Balneário Camboriú, 17 de Maio de 2012
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Dedo na Moleira

Parados e buzinando

Sempre que ameaça ou começa a chover levanto o pé do acelerador e redobro a atenção porque parece que as pessoas enlouquecem no trânsito, inclusive os pedestres. Não é só aqui, já percebi isto em muitas cidades onde dirigi.
 

 

Talvez instabilidade emocional parecida com aquela que acomete alguns quando aumenta o vento ou ribomba um trovão, até mesmo dentro de casa há pessoas que reagem assim. O pai da minha mulher escondia as tesouras, acreditava que atraia raios o que era um exagero, mas com certa lógica.

 


Só que no trânsito fica perigoso, aumenta o risco de batidas, atropelamentos etc. Muitos motociclistas em vez de parar para vestir impermeáveis ou buscar abrigo, aceleram mais do que já fazem para chegar antes da chuva.
 

 

Ontem no final da tarde, quando começou a pingar grosso na Quarta Avenida, o barulho das buzinas chegou aqui em casa, fui olhar e era o trânsito parado. Desde o retorno às aulas a Quarta paralisa todos os dias, porém ontem o pessoal parecia mais irritado e ansioso. Buzinar só aumenta o tumulto e a irritação coletiva, não move o trânsito. Naquele momento já chovia forte em Camboriú, na divisa, nos bairros do Oeste o que alimentou a confusão.
 

 

Fiquei pensando nas plaquinhas que a prefeitura coloca em suas obras e na oposição. As plaquinhas dizem mais ou menos “Incômodo hoje, conforto amanhã”. Se a oposição fosse esperta iria para as calçadas ao final da tarde com plaquinhas iguais, do bonequinho operário, onde poderia estar escrito “Incomodaram um ano e não resolveram”.

Escrito por Waldemar Cezar, 23/02/2012 às 08h18 | waldemar@camboriu.com.br

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