para saber quem era o gênio.
que num mundo onde 99% da população acredita em alguma forma divina, as pessoas não gostem do que não faz sentido.
E de repente eu ouço a Deborah Secco falando que em um certo filme ela teve de interpretar três personagens e um deles ela era própria; e que isso era um desafio gigante: como interpretar si próprio?
A pergunta se abriu e com ela uma série de outras perguntas sobre o significado do eu, se eu não tivesse esbarrado na pergunta básica: será que simplesmente interpretar já não é um desafio gigante para a Deborah Secco?!
Pedi para Daniel Olivetto uma visão mais fundamentada sobre o assunto e realmente dá pano para a manga. Isso vai esbarrar nuns conceitos de performance, de não-atuação, fugindo da analogia direta que eu fiz com meu conhecimento zero de atuação: o ego como personagem.
“Quanto a mim, continuo com essa idéia de que não tenho (nem quero ter) outra alternativa além de ser exatamente o que sou.
Eu nunca fui eu; eu sempre fui essa força dentro de mim.
Eu poderia ser facilmente qualquer pessoa.
Por acaso eu sou eu.”
Renato Rezende, no meu amado Noiva.
Tomo-me como aquele que não sabe que foi importante. A memória é coberta de pele e caminha. Caminha em Ilhota talvez e me associa a uma plantação de arroz. Não posso saber. Não pode me ver. Na lei dos não poderes nascem magos ao contrário. Criaturas falidas equilibrando-se em um braço, um olho só que funciona. Milagre é estar vivo e aceitar. Milagre é não esperar mais por um milagre. É deixar na estante.
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