Jornal Página 3
Coluna
Falando nisso
Por Marlise Schneider

Triste, mas real

Todos os noticiários mostraram ontem o Zé Dirceu e seus colegas de cela afirmando a mesma coisa, que por ordem dos advogados, não abririam a boca. Tudo bem, é um direito assegurado por lei. Mas eles já vinham anunciando isso antes, o que significa que aqueles parlamentares que se deslocaram até Curitiba, sabiam que nenhum deles falaria, certo? Certíssimo. Então por que foram até lá? Pra gastar nosso rico dinheirinho? Pra aparecer na mídia? Qual foi?

É mesmo uma palhaçada. É triste, mas é real. Adormeci pensando nisso.

Acordei cedito, rumo à academia e na saída deparei com uma cena que não é uma palhaçada, mas é triste e real. Na lixeira menor da casa, dormia um jovem de menos de 30 anos, Não sei como ele 'encaixou' ali dentro, mas a cena estragou meu dia. O pessoal da inclusão passou e acordou o rapaz. Ao sair da lixeira, ele abriu os braços, olhou para o céu e disse 'obrigado meu Deus, por esse belo dia que está começando'. E saiu andando em direção à Quarta Avenida. Ou até achar uma nova lixeira. Desconcertante.

Escrito por Marlise Schneider, 01/09/2015 às 11h01 | lisi@pagina3.com.br

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Perdi a conta

 

Neste domingo o jornal Página 3 completa 24 anos.

 

Lembro como se fosse ontem...daquele 26 de julho de 1991, uma sexta-feira...adrenalina a mil...o nascimento estava programado para 20 de julho, no dia em que Balneário Camboriú completava 27 anos...mas um probleminha 'técnico' se atravessou e a edição não ficou pronta. Circulamos seis dias depois. Era uma correria, euforia, nervosismo, expectativa, tudo misturado e bom demais.

Estamos iniciando o ano 25 de circulação ininterrupta, só que nos últimos 20 anos aos sábados. Julho é uma época em que a gente fica folheando coleções, recordando, revendo, para fazer as edições de aniversário, da cidade e do jornal. É um exercicio bom demais, um teste valioso pra memória...e tem coisa que a gente nem lembra mais, só mesmo quando olha o que foi publicado. Cada coisa!

Essa semana folheando as primeiras edições do jornal, reli algumas entrevistas que deram o que falar na cidade. A do Waldir Guse, o cabeleireiro que fez a cabeça das mulheres mais elegantes da praia (e dos homens também ele dizia...) foi histórica, repercutiu, esgotou a edição, porque ele abriu o jogo, disse que era gay, falou das suas amizades...imagina isso hoje nas redes!!! Foi uma entrevista de 4 horas, lembra Bola?

As polêmicas reportagens sobre a escandalosa Julifest, a poluidora Sultepa, o fim das feiras de verão, as pedreiras na Barra, os camelôs...a transformação da Atlântica, o calçadão da Central, a praça Tamandaré que perdeu seu 'chapéu' de acrílico...tantas histórias, tantos personagens, tudo muito vivo na memória e já se passaram duas décadas...

Tanta coisa coisa mudou. A cidade, o jornal, as pessoas.

Perdi a conta de quantas matérias, quantas entrevistas, quantas reportagens, fotos...não tem como calcular, mas sei que valeu a pena e de tanto lembrar o que fizemos até aqui, dá vontade de continuar fazendo cada vez mais por esta cidade e por todos que nela vivem.

Festa? Só ano que vem, 25, um quarto de século...

 

 

 

 

Escrito por Marlise Schneider, 24/07/2015 às 16h38 | lisi@pagina3.com.br

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Teste de paciência

 Não sei se é sempre assim, porque frequento pouco, mas na manhã desta sexta-feira, chegar ao aeroporto de Navegantes resultou num verdadeiro teste de paciência. Pra começar, quem segue de Balneário pela BR-101, não encontra uma única placa de sinalização, pra informar quanto falta para chegar ao aeroporto ou algo assim...de repente, tem uma placa à direita da rodovia, informando a entrada para Navegantes. E ponto final. Ou seja, todo mundo sabe onde entrar para o aeroporto. Errado. Se quem é da região, se atrapalha, imaginem quem não é....sinalização gente. É o mínimo.

Depois que pegou o acesso, começa novo teste de paciência e preocupação. O trânsito driblando com enormes caminhões, muitos mesmo, um movimento que veio junto com o porto de Navegantes e sem estrutura nenhuma, é um salve-se quem puder...aquela estrada está cheia de pavilhões gigantescos para abrigar containeres e produtos que vão embarcar nos navios, mas tudo chega por caminhões. Está muito complicado. Faltando muita sinalização de novo.

Próximo passo é chegar ao aeroporto. Uma confusão generalizada, o trânsito é de quem chegar primeiro...carros ocupando vagas de cadeirantes, uma zona naquele entorno. Teste de paciência outra vez.

Quando 'adentrar' o aeroporto, a primeira impressão é que você está entrando em uma rodoviária. É fila pra tudo que é lado. O aeroporto ficou pequeno demais. A moça controla a fila e diz que o espaço - de fato - está muito apertado. E quando algum vôo atrasa então...vira um caos. Gente, tá uma vergonha aquilo lá. 

Desde que o porto se instalou, Navegantes cresceu para tudo que é lado, mas não está preparada para isso, a cidade precisa se 'reinventar' urgentemente.

E o aeroporto? Bem, o jornal Página3 vai completar 24 anos domingo e desde que começou se fala em internacionalizar o aeroporto...blá blá blá blá...nós mesmos participamos de dezenas de reuniões para falar disso e blá blá blá....quantos governos assumiram com essa promessa e blá blá blá...continua tudo como está.

Um verdadeiro teste de paciência e de falta de investimento em estrutura e por consequência, em desenvolvimento do turismo da nossa região.

 

 

Escrito por Marlise Schneider, 23/07/2015 às 13h39 | lisi@pagina3.com.br

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Ainda me surpreendo

 Não sei porque, mas continuo me surpreendendo cada vez que alguém cai no golpe do bilhete...

Nos últimos dias foram dois casos, uma mulher no Pioneiros que marchou com 50 mil e um caso no centro, que não se concretizou, porque a 'quase' vítima se flagrou, entrou em um banco e pediu ajuda. Só pra ilustrar que esse golpe continua acontecendo com vigor. Hoje sai na imprensa que a polícia prendeu uma quadrilha, instalada em Itapema, capturada com carros luxuosos etc...deve ser os 50 mil da vítima de duas semanas atrás na praia...

Mas o que quero dizer mesmo é que não consigo entender COMO alguém cai nesse golpe. Outro dia um policial comentou que os marginais que aplicam são feras, atores mesmo, interpretam tão bem que a vítima não consegue se desvencilhar mais deles...outra pessoa falou que eles pegam pessoas indefesas, com mais idade, frágeis, algo assim.

Todos os argumentos são compreensíveis, mas continuo sem entender, COMO alguém pode fazer a cabeça de alguém na rua, uma pessoa estranha...que nunca se viu na vida...é difícil de acreditar...desde que o jornal existe, há quase 24 anos em Balneário Camboriú, perdi a conta de quantas vezes escrevemos sobre o golpe do bilhete (e outros tantos)...é um golpe velho, batido e hoje com tanta informação ainda está fazendo vítimas.

É mesmo difícil de compreender. Pra mim é, agora imagine para uma vítima.

 

Escrito por Marlise Schneider, 13/07/2015 às 10h12 | lisi@pagina3.com.br

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Eles erram e eu tenho que explicar?

 

No sábado pela manhã um leitor com ânimos exaltados ligou me perguntando como pode um jornal anunciar um show nativista e um festival de cinema, no mesmo dia, horário e local. Engoli seco, deu aquela gelada e fiquei de olhar o que aconteceu e responder ao indignado leitor. O homem tinha razão. Tratei de retornar, pedir desculpas, sem ainda entender direito o que havia ocorrido. 

Passo seguinte, entrei em contato com os realizadores. O escritor e compositor nativista Juan Daniel Isernhagen e o diretor do Festival de Cinema André Gevaerd. Eles me contaram o que aconteceu. Mesmo que muitos leitores pensem que o erro foi do jornal, não foi. Foi da Fundação Cultural que cometeu um erro muito grave e sem justificativa. Todavia, reconheço que o jornal errou por  não ter registrado, percebido o choque de agenda, talvez porque as matérias foram feitas por diferentes jornalistas e publicadas em páginas diferentes. São dessas coisas lamentáveis e que esculhambam com o final de semana da gente.

Mas o pior dessa história é a Fundação Cultural ter permitido que algo assim acontecesse. Como escutei os dois lados envolvidos, acho que ambos tem suas razões e explicações, mas não dá pra admitir o que a chefe da cultura municipal (interina) Guilhermina Stuker chamou de 'desentendimento na pauta', porque envolve muita gente, muito trabalho, muita mágoa e sobretudo, credibilidade. Que fique a lição!

 

 

 

Escrito por Marlise Schneider, 01/06/2015 às 11h19 | lisi@pagina3.com.br

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Abraço de campeão

Não é todo o dia que a gente encontra um campeão de manhã cedinho. Pois hoje aconteceu. Saindo da academia por volta das 7h...sim, eu falei 7h...uma hora depois de 'muscular'...encontramos ninguém menos do que o Ígor Amorelli, que viaja hoje à noite para Floripa, para disputar o Ironman domingo. Ígor é o atual campeão e foi o primeiro brasileiro a conquistar esse título na disputa masculina ano passado. No feminino o Brasil já ganhou duas vezes.

Acompanho o Ígor desde o início de sua carreira. Sei o quanto ele se dedica ao esporte desde garoto. Ele é perfeccionista, detalhista, é um estudioso de cada movimento que faz, é dedicado, esforçado, humilde e todo esse conjunto de qualidades - mais a obstinação de tornar-se um atleta de elite, o levaram até onde está hoje. Ah, não dá pra esquecer aqui outro fator essencial nessa carreira vitoriosa: o apoio da família, o Edmilson, a Marta e a mana Talita. 

Todos queremos que o título desse Ironman fique outra vez no Brasil, melhor ainda se vier para Balneário Camboriú.

Todos sabemos que o Ígor está pronto, trabalhou intensamente para manter-se no pódio, mas também não queremos pressionar o campeão.

Hoje cedinho naquele abraço forte de campeão, ele sentiu o que todos nós queremos, ele sentiu que a torcida está com ele. Independente do que acontecer, porque a carreira segue, o grande objetivo é o Mundial de Kona.

Trabalho com esporte há muitos anos e sei que a pressão no ombro do campeão tem peso psicológico. No nivel em que Ígor chegou, já aprendeu a lidar com isso, já sabe que é um ônus que todo atleta de elite carrega em sua carreira. 

Boa sorte, garoto! 

Escrito por Marlise Schneider, 28/05/2015 às 08h57 | lisi@pagina3.com.br

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