Jornal Página 3
Coluna
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

Sertanejos só no inverno

Os recém defenestrados administradores de Balneário Camboriú tinham o bizarro hábito de promover shows sertanejos em pleno Carnaval.

Tenho certeza que a cidade não ganhou um único turista a mais devido a apresentações de Daniel ou Fernando e Sorocaba.

Quem mora nas cidades vizinhas e gosta vem, assiste e vai embora. Não creio que alguém saia de Curitiba ou Ascurra só para ver um show deste tipo.

Até porque são atrações que se apresentam também naquelas cidades.

O Carnaval de rua, com blocos e bandinhas, organizado e seguro, é um extraordinário fator de atração de turistas.

Quando passa o Mexe-Mexe ou o caminhão do Beto Teixeira o povo vai atrás. Falta é mais.

Temos casas noturnas especializadas em sertanejo, elas que promovam esses shows.

Que nem são ruins, meu Spotify está cheio das bregas, mas deixa para julho ou agosto, Carnaval é outra história.

Não existe uma única cidade no Brasil que tenha ficado famosa por promover shows sertanejos, mas há várias que se destacam devido ao seu Carnaval de rua. 

 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 09/01/2017 às 16h02 | waldemar@camboriu.com.br

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Vozes do além

Recebi em meu celular, possivelmente por engano, essas postagens que parecem ter sido feitas por alguém fora do seu estado normal.

O telefone de origem foi o 99260015 que não sei a quem pertence.

A parte que achei mais engraçada foi quando o sujeito diz que fez tudo com muita dignidade.

Vejam, minhas nove leitoras:

Não me culpe pela Incompetência do teu governo

Seja justo

Volte em 2009 e veja como estava a ERAB, ETA e ETE

Compare com hoje

Tem que saber trabalhar pra não deixar o sistema colapsar

Tem praticar e não somente falar

Aplique as novas ideias

A cidade está suja, me parece sem comando geral

Assuma a cidade e resolva os problemas

Não procure culpados

Arranje soluções

É o teu governo cara

Chama o grupo dos 12

Nem a Prima vcs conseguiram arrumar pra hj

Agora vai deixar faltar água com água sobrando

Incompententes

Faz um aplicativo

Utiliza as novas ideias

Quais são elas ?????

Praia*

Incompetentes*

Eu conheço o sistema todo

Da captação, do tratamento ao fornecimento

Vivi intensamente a administração e a cidade

Sei como peguei e sei como entreguei

Aliás, com muita dignidade

 

O sujeito também anexou duas fotos, a mostrada acima e essa:
 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 06/01/2017 às 15h44 | waldemar@camboriu.com.br

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O Fabrício pode contar comigo

Não se assanhem rapazes porque ao criticar o prefeito Fabrício Oliveira, como fiz ontem à noite, estou usando a mesma régua que usei com o meu amigo Rubens Spernau e com o meu inimigo Edson Piriquito.

O Fabrício está iniciando seu governo, pegou uma prefeitura esbagaçada por uma gestão corrupta e incompetente e enfrentará problemas, terá erros e acertos.

Até onde sei Fabrício nomeou três ou quatro pessoas que desaprovo e isso é uma insignificância comparado com governos repletos de gente suspeita e desqualificada como esse que tivemos na cidade até uma semana atrás.

O Fabrício é vidraça e jornalistas são pedra, a relação é essa, às claras, sem acertos safados.

Se o Piriquito tivesse jornalistas que desde o início lhe dessem pedradas em vez de pedir empregos e patrocínios a história do seu governo poderia ter sido outra.

Não faltava e não falta gente insuspeita para servir na prefeitura.

O próprio Piriquito, após o fatídico 16 de setembro em que o Gaeco dedetizou a prefeitura, conseguiu recuperar a moralidade em alguns setores. Nomeou Paulo Milton para a administração; deu maiores poderes a Jade Martins, colocou Mário Teixeira no ninho de ratos chamado departamento de compras...

E passou a prestar atenção, muita atenção, ao que aconselhava o Procurador-geral Marcelo Freitas com quem, em silêncio, troquei muitas vezes ideias e acho que ajudei a desarmar certas arapucas.

Hoje o Aderbal Machado publicou que eu sou “fogo amigo” ao criticar o Fabrício.

Pena que o Aderbal, assessor da Emasa no governo Piriquito, não tenha sido fogo amigo, alertado o prefeito que lhe deu emprego para o que ocorria naquela casa de tolerância, por exemplo fraude em licitações.

O Fabrício pode contar comigo sempre, ter a mais absoluta certeza que todas as vezes que eu achar que tem algo errado vou noticiar e reclamar publicamente.

Deixando clara minha queixa: independente da competência técnica ou idoneidade moral sou contra a contratação para a Emasa de funcionários ou ex-funcionários de empresas que prestam ou prestaram serviços àquela autarquia.

Em especial empresas envolvidas ou supostamente envolvidas em coisas erradas.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 05/01/2017 às 11h02 | waldemar@camboriu.com.br

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É grave a situação

A foto da jornalista Renata Rutes, batida hoje próximo ao meio dia, no centro da cidade, ajuda a explicar nossa decadência turística. 

O Página 3 noticiou hoje que Balneário Camboriú encolheu seu turismo em 22,5% nos últimos cinco anos, segundo dados da secretaria municipal de turismo.

Houve dois questionamentos principais por parte de leitores: 1) o jornal está fazendo política para prejudicar o ex-prefeito Edson Piriquito e 2) usar a quantidade de lixo gerada para estimar a quantidade de pessoas não é correto.

Sobre o ex-prefeito, é necessário que quem comentou saiba que todos os números dessas pesquisas foram coletados durante aquele governo e não no novo, que começou há quatro dias.

Sobre o lixo para estimar quantidade de pessoas, é uma “régua” habitual, assim como consumo de água e energia elétrica.

No caso presente nem interessa se a “régua” está certa ou errada porque ela foi usada em todos os anos pesquisados, portanto seus eventuais desvios podem alterar a quantidade, mas não os percentuais.

Sou dos que acreditam que esta régua está errada, que geramos muito mais lixo por pessoa do que as 750g estimadas pela secretaria municipal de turismo e se eu estiver certo a quantidade de turistas é menor (e até muito menor) do que a da planilha.

No entanto, a discussão sem foco proposta por esses leitores não pode nublar o mais relevante: estamos nos ferrando como destino turístico.

O quadro abaixo, disponível no acervo estatístico do Ministério do Turismo, mostra os turistas argentinos que vieram ao Brasil nos anos de 2004 a 2010.

É fácil observar que em 2004 tínhamos 14,4% de participação e em 2010 já havíamos caído para 7,9%.

 

Depois disso ocorre a tragédia mostrada no quadro abaixo que também está disponível no Mtur.

 

 

 

Este quadro mostra Balneário Camboriú despencando, Florianópolis estabilizada, disparada na liderança estadual e Bombinhas dobrando sua participação -apesar de faltar água e esgoto naquela bela cidade.

Isso é real, o resto é conversa inútil.

A guerra não está perdida, inauguraremos em breve um grande centro de eventos e entraremos no mercado de Cruzeiros na próxima temporada, mas é preciso que as lideranças da comunidade encarem o problema de frente, estamos decadentes, continuamente decadentes.

E essa decadência pode queimar essas novas e talvez últimas oportunidades de nos reinventarmos como destino turístico.

Os motivos são vários, por exemplo a insegurança. Se temos medo que nossos filhos andem nas ruas, como imaginar que os turistas se sintam confortáveis e seguros?

Como acreditar que esses visitantes se sentirão à vontade andando por ruas que cheiram a urina; entrando num mar poluído onde boiam objetos estranhos?

A questão não é política é de sobrevivência da cidade. Ficarmos nos enganando não resolve porque os doentes com diagnóstico mal feito correm mais risco de morrer.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 04/01/2017 às 16h05 | waldemar@camboriu.com.br

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Problema na praia central

Passei hoje por volta das 6h30 na praia central e mais próximo à Tamandaré grupos com figuras variadas continuavam de festa e festa.

O problema não é a festa e sim a sujeira que vão deixando, com garrafas e copos vazios espalhados pela areia e calçada.

Naquela altura a limpeza pública já passou, portanto um importante trecho da praia ficou sujo.

A rapaziada vai embora e a sujeira fica.

Não é justo exigir que a prefeitura se subordine ao horário em que os gambás resolvam terminar sua festa.

Não sei como resolver, afinal jovens querem ver o sol nascer e encher a cara... quem foi jovem sabe disso.

Talvez apelar para que não sejam tão porcos ou, talvez, ir com a Guarda Municipal e exigir que quem sujou limpe.
 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 03/01/2017 às 09h27 | waldemar@camboriu.com.br

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A Câmara de consenso

Na foto de Pepa Gonçalves, os novos vereadores com o prefeito e o vice.

Nenhum dos sete partidos que compõem a Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú tinha maioria para eleger pelas próprias forças o novo presidente.

A conta é essa: 19 votos no total; PMDB tem 5 votos; PSB tem 4 votos; PP tem 3 votos; PR tem 3 votos; PSDB tem 2 votos; PPS tem 1 voto e PDT tem 1 voto.

A base de apoio do governo tinha no máximo 8 votos (4 do PSB, 3 do PR e 1 do PDT). E poderia ficar com sete porque a vereadora Juliethe Nitz ameaçou até a última hora trocar de lado.

A oposição peemedebista, fragmentada depois do rompimento com o PP, também não tinha os 10 votos necessários para presidir a Câmara, precisava compor e de preferência com PSB e PR.

Foi isso que aconteceu, os demais vieram a reboque exceto o PP que tentou, mas não conseguiu negociar uma aliança que lhe garantisse a vice-presidência. Por causa disso ficou com um cargo quase decorativo, a segunda secretaria.

O primeiro nome a emergir dessa aliança foi o peemedebista Arlindo Cruz que acabou não emplacando e teve a grandeza de, mesmo preterido, apoiar o outro candidato, Roberto Jr. que acabou eleito.

Lendo é rápido, mas esses personagens ficaram horas e horas em reuniões nos últimos dias porque é difícil contentar a maioria. Todos, com justa razão, se sentem no direto de pleitear uma cargo na mesa.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 02/01/2017 às 14h24 | waldemar@camboriu.com.br

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