Jornal Página 3
Coluna
Falando nisso
Por Marlise Schneider

Eu não falei com ele

Alguém aí falou com o Sérgio Machado?

Fico imaginando o que tem de político com caganeira hoje por essa Brasília afora...

Enquanto eles ficam desmentindo jornalistas, são sempre inocentes, fazem sempre tudo dentro da lei, nós que a cada dia acordamos com mais um solavanco, continuamos assistindo esse terror político que se instalou no alto comando do país, que deveria ser o nosso exemplo. Essa vergonha nacional que paralisou nossa economia, nosso crescimento, nossa esperança.

Estamos pisando em ovos, sem saber qual será o próximo passo. Há quanto tempo estamos nessa? Há quantos anos estão nos roubando descaradamente?

O que mais está por vir?

Para um recém empossado ministro que começa falando em 'retomada' querer paralisar a Lava Jato deve ter muita, mas muita merda ainda pra vir à tona. Ele se 'licenciou' ora vejam só...parece até que tá fazendo um favor para o país....Vai prá casa Jucá e não volte nunca mais. Assim como todos os que virão à tona nos próximos dias...querer mexer com a Lava Jato não vai dar certo. O povo está alerta. Não vai permitir.

A minha fé, pelo menos, não conseguiram destruir ainda.

Eu acredito.

Eu continuo trabalhando e querendo deixar um país melhor para meus filhos, meus netos...e isso não se faz roubando. Em nenhum lugar do planeta.


 

Escrito por Marlise Schneider, 24/05/2016 às 09h21 | lisi@pagina3.com.br

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Em frente

Não acredito em fada madrinha, nem em Papai Noel, coelhinho da Páscoa ou milagres...mas acredito em mudança, desde que a faxina geral continue, doa a quem doer. Precisamos dar um basta na roubalheira descarada que afundou esse país, atacar de frente e sem parar a corrupção. Só assim construiremos um país mais justo e seguro. Eu acredito nisso.

Já vi muita coisa acontecer, mas nunca vi tanto larápio engravatado atrás das grades e isso não pode parar.

Se formos por esse caminho, tenho fé e volto a apostar em um país melhor para todos.

Vamos em frente.

Escrito por Marlise Schneider, 12/05/2016 às 08h54 | lisi@pagina3.com.br

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Será que vale a pena?

Jornalistas e colunistas são achincalhados porque tornam públicas suas opiniões. Pessoas que pensam diferente se acham no direito de 'massacrar', escrevendo coisas estúpidas e às vezes inacreditáveis, e sempre junto aquela coisa de interior...acham que o profissional está recebendo algum benefício, uma grana, um jabá, se vendeu...como se ele não fosse cidadão, não pensasse, não tivesse ideias próprias.

Sei que em ano eleitoral o bicho pega, sempre foi assim, há 25 anos cobrimos eleições aqui e hoje já estou dialogando com meus botões e dizendo 'tomara que outubro passe logo'. Mas nesses últimos dias, com a política nacional pegando fogo parece que as coisas se adiantaram. Leio opiniões raivosas e descabidas. Alguns são até conhecidos. Que eu tinha em alto conceito, não porque pensam diferente, mas pela forma como reagem, com grosserias e estupidez. Decepção total, a falta de respeito com o ato livre de pensar, de dizer e de escrever. Tempos de internet aceleraram essa falta (ou seria excesso?) de liberdade.

Todos têm o direito de pensar.

Todos têm o direito de divergir.

Todos têm o direito de pensar diferente.

Todos têm o direito de opinar.

Todos têm o direito de expor o que acreditam.

E todos têm o dever de respeitar a opinião do outro.

Isso - no meu entendimento - é democracia. 

Escrito por Marlise Schneider, 29/03/2016 às 13h38 | lisi@pagina3.com.br

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Eu vou...


Sempre participei de movimentos, passeatas, reivindicações seja em grêmios estudantis ou em diretórios acadêmicos ou nas ruas mesmo, vestindo camisetas, carregando faixas ou pintando a cara. Sempre achei (e continuo achando) que são movimentos legítimos quando protestam em busca de melhorias, quando pedem a volta do desenvolvimento, seja ele econômico, social, cultural e acho que são necessários quando pedem o fim da roubalheira, essa pouca vergonha que estamos vivendo e que está paralisando o país.

É para isso e por isso que sempre fui e vou de novo. E vou com muita esperança. Com fé de que podemos sim voltar a nos orgulhar muito dessa terra.

São tempos livres, a democracia permite esses atos de protesto, saudáveis, das pessoas de bem, que só querem direitos garantidos e recuperar a cidadania, que está seriamente abalada. Quem viveu nos tempos da ditadura, sabe bem a diferença. E esta diferença é muito grande. Não vamos pedir a volta da ditadura, quem faz isso, está seriamente equivocado.

Vamos para a rua manifestar que queremos um país livre e não subordinado a essas quadrilhas de empresários e políticos corruptos que só pensam neles e na fortuna...dinheiro...dinheiro....dinheiro...vamos nos manifestar e apoiar o juiz Sérgio Moro. Essa semana ele colocou claramente aos brasileiros, que há duas chances, dois caminhos a seguir: ou varrer toda essa lama pra debaixo do tapete como sempre e deixar tudo como está...ou encarar de frente e tornar esse Brasil um país sério.

Vamos nos manifestar pela dignidade. Por um país sério, livre dessa roubalheira que todos estamos cansados de engolir.

OBS - E com tudo isso que ficamos sabendo, continuo achando que não sabemos da missa a metade!!!!

Escrito por Marlise Schneider, 11/03/2016 às 16h26 | lisi@pagina3.com.br

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Tá tudo certo...

 Eu sempre acho que grandes concentrações de público são uma oportunidade para manifestações pacíficas. 

Pensei que o Carnaval seria uma dessas oportunidades.

No meio da folia, da alegria, da festa, mostrar que nem tudo vai bem, que nossa economia está um caos, que estamos preocupados com o futuro, que o governo está sem direção, que não sabemos direito o que vai acontecer, que a inflação está escancarada por todos os lados...

Pensei que uma dessas grandes escolas de samba levaria para a passarela essa preocupação, essa indignação com a corrupção aviltante que tomou conta, encenaria a nossa triste realidade. Teria o reconhecimento do público.

Pensei que talvez no meio daquela multidão que assistiu desfiles em São Paulo e no Rio, alguém levantasse uma faixa em nome da população indignada com tanta roubalheira...Teria o reconhecimento do público.

Pensei que talvez nos famosos carnavais de rua de Salvador, Recife...alguém...teria o reconhecimento?

Foram só pensamentos. Na hora da folia não tem que lembrar de abacaxis, pepinos, problemas...fica pra depois.

O depois é agora.

O que será que nos espera depois da folia? 

Escrito por Marlise Schneider, 10/02/2016 às 17h26 | lisi@pagina3.com.br

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Bem vindo 2016

Chegar no final de um ano é sempre motivo para comemorar. Afinal chegamos lá. 

A oportunidade de começarmos um novo ano é mais um bom motivo para comemorar. Afinal somos privilegiados.

Então vamos aproveitar essa 'dupla' comemoração e agradecer por ambas asoportunidades que tivemos. Agradecer é bom. Faz bem. 

Vamos também elevar nosso pensamento positivo. Afinal tivemos um ano 'pesado' na política, na economia, na saúde, na segurança, no meio ambiente, nas relações, nos comportamentos, mas não vamos desanimar. Um ano não pode ser pior do que o outro.

Pensar positivo é o primeiro passo. 

O segundo é olhar para os lados em todas as situações. Não estamos sozinhos em lugar nenhum. 

E por último, encher nossos corações de amor e de respeito aos nossos próximos e aos dos outros também. Isso faz engrandecer. Faz valer a pena. 

Então mãos à obra. Boa sorte e FELIZ 2016

 

Escrito por Marlise Schneider, 31/12/2015 às 12h08 | lisi@pagina3.com.br

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