Jornal Página 3
Coluna
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

Os números de Pavan e Neiva

Ontem o secretário estadual do turismo Leonel Pavan assinou um cheque que R$ 4,5 milhões para Itajaí sediar a Volvo Ocean Race/2018.

Para justificar esse maravilhoso investimento o secretário de turismo de Itajaí, Evandro Neiva, alegou ao jornal Diário do Litoral que o evento gera R$ 7,2 milhões de arrecadação de ICMS; deixa R$ 82 milhões na economia nacional e gerou 2.108 empregos diretos.

De onde o seu Neiva tirou o retorno econômico e o associou à Volvo Ocean Race não sei, mas fui conferir no Ministério do Trabalho os tais 2.108 empregos gerados e deu o seguinte calendário:

Dia da chegada dos barcos: 5 de abril de 2015.

Empregos gerados de março a maio: 43

Empregos gerados de março a junho: 234

Empregos gerados de janeiro a dezembro: menos 2.367

Então, como podemos ver, magicamente menos 2.367 se transformam em mais 2.108.   

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 09/02/2017 às 09h31 | waldemar@camboriu.com.br

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Paraíso dos burros

O Facebook é o paraíso dos burros e quando a burrice vem embalada em sentimentos xenófobos ela se acentua.

Dias atrás a revista Exame e neste final de semana a Folha de São Paulo noticiaram que muitas praias do litoral brasileiro estão ruins para banho, dentre elas Balneário Camboriú.

É a mais absoluta verdade.

E verdade agravada pelo fato que asnos retiram as placas indicativas dos pontos poluídos, portanto as pessoas não têm como saber qual local específico deve ser evitado.

Diante disso, quem tem bom senso evita a praia toda.

Numa das asneiras postadas sobre a notícia a pessoa diz que se os paulistas não estão satisfeitos que fiquem por São Paulo mesmo.

O problema, para nós, é que os paulistas podem vir para cá e escolher outra praia já que o destaque negativo, na parte que nos toca, é Balneário e não todo o litoral catarinense.

Arrancar placa não adianta, as pessoas se informam por smartphones, guias online, boca a boca no consultório do dermatologista.

O primeiro requisito para resolver um problema é admitir que ele existe, fora disso não tem salvação.

A notícia da Folha, que um Comentarista de Facebook chamou de “jornaleco”, é impecável. Sobre Santos, por exemplo, mostra que todas as praias estão poluídas.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 06/02/2017 às 11h38 | waldemar@camboriu.com.br

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A raiva contra Edson Kratz

O secretário do Planejamento, Edson Kratz, uma vítima constante de ataques por parte das mesmas pessoas em redes sociais, voltou a ser atacado hoje por empilhar, como medida educativa, uma montanha de lixo retirado do rio das Ostras.

O rio das Ostras sofre com o desrespeito de pequena parcela da população e por causa dela todos temos que pagar demoradas e dispendiosas operações de limpeza.

O objetivo de Kratz, declarado nas rádios por seu braço direito, João Miguel Tatá, ao expor o lixo próximo ao local onde foi recolhido é mostrar que quem polui os rios da cidade são os próprios moradores.

Na minha opinião cometeu só um erro: deveria ter posto uma faixa com uma mensagem educativa do tipo "Não seja porco, respeite sua família, seus vizinhos, sua cidade."

Ele usou uma técnica de comunicação direta, tentando chocar a sociedade, que é fartamente utilizada em campanhas pró-cidadania.

Penso que há questionamentos políticos contra Kratz porque desgastar um dos secretários mais ativos do novo governo municipal favorece a quem quer ver Fabricio Oliveira fracassar.

As críticas partem também de integrantes do governo Edson Piriquito e de desafetos que surgiram durante a indicação de nomes para o secretariado.

Um ou outro, penso eu, poderia ser comprado com um carguinho na máquina pública, tem gente que só vive disso.

Se Kratz se omitisse e não limpasse o rio das Ostras as críticas seriam razoáveis, mas da forma como estão colocadas são claramente uma campanha de difamação.

Ele sofreu pesados ataques também no último domingo quando equipes da Secretaria de Obras lavaram e limparam o entorno do túnel da Quarta Avenida.

Um dos críticos disse que é um trabalho inútil, desnecessário. Como alguém pode achar inútil limpar a cidade?

Penso que não é de se afastar a hipótese que parte dessa campanha tenha origem em grupos que assaltaram o município no último governo, atuantes na Secretaria de Obras que Kratz acumula com o planejamento.

Esse pessoal foi desmantelado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) em setembro de 2014, mas com certeza gostariam de continuar roubando e com Kratz e Tatá isso não será possível.

Algumas fotos para ilustrar nossa conversa, minhas nove leitoras:

 

 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 31/01/2017 às 18h04 | waldemar@camboriu.com.br

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Era estranho e a PF foi conferir

Eduardo Campos, o homem santo e o avião sem dono. 

Escrevi algumas vezes que no Brasil existem coisas tão estranhas que um candidato a presidente da República morre num acidente aéreo e ninguém sabe dizer quem é o dono do aparelho.

Isso num país onde até pequenas motocicletas precisam ser licenciadas anualmente.

Não fui só eu quem achou estranho, a Polícia Federal também ficou curiosa e botou na rua hoje, em Pernambuco, a Operação Vortex.

Diz o noticiário do Estadão:

"Ao investigar mais a fundo a empresa remetente dos recursos (para pagar o avião sem dono), verificou-se que ela possui contratos milionários com o governo do Estado e que suas doações a campanhas políticas aumentaram de forma exponencial ao longo dos últimos anos, notadamente para o partido e candidatos apoiados pelo ex-governador do estado, Eduardo Campos, diz a nota divulgada pela PF".

Quer dizer então, minhas nove leitoras, que aquele santo homem, o Eduardo Campos, não era tão santo assim.

Na verdade era mais um larápio, não é mesmo?

A Marina Silva, sua vice na ocasião, que se considera a última reserva moral do país deve estar surpresa. Ou será que não está?

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 31/01/2017 às 11h03 | waldemar@camboriu.com.br

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Gestão Probst precisa ser investigada

 


No dia 21/07/2016 a Câmara de Vereadores, então comandada por Nilson Probst, comprou R$ 46.789,20 em serviços postais usando a seguinte alegação:

“REFERENTE AQUISIÇÃO DE SELOS 1° PORTE COMERCIAL, SELOS CARTA COMERCIAL 1° PORTE COMERCIAL COM AR, CONFORME TABELA EM VIGÊNCIA, VALOR ESTIMADO PARA PERÍODO DE 1 (UM) ANO, PARA USO DA CÂMARA DE VEREADORES DE BALNEÁRIO CAMBORIÚ – SC”.

Comprou em julho para usar durante um ano e pagou tudo dois meses depois, no dia 19/09/2016.

Comprou com aumento, as tarifas dos Correios foram reajustadas em 10,64% no dia 20 de junho.

Nas empresas privadas não conheço gente suficientemente estúpida para comprar selos para 12 meses e pagar integralmente com 10 meses de antecedência. Selo se compra no dia, na semana, no mês... nunca para um ano.

O problema maior e por isso mesmo o negócio precisa ser investigado é que a Câmara não gasta 49 mil com selos em um ano.

Na verdade não gasta a metade disso, então como explicar esse negócio?

As despesas anuais, antes da compra suspeita na gestão Nllson Probst, foram as seguintes:

2013 - R$ 15.617,06

2014 - R$ 17.730,09 + 49,03

2015 – 19,491,56

2016 - R$ 46.789,20

É isso, investiguem senhores vereadores.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 24/01/2017 às 09h21 | waldemar@camboriu.com.br

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Piruka, Bola e a demagogia populista

Nos últimos três anos, entre 2013 e 2016, os professores da prefeitura tiveram entre 69% e 43% de reajuste salarial, sem incluir o triênio.

No mesmo período o reajuste de quem paga os salários dos professores, nós, o povo, foi 38%.

Com o triênio o salário dos professores aumentou entre 86% e 58%.

Os comerciários tiveram reajuste de 25%; os empregados da construção civil 32% e os da hotelaria e restaurantes 34%.

Os professores ganharam reajustes que totalizam até o dobro do que nós que lhes pagamos os salários.

Em 2013, apenas 57% das séries finais nas escolas municipais atingiram as metas educacionais. Em 2015 esse descalabro aumentou, apenas 23% das séries finais das escolas do município atingiram a meta.

Isso quer dizer que 77% dos alunos examinados não aprenderam o necessário de português e matemática.

Enquanto isso os vereadores Bola Pereira e Leonardo Piruka fazem demagogia populista afirmando que os professores não tiveram reajuste adequado.

Tiveram sim, aquele definido na lei nacional, a do Fundeb, que nos últimos cinco anos os beneficiou. Quem teve reajuste menor (a faixa 1) ganhou mais do que nós que somos balizados pela inflação oficial, o Salário Mínimo etc.

Todas as outras faixas do magistério foram beneficiadas pela Lei Complementar municipal 12/2015 e ganharam reajuste MUITO ACIMA do restante do funcionalismo e da população.

Vocês, Bola e Piruka, em nome da politicagem, não têm o direito de enganar a opinião pública.

Façam uma discussão clara, honesta das vantagens salariais crescentes e dos resultados educacionais decrescentes.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 19/01/2017 às 09h26 | waldemar@camboriu.com.br

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