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Dica prática: "ISSO ME FAZ FELIZ?"

Recebi aqui essa dica prática e achei muito útil! Realmente a perguntinha "ISSO ME TRAZ ALEGRIA?" vira um mantra poderoso pra gente perceber que carregamos muito mais do que precisamos. A vida com leveza é mais fácil (por mais que no início pareça muito mais difícil), e as mudanças ficam mais tranquilas, porque parece que a gente nem tem tanto a perder. Aí é que tá a coisa: essa mania de achar que "escolher é perder", enquanto que escolher pode ser ganhar: ganhar liberdade, ganhar ineditismo, ganhar espaço, ganhar surpresas. Vida previsível e controlada é aparentemente 'segura', mas se perde a essência.

Pra estar no fluxo precisa disposição.

Use as dicas práticas da Marie e da Jout Jout e da Fab como aliadas e faça a perguntinha-base pra todas as coisas da vida.

E vai! Vai com fé!

 

Escrito por Caroline Cezar, 30/12/2015 às 08h42 | carol.jp3@gmail.com

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O Menino e O Mundo!

 

 

 

Dica linda pra crianças, pais, famílias, avós, jovens, velhos, e qualquer um de qualquer idade e jeito: "O Menino e o Mundo", de Alê Abreu, Sessão Corujinha que está em cartaz no Festival Internacional Cineramabc até essa quinta-feira*.

Todos os outros filmes são exibição única, as sessões infantis repetem (e são gratuitas). Eu assisti e fiquei surpresa com a qualidade da obra, um filme único, esteticamente maravilhoso e socialmente muito crítico! Um dedo na ferida pintado a giz de cera que mostra de forma simples e bela a força do capitalismo selvagem, as linhas de produção, o consumo excessivo, a destruição do patrimônio natural, a cidade engolindo as pessoas e as pessoas virando máquinas até perderem lugar pras máquinas de fato.

O menino da aldeia e da vida simples muito cedo perdeu os pais para o sistema, mas manteve viva a saudade e a semente plantada: amor, afeto, música e beleza, que nos momentos mais críticos sempre se mostrava pulsando. Há sempre um contraponto e isso é muito feliz! Há sempre um jeito de espiar pelo caleidoscópio colorido, com suas formas mutantes e alegres, há como passear pelo mundo cinza e manter-se firme e atento, é possível dançar, deixar fluir e assim contribuir minimamente (?, mas nem tão mínimo) para que novas sementes continuem e continuem a ser plantadas. Fé na humanidade!

O Festival está todo muito bom, mas achei importante dizer que esse filme está longe de ser apenas para o público infantil. E que ele está lindamente costurado ao resto da programação pela curadoria da Bárbara Sturm, que trouxe essa temática do simples e da crítica de inúmeras formas nessa quinta edição do Cineramabc. Super aproveitem!

 

* Próximas sessões do filme "O Menino e o Mundo":
> dia 03/06, às 9h e 14h; no Teatro Municipal.
> dia 04/06, às 14h; no Cine Itália.

 

Escrito por Caroline Cezar, 02/06/2015 às 21h16 | carol.jp3@gmail.com

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Galeano eterno #amor

Morreu Eduardo Galeano, uruguaio, cidadão do mundo, contribuição eterna. 

Longas caminhadas, observações, futebol e América Latina são tags que funcionariam aqui, mas sobretudo AMOR. 

 

Escrito por Caroline Cezar, 13/04/2015 às 11h53 | carol.jp3@gmail.com

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Professor Hermógenes


Caroline Cezar
 

Lembro que nesse dia, num encontro em Mariscal, o Professor Hermógenes passou grande parte do seu tempo como palestrante contando piada. Simples e divino pra quem lê as entrelinhas (e pra quem não lê também). Nesse mesmo outubro de 2007 tivemos a sorte de desfrutar sua companhia em dois eventos em Balneário Camboriú, onde ele concedeu longa entrevista ao Página3. Reeditamos pra republicar*: conteúdo atemporal, pessoa atemporal, que dedicou maior parte de seu tempo (dos 94 anos mais de 60 ao yoga) doando-se e ensinando o caminho do bem. Amo essa foto, com o efeito sem-querer captando a essência fora-do-tempo que ficou pra sempre na memória. Valeu profe!

(*A entrevista completa será publicada sábado pelo Página3).

 

P - Tem alguma coisa que o senhor não fez que gostaria de fazer?

R - Ser médico, tocar violino... nada disso eu consegui até agora. Gostaria de pegar onda, não pego. Na próxima encadernação quem sabe. Gostaria de perguntar a Jesus o que ele gostaria de ter ensinado e não ensinou. Porque ele disse, muita coisa mais teria para dizer, mas não teve tempo. Ele quis dizer, mas não conseguiu dizer diretamente, disse muita coisa vestida de palavras. As verdades mais sublimes, mais etéreas, essas verdades escapam ao poder da palavra humana... e Jesus não disse tudo. E isso, que ele não disse, me parece que é mais rico que ele disse. Posso estar enganado. 

 

Escrito por Caroline Cezar, 17/03/2015 às 22h02 | carol.jp3@gmail.com

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Mudança, interna

"Precisamos de tremenda energia para provocar uma mudança psicológica em nós mesmos como seres humanos, porque vivemos por muito tempo num mundo de faz-de-conta, num mundo de brutalidade, violência, desespero, angústia. Para viver humanamente, sensatamente, a pessoa tem que mudar. Para provocar uma mudança em si mesmo e, consequentemente, na sociedade, a pessoa precisa desta energia radical, porque o indivíduo não é diferente da sociedade – a sociedade é o indivíduo e o indivíduo é a sociedade. E para produzir uma mudança necessária, radical na estrutura da sociedade – que é corrupta, imoral – tem que haver mudança na mente e no coração humano." Krishnamurti

 

 

"Los partidos, son partes. El país es un todo. No promulgar la división. Luchar por la unión. La politica está obsoleta. Basta de odio." Alejandro Jodorowsky

 

Escrito por Caroline Cezar, 15/03/2015 às 23h56 | carol.jp3@gmail.com

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Amor e espiritualidade, na prática

Estávamos todas numa roda, conversando sobre a palestra que uma delas fez sobre amor e espiritualidade dia desses. Alguém comentou que teve dificuldade de se concentrar, achou agitado, porque havia uma criança lá atrás que não parava de chorar. Aquilo estava irritando muito, ainda mais porque a mãe não saía, não fazia nada e a criança berrava cada vez mais.


O choro manifesta algo que não está bem e sempre, indiscriminadamente, deve ser acolhido. Olhar pro choro, trazer pra perto, e depois, só depois e talvez, tentar entender. Ninguém deve, nunca, engolir o choro, e muito menos, mandar um outro fazê-lo, principalmente se esse outro for alguém que está em formação importante de caráter e valores essenciais. Choro é algo que precisa sair, um manifesto, um desabafo. Chorar é direito universal.

Essa conversa se estendeu com a professora explicando, da forma mais amorosa possível, que escutou também a criança, e que no momento pediu por ela e que deviam todos, irritados que estivessem, fazer o mesmo, porque força coletiva é mais força, seja ela de amparo ou de repulsa. Se ali estávam, mãe nervosa e filho choroso, numa palestra sobre amor e espiritualidade, que lição maior poderia haver sobre o tema do que uma irritação coletiva seguida por um amparo coletivo? O ensinamento verdadeiro nos pega de surpresa e nem sempre conseguimos enxergar a tempo o chamado, a prova real que está ali, bem na frente do nariz enquanto nossos ouvidos se esforçam para ouvir palavras ao vento.


Bem no dia seguinte li um texto que estava popular na internet sobre exatamente o mesmo tema: crianças que choram, sociedade que repele. Ali tinha um ditado africano extremamente belo:


“É PRECISO TODA UMA ALDEIA PARA CRIAR UMA CRIANÇA”.

Oferecer um copo de água, uma cadeira, uma chave como brinquedo (ou um brinquedo como chave), uma distração qualquer, uma mão, um braço. Um olhar de carinho, ao invés de olhar pra trás com a cara feia exigindo atitude, que normalmente se traduz num sacolejo, numa palmada, uma comparação com o fulaninho comportado, ou uma outra repreensão pública e vergonhosa qualquer.


Estamos todos por um mundo melhor, e um mundo melhor é aquele que tem olhar compassivo com crianças, e com os pais das crianças e -importante-, com os que se irritam com as crianças também. Estão tantos tão perdidos, tão afastados de si, é difícil dar conta, não ser engolido, não agir por impulso e no automático. Se você consegue ver, ajude. Se não consegue, peça ajuda.

 


Foto Zé Verzola/ via Simone Fortes

 

Texto originalmente publicado na coluna Ex pressão do Página3 impresso de 29 de novembro de 2014

Escrito por Caroline Cezar, 05/12/2014 às 10h51 | carol.jp3@gmail.com

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