Jornal Página 3
Coluna
Mãe na Roda
Por Caroline Cezar

Dica prática - Desautomatizar respostas

Dica prática - Desautomatizar respostas - Quando deixamos para agir no momento crítico -em frente a uma criança chorando ou numa crise- dificilmente controlaremos nossas reações automáticas. A dica é treinar, sempre: escolher uma ação do dia, que seja repetida algumas vezes, por exemplo, tomar água, e a preceder por uma ou duas respirações conscientes. Depois ir aumentando o número de respirações para 3 ou 4 e escolhendo mais "quebras do dia": antes da água, antes de escovar os dentes, antes de responder o celular. Isso é um treino para desautomatizar as respostas, e na hora necessária, pode ficar mais fácil acessar esse lugar de pausa antes da ação.
Por que respirar? Porque qualquer coisa é menos fácil que respirar. Por que um copo d'água? É mais fácil treinar frente a um copo d'água que a uma criança chorando.

Gabriel Salomão, na palestra princípios Montessorianos em Casa, em Balneário Camboriú.

 

Escrito por Caroline Cezar, 29/05/2017 às 07h37 | carol.jp3@gmail.com

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Uma coisa de cada vez

Compartilho texto de Gabriel Salomão, professor e pesquisador que estará em Balneário Camboriú conosco para duas palestras no próximo fim de semana (no final do texto, tem link pro evento). Gabriel tem fala clara, simples e acessível para trazer a riqueza de olhar para a criança como um ser humano capaz e inteligente, uma descoberta incrível se aplicada na prática. Parece bobo, mas é necessário uma completa reestruturação de nossas crenças e paradigmas para que passemos a observar mais e interferir menos. Enquanto pensamos que estamos ajudando, impedimos a criança de se desenvolver plenamente e em liberdade, que é muito diferente da ausência de limites ou de deixá-la "se virar" em todas as situações. Ser adulto é um aprendizado, e o quanto antes descobrirmos isso, maiores nossas possibilidades, como gente, e como humanidade.

 

"A criança nos ensina muito. Montessori descobriu, pela observação da criança, que existe uma diferença fundamental no tipo de esforço mais comum na infância e o mais recorrente na maturidade. A criança trabalha para o desenvolvimento interior: ela faz o humano dentro de si, e para isso usa daquilo que existe no mundo. Já o adulto usa daquilo que tem dentro de si para trabalhar pelo desenvolvimento do mundo. Os dois trabalhos são nobilíssimos e fundamentais para a civilização. O da criança, entretanto, é base para tudo mais, e é o tipo de trabalho menos compreendido.

Nós temos dificuldade para entender que a criança precise colocar e tirar, e colocar de novo, por vezes sem conta, uma peça de roupa. Ou que precise subir e descer degraus por muitas vezes seguidas. Nitidamente, a criança não preza pela eficiência externa de seus esforços: não é possível que ela queira algo com o mundo, pois se quisesse cumpriria o trabalho de subir uma escada uma só vez, e não precisaria repetir o esforço cinco ou dez vezes seguidas. Acontece, portanto, que deve haver algo além daquilo que vemos acontecendo com a criança. Algo interior e invisível.

Somente considerando o trabalho interior e invisível é que podemos compreender as características dos esforços infantis. Uma das mais evidentes dessas características é a capacidade da criança de fazer apenas uma coisa de cada vez. Alguns de nós, adultos, nos orgulhamos de sermos multitarefas. O mito da capacidade humana para as multitarefas já caiu faz tempo, é inconsistente e já não tem apoio sério de nenhum lugar. Mas os navegadores com muitas abas e os celulares com muitos aplicativos nos convencem de que podemos fazer duas coisas ao mesmo tempo. Duas? Quatro. Oito.

O problema é que não podemos. Pessoas que tentam ser multitarefa reduzem sua produtividade quase pela metade. A criança faz somente uma coisa de cada vez, e por isso entrega-se completamente ao que está fazendo. Podemos aprender com elas.

É tristemente comum observar famílias nas quais os adultos não têm tempo com as crianças, embora estejam em casa, e não estejam trabalhando. Sentam-se para conversar, jogar ou brincar com as crianças, mas o fazem com o celular ao alcance da mão. E ensinam à criança que ela não é tão importante assim. Que a qualquer distração dela, a qualquer demora, a qualquer risco de tédio, recorrerão à tela. Ao menor sinal de que deverão estar somente presentes com as crianças, sem fazer exatamente nada, escondem-se. É comum, tentador e recorrente.

Ficar presente com a criança pode ser monótono para o adulto, que vê pouco prazer na repetição. Pode ser bobo, porque os desafios dela são simples demais para nós. Pode ser angustiante, porque temos tanto para fazer. Pode ser aterrador, porque naqueles minutos temos de conviver de forma integral, profunda, e isso nos força também a enxergar algo de nós mesmos que faz tempo não víamos.

É dificílimo estar presente, fazer uma coisa só, entregar-se a cada minúscula tarefa com seu ser inteiro. Fernando Pessoa tem um poema belo sobre isso, que vale recordar:

Para ser grande, sê inteiro: nada

Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

No mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua toda

Brilha, porque alta vive.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes. É bastante para pedir a alguém, não é? E, sim, é muito pedir a um adulto incapaz de foco que comece a focar justamente na presença integral para a criança. Isso é demais. Por isso, abaixo, o que sugerimos é um passo a passo para que aos poucos seja possível para você entregar “tudo quanto és” à criança pequena. Explicamos em cada ponto como isso faz parte da formação de um profissional montessoriano e como pode ser perfeitamente adotado por qualquer adulto que deseje viver melhor com crianças.

 

Dedique-se à atividade que seu corpo executa
Na formação do professor, aprendemos a medir cada gesto e a contar nossas palavras, para que nada desnecessário, excessivo ou exagerado transborde de nós, atrapalhando a criança. Isso nos conduz à atenção total à ação presente – é o que nos impede de derrubar materiais e chutar tapetes diariamente. Na sua vida, você pode começar esse treino enquanto lava louças, cozinha, caminha em um corredor do trabalho ou escova os dentes depois que todo mundo dormiu. Enquanto faz isso, não escute músicas, não assista a vídeos, não curta publicações. Respire, relaxe e perceba o que acontece, o que você faz, o que suas mãos fazem, o que seu corpo sente. Simplesmente note, sem se preocupar ou tentar mudar nada, perceba. Escolha uma ação para começar, e gradativamente aumente, até que todo o seu dia seja preenchido por essa forma de atenção.

Aprenda o silêncio
Uma das principais lições do método Montessori na escola é a Lição do Silêncio. Ocasião nobilíssima, a Lição do Silêncio só é possível em uma sala na qual a calma reine constante. Por sua vez, isso só é possível se houver um professor capaz do silêncio pacífico. Dê-se cinco, depois dez, e quem sabe um dia quinze, minutos diários para ficar em silêncio. Nesses minutos, que devem ser seus, não olhe o celular (deixei um cronômetro gentil contando o tempo, e não olhe para ele), e não faça nada. Sente-se, respire, e escute. Escute primeiro os sons da rua, depois os do seu corpo, e depois as emoções e os pensamentos. Da mesma maneira que você não controla os sons da rua, só deixa que venham e vão, faça isso com o que surge de você. Não prenda os pensamentos. Deixe que venham e vão.

Escute profundamente e fale para diminuir o sofrimento
Com frequência, Montessori se referia à sua pedagogia como uma forma de cura de feridas inconscientes da criança. O professor que desejasse curar, precisaria saber observar. Uma das formas mais compassivas de observação é ser capaz de ouvir profundamente. Ouvir profundamente é escutar sem precisar responder. Escutar para compreender, para conhecer o outro, e para enxergar o que existe de mais precioso no outro. O coração do sofrimento e do amor. Escutar em silêncio, escutar respirando, escutar presente. Escutar assim é um presente. E depois, quando for nossa vez de falar, há uma grande escolha que podemos fazer sempre, em toda situação da vida: podemos falar para aumentar ou para diminuir o sofrimento (nosso, do outro, da criança, do mundo). Montessori citava Dante quando pedia que contássemos todas as nossas palavras. Isso é difícil de fazer. Mas você pode pensar no que vai dizer. Intervalos menores que um segundo, depois de alguma prática, são suficientes para a construção de respostas mais positivas, mais cheias de compaixão e vida, menos cheias de muralhas e impedimentos, e mais preenchidas por esperança e fé na capacidade infinita da criança.

Montessori tem, sobretudo, uma grande vantagem: funciona. Porque é uma pedagogia científica, testada em todos os lugares do mundo, por mais de um século, hoje ela já foi refinada a um ponto elevadíssimo, e funciona. Repetidamente comprovada pela ciência, mas mais que isso, pelos sorrisos e pelo brilho nos olhos das crianças, Montessori nos oferece esperança de um mundo melhor. Fazer um mundo melhor não precisa ser fácil. Só precisa ser possível. Nós todos podemos nos esforçar profunda e constantemente se soubermos que um incrível objetivo pode ser alcançado, ainda que o caminho exija de nós a humildade de tentar de novo infinitas vezes, como só a criança sabe fazer.

Que sigamos a criança como a um líder. Que ela nos aponte uma resposta, e que nós possamos enxergar. Põe tudo quanto és no mínimo que fazes. Atenta ao teu corpo. Aprende o silêncio. Escuta profundamente. Fala com amor. Entrega tua presença aos menores entre nós, que eles se mostrarão os maiores sobre a Terra.


Para saber sobre os detalhes da vinda de Gabriel Salomão em BC, clique aqui.


 

Escrito por Caroline Cezar, 19/05/2017 às 08h08 | carol.jp3@gmail.com

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Dia das mães na escola

Vi muita gente reclamando que algumas escolas não fizeram apresentação do dia das mães para não segregar os que não tem mãe ou por qualquer outro motivo. Sofri mais nas apresentações dos meus filhos pelos filhos que tem mães e pais ausentes, do que sofri pelos órfãos.

Não sou fã dessas apresentações e fica fácil pra mim aprovar que elas não existam. As crianças deviam apresentar o que realmente aprenderam e querem mostrar e não músicas escolhidas e ensaiadas a duro custo pel@s profes que já não tem tempo suficiente para passar conteúdo ou simplesmente ter um tempo livre com os pequenos.

Já vi crianças apresentando músicas que não sabem o que dizem, que não conhecem o cantor ou autor e nem mesmo entendem o que estão falando. Já vi apresentações musicais em escolas que sequer tem aula de música ou dança. Aprendem a ler, a escrever, a repetir e apresentam uma música. Não sei você, mas eu chamo isso de hipocrisia.

Meu filho mais velho estudou numa escola muito querida e transformadora de nossa cidade. Lá no quintal (a escola chama Quintal Mágico, mas os familiares chamam carinhosamente de 'quintal') não tinha apresentação dos pais e nem das mães, e acho que as mães que precisam de 'apresentações' para se sentirem homenageadas deviam por seus filhos a estudarem em escolas que proporcionam isso. Lá na semana do dia das mães e/ou dos pais eles ofereciam oficinas que eram realmente dedicadas a somar alguma coisa na vida da família. Fiz lá, por exemplo, uma oficina de canto no dia das mães e uma de pipa no dia dos pais (já que o pai do meu filho não tinha tempo ou vontade pra isso)... não teve constrangimento para ninguém e ninguém se sentiu 'desvalorizado' por falta de uma apresentação.

Lá no Quintal, tinha a festa da família, que acontecia em uma data qualquer, onde tinham algumas apresentações sim, mas ficávamos por lá, em família, nos conhecendo, tomando um chimarrão com outros pais, fortalecendo o vínculo familiar.

Vi também homens reclamando que as mães não foram homenageadas e a solução para este problema é mais simples do que parece: escolha uma música, faça uma coreografia, ensaie com seus filhos e apresente para a mamãe!

Tem muita coisa que acontece nas casas, nas famílias, nas escolas que são tidas como normais. Pra quem acha que normal é bom, tudo bem... eu prefiro o natural ao normal... sempre que me deparo com uma regra, um paradigma ou algo que norteia nosso caminho prefiro perguntar se é "natural" e não se "normal" porque o normal é cultural e nem sempre é a melhor escolha.

Deixo aqui nesse link um texto que peguei numa rápida busca no Google sobre ser normal e normose. Leia, reflita e se livre das amarras da escola, das repetições e normatizações, porque bem melhor do que o normal é o natural.

Escrito por Ana Paula Góis, 15/05/2017 às 14h28 | conviteecia@hotmail.com

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É só amor!

Um terrível capricho da criança consiste em ir acordar os pais de manhã e a babá tem de evitar tal delito, como se fosse o anjo da guarda do sono matutino dos pais...

Mas o que, senão o amor, impele a criança que mal levantou da cama a ir procurar os pais?

Quando ela salta da cama, bem cedinho, ao nascer do sol, vai procurar os pais ainda adormecidos como se lhes quisesse dizer: "Aprendam a viver santamente, já amanheceu, é dia!" O quarto ainda está escuro, bem fechado. A criança avança, como o coração oprimido pelo medo do escuro, mas supera todos os temores e vai tocar carinhosamente os pais. O pai e a mãe resmungam: "Porque nos acordar tão cedo?" E a criança replica: "Não vim acordar vocês, vim beijá-los". Como se dissesse: "Não queria despertá-los materialmente; desejava acordar-lhes o espírito".

O amor da criança tem imensa importância para nós. Os adultos dormem a vida inteira, tendem a adormecer a vida inteira sobre todas as coisas, e precisam de um novo ser que os desperte e os reanime com energia fresca e viva. Um ser que se comporte diversamente deles e lhes diga toda manhã: "Levantem-se para uma nova vida, aprendam a viver melhor"

Sim, viver melhor: Sentir o sopro do amor.

Sem a criança que o ajuda a renovar-se, o homem degeneraria. Se o adulto não procura renovar-se forma-se paulatinamente em torno de seu espírito uma couraça que acaba por torná-lo insensível.

Isto nos traz à mente, as palavras do juízo final, quando Cristo, dirigindo-se aos condenados que nunca utilizaram os meios de renascimento encontrados durante a vida, os amaldiçoa:
- Ide malditos, porque me encostrastes enfermo e não me curastes!
E eles respondem:
- Mas quando, Senhor, nós vos encontramos enfermo?
- Todas as vezes que encontrastes um pobre, um enfermo, era eu. Ide malditos, porque eu estava encarcerado e não me visitastes.
- Oh, Senhor, quando estivestes em um cárcere?
- Cada encarcerado era eu.

A dramática passagem do Evangelho significa que o adulto deve consolar o Cristo oculto em cada pobre, em cada condenado em cada sofredor. Mas se a maravilhosa cena evangélica se aplicasse ao caso da criança, constataríamos que Cristo ajuda todos os homens sob a forma da criança.

- Eu vos amei, fui acordar-vos todas as manhãs e me repelistes.
- Mas quando, Senhor, viestes a minha casa pela manhã para me acordares e eu vos repeli?
- O filho de vossas vísceras que vinha despertar-vos era eu. Aquele que vos implorava que não o abandonásseis era eu!

Insensatos! Era o Messias que vinha despertar-vos e ensinar-vos o amor! E nós pensávamos que se tratava de um capricho infantil- e, por isso, perdermos nosso coração.

Adaptado do texto de Maria Montessori, no livro A Criança.

Por uma humanidade mais fraterna!
Paz e boa vontade.

Escrito por Ana Paula Góis, 09/05/2017 às 21h20 | conviteecia@hotmail.com

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Educação, limpeza e amor divino

Recebi por email essa "manifestação do amor divino", e achei providencial e clara. Nós adultos estamos sempre querendo "educar" as crianças, dar o melhor a elas, nos preocupamos em nos atualizar e saber mais para "ensinar", mas esquecemos da limpeza diária e interna, a que provoca verdadeiras mudanças na maneira de enxergar -e viver- no mundo. Educar-se a si mesmo é a melhor contribuição que um adulto pode dar a uma criança, a outros adultos, e à sociedade. 

"Seu filho lhe dará grande alegria pelas brincadeiras e conversa infantil, mas quando ele interfere em seu trabalho ou exige a sua atenção quando você está trabalhando em algo importante, você fica muito irritado com ele. Seu filho agora se torna sua fonte de alegria, bem como de tristeza! Lembre-se, não há nada no mundo que possa lhe dar alegria sem mistura. Mesmo que haja uma dessas coisas, quando ela se perde, você ficará muito triste! Isso está na própria natureza deste mundo. Portanto, tente corrigir a própria fonte de alegria e tristeza, a mente. Controle sua mente e treine-a para aceitar e ver a verdadeira natureza deste mundo objetivo, que atrai e repele você por turnos. Este é o verdadeiro fruto da educação!" (Discurso Divino, 20 de dezembro de 1958) Sathya Sai Baba

Escrito por Ana Paula Góis, 19/03/2017 às 23h11 | conviteecia@hotmail.com

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Quantos anos você tem?

Faz uns dias que a internet anda se emocionando com a fala da participante do Big Brother Ieda, uma linda ex miss no auge de seus 70 anos. Falou da velhice e da vontade de viver. Falou de como pode haver vida ali na frente em qualquer fase da vida, e abriu a fala com a seguinte frase:

- E vocês vão entender, quando forem mais velhos que a gente nunca deixa de ser criança...

Logo que me interessei por crianças, por educação e criação, pelo que pode ou que não pode, entendi que criança também é gente. Entendi que esta história de que criança não tem querer, de que tem que dividir, de que tem que experimentar, de que tem que ser castigada, de que é de pequeno que se desentorta o pepino é coisa de criança que não foi criança.

Porém na minha peregrinação de re-conhecimento e auto conhecimento, no auge dos meus 36 anos, vem esta mulher e me dá uma dessas, na testa e me abre o olho para o inverso que eu ainda não tinha reconhecido: adulto também é gente!

Não existe adulto que não foi criança, que não teve infância. Assim como não existe uma criança dentro do adulto, querendo sair ou que precise ser liberta porque o adulto ainda é a criança. Ainda é a mesma pessoa, vivendo um outro dia, não são dois diferentes.

Somos nós todos, as crianças e adultos, gente! E gente tá sempre crescendo, sempre aprendendo algo novo, sempre se mexendo. Gosto de estar no mesmos patamar das crianças. Me deixa feliz saber que elas estão aí cheias de conhecimento e ensinamentos pra mim. Que continuam vindo generosa e amorosamente pra nós.

Há algum tempo atrás, eu subestimava as crianças. Eu tinha plena certeza que sabia mais que elas, que podia ensinar alguma coisa pra elas. E me colocava na mesma posição quanto aos mais velhos. Achava que estavam prontos e que eu nada tinha a acrescentar pra eles. Que meus conselhos e experiências eram pouco pra eles.

Agora nos vejo atemporais. Desprovidos de idade. Somos hoje passageiros do mesmo barco e estamos viajando para o mesmo destino. Juntos somos as peças que movem a engrenagem, que fazem a máquina funcionar. Jovens ou velhos, despertos ou cansados, visionários ou céticos, todos peças importantes vivendo o dia de hoje e construindo o amanhã.

Agradeço por estar nesta caminhada com você. Por estar vivendo o hoje junto com você. Por sermos parte da mesma engrenagem. Não importa quantos anos você tem ou teve ou vai ter, importa, que agora temos que continuar. Que agora estamos vivendo no mesmo lugar e na mesma hora. Obrigada!

Por uma humanidade mais fraterna. Paz e bem!


Você pode ver o vídeo aqui nesse link se quiser.

Escrito por Ana Paula Góis, 19/03/2017 às 23h06 | conviteecia@hotmail.com

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