem-se culpados ou desanimados porque suas crianças estão longe da natureza, vivem na cidade, só querem ver televisão. Ou, quando decidem "ir à natureza" precisam arrumar cesta de piquenique, canga, protetor, repelente, boné, passar no mercado, comprar bolachas, passar no posto, dar uma passadinha no shopping pra ver o que falta, e acabou o dia. E acabou a graça, porque a natureza somos nós e não algo fora de nós. Não é algo tão difícil de chegar. Estamos aqui, acessíveis.

Pra estar na natureza basta conectar os sentidos. Se integrar, contemplar, se pôr sem sintonia. Você não precisa dizer a uma criança, "hoje vamos à natureza", mas pode acordar um pouco mais cedo e ao invés de ligar a televisão ou lhe entregar um celular -para que você dê uma esticadinha no sono- pegar o elevador e descer até a praia pra ver o sol nascer. Ou sentar na sacada. Não precisa dizer nada, não precisa explicar, não precisa tirar foto pra por no instagram, basta sentar lá um pouco e estar junto.

Nessa semana mesmo tivemos espetáculos naturais dia sim, outro também, com sol e lua nascendo e se pondo maravilhosamente nessa natureza que é pra todos, até pros completamente urbanos e inseridos na sociedade de consumo. E olha que incrível, é super de graça, dá pra ir a pé, está logo ali, basta observar. E assim é com a chuva, com o mar, com a terra, com as nuvens, com as árvores, os bichos, insetos, ventos. Estamos cercados, imersos, inundados.

Reconectemos, a vida é simples.

Escrito por Caroline Cezar, 29/01/2016 às 08h36 | carol.jp3@gmail.com

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Sobre fraldas e desfralde

Muito estamos falando sobre parto, muito estamos falando sobre carregadores, muito estamos falando sobre introdução alimentar, mas a fralda e o desfralde ainda são grandes tabus praticados no automático, como se fazia (ou se faz) com o nascimento, o carrinho, os suplementos.

A fralda não é uma necessidade natural do ser humano e não precisa ser tratada como fundamental. Defender o uso contínuo e ininterrupto da fralda por 2 anos ou mais é no mínimo desumano (imagine-se usando fraldas durante 24 meses 24 horas do dia?)

Sabemos que existe muita correria no dia a dia e que o uso de fraldas, descartáveis ou não, é uma prática muito útil que nos salva de muitos 'acidentes'.

Mas o uso constante da fralda também nos separa de nossos maiores instintos.

Para um 'fralde' e 'desfralde' seguros e na 'idade certa' recomendamos que você deixe seu pequeno sem fraldas. Nem descartável, nem de pano, sem fraldas mesmo. Não precisa ser o tempo todo, mas que este tempo exista!

Nossas crianças não necessitam de fraldas 24 horas porque não fazem cocô e xixi 24 horas. Fazem muito, mas não todo o tempo. Aprenda a observar seu filho e deixe que ele se observe também. Ele precisa saber de onde vem o cocô e o xixi, entender a fisiologia do próprio corpo, e a fralda o priva disso.

Em casa, procure deixá-lo sem fraldas, quando for trocá-lo, tire a fralda suja e demore alguns minutos ao menos 15 minutos para por a outra, não precisa ficar emendando uma fralda na outra. Se ele se sujar, carinhosamente limpe.

Permita que seu filho conheça seu próprio corpo desde muito cedo para que ele entenda como funciona porque depois de dois anos convivendo com fraldas "gel" que o deixam sequinho desde o nascimento será muito mais difícil fazê-lo.

 

Por uma humanidade mais fraterna!

Paz e Bem!

Escrito por Ana Paula Góis, 05/01/2016 às 12h56 | conviteecia@hotmail.com

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Protetor solar, qual fator?

 

Assim como as plantas, nós os animais, precisamos de sol para crescermos fortes e sadios. Não só durante o verão, mas durante todo o ano precisamos nos expor ao sol para que nossa saúde e nutrição sejam completas. Além de 'tirar o mofo' o sol nos ajuda a produzir a tão necessária vitamina D.

Nos dias atuais, não nos expomos mais ao sol e nossa sociedade nos leva a acreditar que ele é nocivo e que devemos ficar longe dele. Não por acaso a maioria das pessoas vivem doentes e cheias de 'efeitos colaterais', seja dos remédios (que nunca promovem a cura, apenas a manutenção da doença), seja da falta de nutrientes.

O que falar das crianças e bebês? Ficamos ansiosas esperando fazer seis meses para o pediatra 'liberar' o protetor solar, e assim que isso acontece, o pouco sol que a criança pega está besuntada de produtos químicos e ainda por cima 'protegida' do tão desejado SOL. E agora que já está protegida com o fator "2015", deixamos elas o dia todo na praia torrando e queimando os pés, porque é verão, está calor, e é assim que é!

Agora peço que faça uma experiência: pegue aquele seu vasinho de plantas que não costuma pegar muito sol, leve ele até o local mais ensolarado da casa, escolha umas folhas e passe uma camada de protetor solar. Ao longo do dia, molhe as folhas com água e sal ou cloro (como preferir), espere secar ao sol e repasse o protetor. Faça isso o dia todo, uma ou duas vezes por semana... parece loucura? Mas é o que fazemos com nossos filhos e também conosco.

Nosso corpo é parte da natureza e se deixarmos ele conversa de igual com ela. Precisamos de sol! De sol no rosto, de sol no corpo, de sol sem protetor! E os horários para estar exposto ao sol são os horários em que nosso corpo está se sentido agradável sob ele. Nosso maior fator de proteção solar deve ser nosso instinto. Nos horários em que está muito quente, insuportável, saia da praia ou da piscina, vá para a sombra... Passar o protetor mais uma vez não é saudável. Viver o dia inteiro de protetor não é saudável. Se você trabalha ou caminha sob o sol escaldante e não pode fugir disso, use chapéu, roupas leves compridas e claras, sombrinhas.

 

De manhã bem cedo e no final de tarde vá a praia sem protetor solar e no horário mais forte, não vá.
O melhor fator de proteção solar já está em nós: nossos sentidos! E isso vale para todos eles: TATO, VISÃO, AUDIÇÃO, PALADAR, OLFATO e INTUIÇÃO, se você estiver em um lugar onde algum desses estiver comprometido, ou seu corpo não estiver se sentindo confortável, saia de lá. Sua pele vai te avisar quando é para sair do sol, escute e obedeça!

 

Permita que você e sua família se alimentem desse poderoso e vital elemento, O SOL com respeito e reverência!

Por uma humanidade mais sadia e fraterna!

Paz e Bem

Escrito por Ana Paula Góis, 28/12/2015 às 08h02 | conviteecia@hotmail.com

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Para meus filhos escolho a liberdade!

O que você acha do natal?
Solidariedade ou consumismo?

Como você se alimenta?
Come carne ou é vegetariana?

Qual a sua crença?
Crê em Deus ou adora deuses?

Como você passa seus valores para seus filhos?

Seja qual for a sua verdade e seu ponto de vista, para educar um ser livre é fundamental que você deixe livre.
Mais do que comer ou não comer carne, ganhar ou não ganhar presentes no natal, a maneira como você lida com estes temas é um exemplo que seu filho vai levar para sempre.

Seu filho é pequeno e ainda não pode decidir sozinho se o natal é data santa ou data do comércio, mas pode aprender com você tolerância e amor ao próximo:
Se a sua mãe gosta muito do natal, quer cumprir todas as tradições, presentear seu filho no natal, chamar o papai noel, e dar mais presentes para seu filho, isso não vai torná-lo mais ou menos consumista. Por outro lado, se você criticar sua mãe, reclamar do dinheiro que ela gastou com 'besteira', lembrar constantemente que é data consumista, reclamar dos gastos, das guloseimas, o que você estará ensinando?

Seu filho é pequeno ainda e não pode decidir sozinho que tipos de alimentos deve consumir:
Se o seu marido come carne, a família dele come carne e seu filho experimentar a carne, isto não vai fazer dele um carnívoro. Da mesma forma que experimentar brócolis não vai fazer dele um vegetariano. Por outro lado, se você criticar seu marido, reclamar da sua sogra e for radical com os 'carnívoros' ,falar o tempo todo da raiva e do medo contido na carne dos animais, que tipo de sentimento você estará passando?

Seu filho é pequeno ainda e não pode decidir sozinho se Deus é Maomé ou Jeová:
Se a sua sogra canta um louvor, a sua irmã entoa um mantra ou sua mãe levar seu filho para tomar um passe, isso não vai fazer dele um 'crente' ou um espírita.

Nossos filhos aprendem muito mais com as nossas atitudes que com as nossas palavras.
Seja tolerante e amoroso com os que pensam diferente de você . Ensine seu filho que mais importante que comer ou não comer carne é amar o ser humano.
Proponho que nós, que nos propomos a ser a mudança, aproveitemos este 2015 (ainda dá tempo) para experimentar dar liberdade para nossas crianças. Que experimentem nossa melhor parte: aquela que entende e aceita pontos de vistas diferentes.

Por uma humanidade mais fraterna!
Paz e Bem.

Escrito por Ana Paula Góis, 22/12/2015 às 07h44 | conviteecia@hotmail.com

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