Jornal Página 3
Coluna
Falando nisso
Por Marlise Schneider

Ainda me surpreendo

 Não sei porque, mas continuo me surpreendendo cada vez que alguém cai no golpe do bilhete...

Nos últimos dias foram dois casos, uma mulher no Pioneiros que marchou com 50 mil e um caso no centro, que não se concretizou, porque a 'quase' vítima se flagrou, entrou em um banco e pediu ajuda. Só pra ilustrar que esse golpe continua acontecendo com vigor. Hoje sai na imprensa que a polícia prendeu uma quadrilha, instalada em Itapema, capturada com carros luxuosos etc...deve ser os 50 mil da vítima de duas semanas atrás na praia...

Mas o que quero dizer mesmo é que não consigo entender COMO alguém cai nesse golpe. Outro dia um policial comentou que os marginais que aplicam são feras, atores mesmo, interpretam tão bem que a vítima não consegue se desvencilhar mais deles...outra pessoa falou que eles pegam pessoas indefesas, com mais idade, frágeis, algo assim.

Todos os argumentos são compreensíveis, mas continuo sem entender, COMO alguém pode fazer a cabeça de alguém na rua, uma pessoa estranha...que nunca se viu na vida...é difícil de acreditar...desde que o jornal existe, há quase 24 anos em Balneário Camboriú, perdi a conta de quantas vezes escrevemos sobre o golpe do bilhete (e outros tantos)...é um golpe velho, batido e hoje com tanta informação ainda está fazendo vítimas.

É mesmo difícil de compreender. Pra mim é, agora imagine para uma vítima.

 

Escrito por Marlise Schneider, 13/07/2015 às 10h12 | lisi@pagina3.com.br

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Eles erram e eu tenho que explicar?

 

No sábado pela manhã um leitor com ânimos exaltados ligou me perguntando como pode um jornal anunciar um show nativista e um festival de cinema, no mesmo dia, horário e local. Engoli seco, deu aquela gelada e fiquei de olhar o que aconteceu e responder ao indignado leitor. O homem tinha razão. Tratei de retornar, pedir desculpas, sem ainda entender direito o que havia ocorrido. 

Passo seguinte, entrei em contato com os realizadores. O escritor e compositor nativista Juan Daniel Isernhagen e o diretor do Festival de Cinema André Gevaerd. Eles me contaram o que aconteceu. Mesmo que muitos leitores pensem que o erro foi do jornal, não foi. Foi da Fundação Cultural que cometeu um erro muito grave e sem justificativa. Todavia, reconheço que o jornal errou por  não ter registrado, percebido o choque de agenda, talvez porque as matérias foram feitas por diferentes jornalistas e publicadas em páginas diferentes. São dessas coisas lamentáveis e que esculhambam com o final de semana da gente.

Mas o pior dessa história é a Fundação Cultural ter permitido que algo assim acontecesse. Como escutei os dois lados envolvidos, acho que ambos tem suas razões e explicações, mas não dá pra admitir o que a chefe da cultura municipal (interina) Guilhermina Stuker chamou de 'desentendimento na pauta', porque envolve muita gente, muito trabalho, muita mágoa e sobretudo, credibilidade. Que fique a lição!

 

 

 

Escrito por Marlise Schneider, 01/06/2015 às 11h19 | lisi@pagina3.com.br

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Abraço de campeão

Não é todo o dia que a gente encontra um campeão de manhã cedinho. Pois hoje aconteceu. Saindo da academia por volta das 7h...sim, eu falei 7h...uma hora depois de 'muscular'...encontramos ninguém menos do que o Ígor Amorelli, que viaja hoje à noite para Floripa, para disputar o Ironman domingo. Ígor é o atual campeão e foi o primeiro brasileiro a conquistar esse título na disputa masculina ano passado. No feminino o Brasil já ganhou duas vezes.

Acompanho o Ígor desde o início de sua carreira. Sei o quanto ele se dedica ao esporte desde garoto. Ele é perfeccionista, detalhista, é um estudioso de cada movimento que faz, é dedicado, esforçado, humilde e todo esse conjunto de qualidades - mais a obstinação de tornar-se um atleta de elite, o levaram até onde está hoje. Ah, não dá pra esquecer aqui outro fator essencial nessa carreira vitoriosa: o apoio da família, o Edmilson, a Marta e a mana Talita. 

Todos queremos que o título desse Ironman fique outra vez no Brasil, melhor ainda se vier para Balneário Camboriú.

Todos sabemos que o Ígor está pronto, trabalhou intensamente para manter-se no pódio, mas também não queremos pressionar o campeão.

Hoje cedinho naquele abraço forte de campeão, ele sentiu o que todos nós queremos, ele sentiu que a torcida está com ele. Independente do que acontecer, porque a carreira segue, o grande objetivo é o Mundial de Kona.

Trabalho com esporte há muitos anos e sei que a pressão no ombro do campeão tem peso psicológico. No nivel em que Ígor chegou, já aprendeu a lidar com isso, já sabe que é um ônus que todo atleta de elite carrega em sua carreira. 

Boa sorte, garoto! 

Escrito por Marlise Schneider, 28/05/2015 às 08h57 | lisi@pagina3.com.br

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Exemplo de cidadania

Com exceção de alguns bobalhões que carregavam cartazes pedindo a volta da ditadura (curuzes...como diria o Téo Pereira...) e outros que gritavam coisas desse tipo do alto de um caminhão na praça Tamandaré, colocando aquelas músicas terríveis da pior época que já vivi nesse país...a manifestação que tomou conta da Atlântica e da Brasil, neste domingo, foi uma festa verde e amarela, uma festa de reivindicações mais do que justas e na minhã opinião, serviu para alertar que o povo não está tão anestesiado como parece.

Vi famílias inteiras pintadas de verde e amarelo, vi crianças, jovens e vi muitos, mas muitos idosos circulando, carregando faixas e cartazes e pedindo o fim da roubalheira que invadiu o país, essa pouca vergonha que se institucionalizou em todos os niveis de governos, do municipal ao federal. Sempre teve, claro. Mas não lembro de escândalos desse porte, desse volume em outras épocas. 

Foi bom. Foi livre. Foi democrático. Foi como tem que ser. Uma oportunidade do povo dizer 'CHEGA', uma chance do povo mostrar que está de saco CHEIO e que está atento a tudo ao seu redor. Todas as manifestações que vierem na paz como foi essa somarão pontos no meu conceito de CIDADANIA e CIVILIZAÇÃO. 

Escrito por Marlise Schneider, 16/03/2015 às 13h31 | lisi@pagina3.com.br

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Podemos sim

Quem já viveu bastante, sabe. Crises no país, na política, na economia, que refletem em todos nós, sempre houveram.

Desde que me conheço por gente...ouvia meus pais, tios, avós comentando que 'a situação está difícil, complicada...'

Também se falava em roubalheira, mas nunca, em nenhum momento, a coisa escancarou desse jeito que estamos vivenciando nestes tempos atuais. A coisa passou dos limites. Extrapolou. Feriu nossos sentimentos. Nosso orgulho de ser brasileiros. Todo mundo fala que somos um povo acostumado a 'engolir' sapo. Concordo em parte. Mas lembro também que derrubamos um presidente, aliás eu diria que nossos jovens derrubaram collor, os caras-pintadas...um movimento forte e de arrepiar. Parecido com outro momento em que os brasileiros foram às ruas pedir por democracia. Parecido com outro momento, bem recente, quando o povo foi às ruas, pedir pelo fim da corrupção, pedir por mais saúde, educação, segurança...

Então temos 'antecedentes'. Podemos fazer e fazer bem feito. Domingo podemos sair às ruas e pedir outra vez pelo fim da corrupção, da roubalheira descarada e pedir por punição, que esses ladrões sejam punidos. Podemos sair às ruas e pedir por justiça. Por dias melhores. Por um direito que todos nós temos de viver em um país justo e bom para todos.

É a oportunidade que temos de nos manifestar em coro, em paz, em liberdade. Isso é o que importa. Até lá!

Escrito por Marlise Schneider, 12/03/2015 às 08h33 | lisi@pagina3.com.br

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Recomeçando 2015

 

Nesta quinta-feira começa o ano novo chinês, a festa mais popular e festejada daquele país. Durante uma semana tem fogos, muito barulho, muita festa, uma espécie de carnaval, para anunciar o ano que está iniciando. A data não é fixa, assim como o nosso carnaval...

 

Por aqui, nesta quinta-feira, praticamente estamos reiniciando o ano novo que comemoramos oficialmente na virada de 31 de dezembro.

Pelo menos é isso que se ouve e se lê em tudo que é lugar. A vida recomeça somente após o carnaval. O país para e tempos atrás a parada era somente no feriado mesmo, terça-feira.

Hoje tá tudo esticado, o pessoal já começa a parar na quinta-feira, para fugir do congestionamento de sexta-feira, quando todos iniciam uma maratona nas rodovias. Os retardatários, que deixaram para pegar o rumo só no sábado, continuam engarrafando. Ainda dá para curtir o resto do sábado, domingo, segunda e terça. Os mais 'CDF´s' estão curtindo e já pensando na volta...sair na segunda-feira talvez seja o melhor, para não repetir as horas e horas paradas no trânsito na vinda.

Mas o feriado ainda nem chegou! Tem a terça-feira, feriado nacional, com gosto de fim de festa...Tem aqueles que deixam São Pedro comandar o fim do feriadão. Se chover, iniciam o retorno já na terça cedinho. Se tiver sol, dá pra ficar até o final da tarde. Talvez seja melhor, porque muitos vão preferir sair na madrugada de quarta...

E a quarta-feira de cinzas também virou feriado? Tem muita gente achando que sim. Afinal um descanso merecido depois de toda essa pauleira, seja na folia ou nas estradas. Ela se tornou 'ponto facultativo', da mesma forma que a segunda-feira, espremida entre o domingo de Carnaval e o feriado propriamente dito, de terça-feira. Então já são dois 'pontos facultativos'. Sem falar no 'retorno' ao trabalho, precisa de um tempo para se adaptar depois de um feriadão desses, onde as energias foram todas pro ralo. Aí tem que contar tudo que rolou, como foi, o que viu, um novo amor que pintou e por aí vai...acabou a quinta-feira. E aí já é sexta de novo, véspera de final de semana...quem não curte?

Ah, pensando bem, porque não 'emendar' o feriado prolongado ao final de semana seguinte...pra fazer valer a viagem e evitar aquele marasmo de voltar ao trabalho na quinta e sexta-feira pós carnaval. Aí pronto, descansa no final de semana e aí sim, segunda-feira recomeça tudo outra vez.

Então Feliz Ano outra vez! 

 

 

Escrito por Marlise Schneider, 19/02/2015 às 09h07 | lisi@pagina3.com.br

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