Jornal Página 3
Coluna
Falando nisso
Por Marlise Schneider

Como podemos ajudar este lugar?

Na véspera do feriado de Finados fui ao cemitério municipal da Barra, onde estão meus pais, meu sogro e muitos conhecidos.

A chuva fina e fria baixou o movimento de pessoas que costumam fazer 'aquela' faxina, como se convencionou para esta data, desde que me conheço por gente...

Além do movimento fraco, duas coisas chamaram atenção: as 'montanhas' de lixo no corredor, não havia uma caçamba, um coletor, qualquer coisa que deixasse aquela cena menos agressiva aos nossos olhos...e a ocupação desenfreada do cemitério, que já atingiu o corredor principal, aquele da entrada, onde se formaram duas fileiras de sepulturas, todas com data de outubro. Aquela fila dupla surpreendeu todo mundo que passava por lá. Surpreendeu tristemente, porque emite sinais de desorganização, falta de planejamento, afinal de contas quem está cuidando daquele lugar que deveria ser de paz, que deveria ser reconfortante, que deveria ter muito verde, que deveria ser um lugar sereno, de meditação junto às pessoas que lá estão...

Pedi desculpas aos meus, sempre tão preocupados com organização, casa limpa, muito verde em volta...e ali mesmo prometi que vou fazer o que puder para ajudar a melhorar aquele lugar, que precisa de socorro urgente.

Esta semana a jornalista Dani Sisnandes esteve no local para fazer uma reportagem e retornou à redação assustada com o que viu por lá. Falta de respeito e descaso do poder público, responsável por aquele cemitério. Leia a reportagem no Página3 impresso, nas bancas. E juntos vamos pensar como podemos ajudar a melhorar aquele lugar. Pense nisso. É sério.

Escrito por Marlise Schneider, 02/11/2015 às 08h32 | lisi@pagina3.com.br

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Martinha... Martinha

Desde ontem a bola da vez na mídia é a (ex) petista roxa Martinha Suplicy, que andou falando cada coisa, no seu discurso de mais nova filiada ao PMDB...que dá vontade de sair correndo...Diz ela que procurou um partido onde não tem corrupção, porque foi isso que a desencantou no PT.

Disse também que olhou nos olhos do Michel Temer e sentiu confiança e que ele vai unificar o país...Elogiou o Sarney, pasmem! Pra completar posou entre a tchiurma...Renan Calheiros, Eduardo Cunha e outros novos parceiros, que nunca ouviram sequer falar em corrupção.

Ah pôxa Martinha...temos caras de bestalhões mesmo né?

Trocar de partido, tudo bem, afinal estamos em uma democracia, cada um defende o partido que quiser e achar melhor, mas daí a dizer isso pro país todo...parece meio que debochar da nossa cara. Não parece? Me poupe, Martinha!

Escrito por Marlise Schneider, 28/09/2015 às 12h03 | lisi@pagina3.com.br

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O risco do celular


Meu neto de 15 anos acaba de ser assaltado em nossa rua. Estava a caminho da escola, 7 horas e alguns minutos, quando um rapaz do mesmo tamanho e provavelmente mesma idade, encostou com uma bike dessas de alumínio, deu um soco no estômago e pediu o celular, que estava no bolso. Também pediu a senha e saiu pedalando em direção à Terceira Avenida. Meu neto voltou assustado, afinal essa é a segunda vez que é assaltado em menos de um ano, quase no mesmo lugar. Na primeira vez eram dois garotos em uma bike, levaram o celular e o skate. Desta vez, o skate que estava na mão, não interessou.

O carroceiro que viu a cena desta manhã veio atrás do meu neto. Disse que pensou que eram amigos, mas quando viu o desespero do meu neto, veio até aqui para contar o que viu e descrever o assaltante. Ele vestia blusa preta e branca, calça jeans e boné verde, tinha uns 14 anos. O papeleiro sugeriu chamar a polícia, 'ele foi pra praia, vão pegá-lo lá...se eu soubesse que era assalto teria me metido'.

A discussão depois do ocorrido tinha de tudo...

Por que não deu com o skate na cabeça dele?'

'Por que não deu uma senha errada?'

'Por que está levando celular pro colégio?'

A minha opinião é sempre a mesma: não reagir, porque nunca se sabe o que vem de lá...
Além do prejuízo material, a preocupação maior é o medo que vai se instalando.
E a dúvida que vem junto: como ele sabia do celular, porque ele não estava com fone de ouvido...a outra dúvida, e se ele não tivesse celular no bolso, levaria um soco igual? Ou levaria dois? Ou mais?

A conclusão: celular virou um risco potencial. É preciso achar meios mais seguros de andar com ele por aí. Aceito sugestões.

 

Escrito por Marlise Schneider, 09/09/2015 às 08h55 | lisi@pagina3.com.br

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Triste, mas real

Todos os noticiários mostraram ontem o Zé Dirceu e seus colegas de cela afirmando a mesma coisa, que por ordem dos advogados, não abririam a boca. Tudo bem, é um direito assegurado por lei. Mas eles já vinham anunciando isso antes, o que significa que aqueles parlamentares que se deslocaram até Curitiba, sabiam que nenhum deles falaria, certo? Certíssimo. Então por que foram até lá? Pra gastar nosso rico dinheirinho? Pra aparecer na mídia? Qual foi?

É mesmo uma palhaçada. É triste, mas é real. Adormeci pensando nisso.

Acordei cedito, rumo à academia e na saída deparei com uma cena que não é uma palhaçada, mas é triste e real. Na lixeira menor da casa, dormia um jovem de menos de 30 anos, Não sei como ele 'encaixou' ali dentro, mas a cena estragou meu dia. O pessoal da inclusão passou e acordou o rapaz. Ao sair da lixeira, ele abriu os braços, olhou para o céu e disse 'obrigado meu Deus, por esse belo dia que está começando'. E saiu andando em direção à Quarta Avenida. Ou até achar uma nova lixeira. Desconcertante.

Escrito por Marlise Schneider, 01/09/2015 às 11h01 | lisi@pagina3.com.br

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Perdi a conta

 

Neste domingo o jornal Página 3 completa 24 anos.

 

Lembro como se fosse ontem...daquele 26 de julho de 1991, uma sexta-feira...adrenalina a mil...o nascimento estava programado para 20 de julho, no dia em que Balneário Camboriú completava 27 anos...mas um probleminha 'técnico' se atravessou e a edição não ficou pronta. Circulamos seis dias depois. Era uma correria, euforia, nervosismo, expectativa, tudo misturado e bom demais.

Estamos iniciando o ano 25 de circulação ininterrupta, só que nos últimos 20 anos aos sábados. Julho é uma época em que a gente fica folheando coleções, recordando, revendo, para fazer as edições de aniversário, da cidade e do jornal. É um exercicio bom demais, um teste valioso pra memória...e tem coisa que a gente nem lembra mais, só mesmo quando olha o que foi publicado. Cada coisa!

Essa semana folheando as primeiras edições do jornal, reli algumas entrevistas que deram o que falar na cidade. A do Waldir Guse, o cabeleireiro que fez a cabeça das mulheres mais elegantes da praia (e dos homens também ele dizia...) foi histórica, repercutiu, esgotou a edição, porque ele abriu o jogo, disse que era gay, falou das suas amizades...imagina isso hoje nas redes!!! Foi uma entrevista de 4 horas, lembra Bola?

As polêmicas reportagens sobre a escandalosa Julifest, a poluidora Sultepa, o fim das feiras de verão, as pedreiras na Barra, os camelôs...a transformação da Atlântica, o calçadão da Central, a praça Tamandaré que perdeu seu 'chapéu' de acrílico...tantas histórias, tantos personagens, tudo muito vivo na memória e já se passaram duas décadas...

Tanta coisa coisa mudou. A cidade, o jornal, as pessoas.

Perdi a conta de quantas matérias, quantas entrevistas, quantas reportagens, fotos...não tem como calcular, mas sei que valeu a pena e de tanto lembrar o que fizemos até aqui, dá vontade de continuar fazendo cada vez mais por esta cidade e por todos que nela vivem.

Festa? Só ano que vem, 25, um quarto de século...

 

 

 

 

Escrito por Marlise Schneider, 24/07/2015 às 16h38 | lisi@pagina3.com.br

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Teste de paciência

 Não sei se é sempre assim, porque frequento pouco, mas na manhã desta sexta-feira, chegar ao aeroporto de Navegantes resultou num verdadeiro teste de paciência. Pra começar, quem segue de Balneário pela BR-101, não encontra uma única placa de sinalização, pra informar quanto falta para chegar ao aeroporto ou algo assim...de repente, tem uma placa à direita da rodovia, informando a entrada para Navegantes. E ponto final. Ou seja, todo mundo sabe onde entrar para o aeroporto. Errado. Se quem é da região, se atrapalha, imaginem quem não é....sinalização gente. É o mínimo.

Depois que pegou o acesso, começa novo teste de paciência e preocupação. O trânsito driblando com enormes caminhões, muitos mesmo, um movimento que veio junto com o porto de Navegantes e sem estrutura nenhuma, é um salve-se quem puder...aquela estrada está cheia de pavilhões gigantescos para abrigar containeres e produtos que vão embarcar nos navios, mas tudo chega por caminhões. Está muito complicado. Faltando muita sinalização de novo.

Próximo passo é chegar ao aeroporto. Uma confusão generalizada, o trânsito é de quem chegar primeiro...carros ocupando vagas de cadeirantes, uma zona naquele entorno. Teste de paciência outra vez.

Quando 'adentrar' o aeroporto, a primeira impressão é que você está entrando em uma rodoviária. É fila pra tudo que é lado. O aeroporto ficou pequeno demais. A moça controla a fila e diz que o espaço - de fato - está muito apertado. E quando algum vôo atrasa então...vira um caos. Gente, tá uma vergonha aquilo lá. 

Desde que o porto se instalou, Navegantes cresceu para tudo que é lado, mas não está preparada para isso, a cidade precisa se 'reinventar' urgentemente.

E o aeroporto? Bem, o jornal Página3 vai completar 24 anos domingo e desde que começou se fala em internacionalizar o aeroporto...blá blá blá blá...nós mesmos participamos de dezenas de reuniões para falar disso e blá blá blá....quantos governos assumiram com essa promessa e blá blá blá...continua tudo como está.

Um verdadeiro teste de paciência e de falta de investimento em estrutura e por consequência, em desenvolvimento do turismo da nossa região.

 

 

Escrito por Marlise Schneider, 23/07/2015 às 13h39 | lisi@pagina3.com.br

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