Jornal Página 3
Coluna
Falando nisso
Por Marlise Schneider

Página3...26 anos com vocês!

Há exatos 26 anos circulava a primeira edição do jornal Página3 em Balneário Camboriú.

Nos primórdios do Página 3

Era diferente. Um tablóide de 12 páginas em preto&branco. A redação ficava na Rua 600, na parte da frente da casa da dona Rosa e bem em frente ao Centro Espírita. A casa continua lá. A redação era tímida, tinha apenas um computador, duas máquinas de escrever, uma máquina fotográfica e uma grande vontade de acertar, de vencer. Até porque o dono da imobiliária que alugou a sala pra nós garantiu que nenhum jornal durava mais do que um ano na praia. Mas apesar desse 'agouro' decidimos apostar todas as fichas nesse sonho.

Primeira sede do Página 3 em 1991

Ainda hoje é nítida na memória a ansiedade, a correria, agonia naquela semana de julho que prevíamos o lançamento. Mas algo deu errado, não ficou pronto, a impressão teve que ser adiada uma semana e a edição não saiu do forno no dia 20 de julho como queríamos para presentear Balneário Camboriú, que aniversaria nesse dia. Adiamos uma semana e o lançamento aconteceu dia 26 de julho de 1991, no posto do Jaison Barreto, na Terceira Avenida. O posto continua lá, mas o Jaison aposentou-se e deixou o bar onde tantas reuniões importantes aconteceram, onde o jornal mesmo 'bateu ponto'...comemorou vários aniversários...entrevistou figurões, entre eles governadores, senadores, prefeitos e até o candidato a presidente Luís Inácio. Naquele tempo eu acreditava nele, achava mesmo, de verdade, que ele seria uma saída para esse país. Aliás acreditava tanto que votei três vezes nele e não ganhou nenhuma. Depois da terceira, perdi a fé. Hoje vejo que estava certa.

*A praia já tinha muitos prédios, mas não havia mais chance de planejar melhor para evitar o paredão de concreto tão pertinho do mar.

*A praia já se ressentia de um negócio chamado 'turismo o ano todo', porque a sazonalidade dava sinais de esgotamento.

*As casas de excursão e as feiras livres de verão eram dor de cabeça quando a temporada se aproximava.

*Os ambulantes, camelôs eram outra forte polêmica na praia.

*O trânsito era 'problemão' naquela época e estacionar já era difícil.

*A Atlântica foi reurbanizada, ganhou calçamento moderno, quiosques que geraram muita confusão política na cidade e até uma surra histórica de cinta do prefeito em um vereador de oposição.

*Na Brava as pedreiras eram dor de cabeça, porque detonavam os morros e as questões ambientais começavam a ganhar espaço, mas abriam caminho para o desemprego.

*As invasões aconteciam na periferia. O Municípios era um loteamento só, ninguém sabia quem era dono do quê naquela região. Mas nos morros da Barra e do Nações as invasões aconteciam da noite pro dia, em ritmo de galope.

*A segurança era 'problemão' e as lideranças organizadas da cidade criaram um grupo chamado Intersindical, que lutava para conseguir mais policiamento pelo menos no verão. Fizeram alguns milhares de quilômetros até Floripa para pedichar mais policiais ao governador.

*Há 26 anos eu não tinha netos. Hoje tenho 5.

*Há 26 anos Balneário tinha 40 mil moradores. Hoje tem quase 140 mil.

*Há 26 anos a praia era soberana. Hoje tem forte concorrência na região.

*Há 26 anos a cidade pedia um Centro de Convenções, anseio que tem a mesma idade do jornal. Hoje estamos perto de inaugurar um.

*Há 26 anos a praia apresentava sinais de declínio, línguas de uma água preta fétida invadiam a areia, a sombra dos prédios atrapalhava o sol que todo mundo queria na praia. Hoje no lugar das línguas temos briozoários que fedem igual ou pior e a sombra segue 'assombrando' os turistas.

*Há 26 anos a praia era o principal cartão postal da cidade. Hoje divide com novas atrações que surgiram, primeiro o Cristo Luz e depois o Parque Unipraias.

*Há 26 anos existia um lugar famoso chamado Baturité, o point dos jovens, o começo de tantos amores, o ponto de encontro, boa música, bares e noites inesquecíveis para um bocado de gente. Hoje tem um edifício moderno naquele lugar batizado com o nome que continua na memória de todos: Baturité.

*Há 26 anos o campus da Univali começou em uma salinha de aula no bairro das Nações e logo em seguida foi lançada a pedra fundamental no bairro dos Municipios. Hoje é um conjunto de cursos e uma realidde: a Univali mudou, transformou aquele bairro.

*Há 26 anos escrevi um texto chamado 'Hora de Melhorar' enfatizando as principais situações que pediam mudanças. Hoje o texto segue atual, muitas daquelas situações não foram solucionadas. Podemos continuar dizendo que é 'Hora de Melhorar' e na edição impressa de julho, que está nas bancas, apresentamos o Mapa Temático e todas as sugestões que traz. A reportagem está intitulada "Balneário, 2030". Faltam apenas 13 anos e há mudanças audaciosas e belas. Um desafio para todos, administradores públicos e iniciativa privada. Eles precisam da ajuda de todos.

*Há 26 anos estas e outras histórias estão registradas em nossas páginas. Nós fomos ponte. Um canal entre a notícia e o leitor.

E isso não mudou.

--- 26 anos depois continuamos ponte.

--- 26 anos depois continuamos um canal de comunicação entre a notícia e o leitor.

E hoje com a velocidade da informação, imposta pela tecnologia, posso garantir que o conceito sobre 'FAZER JORNAL' não mudou, porque esse vem de dentro, nunca mudará, porque é nisso que acredito, é nisso que acredita a equipe Página3.

É por isso tudo que estamos comemorando muito esses 26 anos com vocês!

Escrito por Marlise Schneider, 26/07/2017 às 09h30 | lisi@pagina3.com.br

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Balneário Camboriú, 53 anos: Salão Verde, o primeiro cinema da praia


A foto acima é uma das milhares do arquivo particular do nativo da praia Antônio Jorge de Borba, uma dessas poucas memórias ambulantes que continuam contando histórias da praia e de como tudo começou…
Neste dia 20 de julho, quando Balneário Camboriú está em festa, comemorando 53 anos, Borba nos enviou esta foto histórica, do começo da década de 60, quando a praia se emancipou. Uma imagem quase inacreditável, porque a mudança, o desenvolvimento, o crescimento foi rápido demais. Em pouco mais de 50 anos quanta transformação!
E na edição especial que o Página3 preparou para comemorar os 53 anos, o tema é ‘Balneário 2030’, ou seja, sempre olhando para o futuro, daqui a 13 anos, o que vai mudar, quais as alternativas propostas e como a cidade vai se transformar mais uma vez.

Início dos anos 60

Voltando meio século e um pouco no tempo, Borba contou sobre o que mostra a foto que mandou. Ali aparece um terreno baldio, campinho de futebol, onde hoje é a praça Tamandaré; aparece o hotel Miramar, que está até hoje no Calçadão, a frente do restaurante San Remo, o Hotel Pio, do primeiro prefeito eleito da praia Higino João Pio, aparece ao fundo (onde hoje é o Ryan) e também aparece o Salão Verde (aquela casinha branquinha), que foi o primeiro cinema da praia. É sobre esse cinema que Borba escreveu o texto abaixo

Acompanhe:

“O nome do proprietário do Salão Verde era Estácio Rosa (já falecido, era irmão de Carlinhos Rosa, dono do morro do Cristo Luz). Segundo informou Bruno (filho de Estácio Rosa), que vive em nossa cidade, o primeiro cinema da Praia de Camboriú foi criado no ano de 1959/1960 e funcionava dentro do Salão Verde na avenida Central. O nome do cinema também era Salão Verde. Os assentos não eram cadeiras, eram bancos de madeira, fabricados na cidade de Navegantes. O transporte dos bancos de Navegantes para Praia de Camboriú, foi via marítima, através de um barco de pesca. O desembarque dos bancos foi na areia da praia, bem defronte a atual Avenida Central (Calçadão), inclusive ele ajudou a carregar os bancos até o Salão Verde. Bruno informou que em cada banco cabiam seis pessoas adultas.

Depois do cinema Salão Verde, inaugurou o Cine Vera. Lembro que minha familia, a mãe Maria de Borba e meus irmãos, fomos morar no restaurante, bar e sorveteria San Remo em 1962, quando este fechou e aí inaugurou o Cine Vera, em 1963. Bruno acrescentou também, que quando veio a tevê para o Salão Verde, algum tempo depois encerrou o cinema de seu pai, mas os bancos permaneceram porque lotava de clientes, crianças, para assistir tevê e tomar sorvetes, principalmente nas matinês de domingos, feriados e temporadas de verão. Inclusive eu assisti várias sessões de cinemas/matinês e depois tevê, com destaque para a Jovem Guarda para assistir Roberto Carlos, Wanderléa, Erasmo Carlos e tantos outros, que estavam despontando via rádio e tevê. No Salão Verde, também aconteciam grandes bailes, Carnavais que eram freqüentados pela alta sociedade da praia”.

 

Escrito por Marlise Schneider, 20/07/2017 às 09h42 | lisi@pagina3.com.br

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Que país é esse?

 O bombardeio de informações pesadas sobre as nossas cabeças deixa as mentes em permanente estado de alerta.
Todo santo dia fico perguntando como e quando isso vai acabar?
Ou como e quando isso vai mudar?
Ou como e quando isso vai melhorar?
Não ouço respostas.
Ninguém sabe.
Todo mundo está pasmo diante desse cenário de roubalheira, corrupção...e o pior é que com tudo isso que tá acontecendo, um monte de tubarão atrás das grades, nem assim esses políticos ladrões ficam receosos, temerosos, cada vez que a LavaJato, o Gaeco, a Polícia Federal dá uma batida vem um estouro de boiada atrás...em qualquer lugar. E antes parecia tão longe da gente...lá na terra encantada de Brasília...mas hoje essa lambança tá aqui pertinho, ao redor da gente...
Como se chama isso, esse processo de roubar dos outros, roubar dos trouxas sem a menor vergonha na cara? Tem nome isso?
Seria impunidade?
Afinal nos últimos anos é tanta ladroagem que o povo acaba esquecendo os praticantes e aí fica por isso mesmo. Continuo achando que não sabemos da missa a metade...com tudo que já sabemos!
As notícias pipocam todos os dias e muita gente nem ouve mais...falam de novo isso! Tô de saco cheio disso!
Nada mais acontece nesse país parado.
Ninguém sabe o que vem pela frente.
Os comandantes estão atrelados a um só assunto: corrupção. Os poderosos chefões passam o tempo todo se justificando, mas é tudo santo, ninguém fez nada errado...e a gente tem que ficar ouvindo isso ainda! Tudo farinha do mesmo saco...dois ex-presidentes que afundaram o pais num mar de lama e ainda deixaram um aliado seu pra continuar remando na merda...outro que queria o lugar deles (e chegou bem perto) e mergulhou junto e de cabeça nessa podridão...gente, não escapa ninguém!!!
Mas o país não pode mais ficar parado. As pessoas estão desanimadas. Tristes.
Então vamos resolver isso de uma vez por todas para que o país possa andar novamente. Se livrar das amarras. 

Que Deus nos proteja!

 

Escrito por Marlise Schneider, 27/06/2017 às 09h46 | lisi@pagina3.com.br

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Colunas, fonte inesgotável de conhecimento

Sempre gostei de ler colunas. Em jornais, em revistas, porque elas são sinônimo de opiniões.
Colunistas são formadores de opinião. Ou melhor, deveriam ser.

A coluna é um espaço sagrado para emitir o que o autor pensa sobre esse ou aquele assunto ou sobre assunto nenhum. Ele pode divagar. Viajar. Transmitir uma ideia. Um conceito. Uma receita. Um pensamento. O que quiser. Aquele espaço é livre, é sagrado, é seu. Até para escrever bobagens, afinal quem vai aprovar ou não é o seu público leitor. Só não pode ser um copiador de release e hoje em dia, isso acontece muito, cada vez com mais frequência, porque assessores de imprensa, contratados por empresas, restaurantes, profissionais liberais, clínicas entopem os colunistas com releases e fotos e o que acontece - infelizmente - é que o leitor verá colunas iguais, com o mesmo texto, as mesmas fotos, só assinadas por pessoas diferentes...o que é desagradável e muito lamentável.

O Página 3 desde que nasceu, em julho de 1991, sempre abriu espaço para colunistas, para formadores de opinião. Eles foram e são até hoje importantes na construção das ideias, das notícias, das posições, dos argumentos, das defesas, das tolerâncias, das discordâncias, das coisas boas e das coisas ruins também.

Sou muito vigilante com colunistas. Aprendo muito com eles. Em qualquer nivel. Sejam eles de reconhecimento mundial, nacional ou local. Presto atenção em especial aos nossos colunistas.

Esta semana por exemplo fiquei duplamente feliz por conta de dois colunistas: o Oliveira Brandão, que assinou uma coluna sobre esportes já na primeira edição do Página3, em 26 de julho de 1991 e ficou escrevendo alguns anos neste jornal e esta semana foi homenageado pelos vereadores por seus 35 anos como radialista na praia (esqueceram de dizer que ele foi colunista também) e a estreia da coluna assinada pela Dra. Céres Felski da Silva que, além de médica competente e dedicada cultiva uma paixão forte pela literatura e com certeza nos ensinará muito.

Ao Oliveira Brandão mais um 'MUITO OBRIGADO' pelos anos em que escreveu coluna no Página 3 e à Dra.Céres um 'BENVINDA', com a certeza de que vem enriquecer nosso 'time'. 

Escrito por Marlise Schneider, 08/06/2017 às 09h20 | lisi@pagina3.com.br

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Faltando luz no túnel e mais ação

 Essa situação catastrófica em que o país e os brasileiros se encontram acabou me contagiando, fiquei até sem vontade de escrever, coisa que curto fazer desde sempre...porque a gente não sabe mais o que dizer...cada dia uma nova paulada...não tem cerebelo que 'guenta' tanta porrada, né mesmo?

Sinceramente, eu ando bem preocupada com o futuro, com o que ainda vai desabar sobre nossas cabeças. Porque hoje temos um bando de larápios da mais fina estirpe enjaulados...outros tantos querendo endurecer o dedo pra amenizar os anos de cadeião...ainda tem aqueles que deduraram e seguem curtindo férias no exterior...um ex-presidente com pedido de prisão decretado...o atual presidente pendurado, apenas sobrevivendo e podendo cair a qualquer momento...junto com a outra ex-presidente...

Só se fala nisso. O que devemos fazer? Como proceder? Como saber o que vai acontecer? Se parar, o bicho pega. Se correr, o bicho come. Mas não pode tudo ficar parado. É preciso resolver.

Meu cumpadi que mora em São Paulo tá se mudando pra Portugal. Encheu os tubos. Meu irmão só fala que daqui a pouco vai morar no Uruguai, já tá ali pertinho...e aí?

Onde buscar ânimo se não se vê uma luz no fim do túnel?

O jeito é tentar seguir em frente desviando o rumo do pensamento. Pensar em outras coisas. Fazer outras coisas. Por exemplo: hoje começa a Semana do Meio Ambiente. É um bom exercício, pensar de que forma estamos fazendo a nossa parte. Estamos fazendo? É preciso acabar com a teoria...a palavra conscientização já encheu os tubos...todo mundo está consciente, mas tem que agir, na prática, porque a situação está bastante assustadora.

Hoje comecei o dia pensando nisso. Há muitos anos fazemos separação de lixo aqui em casa. Juntamos pilhas usadas. Guardamos material eletrônico para descarte correto. Separamos oleo usado para levar em pontos de coleta. Mas ainda é pouco.

Hoje decidimos aumentar nossa atenção em favor do meio ambiente. Coisas pequenas, mas que na prática vão ajudar bastante. Na real é uma mudança de hábito. Por exemplo: por que comprar copos de plástico se podemos tomar água em copos de vidro?

Escrito por Marlise Schneider, 05/06/2017 às 13h56 | lisi@pagina3.com.br

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Então vamos trabalhar...

 Em meio a tantas mudanças que estão acontecendo, com nossos prestimosos políticos decidindo sobre o presente e o futuro dos trabalhadores desse país...acho que nesse feriado do Dia do Trabalho ou Dia do Trabalhador temos que parar pra pensar, mas não só pensar e entristecer com tanta coisa que está acontecendo, mas pensar para achar uma luz no túnel.

Não é possível que pessoas de bem trabalhem o dia todo - e outros tantos procurando fazer a mesma coisa sem chance - e quando chegam em casa e ligam tevê, rádio, celular, internet e lá sei o que mais...só tem notícia de bandalheira, roubalheira, esses ladrões contumazes, de gravata, gente de 'prestígio', que estão lá no 'alto' - e muitos mandando no país - larapiando tanto dinheiro público.

Não podemos mais aceitar como se isso fosse normal.
Não podemos mais achar que 'é assim mesmo'.
Não temos outro jeito a não ser não votar mais nesse bando de larápios.
Chega.
Pensem nisso.
Não vote mais em que está te roubando.
Nunca mais.
Não tem outro jeito de limpar toda essa lama.
Segunda-feira, no seu dia, pare de trabalhar um pouquinho, dedique um tempo para decidir que teremos que colocar um FIM nesse lamaçal todo.

Escrito por Marlise Schneider, 28/04/2017 às 11h50 | lisi@pagina3.com.br

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