Jornal Página 3
Coluna
Ex pressão
Por Caroline Cezar

RECUPERAR a consciência

MUITO SONO quando chegam pra mim uns links de “como recuperar o corpo depois da gravidez”. Se clicar é desgraça completa! Tem desde lipoaspirações “levinhas” a dietas milagrosas, com mil e um recursos e “truques pra parecer melhor”. Até da barriga da princesa falam - aquela que pariu há um dia.

Ah, então é isso. Você é um corpo. Que infla, infla, infla e depois esvazia, fica murcho e precisa ser RECUPERADO. Só não achei onde está um bebê nessa história; nem uma mãe. Nem o poder da criação. Nem o amor.

Tudo se transforma e isso NÃO É um consolo, muito menos um drama.

Vou dizer como se recupera um corpo depois da gestação: NÃO SE RECUPERA. Esse corpo NUNCA MAIS será o mesmo. Esse saco de pele, ossos e secreções agora tem memórias que só cortando a cabeça fora. E olhe lá! Esse corpo, depois da gestação, é um corpo que DEU A LUZ. Se mostrou mais TEMPLO do que nunca. Não é um objeto. Não é um manequim. Não é uma foto de revista. É um corpo que serviu, e CONTINUA A SERVIÇO da vida. Não é uma incubadora. Aliás, é.

Uma incubadora NATURAL e não artificial. De amor. De luz. De encaminhamento HUMANO. Precisa ser usado como tal. Não é uma idéia, uma alternativa, uma opção, é um exercício fundamental. É O exercício. Muito mais que três séries de dez. Despertar-se para essa função sagrada faz-se urgente. Seu corpo tem uma sabedoria ancestral que só precisa de menos interferências pra ser acessada. Você pode ajudar.

PROTEJA-SE
Não clique em links de “como recuperar seu corpo”. Não procure as fotos das artistas no “pós-parto”. Evite qualquer tipo de sugestão estética nesse sentido. Você tem mais o que fazer com esse “corpo”, que pra começo de conversa, não é um fim, e sim UM MEIO.

AMAMENTE
Seu “corpo” maravilhosamente produz o melhor alimento para seu filho. Sirva-o à vontade desse alimento, mantenha-o perto, esqueça relógios, quantidades, fórmulas ideais e tabelas. Ele vai saber fazer, é básico e instintivo. Se tiver alguma dificuldade, peça ajuda, discretamente. A alguém de confiança, amoroso e próximo. Que principalmente, acredite nesse vínculo.

DIVIDA
Seu corpo se dividiu, se multiplicou, e de preferência, deve continuar disponível para livre partilha, dividindo, multiplicando, dividindo, multiplicando. Deixe que o bebê continue parte dele o quanto precisar, que tenha acesso a esse corpo. Não só para mamar, mas também para dormir, sentir calor, cheiro, pele, ser tocado, tocar. Menos carrinho, mais carinho. Vista-o em você. Amarre, enjambre, pendure, abrace. Permita essa fusão. Para ele, para você. É troca.

TIRE AS ROUPAS
Sempre que puder, faça isso com menos roupa. Se não se sente à vontade com alguém ou alguma coisa, peça licença e feche a porta. Permita-se livrar-se do que estipularam pra você. Tá frio? Vai debaixo das cobertas. Põe uma cadeira debaixo do chuveiro. Senta ao sol. Proteja seu bebê em você, alimente-o verdadeiramente, com o corpo inteiro e os sentidos. Lembre-se de como ele estava acolhido, protegido.

ALIMENTE-SE
Coma bem. Em paz. Sem culpa. Não faça dieta. Opte por alimentos naturais, leves, de fácil digestão e nutritivos. Batata. Fruta. Folha. Menos açúcar, menos gordura, muitíssimo menos industrializados. Muita água.

DESCANSE
Sempre que puder. Descansar não é ligar a televisão ou ficar no computador. Tenha momentos de repouso absoluto, mental inclusive. Se houver descanso, seu corpo vai pedir movimento. Gradualmente e no tempo certo.

RESPEITE-SE
Não é porque um médico te dá uma pílula anticoncepcional quarenta dias depois do parto com um “pronto, tá liberada” que você precisa retomar sua vida sexual. CALMA. Sua prioridade é bem estar emocional, que reflete diretamente no bem estar do bebê e da família como um todo. Respeite seu tempo. Converse com o parceiro. Repensem formas, estejam próximos, mas muita calma nesse território sagrado. Mais sensibilidade.

Escrito por Caroline Cezar, 23/05/2014 às 14h58 | carol.jp3@gmail.com

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E a vida segue...

 

"Uma única mãe não consegue criar uma criança. Mas cinco mães juntas podem criar cem. Nenhuma mulher deveria passar os dias a sós com a criança nos braços. É responsabilidade das mulheres reconhecer que precisam voltar a ficar unidas. Entender que, se funcionarem coletivamente e dentro de circuitos femininos, a maternidade poderá ser muito mais doce e suave. E que uma "mãe sozinha" é aquela que não é compreendida, apoiada ou incentivada, embora conviva com muitas pessoas. E "mãe acompanhada" pode ser uma mulher solteira que conte com o aval de sua comunidade." (Laura Gutman)

 

 
 

Feliz dia pra quem se atreve a remar contra a maré numa cultura onde criar os próprios filhos é considerado subfunção social, vulgo "ficar em casa" ou "fazer nada". Segue uma dica-presente, estendida a todos, já que para as mães cumprirem seu papel de forma minimamente satisfatória, necessita-se uma consciência coletiva e geral sobre a importância desse papel: "Mulheres Visíveis, Mães Invisíveis", livro de Laura Gutman, disponível para dowload gratuito aqui. Boa leitura e boa sorte.
 

Escrito por Caroline Cezar, 13/05/2014 às 11h42 | carol.jp3@gmail.com

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Cansa a beleza

"Rua dos Negros" é a primeira exposição individual na nova galeria de arte, que agora funciona junto com o Teatro Municipal na Avenida Central. Os retratos de Leonel Tedesco trazem personagens da comunidade quilombola do Morro do Boi, como a Sula, lindona do coração. Gostei muito de algumas fotos. Também gostei de ver a turma tocando maracatu com o grupo Encanto do Sul, de Itajaí, que há um mês está ministrando oficina junto à comunidade.

Mas sério gente, vamos mudar de ares junto com a mudança de espaço? Arte é meio que MAIS LIVRE né? Seis discursos numa abertura de exposição? Sem querer soar indelicada, mas tenham paciência... Até o ex prefeito Castro foi elogiado por sua "belíssima passagem" pelo vice prefeito Dalvesco? Precisa isso? Pesquisem história! E passinho a frente por favor!

 


 

 
(essa aqui, foto da Fab Diniz, que adooora um tu maraca!)

Escrito por Caroline Cezar, 08/05/2014 às 10h05 | carol.jp3@gmail.com

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Espera!

Ô gente, marca data pra ninguém nascer não. Pode marcar no coração, na intenção, na reza, mas na agenda do médico, na vaga pra maternidade, na numerologia que indica um sucesso? Faz isso não, dá direito básico e fundamental do SER, de vir quando tem que vir, quando pronto está. Independente de qualquer outra escolha, de como, quando, onde, por que, deixa "pelo menos" (ou, "onde chegamos?") o trabalho começar por si só. Sejamos mais humanos, menos deuses. Ou mais deuses, menos coisas. Amém.

 

 

"A planta pede chuva quando quer molhar, e o céu logo escurece quando vai chover… meu coração só pede seu amor...se não me deres, posso até morrer". (G. Gil)
 

 

Escrito por Caroline Cezar, 25/04/2014 às 16h29 | carol.jp3@gmail.com

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Fazendo escola

Dizem as escrituras que a "mulher edifica seu lar", portanto coube a ela, nos caretas-anos-oitenta-alo-plumenau-pom-dia-prasil, a decisão de levar os filhos em idade escolar para o mundo, para o livre aprender, pegar o rumo do vento e não das convenções sociais.

 

"Eu quebrei as janelas e as portas dessa escola", ela me disse, numa entrevista, e virou pra sempre "ÍDOLA", no melhor sentido da palavra, que não é a idolatria pura e besta e sim a mais pura admiração! Parabéns pelo trabalho de Formigona, Heloísa Schurmann. "Pinte seu quintal e serás imortal"!

 



Foto Arquivo Pessoal
 

Escrito por Caroline Cezar, 15/04/2014 às 10h50 | carol.jp3@gmail.com

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Tenha medo! (ou: Não tenha medo!)

Vacinação em massa, comunicação em massa, educação em massa, tenha MEDO. A gente não é rebanho pra nos determinarem as coisas desse jeito. Quero ver quem é que participa disso aí que sabe me explicar EXATAMENTE o que tem nessas coisas que enfiam em nossa goela abaixo (ou direto na veia).

 

O corpo é um templo, é sagrado, e nenhuma pessoa devia botar nada pra dentro sem saber exatamente do que se trata. Já sabendo, óquei, vai do livre arbítrio. Agora, nesse “ocultismo” que se faz acerca de remédios, alimentos e tudo mais, não é escolha, não nossa pelo menos.

 

DESCONFIE e SE INFORME antes de aceitar os termos, ainda mais quando a “idéia” vem do governo ou da indústria farmacêutica (o que dá no mesmo, porque um ganha dinheiro com o outro). Não vale a explicação oficial, o que diz na te-vê, tem que ir além.


Tem outras centenas de formas de prevenir doenças que não são disseminadas em massa, como se alimentar bem, saber identificar as próprias emoções, ter consciência sobre os hábitos, mexer o corpo, ser feliz! A natureza oferece alternativas simples e potentes para prevenção, manutenção e cura de diversos desequilíbrios, mas é barato, muitas vezes de graça, então não serve.

 

Por isso o ser humano é enfraquecido desde que nasce, como se a máquina mais perfeita do mundo a partir da existência da farmácia precisasse de “ajuda” para funcionar melhor.

 

É a farmácia que precisa do corpo para existir, mente sana corpore sano não gera receita xuxu. E medicamento não trata raiz. Se não muda o comportamento, a doença volta sim, e volta de novo, e bem vindo, você é cliente vitalício, entregamos em casa.
É preciso se conhecer e saber mais de si, embarcar menos no “tem que ser assim”.


Pense bem na palavra prevenção e realmente previna-se. Não deixe que escolham por você e seja verdadeiramente responsável ao escolher por seus filhos. Ah, bom diálogo e atenção também é prevenção.

 



Texto originalmente publicado na coluna impressa, em 29 de março de 2013.

Escrito por Caroline Cezar, 02/04/2014 às 10h14 | carol.jp3@gmail.com

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