Jornal Página 3
Coluna
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

Os cones ganharam do Inter e do Grêmio

 

Um amigo me enviou uma mensagem contando que o treinador do Internacional fez um treino usando cones para acostumar seus jogadores ao esquema tático do adversário, mas não deu certo porque em 10 minutos os cones estavam ganhando por 2 X 0.

Torço para o Inter ganhar, escapar do rebaixamento porque ele e o meu Grêmio vivem em simbiose, um não é nada sem o outro. A enorme rivalidade entre os dois clubes é que mantém o futebol gaúcho semivivo. Ou semimorto, como preferirem.

Faz seis anos que o Internacional ganhou seu último título relevante, a Libertadores de 2010. Há 15 anos o Grêmio não ganha nada importante, venceu em 2005, foi campeão nacional, mas da série B e isso nem gosto de lembrar.

Nos últimos 10 campeonatos gaúchos o Grêmio venceu apenas dois. Em 14 anos o Inter ganhou 10, como posso convencer meu neto que é são-paulino a trocar para o Grêmio?

O Inter pode ser rebaixado, mas nós gremistas temos que ficar de bico fechado porque o nosso time também é uma vergonha.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 21/11/2016 às 17h56 | waldemar@camboriu.com.br

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Enxovalhando Cabral pai

Aos 79 anos de idade o jornalista, diretor de teatro, escritor, compositor, produtor musical, político, fundador do jornal “O Pasquim” e boa gente Sérgio Cabral sofreu hoje o dissabor de ver o nome da sua família enxovalhado.

Enxovalhado porque seu filho, Sérgio Cabral Filho, é acusado de roubar duas centenas de milhões de reais em propinas no período em que governou o Rio de Janeiro.

O episódio mostra que essa turma da política perdeu de vez a compostura e a única solução é colocar os 300 picaretas apontados por Lula (inclusive ele mesmo que depois se revelou o maior de todos), na cadeia.

Cabral pai foi vereador três mandatos e embora a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro já tenha sido apelidada por “Veja” de Câmara dos Horrores, contra seu nome nunca pesou qualquer acusação -além da ser boêmio e ter inegável cara de pinguço.

Cabral Filho é um exemplo do que está levando os brasileiros ao desespero. Corrupção generalizada e falta dinheiro para pagar o funcionalismo. Amigo de Lula, grande cliente das empreiteiras envolvidas nos escândalos dos petralhas, o ex-governador carioca comprou 4 bilhões de reais em obras para ganhar 200 milhões.

Atribuem ao ex-ministro da Fazenda na ditadura militar Delfim Neto (hoje acusado de receber propina na obra da usina de Belo Monte) a frase que no Brasil sai mais barato pagar a propina e não fazer a obra. Se essa receita fosse seguida pelos cariocas, Cabral teria embolsado 200 milhões e o governo do Rio economizaria três bilhões e oitocentos.

 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 17/11/2016 às 17h21 | waldemar@camboriu.com.br

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Governo Fabrício sem políticos II

Recebi este texto de uma leitora, servidora pública municipal e acho que é útil as pessoas lerem o que ela escreveu.

"Gestão Pública

Li no Página 3 online a respeito da postagem “Um governo Fabrício sem políticos”.

Concordo com o autor, e não tenho nada contra os políticos simplesmente por serem políticos. A política é legal e necessária. O meu contra é referente a políticos sem preparo, sem estudo, sem noção. Do tipo que não serviria pra nada, e aí se mete na política só pra faturar, pra se dar bem.

Lamentavelmente, vemos aos montes por aí, por aqui, pertinho de nós, todos os dias. Pior, pessoas sem escrúpulos, que nem se interessam em aprender, em fazer o certo, mas só em se beneficiar do erário público e beneficiar seus pares, seus comparsas.

E tem aqueles que se aproximam desses para sugar o máximo de vantagens, sem esforço, sem trabalho.

Ah! Sou muito contra o político se eleger para o Legislativo e ir para o Executivo. Acho isto um absurdo, um contrassenso, uma traição para com o eleitor.

Tenho a esperança de ver as coisas mudarem, de ver aqueles que se empenham, que estudam, que trabalham seriamente, que se comprometem com o serviço público, terem uma chance.

Um dia alguém me disse que quem gosta de política manda, e quem não gosta obedece. Uma frase que ficou na minha memória, não como um aprendizado positivo, mas como exemplo de como esse pensamento pode ser nocivo para a sociedade.

Os caras se metem na política para mandar, para serem obedecidos, para se colocarem no topo, por vaidade, sem se aterem aos princípios da gestão pública. Eles nem conhecem tais princípios. Cadê o compromisso com o bom serviço prestado à comunidade?

A Prefeitura de Balneário Camboriú, por exemplo, está repleta de bons profissionais efetivos, preparados, que estudaram, que se formaram nas mais variadas profissões. Gente até pós-graduada, que continua estudando, capacitada para fazer um excelente trabalho, com seriedade, com compromisso, que está apta a exercer os cargos estratégicos que toda boa administração pública necessita.

Mas essas pessoas estão cada vez mais desanimadas, obedecendo a aqueles sem formação, despreparados, sem noção nenhuma, que estão à frente de pastas importantes, ocupando cargos de diretoria, coordenação, que muitas vezes nada tem a ver com as atividades que exercem, ou que nem exercem atividade nenhuma.

Isso sem citar os tais processos seletivos que contratam pessoal todos os anos sem provas, sem nenhuma avaliação confiável, somente para beneficiar os conhecidos, igualmente despreparados.

Mas esse já é outro assunto.

Com a mudança de governo municipal, fica a esperança de que realmente as promessas de campanha sejam cumpridas, no sentido de reconhecer esses talentos dentro da própria casa, e passar a contar com esses profissionais para tocar o governo com competência e comprometimento.

Apostar no fazer diferente para fazer melhor. Exercer a gestão pública de verdade, para benefício da sociedade, como tem que ser. Tomara!

Haydée Assanti
Servidora pública
Economista e especialista em Gestão Pública" 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 10/11/2016 às 17h20 | waldemar@camboriu.com.br

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Um governo Fabrício sem políticos

Esse tipo de política é que o serviço público precisa

 

Postei no Facebook ontem que se eu fosse o Fabricio Oliveira não nomearia políticos para o governo.

O texto foi este: se eu fosse o Fabricio não nomearia nenhum político em seu governo. São tempos difíceis, de orçamento apertado e políticos costumam não ter compromisso com a austeridade e as boas práticas administrativas. O serviço que é possível fazer com um profissional os políticos preferem fazer com três afilhados desde que o dinheiro saia do nosso bolso e não do deles. Essa é minhas Novas Ideias deste domingo, um governo sem políticos.

Numa segunda postagem escrevi: a prática atual é o cara concorrer a vereador e se não se eleger exigir uma secretaria ou diretoria na prefeitura. Bolas, se o eleitor disse na urna que o cara não serve para representá-lo, seria correto o Fabricio ou outro prefeito nomear este mesmo cara para uma função no Executivo? Penso que não, defendo que não.

Mais de uma centena de pessoas apoiou, houve comentários favoráveis e alguns contrários, esses na maioria de políticos ou pessoas que foram nomeadas para cargos públicos devido a relacionamento com políticos.

Continuo achando que governos não precisam de políticos com o figurino tradicional, esse que as pessoas sentem nojo.

Precisamos de política na prefeitura sim, mas aquela adotada no mundo empresarial, a política de recursos humanos, a política de qualidade, a política de segurança no trabalho, a política da meritocracia...

Todas nós trabalhadores da área privada estamos acostumados a palavras e conceitos que nunca passaram de forma sistemática pela porta da prefeitura como missão, visão, compliance, ética, conduta...

Como disse inicialmente, se eu fosse o Fabricio não nomearia políticos para a prefeitura. São mais de 300 cargos comissionados, escolheria 30 ou 40 pessoas de confiança e todos os outros seriam de carreira.

Político que quisesse emprego comigo teria que passar por concurso público ou possuir notório saber, que fosse capaz de se empregar e ganhar na iniciativa privada salário mais alto do que na prefeitura.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 07/11/2016 às 10h17 | waldemar@camboriu.com.br

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De novo, Ibope errando

Ando cada vez mais ressabiado com pesquisas eleitorais, confio (um pouco) no Datafolha e definitivamente deixei de confiar no Ibope devido a erros grosseiros.

Voltou a ocorrer ontem e dos resultados que conferi os maiores erros foram em Belo Horizonte, Joinville e Florianópolis.

 
Local
Ibope
Resultado
 
Florianópolis
Gean 55% X Ângela 45%
50,26 x 49,74
Erro
Joinville
Udo 44% X Darci 42%
56 x 44
Erro
Rio
Crivella 57% X Freixo 43%
59 x 41
Acerto
Porto Alegre
Marchezan 56% X Melo 44%
60 x 39
Erro
Curitiba
Greca 51% X Ney 49%
53 x 47
Acerto
BHorizonte
Kalik 39% X Leite 36%
53 x 47
Erro
Recife
Geraldo 59% X João 41%
61 x 39
Acerto

 

 

 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 31/10/2016 às 08h32 | waldemar@camboriu.com.br

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Tese falsa para direção das escolas

Comprei como me venderam que em 12 de dezembro haverá a necessidade de promover eleições para diretoras das escolas do município porque isso está previsto em lei, a comunidade escolar deve ir às urnas um ano após a aprovação do Plano Municipal de Educação (PME).

Ocorre que a tese É FALSA, não é isso está escrito na lei, propagaram uma versão para trouxas e eu quase embarquei nela.

O PME diz que no prazo de um ano o município precisa garantir em lei específica condições para a gestão democrática das escolas. Só isso, não fixa data para eleição e sim que exista uma lei que garante esta eleição.

E também não estabelece penalidades se essa lei não existir.

Me disseram que toda essa pressão para votar em 12 de dezembro é feita por vereadores que comandaram as indicações políticas das diretoras de escolas no governo Piriquito, dentre eles Nilson Probst.

Não sei se é verdade ou mentira e não me interessa qualquer coisa que envolva esse cidadão, mas é inegavelmente suspeita a pressa em realizar uma eleição que favorece sim as atuais diretoras, diga-se de passagem indicadas por um grupo político que perdeu a eleição municipal.

O Plano Municipal de Educação (PME, Lei 3862/2015) e os trechos que mostram ser falsa a tese de que as eleições precisam ser realizadas em dezembro podem ser acessados neste link.

Os referidos trechos são estes:

Lei 3862/2015

Art. 14. O Município, no prazo de um ano após a aprovação desta lei, deverá garantir em legislação específica, condições para a efetivação da gestão democrática da educação pública.

Meta 19: Garantir em legislação específica, aprovadas no âmbito do Estado e dos Municípios, condições para a efetivação da gestão democrática, na educação básica e superior públicas que evidencie o compromisso com o acesso, a permanência e o êxito na aprendizagem do estudante do Sistema Estadual e Municipal de Ensino, no prazo de 1 (um) ano após a aprovação deste Plano.
 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 27/10/2016 às 14h08 | waldemar@camboriu.com.br

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