Home   Contato
Balneário Camboriú, 30 de Julho de 2010
Busca: Buscar
Aumentar FonteDiminuir Fonte

A Falsificação do Amor

(para Imogen Heap)

 

Paixão que não deu certo, você é tão suspeita - para dizer que não foi amor. Não posso te dar ouvidos, não estamos mais no mesmo vagão. Agora o que eu faço com isso. A vida me espera com chocolate. Mas essa continuidade de carne e respiração não pode ser chamada de vida. A vida só existe quando imaginada. Quando por exemplo eu termino de correr até a praia de Cabeçudas, saio da calçada e tenho a nítida sensação de que o salva-vidas vai gritar: “não pode entrar de tênis na areia!” (enzo, aqui não é a casa dele). As vozes dá cabeça. Assim como aquela que vive me dizendo eu te amo. Porque é isso que sobra para nós, humanos: um piano, uma vara de pescar. A autorealização do amor.

 

"Comecei a desaparecer no dia em que meus olhos se afundaram nos teus." Inês Pedrosa

Escrito por Enzo Potel, 05/03/2010 às 12h52 | enzopotel@yahoo.com.br