Jornal Página 3
Coluna
Falando nisso
Por Marlise Schneider

Dias de peso

Esses últimos dias tem sido pesados de encarar.
Parece que as coisas ruíns superam as boas. Ou será que não enxergamos as boas e deixamos que as ruíns as encubram?
Por onde você anda, passa, olha, vê ou lê tem 'uma bomba' explodindo, é disso que todos falam, seja pessoalmente, seja na internet, até nas rodas de chimarrão...fica difícil desligar desse ambiente. Como faz?

*O catastrófico cenário da política brasileira, o que fizeram e continuam fazendo com esta terra maravilhosa? Parece que não tem mais fim, cada dia uma nova bomba estourando. Estamos abatidos e tristes.

*Massacre de Las Vegas, como entender algo tão calculado, a matança de 59 pessoas e centenas de feridos?

*O suicídio do reitor da UFSC em local de entretenimento, chocante. Nas redes há duas versões bem distintas: uns dizem que tirar a vida foi uma confissão dos seus erros. Outros dizem que ele não conseguiu administrar sua inocência. Quem vai saber?

*O vigia que botou fogo na creche, já são 8 mortos, seis crianças menores de 5 anos, uma professora e o próprio. Como entender uma atitude destas?

*A prisão do todo-poderoso e eterno presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) Carlos Arthur Nuzman, há 22 anos nesse cargo. Do Leblon direto pro cadeião. Fiquei pasma, porque entrevistei o Nuzman muitas vezes quando trabalhei no Rio, na época ele era presidente da Confederação Brasileira de Vôlei. Eu admirava o sujeito. Começou como jogador de vôlei. Amador. Das quadras seguiu carreira nos gabinetes. Mas era uma criatura sensível, humilde, todo mundo apostava nele, porque teve grande influência na ascensão do vôlei brasileiro. Nunca, jamais imaginei que um dia virasse manchete policial. E que escondia 16 barras de ouro na Suíça. Deus do céu, que tristeza. Decepção.

*A prisão do ex-terrorista Cesare Battisti, aquele que o então presidente Lula não deixou extraditar, lembram? Pois é, a prisão foi uma notícia boa, mas a lembrança daqueles dias em que o Brasil abriu as portas para o sujeito, renovou, reacendeu a tristeza.

*Pra finalizar as notícias tristes, a morte de Ruth Escobar, a 'perigosa' da ditadura...era assim que os milicos a denominaram, porque ela não tinha medo de enfrentá-los. Sou admiradora do seu talento. Estava com Alzheimer há muitos anos, logo ela, que tinha uma memória fenomenal. Dupla tristeza.

É tanta coisa ruím que dá vontade de nem escrever mais.
Que os próximos dias nos tragam mais coisas BOAS.
Em frente! 

Escrito por Marlise Schneider, 06/10/2017 às 09h18 | lisi@pagina3.com.br

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