Jornal Página 3
Coluna
Mãe na Roda
Por Caroline Cezar

Dança Materna em BC!

Estão inaugurando duas turmas da Dança Materna em Balneário Camboriú, um trabalho que já acontece em várias cidades do país e que reúne movimento, leveza, integração, sociabilidade, acolhimento e descontração. Num importante período de construção de vínculo, que é o puerpério, a Dança Materna traz mães e bebês para a roda, e se junta a outras mães para se movimentar.  Conversamos com a professora Nanda Gomes*, que é professora licenciada e está à frente das turmas aqui na cidade. Ela explica um pouquinho mais sobre o método: 



O que é a Dança Materna?
R:
A Dança Materna é um trabalho, pioneiro no Brasil, da forma como foi estruturado, de dança e atenção integral à mãe e ao bebê, da gravidez aos três anos de vida, criado pela bailarina Tatiana Tardioli, de São Paulo. A Dança Materna acredita no entendimento do corpo muito além do que um encadeamento de músculos e articulações recheado por órgãos e revestido por pele. O corpo é parte integrante de quem o habita e está intimamente ligado às emoções, aos sentimentos, às pulsões. A dança resgata essa integração através da experiência desenvolvida na aula, que tem o objetivo de propiciar às mulheres a oportunidade de dançar e de cuidar de si e do seu bebê após o parto, de maneira prazerosa, saudável e segura. Também serve como um espaço de reinserção e sociabilidade, no qual o bebê é bem vindo e onde a mãe pode compartilhar experiências com outras mulheres que também estão passando pelo puerpério. É uma vivência especial por meio da arte e da dança!

Como acontece uma aula da Dança Materna?
R:
A aula acontece com muita leveza, amor, riso, conversa e dança! Tem duração de uma hora e meia, as mães vão chegando, se acomodam e começamos com um aquecimento, depois os bebês passam para os carregadores e começamos a dança, que termina em um delicioso relaxamento!

Quais benefícios você destaca?
R:
A Dança Materna para Mães Pais e Bebês, além de propiciar a vivência especial de dançar em dupla (ou em trio, já que o pai é sempre bem vindo), possibilita à mulher o retorno à vida social depois do parto, uma prática corporal saudável e incentiva o mútuo-conhecimento entre mãe/pai e filho num momento gostoso de troca. Para o bebê traz o conforto do balanço na dança, espaço para que possa brincar e explorar suas possibilidades corporais, acolhimento e relaxamento num ambiente onde a amamentação é incentivada. O contexto é considerado em toda sua complexidade e delicadeza e o momento da dança é o auge nesta teia de sentidos e relações. Além do circulo de mães que é criado e gera uma rede de apoio incrível!


* Um pouquinho sobre a Nanda Gomes:
Sou mãe da Angelina de 1ano e 5 meses, desde o momento que soube que carregava ela dentro de mim minha vida abriu esse caminho mágico dentro da maternidade, primeiro na busca de um parto respeitoso, onde ela pudesse chegar ao mundo com amor -no meio dessa busca me formei Doula pelo DONA internacional. Depois que ela chegou ao mundo do jeito que ela queria e cercada de amor, o puerpério me foi apresentado e nele percebi a importância de uma rede de apoio entre mulheres, a importância da inserção de uma mãe no universo social que ela e seu bebê coubessem, e foi então que conheci a Dança Materna e me encantei. Logo fiz a formação e me tornei professora licenciada no método da Dança Materna para mães e bebês de colo e engatinhantes, que preenche essa minha vontade de tornar o puerpério um lugar de acolhimento e leveza!

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AS AULAS DA DANÇA MATERNA em Balneário Camboriú acontecem no estúdio Prana e Yoga, aos sábados pelas manhã; e no Amaroelo, na Praia do Estaleiro, às sextas à tarde e em datas especiais. Informações pelo telefone (48) 9915-7061 ou nanda.gomes@dancamaterna.com.br.

Escrito por Caroline Cezar, 29/08/2016 às 09h22 | carol.jp3@gmail.com

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O brinquedo de hoje é o ponto de ônibus de amanhã!

Esta foto é o resultado de uma varrida no quarto da minha filha depois que recebemos amigos por algumas horas.

Objetos quebrados, rasgados e extraviados. Sujeira. E tinha mais: caixas abertas, sacolas remexidas, peças espalhadas, roupas emboladas, restos de comida... Sempre me espanto quando vejo estas coisas. Desde meu primeiro filho venho observando como os adultos tratam 'as coisas das crianças' e consequentemente como as crianças tratam 'as coisas das crianças'. Escolas abarrotadas de brinquedos, quartinho da bagunça, caixas de brinquedos cheias de tralhas de objetos quebrados, bonecas descabeladas, riscadas e sujas, jogos incompletos.

As crianças devem ter acesso a todos os cômodos da casa e se sentirem seguras para andar e remexer por tudo, mas devem ser sempre orientadas por exemplos de como o material deve ser guardado após o uso. Este exemplo deve começar em casa e a tal 'socialização' que sempre é usada quando se fala de escola para pequenos, tem que ocorrer em casa. Os pequenos devem saber que são pessoas e ter noção do espaço que ocupam. Assim como o pai não deve deixar seus objetos em cima do sofá, a criança também não pode fazê-lo, mas não por a sala não ser lugar de brinquedo e sim porque sofá precisa estar disponível para nos sentarmos e porque o que não está mais em uso deve ser guardado.

Todos os objetos têm importância e todos podem ser manuseados pela criança. Os objetos de uso comum da casa devem ser de uso comum mesmo - adultos e crianças. O brinquedo quebrado deve ser tratado como qualquer objeto quebrado: consertado, adaptado para o uso ou eliminado. Quando uma criança quebra um brinquedo, deixa-o estirado no chão, pega outro e depois na hora de guardar, volta tudo para a caixa de brinquedos. Mas quando quebra uma xícara, ouve reprovações, xingamentos, ou até mesmo um sorriso de compreensão, então a mãe vai lá, limpa e põe no lixo. Mas não é de jogar brinquedos fora que estou falando, é de dar oportunidades para a criança aprender a socializar em casa, incentivando-a, com exemplos, a limpar no momento em que sujou, a guardar depois de brincar... quanto mais pequena a criança mais fácil para ela entender seus exemplos.

Para crianças organizadas, precisamos de organização. Poucos brinquedos (bem poucos) e bem cuidados para que a a criança possa nomear e numerar seus brinquedos, e que dê conta de guardar cada um em seu espaço. E se você tem pouco espaço, doe e ganhe espaço. E se você tem pouquíssimo espaço, doe e ganhe algum espaço. E se você tem muito, muito espaço, doe e ganhe mais espaço ainda!

Uma boa opção de presente para qualquer idade é um kit de limpeza... com pá e vassourinha:

 

Deixar à mão panos de limpeza, orientar locais específicos para alimentação, ensinar a lavar a louça, tirar a mesa, varrer o chão, são funções que todos teremos que fazer um dia e devemos aprender em casa.


Aqui também uma opção mais ecológica. Vocês podem confeccionar suas próprias pás e vassouras:

Vassoura de garrafa pet. Clique no link para aprender.

Pá feita de galão. Clique no link para aprender,





Por uma humanidade mais fraterna!

Escrito por Ana Paula Góis, 08/08/2016 às 07h14 | conviteecia@hotmail.com

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Pesos e medidas na amamentação

Numa conversa recente, uma educadora perinatal que atua na Inglaterra, comentou que vinha atendendo um casal de mulheres que ia ter um bebê: a companheira da gestante vinha manifestando sintomas de gravidez, apesar de só uma delas estar realmente grávida. Isso acontece também com alguns homens e tem um diagnóstico; não é fingimento, não é exatamente negativo, é o corpo manifestando sintoma por uma transformação importante na vida. Empatia. Ansiedade. Qualquer coisa. 

No caso do casal homoafetivo a educadora comentou que as duas poderiam amamentar, porque o fator psicológico é tão poderoso que produz leite em quem não teve bebê saindo do próprio ventre. Já imaginou quatro mamas disponíveis? <3

O caso foi só pra ilustrar que o campo psicológico é só FUNDAMENTAL no aleitamento materno. Há grande polêmica com a questão de amamentar em público, mas isso é só um detalhe perto dos equívocos completamente aceitos e incorporados pela sociedade, por exemplo, a mania de pesar o bebê o tempo todo, contar os gramas e os mililitros, sempre com a ameaça (ou a "salvação) do "suplemento" por perto. A abordagem de enfermeiras, pediatras ou familiares no pós-nascimento, dizendo que a mãe não sabe amamentar, ou gerando paranóias em relação à pega, ao peso, aos tempos e quantidades é uma pressão indelicada que mais atrapalha que ajuda, já vi profissional dos mais 'humanizados' dando nota para o bebê e para a mãe nos primeiros dias de vida, criticando isso e aquilo, dizendo que tá ruim, pode melhorar. 

Apesar do bebê saber mamar e a mãe saber amamentar, existe um tempo de adaptação, um re conhecimento, um estabelecimento de ritmo, que depende de muita intimidade e segurança. Esse ambiente precisa ser de profundo respeito, continuar sendo visto como algo sagrado, como o parto e a gestação. Relógios e balanças são secundários, invasivos, podem se tornar obstáculos ao bom andamento. Ou, se forem usados, nunca podem tornar-se os protagonistas. Contar gramas? Pesar toda hora? Medir os minutos? É muito agressivo.

Para AJUDAR a mãe, pequenas dicas práticas de como posicionar o bebê, ajudá-lo a fazer a pega correta, apenas para que não machuque o seio, sempre falando pouco e julgando nada. Preservar muito o entorno dessa mãe e desse bebê, inclusive de intromissões do tipo, que sempre induzem o pensamento de que algo não está indo bem. A principal preocupação deve sempre ser como essa mulher pode ficar tranquila para nutrir, como pode estar segura para se entregar a essa importante criação de vínculo - com ela mesma, com seu bebê, com suas sombras e sua luz. 

 

 

Escrito por Caroline Cezar, 02/08/2016 às 07h18 | carol.jp3@gmail.com

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Primeiro em você

Escutei esses dias e fez todo o sentido: "quando disparar o alerta, bota a máscara em você primeiro. Aí, talvez, você possa ajudar o outro".
A regra do oxigênio no avião é clara, mas na vida real, esquecemos de estar em nós e passamos os dias reagindo. Automático.
Tomar oxigênio não é só respirar, e sim respirar, pra acolher. Acolher sem julgar, seja lá que emoção surgir, inclusive as que não deveríamos ter, segundo a cartilha.

O que eu sinto quando meu filho se joga no chão do supermercado?
Não sei! Porque estou muito preocupado com a cara feia da mulher na fila; com o outro debochando, com aquela lá me exigindo uma atitude, com meu marido fingindo que não é com ele, com todo esse meu entorno, com o que eu deveria estar fazendo, com o que eu fiz errado, com as vidas passadas, com a lua em câncer que me deixou abalada.

Ah, é pra entrar na bolha e não dar bola pros outros? Não, eu posso ver tudo isso ao meu redor, mas não posso esquecer que tudo que vejo está partindo do meu ponto de vista. E não preciso ficar atrelada aqui, esse acontecimento é uma graça que recebi e uma porta de entrada pra mim mesma. Olho, reconheço, e então me reconheço.

Corta. Volta pro chão do mercado. Vê tudo. Mergulha na sensação. O que EU sinto realmente? Vergonha? Estou com vergonha. Estou em dúvida. Desespero. Com culpa. Medo. Raiva, muita raiva. Encontra o que é e vai na emoção: estou com raiva, estou com raiva, raiva, raiva… Mas investe na neutralidade absoluta: sem julgar! Ao contrário do que imaginamos a raiva não vai aumentar se eu reconhecer, vai diminuir. Então pronto, sem achar que sim ou que não, sem devia ou não devia, percebo que É ISSO. É raiva. Está tudo bem sentir. Aquilo vira uma distração construtiva, e de repente, do nada, ou do tudo, surge a ação. Uma ação que não parte mais daquela estagnação, e sim de um re conhecimento, um acolhimento, de sentir verdadeiramente que tudo está perfeitamente bem. Minha ação partiu de um novo lugar, onde eu ampliei meu ponto de vista, não é só mais uma reação motivada por um sentimento repetido e recorrente.

É um exercício e um treino e a gente fica melhor no que treina mais. Se treinarmos repetir, ficamos patinando em círculos. E perdendo tempo, achando que estamos na "busca", perguntando pros outros o que a gente faz, o que a gente sente, qual a regra pra crianças que se jogam no chão... Perdemos a escuta e principalmente a auto-escuta. Vamos partir do princípio que cada um é singular? E como eu posso fazer algo pelo outro se nem sei o que sinto? Se no chilique da criança de dois anos, me comporto como se tivesse dois anos, "explicando", tagarelando, sacudindo? Provável que quando a gente tinha aquela idade alguém disse que não é bom ter raiva, que deus tá vendo, que ia apanhar, que assim sou feio e nunca mais vão brincar comigo. Muito difícil que algum adulto tenha botado a máscara e tenha conseguido lidar com as próprias coisas, olhando pra nossa raiva de maneira neutra, talvez perguntando: 'Você está com raiva fulaninho? - Siiiiiiiiim. - Você está com muita raiva? - Siiiiiiim. - Acontece (abraça e abraça e abraçar nunca é demais).

O que torna tudo muito difícil é a resistência, o não deveria sentir isso, não poderia sentir aquilo, isso não devia estar acontecendo, "raiva? eu não estou com raiva!", que vai fermentando esse gatilho automático de forma poderosa. E aí voltamos para aquele lugar de transferir a responsabilidade, de ah, posso até ter ficado com raiva, mas foi porque você fez tal coisa. Como se a raiva brotasse de algum lugar de fora pra me atingir e não de alguma coisa parada dentro de mim. A raiva pode ser esse acionador da nossa estupidez, do nosso automático, mas pode ser um importante tomador de decisões, um motivador voraz, um passo certeiro, porque na base, tudo é energia, quem dá o tom pras coisas somos nós e nossa interpretação. Antes, sempre precisa ir pra esse lugar de acolhimento. Quer que a criança pare de chorar, de berrar, de rolar no chão? Acolhe ela em você, a sua criança. Depois põe a máscara no outro (provável que todo aquele entorno no mercado esteja precisando muito de oxigênio).

Eu acabo sempre olhando pra fora e pensando o que eu devia fazer pra salvar o outro, ou como posso fazer pra ser uma mãe melhor, uma filha melhor, uma mulher melhor, uma neta melhor, uma cidadã melhor, mas só estou fingindo que faço algo, porque desse lugar comum não posso agir, apenas reagir.

Texto publicado na edição impressa do Jornal Página 3, em 09 de julho de 2016

Escrito por Caroline Cezar, 21/07/2016 às 08h09 | carol.jp3@gmail.com

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A competição é o início da guerra

 "As pessoas falam de paz, mas ninguém educa para a paz. As pessoas educam para a competição e a competição é o início da guerra."

Meu filho quebrou o pé bem quebrado, o que lhe impossibilitou de ir à escola. Neste tempo todo que não frequentou o colégio, ficou em casa, deitado com o pé pra cima. Depois de dois meses vendo ele com o pé pra cima, minhas certezas sobre o sistema atual de ensino estar falido, só aumentaram.

Não consigo entender quem conseguiu convencer uma sociedade inteira, que passar 4 horas por dia, sentado atrás de um colega e de costas para outro, sem poder conversar com os que estão do lado, fazendo tudo igual ao que eles fazem, é bom pra alguém.

Quando nos convenceram que alguém pode decidir que horas devemos ir ao banheiro, se temos ou não sede, se podemos falar ou não? E que este tirano ditador, que decide por mim, deve ser chamado de mestre e seguido como exemplo? (que fique claro que amo e respeito os profes... estou falando é do sistema!)

Procuro viver e ensinar meus filhos que só se chega a algum lugar de mãos dadas. Que fila é só pra passar em passagem apertada e mesmo assim de mãos dadas para ter apoio se cair. A escola atual, anda na contramão desta vertente. Lá não se dá as mãos para aprender, para contribuir coma sociedade. Lá se estuda para o vestibular e quanto mais o meu colega estuda, pior pra mim, pois se eu quiser ganhar a vaga que estamos disputando, preciso estudar mais que ele!

Sempre que vejo as imagens de galinhas na granja esperando para serem abatidas não me compadeço das galinhas, me compadeço de nós, seres humanos, que aprendemos desde muito cedo (cada vez mais cedo) que o mundo é competitivo. Que temos que sentar enfileirados e tirar notas cada vez melhores.

Este universo de competições e provações (a escola tradicional) nos permeia durante toda nossa infância e adolescência e por vezes é o único termômetro que os pais têm sobre o desenvolvimento dos filhos. Se vai bem na escola, tá tudo bem, se vai mal na escola, alguma coisa está errada.

Somos na escola, como as galinhas são na granja: preparados para o abate! E, como somos preparados para isso, depois de abatidos (quem sabe pela profissão que dá mais dinheiro) estamos preparados para sermos os abatedores. E então, na qualidade de adultos preparados e abatidos pelo sistema, seguimos abatendo, enfileirando, massacrando e fabricando tudo em série desde galinhas até seres humanos.

Por menos galinhas nas granjas, por uma humanidade mais fraterna!

Escrito por Ana Paula Góis, 18/07/2016 às 07h31 | conviteecia@hotmail.com

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SUFICIENTE

 

"Se você já está tentando construir, todos os dias, em todos os momentos de sua vida, um lar pacífico, se está partindo para uma linha de disciplina positiva, se acredita na elevação da personalidade infantil em um ambiente no qual não sofra nenhum tipo de violência… Se você acredita em tudo isso para a criança, precisa acreditar em tudo isso para o adulto. Se você acredita em uma vida sem violência para o seu filho, precisa acreditar em uma vida sem violência para você. Se você deseja que seu filho ame a si mesmo e consiga lidar com seus erros e se perdoar, você precisa desejar isso para você mesmo. Permitir isso para você mesmo, talvez seja mais adequado.

(...)Vivemos em uma cultura de nunca o suficiente. Tudo o que fazemos é pouco perto do que achamos que deveríamos conseguir fazer. Perto do que somos levados a acreditar que precisamos ser capazes de fazer. Nós não trabalhamos o suficiente, não ganhamos o suficiente, não ficamos tempo suficiente com nossos filhos, não nos alimentamos bem o suficiente, não economizamos o suficiente, não curtimos a vida o suficiente, não nos arriscamos o suficiente, não somos tranquilos o suficiente. A lista é infinita, e nos fere a cada dia. Nos leva o sono das noites e a tranquilidade das manhãs, repõe tudo com stress, ansiedade, medo. A insegurança resultante de não sermos o suficiente nos aterroriza tanto que precisamos vestir uma armadura contra ela. Essa armadura nos protege dos ferimentos. Mas também nos protege do amor. E essa armadura nos protege da compaixão. Vinda dos outros, para os outros, ou de nós para nós mesmos." 

Trecho do excelente texto SUFICIENTE, de Gabriel Salomão, que você lê completo aqui nesse link. Recomendamos muito!

Escrito por Caroline Cezar, 12/07/2016 às 07h22 | carol.jp3@gmail.com

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