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JCopinião
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Gestão privada

Como sói acontecer no país, os partidos de esquerda têm ojeriza à palavra privatização.  A turma do PT, então, fica irada e enrubescida ao sentir o seu retrógrado pensamento antiprivatização ser rechaçado pela necessidade de um Estado não intervencionista na economia para que o país se desenvolva.

 
No artigo “Gestão privada, bem público”, o professor e articulista Sérgio Lazzarini  aborda as consequências positivas das privatizações contrapondo os seus opositores, in verbis:
 
“Com retumbante fracasso do ativismo estatal dos últimos anos, as privatizações voltaram à pauta. E, com elas, os críticos de sempre. No início de julho, Lula afirmou que os membros do governo interino ‘não sabem governar e precisam vender o patrimônio público’. A frase poderia ser notícia se um site cômico, dado o rombo gerado pelo governo do seu partido. Na essência, Lula repete o bordão que usou para se eleger em 2006: que defensores da participação privada são contra o social. Curiosamente, dias antes da afirmação de Lula, o seu concorrente naquela eleição, Geral Alckmin, havia anunciado a intenção de conceder à gestão privada 25 parques públicos do Estado de São Paulo. Partidos da oposição novamente criticaram a iniciativa.
Os detratores da gestão privada precisam urgentemente se adequar aos novos tempos. Quem recebe ou depende de um serviço público quer, no fundo, qualidade e eficiência de entrega. Um turista brasileiro em Foz do Iguaçu, por exemplo, paga 34,30 reais para entrar no parque das cataratas e se beneficia de uma gama enorme de atrações. Ao turista, pouca diferença fará saber que os serviços do parque são de responsabilidade da iniciativa privada desde 1999. Ele quer simplesmente que a sua experiência valha o dinheiro investido.
Fechar as portas a empreendedores privados significa não apenas excluir do sistema atores com mais competência em certas áreas como também desviar o foco do setor público de suas responsabilidades verdadeiramente críticas. Em um estudo com Sandro Cabral e Paulo Furquim, tive a oportunidade de conversar com gestores públicos de prisões paranaenses cujas operações haviam sido transferidas a empresas privadas. Cuidando de atividades básicas, essas empresas liberavam tempo dos gestores públicos para supervisionar a qualidade dos serviços e atrair investimentos em reintegração social dos presos. Entretanto, confiando mais na sua ideologia do que na boa análise técnica, Roberto Requião anunciou o desmonte da terceirização quando retornou ao governo estadual em 2003. Os gestores tiveram novamente de gastar tempo com pendengas operacionais diversas - como, por exemplo, abrir licitações até mesmo para trocar um simples conjunto de lâmpadas.
Os críticos também dizem que a participação privada exclui populações carentes quando há cobranças pelos serviços. Uma preocupação muito pertinente, mas cujo remédio não envolve necessariamente impedir o privado. Ainda o exemplo de Foz de Iguaçu, visitantes de comunidades do entorno pagam cerca de um terço do preço regular de entrada, 11 reais. Além disso, a própria presença de empresas privadas acaba gerando mais e melhores empregos. O que é preferível: uma atividade gratuita, mas com pouca infraestrutura e baixa qualidade, ou outra paga, mas com empreendedorismo vibrante e criação de renda sustentável?
Mas ainda, em concessões e parcerias público-privadas modernas, o gestor privado é sujeito a metas explícitas de impacto. Considere o caso da rota turística Lund, um conjunto de parques ao norte de Belo Horizonte. O contrato para gerir a rota prevê três blocos de indicadores de desempenho social e ambiental. Quanto maior a nota dos indicadores, maior a chance de a empresa receber uma espécie de bonificação do estado pela qualidade dos serviços. Esses mecanismos de contratação com base em impacto social são cada vez mais comuns no mundo. Os chamados contratos de impacto social (social impacto bonds) envolve um mecanismo em que investidores privados financiam projetos de interesse público e recuperam o capital investido se, e somente, atingirem metas de impacto.
Ao contrário do que disse Lula, o bom governo convida o investimento privado para o bem público. Mas o que ele e seu partido fizeram foi simplesmente dispensar recursos públicos para benefício privado e, ainda assim, criticar as privatizações.  Uma hipocrisia irresponsável, que não somente paralisou os investimentos nos últimos anos como obstruiu o acesso da população brasileira a serviços públicos de maior qualidade e alcance.”Fonte: VEJA.

Escrito por , 22/08/2016 às 12h45 |

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Terminal de cruzeiros e outros empreendimentos

A propósito da implantação de um terminal para navios de cruzeiro na Barra Sul, cujo projeto mereceu apoio do CDL, algumas considerações.

BC tem que continuar a explorar a sua beleza natural. Não precisa de empreendimentos majestáticos. Geralmente, nesses empreendimentos estão recônditos os interesses solertes dos políticos em levar vantagem nas propinas que receberão. E o exemplo presente é a extravagância do elefante branco da ponte do Piriquito, na Barra Sul, corroída de irregularidades.

A vizinha Itajaí, tão próxima de BC, já possui um terminal para navios de cruzeiros. Por que outro terminal aqui, quando BC e Itajaí deveriam, sim, selar acordo de mútuo interesse turístico? Ademais, a estadia de navios poderá comprometer a nossa praia ao receber acidentalmente vazamento de óleo e outras sujeiras.

Mas a megalomania de alguns em deformar o panorama natural desta cidade é patética. Vejam: o alargamento da praia, totalmente desnecessário, é outra aberração, que só gerará aumento de imposto aos munícipes e transformará a suavidade do banho de mar em praia do tombo, sem esquecer de que a natureza poderá retomar o seu status quo.

BC não tem que se adequar à população flutuante. BC tem que respeitar a sua capacidade de infraestrutura para atender bem, inicialmente, a sua população fixa e que paga imposto. Nenhuma cidade poderá estar sempre preparada para dar acolhimento a uma população de impacto sazonal. BC não precisa mais de empreendimentos que agridam a sua natureza, devastada hoje pela voracidade dos exploradores da construção civil. BC é conhecida e amada pelo que tem de natureza exuberante. Nenhum turista deixa de vir ou voltar à cidade porque ela não tem engordamento da praia, centro de eventos, ponte do Piriquito, porto para atracar navio de turismo etc.

Por que a cidade de Gramado/RS continua sendo um polo turístico anual sem ter modificado a sua planta de edificação ou inventado bobagem?

A cidade de BC - com a quantidade de prédio de apartamentos, cujos proprietários despejam nos cofres municipais uma grana alta, mensal e anualmente, sem dar muita despesa ao município, pois a maioria não mora aqui - deveria ter sempre recursos para a sua infraestrutura e para deixar a cidade impecável, em vez de gastar dinheiro em obras faraônicas e desnecessárias.

 

Escrito por , 10/08/2016 às 11h59 |

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A audácia de Lula & Cia.

Um abaixo-assinado de juristas foi entregue nesta segunda-feira (01) ao presidente do STF, Ricardo Lewandowski, em apoio à decisão da defesa do ex-presidente Lula de recorrer ao Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).

Um bando de “juristas” partidarizados, em vez de defenderem a moralidade pública, os valores morais da República, se bandeia para o lado do indecoroso Lula, um cidadão desmascarado pela Operação Lava-Jato, que teve a proeza de enriquecer só vivendo de política.

O sinistro abaixo-assinado é um desrespeito ao próprio STF, em pleno Estado Democrático de Direito, o qual até agora tem respaldado constitucionalmente as ações do juiz Sérgio Moro.

Assim, é um desrespeito, muita petulância e uma afronta ao país Lula apelar ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, para fazer queixa contra um magistrado, que tem demonstrado imparcialidade, competência e coragem de chamar às barras da Justiça aqueles que cometeram irregularidades.  Lula se considerava acima da lei e não imaginava encontrar em seu caminho o juiz Sérgio Moro. Tudo indica que Lula esteja se preparando para um possível pedido de asilo político.

A sociedade brasileira apartidária deseja que todos os políticos corruptos tenham o mesmo destino dos demais delinquentes: cadeia.

 

Escrito por , 04/08/2016 às 00h44 |

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Vaquinha para Dilma Rousseff

O suprassumo do absurdo. Coisas de um Brasil doente, só pode ser. Até 11/07, a vaquinha iniciada no dia 29/6 para pagar as viagens pelo país da presidente afastada, Dilma Rousseff, atingiu R$ 725 mil, ou 145% do previsto (R$500 mil reais). As criadoras da plataforma no site Catarse são duas antigas amigas da presidente afastada, Guiomar Lopes e Celeste Martins, que lutaram na ditadura militar ao lado de Dilma.

Esse povinho botocudo do PT não tem vergonha na cara. Se fosse para fazer vaquinha para tirar alguém da miséria, ou para custear as despesas de internamento de um paciente pobre, ou para pagar os gastos escolares de um jovem da periferia, para que ele não se torne mais um número a constar da estatística criminal brasileira, certamente não haveria solidariedade da hipócrita sociedade partidarizada petista.

Mas o filme é o mesmo e novamente protagonizado pela idolatria mórbida dos correligionários petistas, que, de forma ensandecida e demonstrando faccionismo partidário, repetem atitudes insólitas e semelhantes às demonstradas no episódio do mensalão, em que uma quadrilha, condenada pelo STF, teve as suas multas pagas, como José Dirceu, por contribuições de indecorosos petistas.

Lamentavelmente, há muita gente irresponsável no país, que não mede os desatinos de seus atos. Enquanto se angaria fundos para aliviar a vida de políticos corruptos ou de governos afastados por cometimentos de irregularidades, os farisaicos colaboradores desses energúmenos fingem desconhecer o estado de quase bancarrota do país, onde mais de 12 milhões de trabalhadores estão desempregados e endividados, empresas fechando todos os dias, inflação incomodando a vida do cidadão e tudo por causa da incompetente administração de Dilma Rousseff.

Escrito por , 28/07/2016 às 18h33 |

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O luxo do dinheiro roubado

O Rio Grade do Sul, para nunca mais o eleitor se equivocar, deve conhecer melhor a história política do deputado federal Marco Maia (PT-RS). Pois bem, certa feita o jornal espanhol El País declarou que ser político no Brasil é um grande negócio – uma dádiva caída do céu – para oportunistas políticos, tendo em vista as vantagens auferidas.   Lênin, magistralmente esculpiu esta pérola: “Onde termina a política começa a trapaça”. E de trapaceiros políticos Brasil está cheio.

Veja só, em meados da década de 80, o gaúcho Marco Maia era um simples torneiro mecânico, igual ao Lula, e, já alimentando recôndito entrar para a política, foi para militância sindical “defender os interesses de trabalhadores”, onde não encontrou dificuldade para se eleger deputado federal e agir da mesma forma que os demais corruptos.

Impressiona como pessoas sabem tirar proveito da coisa pública ou dos cargos que exercem e, sem nenhum escrúpulo, fazem do mandato passaporte para negociatas.

Impressiona também a quantidade de ex-torneiros mecânicos e bancários, que foram para os sindicatos como trampolim para vida parlamentar, chegando alguns à titularidade de ministérios, como é o caso do ex-ministro do Planejamento dos governos Lula e Dilma, Paulo Bernardo, desmascarado nas revelações de Alexandre Romano à Justiça, que lhe renderam uma prisão temporária e indisponibilidade de bens.

O deputado Marco Maia que até então afirmava não ser proprietário de imóvel em Miami, de 163 metros quadrados, com três quartos e dois banheiros, ao custo de 671 mil dólares, agora se trumbicou. Preso, Alexandre Romano resolveu colaborar com a Justiça. Desmontou um esquema de corrupção que desviou 100 milhões de reais de funcionários públicos e aposentados, que contraíam empréstimos consignados. E revelou relação rentável com Marco Maia e outros petistas, como o próprio ex-ministro Paulo Bernardo e sua mulher, a senadora Gleisi Hoffmann (PR), e também com o ex-ministro da Previdência Carlos Gabas, o deputado José Guimarães (CE) e o tesoureiro do PT Paulo Ferreira.

Chambinho, como Romano era conhecido, na verdade atuava como ligação entre os petistas e os empresários interessados em obter vantagens na máquina pública. Em troca cobrava “comissões”, que eram repassadas aos companheiros do PT em malas ou, no caso de Merco Maia, transformadas em imóvel no exterior. Que vergonha!

O deputado Marco Maia gosta de desfrutar das benesses da Ilha da Fantasia Brasília. O deputado já é velho conhecido de denúncias por tirar proveito do cargo que exerce. Aliás, não se sabe por que até hoje o parlamentar ainda não teve o seu mandato cassado (mas o PT quer cassar Bolsonaro, que não é corrupto), pois os motivos são vários, por exemplo, se não fosse denúncia da mídia, ele teria viajado com o seu filho à Espanha para assistir a jogo do Real Madrid contra o Barcelona à custa do Erário, simulando tratar-se de viagem em missão oficial; usou avião e helicóptero da Uniair, empresa de transporte aéreo da Unimed, para ir a eventos do PT nas cidades gaúchas de Erechim e Gramado. A notícia foi dada pelo jornal "O Estado de S. Paulo" em 26.08.2011. Em 04.06.2011 o deputado havia feito outra viagem em avião particular, para assistir a jogo da seleção brasileira em Goiânia, afirmou o jornal.

O cidadão de bem, que não exerce atividade política, estuda e rala para se estabelecer com dignidade no mercado de trabalho e tudo é declarado em seu Imposto de Renda. Mas os políticos tortuosos, em sua solércia de viver, têm aviões, carros importados e apartamentos no exterior, omitidos do fisco. Ou seja, é vasto o luxo que o dinheiro roubado proporciona aos políticos desonestos.

Escrito por , 08/07/2016 às 15h40 |

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O país não pode regredir

O país não pode regredir mais do que retrocedeu com a administração calamitosa de Dilma Rousseff. Dilma, na verdade, não se locupletou, mas sabia do que acontecia no país e, como presidente do Conselho Administrativo da Petrobras, fez vistas grossas à maracutaia montada na estatal.

Dilma se faz de inocente: recebeu dinheiro ilícito para a sua campanha política, utilizou o Bolsa-Família, no Norte e Nordeste, para abiscoitar votos à sua reeleição, praticou sim pedalada fiscal, atestada por técnicos do TCU, editou decretos de créditos suplementares sem aval do Congresso Nacional, embora neguem o advogado Eduardo Cardozo, os parlamentares petistas e da base de apoio, assim como todas as suas testemunhas de defesa, como era esperado.

O Brasil arruinado por Dilma está aqui presente: recessão econômica, mais de 11 milhões de desempregados endividados, fechamentos de empresas diariamente, retorno da inflação à casa dos dois dígitos, descrédito junto à comunidade financeira internacional, o tripé Educação, Saúde e Segurança lastimável, enfim, é o Brasil beirando a bancarrota.

Todo esse contorcionismo montado pelo PT e partidos da base de apoio para impedir o impeachment de Dilma, sob a falsa alegação de golpe – contrariando o entendimento do STF - não pode sobrepor o interesse da maioria do povo brasileiro, que deseja ver o país governado por gente competente e não manobrado paralelamente  pelo indecoroso LULA DA SILVA.

O governo interino, em que pese as críticas recebidas, já fez mais em pouco tempo do que Dilma. Tem diálogo com o Congresso e com a nação, já exonerou todos os ministros suspeitos, enquanto na época de Dilma  isso demorava.

Ora, depois de todas as mudanças positivas na estrutura governamental, com reflexos no Erário, não pode a presidente afastada voltar para desarrumar tudo e afundar mais o Brasil.

Acredito na seriedade daqueles senadores que preliminarmente decidiram pelo afastamento da presidente da República. E assim o país espera que os parlamentares confirmem o posicionamento pelo impeachment de Dilma Rousseff, para o bem do Brasil.

 

Escrito por , 01/07/2016 às 11h58 |

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