Jornal Página 3
Coluna
Ex pressão
Por Caroline Cezar

Tenha medo! (ou: Não tenha medo!)

Vacinação em massa, comunicação em massa, educação em massa, tenha MEDO. A gente não é rebanho pra nos determinarem as coisas desse jeito. Quero ver quem é que participa disso aí que sabe me explicar EXATAMENTE o que tem nessas coisas que enfiam em nossa goela abaixo (ou direto na veia).

 

O corpo é um templo, é sagrado, e nenhuma pessoa devia botar nada pra dentro sem saber exatamente do que se trata. Já sabendo, óquei, vai do livre arbítrio. Agora, nesse “ocultismo” que se faz acerca de remédios, alimentos e tudo mais, não é escolha, não nossa pelo menos.

 

DESCONFIE e SE INFORME antes de aceitar os termos, ainda mais quando a “idéia” vem do governo ou da indústria farmacêutica (o que dá no mesmo, porque um ganha dinheiro com o outro). Não vale a explicação oficial, o que diz na te-vê, tem que ir além.


Tem outras centenas de formas de prevenir doenças que não são disseminadas em massa, como se alimentar bem, saber identificar as próprias emoções, ter consciência sobre os hábitos, mexer o corpo, ser feliz! A natureza oferece alternativas simples e potentes para prevenção, manutenção e cura de diversos desequilíbrios, mas é barato, muitas vezes de graça, então não serve.

 

Por isso o ser humano é enfraquecido desde que nasce, como se a máquina mais perfeita do mundo a partir da existência da farmácia precisasse de “ajuda” para funcionar melhor.

 

É a farmácia que precisa do corpo para existir, mente sana corpore sano não gera receita xuxu. E medicamento não trata raiz. Se não muda o comportamento, a doença volta sim, e volta de novo, e bem vindo, você é cliente vitalício, entregamos em casa.
É preciso se conhecer e saber mais de si, embarcar menos no “tem que ser assim”.


Pense bem na palavra prevenção e realmente previna-se. Não deixe que escolham por você e seja verdadeiramente responsável ao escolher por seus filhos. Ah, bom diálogo e atenção também é prevenção.

 



Texto originalmente publicado na coluna impressa, em 29 de março de 2013.

Escrito por Caroline Cezar, 02/04/2014 às 10h14 | carol.jp3@gmail.com

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Oi Outono!

Tá gente, todo mundo que tem facebook já sabe que o “Outono é estação mais da alma que da natureza”, e quem assina é um tal de Fritz, Nitz, Nietzsche (hahaha), mas a sugestão é sair um pouco da caixa pra sentir o que esses ventos amenos nos trazem. 

 

 

 

Podemos começar nos propondo um pequeno desafio: ficar meio período, vejam bem, meio período de um dia, sem qualquer aparato eletrônico, seja celular, televisão, computador, ipad ou essas porcarias de bolso. (Não precisa desligar a geladeira, mas pra quem quer ir mais longe recomendo. E siiiim, ainda é possível viver sem geladeira, ainda tem gente que OPTA por não ter luz elétrica, e vive bem, toma banho gelado no frio da montanha - a pele e a imunidade agradecem).


Mas podemos ficar aqui mais perto, com o nosso pequeno desafio, que chamei de “pequeno” mas tenta, só tenta. Esse é um exercício básico e fundamental pra entrar em contato, num contato mais profundo e verdadeiro que a incrível e tentadora enormidade de distrações não nos permite. É muita oferta (e pouca procura?) mas acho que tentar é possível e que podemos começar por aí, nos dando essa pequena pausa que pode se tornar periódica, talvez algumas vezes por semana, quiçá diariamente… Um tempo pra chamar de seu, pra você ser o senhor de si, quando vale conversar com um amigo ou um estranho na rua, caminhar calmamente pelo bairro, correr energeticamente pela praia; preparar uma refeição, ler um livro, deitar na rede, olhar pro céu ou melhor ainda, fazer nada. Quantos minutos você consegue -intencionalmente- ficar sem fazer absolutamente nada? Hm?


Segundo desafio: perceber quantas dessas coisas básicas fazemos com o celular/ computador ligado nos nossos dias. Teoricamente são coisas pra fazer estando inteiro, mas é assim que acontece? Olha pra ontem, anteontem, agora pouco...como foi? É pra isso que serve a tecnologia, nos controlar e escravizar? Não era pra nos servir, melhorar nossa vida, facilitar as coisas e blá blá blá?


Podemos passar a estação inteira cuidando desses dois desafios “simplórios” que podiam ter o título de “OLHAR PRA SI”, mas tem outras coisas que podem servir pra gente se conectar de corpo e alma ao outono, como sugere o carinha da frase pop das redes sociais:


Olhar pra cima
Meu afilhado recebeu a tarefa de criar um “caderno de observação do céu” e eu achei o máximo. Esse é um hábito extremamente saudável que reforça a beleza da contemplação, e sua magnífica “inutilidade”. Mas ele me falou que é só pros céus noturnos e poxa, não! Os céus de Outono, especialmente os do amanhecer e de fim de tarde, são verdadeiros espetáculos da natureza. Vale criar a rotina de tirar cinco minutos por dia pra lembrar que é parte desse todo imenso. Pode até pôr no instagram. Mas deixa pra depois tá?


Olhar pros lados
Com o ritmo frenético do verão e sem aquele calor achatando a mente você pode andar um pouco mais devagar e dar uma observada nas pessoas, na cidade, carros e bicicletas. Se tornar um observador (e tentar fazer o mínimo julgamento possível) é um exercício mental de abertura, questionamento e cidadania.


Olhar pra baixo
Mesmo se você não mora numa região agrícola, tem uma outra hortinha perdidas por aí na cidade né? Conhecer os alimentos da época é um grande passo pra uma alimentação mais saudável: se não tem a horta você pode ver pelos preços do mercado, normalmente o que tá mais barato tá dando mais, não é importado, nem congelado, nem bombado de agrotóxicos. Comprar alimento da época é agir conforme a natureza, é usar o que tem, o que significa melhor nutrição, mais sabor e mais potência. As cores são os marrons, alaranjado, vermelho, verde escuro, veja como esses estão mais bonitos.


Olhar pro prato
Ter tempo pra comer bem devia ser uma lei universal. É inadmissível que alguém faça uma refeição andando, discutindo, falando no celular ou assistindo televisão, mas a gente sabe que acontece, com enorme frequência. Se é muito difícil abandonar esse péssimo hábito, se esforce para pelo menos uma vez ao dia ter uma alimentação de qualidade, e isso inclui boa nutrição, serenidade, família, diálogo, beleza e cuidado no servir. Se no almoço é corrido porque tem que levar as crianças na escola, voltar pro trabalho, lidar com os compromissos, faça que a hora do jantar seja sagrada. Ou estenda o café da manhã. Adapte, mas entenda a importância desse momento. Não precisa grandes preparações ou compras excessivas: um ovo, um abacate, um suco multi mistura, grãos e folhas são ingredientes que aumentam muito o valor nutricional de qualquer refeição e bem fáceis de combinar com o pobrinho e delicioso pão com manteiga, por exemplo. Essa época também é ótima pras sopas e alimentos mais quentes. Comer bem vai preparar sua imunidade pro inverno.


OLHAR PRO QUE TEM
... e pro que não precisa, não usa, não quer mais. Serve pra tudo: roupas, ambientes, emoções, hábitos. Perceber os ciclos, os fins, os reinícios, pra isso servem as estações.
 


(Demorei pra publicar o "Oi Outono"? Tava lá fora. E o que fooooi aquele vento marcando o início de estação? O Outono iniciou dia 21 de março e vai até 23 de junho. Bom proveito!)

Texto originalmente publicado na coluna Ex pressão do Página3 impresso, em 22 de março de 2014. 

Escrito por Caroline Cezar, 28/03/2014 às 10h52 | carol.jp3@gmail.com

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Bom findi!

Por que eu sou tão apaixonada? Já me vi ali no meio do lado da menininha, levantando e dançando e jogando a peruca pra cima.

Videozin maneiro pra lembrar que a gente tá vivo. (via Bola Teixeira) 

Escrito por Caroline Cezar, 21/03/2014 às 08h44 | carol.jp3@gmail.com

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Filhos escravos

Texto completo, simples e pontual de Marcos Rezende, mostrando em 12 sinais que você está criando seu filho para ser escravo:



"Você parou para observar o que está passando na televisão quando o seu filho a está assistindo? Ou já parou para refletir nos motivos que levaram um novo shopping a ser erguido perto da sua casa? Ou mesmo já se questionou sobre a real razão para a pré-escola dizer que está preparando o seu filho para o mercado de trabalho?


Não é novidade para ninguém que a organização da sociedade possui o formato de uma pirâmide onde os que estão na base sustentam aqueles que estão no topo. Enquanto no topo existem poucos lugares, na base existem muitos para serem ocupados, sendo natural que quem esteja em cima queira manter aqueles que estão em baixo onde estão para não perderem suas posições no topo. Não é uma questão de maldade, mas de pura física onde dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, manifestando a lei da escassez que rege a vida da maioria das pessoas, seja aquelas que estão no topo ou na base.


Escravo é quem vai contra a sua própria natureza.

Apesar de nascermos livres, durante a construção da nossa personalidade (da infância a fase adulta) vamos nos identificando progressivamente com essa lei e ficando cada vez mais “parados” conforme ela se torna a realidade do nosso modo de agir. Não importa se nossa origem é uma família com muito ou pouco dinheiro. O que define se uma pessoa é escrava ou não é a maneira como ela lida com o mundo: se obedecendo a lei da escassez ou a lei da abundância.


Obedecendo a lei da escassez, nós temos medo e culpa. Medo do desconhecido (futuro, relações ou oportunidades) e culpa pelo passado (o que não foi feito, o que deu errado ou o que fizeram conosco). Agimos como vítimas e sempre estamos sofrendo por algo. Por isso precisamos atacar. Quem está em cima ataca quem está embaixo e quem está embaixo ataca quem está em cima.

 

Mas o que importa para o desenvolvimento pleno do ser humano e da humanidade não é que nossos filhos escalem a pirâmide social, se tornem pessoas ricas habitando o topo da pirâmide e mantenham as pessoas que estão embaixo afastadas das suas posições. O importante é que eles se libertem dessa pirâmide e das “regras naturais” contidas na sua estrutura.


Qual opção lhe parece a mais adequada?

A) Quero que meu filho seja pobre e triste.
B) Quero que meu filho seja pobre e feliz.
C) Quero que meu filho seja rico e triste.
D) Quero que meu filho seja rico e feliz.
E) Quero que meu filho seja livre e, portanto, sempre feliz.


Ser livre é agir de acordo com a sua natureza.
Com quatro filhos, me ocupo bastante do pensamento sobre a criação, educação e escolarização das crianças, pois percebo vários problemas ocorridos nestes três aspectos ao longo da minha formação. Tive que trabalhar bastante para conseguir me libertar de algumas crenças, medos e valores que não desejo que o filho de ninguém possua e que me motivaram a vir aqui trazer à tona abaixo, alguns sinais de que nós podemos estar transformando nossos filhos em escravos ao invés de pessoas livres.

 

12 sinais de que você está criando seu filho para ser escravo (leia na página do autor)

 

Banksy

Escrito por Caroline Cezar, 14/03/2014 às 09h24 | carol.jp3@gmail.com

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Automático midiático #cuidado

Você que tá ali assistindo o jornal da tevê, lendo o noticiário on line, ou ainda bradando comentários no facebook, e manda aquele tradicional “teve o que merece” ao saber sobre meninas violentadas e coisa do tipo, mais cuidado e atenção. Absolutamente nenhum, NEM UM motivo serve de justificativa para alguém invadir e violentar outro corpo sem o devido consentimento.


Desligue o automático no “teve o que merece” porque seus filhos que estão aí do lado enquanto você repete essas barbáries vão achando que é normal abusar da colega na festinha “porque estava bêbada”; que tudo bem passar a mão na menina “porque ela estava com saia curta”; que podem ter relações com a esposa por bem ou por mal, porque ela “é sua e lhe deve isso”; que tá tranquilo espancar prostitutas, mulheres da rua ou quem entenderem que é “vadia” por passatempo.


Não invertam os valores, porque educação não é discurso, é prática cotidiana. Pode ir na missa domingo e em casa no almoço falar que é bonito respeitar os outros, mas se nesses momentos de impulso midiático você embarca e solta as suas, está deseducando para o amor.

 

Justificativa pra abuso não falta, o que falta é uma educação sexual mais livre, natural e sagrada e não essa distorção que acaba em casos como esses. Falta exercitar o respeito, conversar abertamente e entender que todo corpo é um templo e que ninguém tem direito de desrespeitar isso.  Ainda fico perplexa em como a sociedade pode achar que alguém “teve o que merecia” quando uma pessoa é ferida profundamente com um abuso sexual e emocional. Um espancamento na alma, geralmente complementado com muitos hematomas pelo corpo. Essas vítimas geralmente encontram uma polícia despreparada, uma família que não as apóia, e uma centena de pessoas que as julgam porque elas “tiveram o que procuraram”. Não é de se admirar que muitas vezes guardem o segredo doloroso só pra si e uma ou outra confidente, o que torna o fardo ainda pior.

 

Elas não estão bem assistidas e muitas vezes já têm um histórico de abandono emocional, que vai se agravando até que viram esses fiapos de vida que a gente vê todo dia mas finge que não vê. Tem uns aí cheio de moral que fingem que não pegam. O que é mais desvio de comportamento, agredir (muitas vezes até uma quase morte) ou ser agredida?

Pra quem acha que acontece só “em beira de estrada” tá enganado, tem muita mulher “estudada e esclarecida” que esconde o que passou porque se acha culpada. 

 

Nem marido, nem filho, nem estranho, nem quem paga tem direito sobre o corpo alheio. A violência sexual é socialmente aceita e aí sim temos um grave desvio de comportamento. E corre lá todo mundo comprar presentinho pras mulher no shopping e não se fala mais nisso.

 

Texto originalmente publicado na coluna ex pressão impressa, em 08 de março de 2014

Escrito por Caroline Cezar, 14/03/2014 às 09h21 | carol.jp3@gmail.com

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Largar ou pegar?

Eu tava ali à toa quando escutei as vozes no pátio do vizinho. Não mora ninguém ali, só vêm de vez em quando, mas tudo está sempre bem cuidado. Já tinha visto eles, que fazem a limpeza, no terreno do outro lado. Daquela vez tinha tanto mato, tanto mato, que eles levaram uns três dias inteiros pra dar conta. Foi bom ficar olhando.

 

Eles vêm em quatro: pai, mãe, a filha de uns oito, o filho de uns cinco. Volta e meia um vira-lata acompanha. As crianças não tem uma função específica, ficam junto, quebrando um galho aqui outro ali, vendo os pais fazer a poda, passar o rastelo. Conversando. Perguntando. Ouvindo. Há um respeito mútuo na maneira que eles falam uns com os outros. Há o tempo disponível e o ensinamento nas entrelinhas, sem aquele aspecto formal que mais inibe do que convida a aprender algo sobre a vida.


Tô até vendo o 'politicamente correto' gritando lá de longe que é exploração infantil, porque o certo pra nossa sociedade torta seria eles estarem em casa vendo tevê e comendo bolacha, confere?

 

Me fez lembrar um outro dia que caminhamos na praia. Nublado, chuva fraca, areia completamente deserta, se não fosse o casal de pássaros cuidando dos seus filhotes e mais uma família com duas crianças pequenas. Eles, os das asas, gritavam pra gente e voavam pro outro lado, não entendemos o escarcéu até que o marido biólogo confirmou: a idéia era desviar nossa atenção da restinga, porque os bebês-pássaros já nasceram, mas não sabiam voar. Fazia dias que observávamos o casal de pássaros, que vieram pra cá em busca de um sossego pra procriar.
Fiquei pensando muito tempo em quão linda era aquela cena -que bem que podia ser mais cotidiana e menos rara: pai e mãe protegendo seus filhos das interferências desnecessárias, pai e mãe levando seus quase-bebês para caminhar na areia num dia de chuva. Eles iam caminhando de mãos dadas, rindo, sentindo o vento, olhando em volta. Eram simples, tinham um carro caindo aos pedaços, mas estavam dispostos para a vida.

 

Mas diriam os mais-do-mesmo que o "certo" seria aquelas crianças estarem abrigadas dentro de casa comendo bolacha e vendo um filminho. Enquanto os pássaros protegem os bebês dos intrusos, nós colocamos o intruso no centro da sala e consideramos que assim, nossas crianças estão "seguras" e "bem assistidas". Pra que tevê com essa vida gritando lá fora?

 

Estava em dúvida se a flor era mesmo a Onze Horas e os pedreiros asseguraram que não, não era mesmo porque a flor verdadeira é pontual, abre na hora certa. Eles, irmãos, lembraram que eram muito pequenos, não sabiam ver a hora no relógio, só pelo sol e pela flor. E ai deles se a mãe chegasse da rua e o fogão à lenha não estivesse aceso! Eles tinham 4 e 6 anos quando calculavam a hora pela natureza.

 

Eu assisto em todas as temporadas a indignação coletiva sobre os índios nas calçadas e como é "degradante" que eles exponham suas crianças assim, "sentadas no chão". Sobre isso queria dizer: sentar no chão é um hábito indígena. Se você visitar qualquer país onde essa cultura não foi 'tão' dizimada -Bolívia, Peru, Andes- vai ver que a vida toda acontece na calçada: ali tem gente cozinhando, vendendo, brincando, amamentando e seja mais o que for. A cidade é das pessoas e não dos lojistas. E as pessoas deviam poder sentar no chão sim. Concordo que é necessária uma organização, mas não vejo ninguém tão ofendido com os bares que ocupam as calçadas com cadeiras. Ou com os bêbados estacionados ouvindo som alto.

 

Ponto 2 e que veio de encontro com o resto do texto: as indígenas levam as crianças não é pra pedir esmola não. Pode ser que aconteça, mas eu nunca vi um índio pedir esmola, nunca. Esse pensamento é típico da cultura urbana, onde o "normal" é largar os filhos: na creche, com a babá, na tevê, no computador, na escola disso e daquilo, com os outros, pouco com a mãe, nunca em casa, nunca junto. As índias não só se encarregam de parir naturalmente, como aleitam os bebês a livre demanda, e carregam sua cria pra onde forem. Talvez seja algo que possa se aprender.

 

Escrito por Caroline Cezar, 28/02/2014 às 09h31 | carol.jp3@gmail.com

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