Jornal Página 3
Coluna
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

83 - 67.4 = 15,6

 

Ontem comentei com o Geninho Góes, marqueteiro da rede de clínicas onde estou fazendo minha reeducação alimentar, que eles devem buscar desmistificar a ideia que precisa passar fome para emagrecer.

Desde que comecei a reeducação, em 17 de maio, quando pesava 83 quilos, fui perdendo peso a cada semana e sempre escutando “coitado do Marzinho, não pode comer nada”.

Realmente algumas perdas ocorreram, parei de comer a goiabada com queijo que comia todos os dias após me entupir com arroz e feijão.

Também deixei de comer lasanhas, pizzas, batatas, pães de trigo e outros açúcares e carboidratos que sempre fizeram parte da minha dieta em grande quantidade.

O pratão estilo estivador passou a ser dividido ao meio, traço metade e dentro de três horas como de novo, com outros ingredientes para que meu organismo não se acostume.

Meu cardápio é basicamente carnes (boi, porco, peixe e galinha); legumes; alguns fiambres, pão caseiro com farinhas especiais; alguns queijos; iogurte natural; morango; maçã verde; kiwi... o arroz eu substituí por quinoa que tem a mesma forma de preparo e textura e o feijão deu lugar à lentilha.

Nesses três meses e meio nunca passei fome, nunca senti indisposição, me senti fraco ou me arrependi, pelo contrário.

Agora está terminando, perdi 15,6 quilos e minha meta é perder mais 3 ou 4. Voltarei a comer de vez em quando feijão e pratos à base de trigo.

Açúcar não quero mais, existem doces sem açúcar; arroz deixarei quase totalmente de lado porque quinoa, apesar de mais cara, pesa menos no estômago e nutre melhor.

Essa reeducação que não me exigiu esforço tem um objetivo, melhorar meus níveis de colesterol, triglicerídeos e açúcar no sangue.

Dentro de poucos dias irei à Unimed para fazer os exames de rotina, estou confiante que esses indicadores sanguíneos melhoraram, depois conto a vocês.

Em tempo: Geninho, o marqueteiro, disse que pendurará nas paredes fotos de pratos de gastronomia qualificada que podem ser feitos usando os ingredientes que lá na clínica chamam de “verdes”, aqueles que melhoram a vida da gente.

A foto acima mostra um desses pratos e abaixo passo a receita para quem quiser experimentar. Reparem que é quase um prato da culinária oriental, sem a farinha que usam para dar liga.

Iscas de carne à italiana

Ingredientes
400 gr de coxão mole ou alcatra sem gordura, cortado em iscas
1 colher (café) de sal
2 dentes de alho amassadinhos
1 colher (chá) de azeite de oliva
1 cebola grande
2 colheres (sopa) de alcaparras
2 colheres (sopa) de azeitonas pretas fatiadas
10 vagens cortadas em tiras
2 tomates sem pele e sem semente
Pimenta do reino e manjericão a gosto


Modo de fazer
Tempere a carne com sal, alho e pimenta.
Aqueça o azeite em uma panela antiaderente e doure a carne.
Adicione a cebola e vá mexendo até amaciar. Depois faça o mesmo com a vagem. Junte a alcaparra e a azeitona e coloque um pouco de água quente.
Deixe cozinhar até que a carne esteja macia. Junte os tomates, cozinhe por mais 3 minutos, misture o manjericão enfeite com pimentas vermelhas e sirva.

Dicas
Experimente variações desse prato com cortes de carne suína (pernil) ou frango (peito).
Sirva com os pãezinhos torrados das receitas da Magrass.

 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 24/08/2017 às 13h27 | waldemar@camboriu.com.br

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