Jornal Página 3
Coluna
Enéas Athanázio
Por Enéas Athanázio

Na cidade dos príncipes


Enéas é recebido na Academia Joinvilense de Letras

Convidado pela Academia Joinvilense de Letras, estive naquela cidade no dia 23 de março para fazer uma palestra a respeito de episódios pouco conhecidos da Guerra do Contestado (1912/1916). Recebidos no suntuoso e centenário prédio da Sociedade Harmonia Lyra, lá permanecemos, minha esposa e eu, durante várias horas de intenso e agradável convívio com os integrantes da entidade e convidados. Discorri sobre o tema proposto e em seguida respondi às perguntas que me foram formuladas em uma agradável troca de ideias e informações. Estiveram presentes os escritores Milton Maciel, presidente, Carlos Adauto Vieira, ex-presidente, David Gonçalves, Wilson Gelbcke, Nelci Seibel, Salustiano Luiz de Souza e vários outros, além de João Alberto Nicolazzi, meu antigo colega de Colégio. Foi uma noitada das mais agradáveis. O evento havia sido bastante divulgado.

A Academia Joinvilense é muito ativa e seus associados produzem trabalhos dos mais variados gêneros literários. Ela publica um suplemento mensal denominado “Hekademia”, adotando a forma original e mais antiga da palavra Academia e que conta com vários números publicados. Entre eles saíram edições especiais dedicadas a “Nossos cronistas, “Nossos contistas”, “Nossos romancistas”, “Nossos historiadores” e “Nossas escritoras.” O suplemento, editado com esmero, contém significativas amostras das obras e súmula biográfica de cada participante, sugerindo um contato mais longo e demorado com sua produção.

Dentre os múltiplos livros de autoria dos acadêmicos, tomei conhecimento de “Contos vaticanos” e “Como é caro ser mulher”, ambos de Milton Maciel, escritor experiente e de visível exigência em sua produção, criativo e dono da boa técnica da short story e também ensaísta de pulso; “O balaio gigante”, de autoria de Nelci Seibel, versando o gênero memorialista e descortinando as reminiscências da vida em família, escrito com emoção e justificada saudade; “O eterno Barnes”, de Salustiano Luiz de Souza, alentado e esmerado ensaio; “Varandão de luar” e “Bico de ouro”, ambos de David Gonçalves, escritor dos mais conhecidos e autor de uma obra robusta e variada.

Manuseei ainda a coletânea “Ensaio”, publicada pela própria Academia, reunindo textos em prosa e verso de Milton Maciel, Herculano Vicenzi, Carlos Adauto Vieira, Wilson Gelbcke, Jura Arruda, Nelci Seibel, Hilton Gorressen, Raquel S. Thiago, George Postai de Souza, Marcelo Harger, Irmã Cléa Fuck e Paulo Roberto da Silva. Bem editado, o livro contém substantiva amostra dos talentos acadêmicos, elementos da história da própria entidade e notas biográficas de alguns dos fundadores, além de curioso material iconográfico.

A Academia Joinvilense é um modelo para suas congêneres e faço votos de que seja sempre organizada e produtiva.

Devo, por fim, uma palavra sobre o amigo Carlos Adauto Vieira, decano dos advogados joinvilenses, com 60 anos de vida forense, incansável batalhador pelas coisas da cultura em geral e das letras em particular. Meu contemporâneo dos velhos tempos de Faculdade, nosso relacionamento vem de muito longe, sempre trocando livros e opiniões. Militante da cultura, sua presença na Academia é, por certo, motivo de estímulo para todos os demais.

Essa noite de convívio com os colegas de ofício da Cidade dos Príncipes foi muito estimulante e deixará saudades pela forma amiga com que fomos recebidos.

Escrito por Enéas Athanázio, 17/04/2017 às 09h40 | e.atha@terra.com.br

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