Home   Contato
Balneário Camboriú, 11 de Mar?o de 2010
Busca: Buscar
Aumentar FonteDiminuir Fonte
09/03/2010

Bazinga!

Hoje eu peguei um ônibus lotado da viação Catarinense (sempre mágica) na volta de BC para Itajaí, e o motorista errou a entrada em Itajaí, foi parar na Beira-Rio ao invés de virar para o Hotel Sandri, sabe? Foi maravilhoso. Imediatamente uma peixeira começou a falar alto:


"Que que tá acontecendo??? O que que ele fexxxx???"


e continua aquela voz aguda e velha entre rostos confusos e apreensivos:


"ô seu cobradorrrrrrrr: avisa po motorixxxxta que ele errô!"


(cobrador adequadamente estúpido, trabalhando feito um louco no fundo do ônibus para dar conta de tudo, diz que não tinha culpa, manda metaforicamente a mulher calar a boca; ao que um outro passageiro diz para ele ser educado - o clima Apocalipse Now tava instalado).


"Falta de rexxxxxxxxxxpeito cás pessoa que tão esperando no Xandiiiii pá í pá Jaragá do Sú!!!!!"

Escrito por Enzo Potel às 20h54 | enzopotel@yahoo.com.br
09/03/2010

Próximo!

Pimenta me falou que um conhecido dela foi doar sangue e quando perguntaram a opção sexual dele, ele disse que era gay e não permitiram a doação. Brasil, anos 2000. Não me espanta. Num país onde se faz uma enquete (?) no site do senado para saber se deve-se ou não punir crimes (?) praticados contra homossexuais (e a resposta vencedora obviamente foi “não”), TÁ TUDO ÓTIMO.

Escrito por Enzo Potel às 15h58 | enzopotel@yahoo.com.br
08/03/2010

O Romantismo continua lindo

Fiquei sabendo que aquele ator catarinense da Globo, Dener Pacheco, 28, que morreu agora de câncer, se negou a fazer quimioterapia. Morreu com três meses de doença. Eu sempre me pego pensando nisso. Neste mundo, suicídio - que é não aceitar a permanência, é dark; mas quimioterapia - que é não aceitar a hora de partir - é vista com bom olhos. Daí tem gente que diz: “tanto não era hora da pessoa partir que a quimioterapia a deixou viver mais”; pois é... se for assim, quem se enforca na cozinha, tanto era a hora de partir que morreu! Quantos casos por aí de gente que deu tiro na própria cabeça e não tirou a vida; de gente que cai do segundo andar de um prédio e morre e gente que se joga do oitavo e não morre.

Ah, o caminho do meio – aquele... onde não há desejo algum e, ainda assim, contentamento. Graça. Maluquice isso né?

Escrito por Enzo Potel às 15h23 | enzopotel@yahoo.com.br
06/03/2010

Eztrelas

Acabaram de ver o Luciano Huck entrevistando o Coldplay? Triste. Ele selecionou uma fã no estádio para passar somente um minuto com o Chris Martin e fez aquelas pressões a la Domingo Legal. Dois blocos ouvindo da garota o que ela iria falar, o que ela iria fazer, o que significa para ela uma coisa que ainda nem tinha vivido. Claro, a criatura (sabendo-se cronometrada) entrou como um animal na sala onde estava a banda: gritava, balbuciava, queria fazer tudo e não fazia nada. Foto, abraço, medo, câmera, ninguém-olhando-no-olho-de-ninguém e o pior: o próprio Huck. Rindo como uma foca de qualquer piada, dizendo para a garota o que ela tinha de fazer, pulando em cima do sofá - ele - ele mesmo pulando em cima do sofá. Libertando o animal do terceiro mundo enjaulado na vida global. E como esquecer da Madonna quando conheceu pessoalmente a Angélica ano passado e perguntou: “are you that Xuxa person?”

Escrito por Enzo Potel às 18h12 | enzopotel@yahoo.com.br
05/03/2010

A Falsificação do Amor

(para Imogen Heap)

 

Paixão que não deu certo, você é tão suspeita - para dizer que não foi amor. Não posso te dar ouvidos, não estamos mais no mesmo vagão. Agora o que eu faço com isso. A vida me espera com chocolate. Mas essa continuidade de carne e respiração não pode ser chamada de vida. A vida só existe quando imaginada. Quando por exemplo eu termino de correr até a praia de Cabeçudas, saio da calçada e tenho a nítida sensação de que o salva-vidas vai gritar: “não pode entrar de tênis na areia!” (enzo, aqui não é a casa dele). As vozes dá cabeça. Assim como aquela que vive me dizendo eu te amo. Porque é isso que sobra para nós, humanos: um piano, uma vara de pescar. A autorealização do amor.

 

"Comecei a desaparecer no dia em que meus olhos se afundaram nos teus." Inês Pedrosa

Escrito por Enzo Potel às 12h52 | enzopotel@yahoo.com.br
03/03/2010

O mundo acadêmico

(ou A castração da idéia própria, ou ainda Falando o óbvio com eloqüência)

 

“Em Porta-Retrato, de Bento Nascimento, a adjetivação da cebola cria toda a síntese sensorial do poema, já que a cebola é um bulbo (FERRAZ, 1989, pág. 458) facilmente encontrado à venda em supermercados (SCOTT, 2001, pág. 56), e possui formato redondo segundo Deleuze.”

Escrito por Enzo Potel às 14h15 | enzopotel@yahoo.com.br
1 2 3 4 5 6