Jornal Página 3
Coluna
Falando nisso
Por Marlise Schneider

Exercício com educação

A semana começou cheia de novidades na academia CPH. 

Muitos equipamentos novos e ainda vem mais...e o 'big boss' Edmilson Amorelli circulando entre as novidades - estamos falando da primeira hora, das 6h às 7h hein - e comentando que junto com as mudanças e reformulações, ele ficará ainda mais feliz se predominar a educação. 

Por que ele falava em educação? Porque tem gente que faz seus exercícios, mexe com pesos, desloca...e depois não recoloca no lugar certo. isso é cotidiano, todo o santo dia, ouço (e vejo) minha instrutora reclamando e carregando coisas para o lugar, ...Isso é pura falta de educação.

Tomara que ele consiga realizar essa vontade, mas não é um desafio muito simples não. Porque isso é uma questão cultural, antes de mudar os hábitos, precisa mudar a cabeça. E não ficar pensando aquela coisa pequena, tipo 'tô pagando, não é minha obrigação colocar as coisas no lugar...'. Mas isso acontece sim senhor. Infelizmente. 

 

 

Escrito por Marlise Schneider, 23/11/2015 às 12h05 | lisi@pagina3.com.br

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Como podemos ajudar este lugar?

Na véspera do feriado de Finados fui ao cemitério municipal da Barra, onde estão meus pais, meu sogro e muitos conhecidos.

A chuva fina e fria baixou o movimento de pessoas que costumam fazer 'aquela' faxina, como se convencionou para esta data, desde que me conheço por gente...

Além do movimento fraco, duas coisas chamaram atenção: as 'montanhas' de lixo no corredor, não havia uma caçamba, um coletor, qualquer coisa que deixasse aquela cena menos agressiva aos nossos olhos...e a ocupação desenfreada do cemitério, que já atingiu o corredor principal, aquele da entrada, onde se formaram duas fileiras de sepulturas, todas com data de outubro. Aquela fila dupla surpreendeu todo mundo que passava por lá. Surpreendeu tristemente, porque emite sinais de desorganização, falta de planejamento, afinal de contas quem está cuidando daquele lugar que deveria ser de paz, que deveria ser reconfortante, que deveria ter muito verde, que deveria ser um lugar sereno, de meditação junto às pessoas que lá estão...

Pedi desculpas aos meus, sempre tão preocupados com organização, casa limpa, muito verde em volta...e ali mesmo prometi que vou fazer o que puder para ajudar a melhorar aquele lugar, que precisa de socorro urgente.

Esta semana a jornalista Dani Sisnandes esteve no local para fazer uma reportagem e retornou à redação assustada com o que viu por lá. Falta de respeito e descaso do poder público, responsável por aquele cemitério. Leia a reportagem no Página3 impresso, nas bancas. E juntos vamos pensar como podemos ajudar a melhorar aquele lugar. Pense nisso. É sério.

Escrito por Marlise Schneider, 02/11/2015 às 08h32 | lisi@pagina3.com.br

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Martinha... Martinha

Desde ontem a bola da vez na mídia é a (ex) petista roxa Martinha Suplicy, que andou falando cada coisa, no seu discurso de mais nova filiada ao PMDB...que dá vontade de sair correndo...Diz ela que procurou um partido onde não tem corrupção, porque foi isso que a desencantou no PT.

Disse também que olhou nos olhos do Michel Temer e sentiu confiança e que ele vai unificar o país...Elogiou o Sarney, pasmem! Pra completar posou entre a tchiurma...Renan Calheiros, Eduardo Cunha e outros novos parceiros, que nunca ouviram sequer falar em corrupção.

Ah pôxa Martinha...temos caras de bestalhões mesmo né?

Trocar de partido, tudo bem, afinal estamos em uma democracia, cada um defende o partido que quiser e achar melhor, mas daí a dizer isso pro país todo...parece meio que debochar da nossa cara. Não parece? Me poupe, Martinha!

Escrito por Marlise Schneider, 28/09/2015 às 12h03 | lisi@pagina3.com.br

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O risco do celular


Meu neto de 15 anos acaba de ser assaltado em nossa rua. Estava a caminho da escola, 7 horas e alguns minutos, quando um rapaz do mesmo tamanho e provavelmente mesma idade, encostou com uma bike dessas de alumínio, deu um soco no estômago e pediu o celular, que estava no bolso. Também pediu a senha e saiu pedalando em direção à Terceira Avenida. Meu neto voltou assustado, afinal essa é a segunda vez que é assaltado em menos de um ano, quase no mesmo lugar. Na primeira vez eram dois garotos em uma bike, levaram o celular e o skate. Desta vez, o skate que estava na mão, não interessou.

O carroceiro que viu a cena desta manhã veio atrás do meu neto. Disse que pensou que eram amigos, mas quando viu o desespero do meu neto, veio até aqui para contar o que viu e descrever o assaltante. Ele vestia blusa preta e branca, calça jeans e boné verde, tinha uns 14 anos. O papeleiro sugeriu chamar a polícia, 'ele foi pra praia, vão pegá-lo lá...se eu soubesse que era assalto teria me metido'.

A discussão depois do ocorrido tinha de tudo...

Por que não deu com o skate na cabeça dele?'

'Por que não deu uma senha errada?'

'Por que está levando celular pro colégio?'

A minha opinião é sempre a mesma: não reagir, porque nunca se sabe o que vem de lá...
Além do prejuízo material, a preocupação maior é o medo que vai se instalando.
E a dúvida que vem junto: como ele sabia do celular, porque ele não estava com fone de ouvido...a outra dúvida, e se ele não tivesse celular no bolso, levaria um soco igual? Ou levaria dois? Ou mais?

A conclusão: celular virou um risco potencial. É preciso achar meios mais seguros de andar com ele por aí. Aceito sugestões.

 

Escrito por Marlise Schneider, 09/09/2015 às 08h55 | lisi@pagina3.com.br

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Triste, mas real

Todos os noticiários mostraram ontem o Zé Dirceu e seus colegas de cela afirmando a mesma coisa, que por ordem dos advogados, não abririam a boca. Tudo bem, é um direito assegurado por lei. Mas eles já vinham anunciando isso antes, o que significa que aqueles parlamentares que se deslocaram até Curitiba, sabiam que nenhum deles falaria, certo? Certíssimo. Então por que foram até lá? Pra gastar nosso rico dinheirinho? Pra aparecer na mídia? Qual foi?

É mesmo uma palhaçada. É triste, mas é real. Adormeci pensando nisso.

Acordei cedito, rumo à academia e na saída deparei com uma cena que não é uma palhaçada, mas é triste e real. Na lixeira menor da casa, dormia um jovem de menos de 30 anos, Não sei como ele 'encaixou' ali dentro, mas a cena estragou meu dia. O pessoal da inclusão passou e acordou o rapaz. Ao sair da lixeira, ele abriu os braços, olhou para o céu e disse 'obrigado meu Deus, por esse belo dia que está começando'. E saiu andando em direção à Quarta Avenida. Ou até achar uma nova lixeira. Desconcertante.

Escrito por Marlise Schneider, 01/09/2015 às 11h01 | lisi@pagina3.com.br

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Perdi a conta

 

Neste domingo o jornal Página 3 completa 24 anos.

 

Lembro como se fosse ontem...daquele 26 de julho de 1991, uma sexta-feira...adrenalina a mil...o nascimento estava programado para 20 de julho, no dia em que Balneário Camboriú completava 27 anos...mas um probleminha 'técnico' se atravessou e a edição não ficou pronta. Circulamos seis dias depois. Era uma correria, euforia, nervosismo, expectativa, tudo misturado e bom demais.

Estamos iniciando o ano 25 de circulação ininterrupta, só que nos últimos 20 anos aos sábados. Julho é uma época em que a gente fica folheando coleções, recordando, revendo, para fazer as edições de aniversário, da cidade e do jornal. É um exercicio bom demais, um teste valioso pra memória...e tem coisa que a gente nem lembra mais, só mesmo quando olha o que foi publicado. Cada coisa!

Essa semana folheando as primeiras edições do jornal, reli algumas entrevistas que deram o que falar na cidade. A do Waldir Guse, o cabeleireiro que fez a cabeça das mulheres mais elegantes da praia (e dos homens também ele dizia...) foi histórica, repercutiu, esgotou a edição, porque ele abriu o jogo, disse que era gay, falou das suas amizades...imagina isso hoje nas redes!!! Foi uma entrevista de 4 horas, lembra Bola?

As polêmicas reportagens sobre a escandalosa Julifest, a poluidora Sultepa, o fim das feiras de verão, as pedreiras na Barra, os camelôs...a transformação da Atlântica, o calçadão da Central, a praça Tamandaré que perdeu seu 'chapéu' de acrílico...tantas histórias, tantos personagens, tudo muito vivo na memória e já se passaram duas décadas...

Tanta coisa coisa mudou. A cidade, o jornal, as pessoas.

Perdi a conta de quantas matérias, quantas entrevistas, quantas reportagens, fotos...não tem como calcular, mas sei que valeu a pena e de tanto lembrar o que fizemos até aqui, dá vontade de continuar fazendo cada vez mais por esta cidade e por todos que nela vivem.

Festa? Só ano que vem, 25, um quarto de século...

 

 

 

 

Escrito por Marlise Schneider, 24/07/2015 às 16h38 | lisi@pagina3.com.br

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