Costumam dizer que agosto é o mês do desgosto porque a história brasileira e mundial está repleta de fatos ruins. Provavelmente todos os 12 meses do calendário carregam a mesma proporção de desgraças, mas agosto ficou com a fama.
Em agosto começaram os ataques da I Guerra Mundial e Hitler deslocou suas tropas em direção à Polônia, dando início à II Guerra. A destruição de Hiroshima e Nagazaki ocorreu em agosto.
No Brasil, o mês marcou o suicídio do Getúlio, a renúncia de Jânio e a morte de Juscelino.
Aqui na praia, só tem uma coisa pior que agosto, é agosto com chuva.
Ontem estávamos na turma do dominó comentando que fica difícil trabalhar. O comércio vende pouco (exceto as farmácias porque a umidade e o frio deixam as pessoas doentes); a construção civil reduz o ritmo, não é possível trabalhos ao ar livre; prestadores de serviços “outdoor” coçam a cabeça; os restaurantes são deixados às moscas e a prefeitura tem severos prejuízos em seus cronogramas de obras e pelos problemas decorrentes da chuva -o menor deles detonar o pavimento das ruas, o pior socorrer famílias em áreas de risco.
E não tem turistas, quase zero, as férias escolares acabaram, entra pouco dinheiro novo na economia.
Aqui em casa descobri que furou a manta impermeável da laje de concreto, começou a pingar do teto e já sei que depois das chuvas terei que gastar para encontrar o furo e reparar o estrago. Estou acostumado, nasci em agosto, pingar na sala é uma espécie de presente de aniversário que o papai do céu me dá de anos em anos.
Ainda bem que passa rápido e tem a Olimpíada para distrair. Depois vem um mês divertido, o da corrida eleitoral que movimenta a cidade e confronta adversários que pelo menos até agora andam se comportando de maneira civilizada.
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