Jornal Página 3
Coluna
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

Agosto e os + de 300 picaretas

Não vou repetir aqui que agosto é um mês tétrico para o mundo em geral e para a política brasileira em particular, todos sabemos.

Desde a última vez que elaborei a listinha de coisas ruins ocorridas em agosto, só faltou o afastamento da Dilma, dia 31.

Nem um ano depois de Dilma nos deparamos com outra possibilidade de cassação, a do Temer.

Nessa, os efeitos nefastos começaram bem antes.

Se é verdade o que dizia o Lula (“No Congresso há uma maioria de 300 picaretas que defendem apenas seus próprios interesses”) quanto não estão custando à nação os votos para absolver Temer dentro de alguns dias?

O presidente vem promovendo um festival de arranjos para salvar o próprio pescoço e acertos em Brasília, invariavelmente, envolvem verbas públicas.

Considerando o padrão ético dos nossos representantes é de se imaginar que essas verbas não sejam aplicadas no melhor interesse público.

Dia desses um amigo, político, me comentou que na próxima eleição, com a proibição do financiamento empresarial às campanhas políticas, os deputados e senadores dependem do cofre público para se reeleger.

E, claro, chantagear o Temer obtendo verbas para suas bases eleitorais é uma das formas de ação dos “300 picaretas”.

Nesse assunto só discordo do Lula num ponto: penso que são mais de 300, muito mais.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 31/07/2017 às 11h02 | waldemar@camboriu.com.br

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Parabéns para nós!

Dia desses fui visitar um amigo em Pinhal, praia no litoral gaúcho com apenas 12.500 moradores. Levei meu neto e um amigo dele para pegarmos três dias de frio e chuva.

Não conheço nada mais desolador do que o litoral gaúcho no inverno. É uma linha de praia praticamente sem vegetação ou morros que vai de Tramandaí (a cidade mais populosa da região, com metade da população de Balneário) e segue por 500km de “deserto” até o Uruguai.

Passados dois dias enfurnados na casa do meu amigo, com a chuva batendo lá fora, resolvemos vir embora. Quando chegamos na PRF de Itapema, com aquela vista maravilhosa, meu neto comentou: “Vovô vivemos no paraíso”.

Sim, paraíso, isso que é este trecho do litoral catarinense entre Florianópolis e Barra Velha. Além de toda beleza natural, o clima é privilegiado, com raros extremos de calor e frio.

Moro em Balneário Camboriú por opção. Quando saímos do Rio poderíamos ter ido para uma das várias cidades onde a empresa que eu trabalhava tinha filiais e escolhemos aqui.

Passados 30 anos dou graças a Deus todos os dias por ter escolhido certo.

No dia a dia do jornalismo e do exercício da cidadania eu reclamo, critico as autoridades, aponto deficiências, mas a verdade, como disse meu neto Davi, é que vivemos no paraíso.

Balneário foi onde criei minhas filhas e onde nasceram meus cinco netos. Provavelmente aqui nascerão meus bisnetos. Às vezes me incomoda um certo bairrismo dos antigos nativos, mas é coisa que passa logo.

Até porque a maioria não liga para isso. Dos 14 prefeitos que tivemos apenas um, Edson Piriquito, nasceu aqui. O Aldo Novaes, creio, nasceu em Camboriú, portanto também aqui. Acredito que a maioria das pessoas com quem convivo veio de fora, somos uma cidade cosmopolita.

Balneário atrai. Primeiro veio minha tia Regina; depois meu irmão Paulinho; em seguida meus pais; nós; minha cunhada, minha sogra e o sogro; minha irmã...

Como jornalista assisti e relatei parte da história da cidade nos últimos 26 anos. O Página 3 é o jornal mais antigo de Balneário, estamos começando agora nosso 27º ano de circulação.

O começo foi contra a descrença geral, jornais por aqui duravam pouco, no mais das vezes para promover uma candidatura política ou apoiar um prefeito.

Às vezes fomos abrindo caminho aos tapas porque todos gostam de imprensa livre desde que essa liberdade não toque nos seus calos.

Quando pensei que depois de tanto tempo poderia descansar um pouco a internet causou uma revolução na imprensa e colocou novos desafios.

O jornalismo agora é online e isso exige rapidez. Ficamos lutando contra a pressa e a necessidade da precisão, não informar errado.

O Página 3 Online passou a ser o primeiro veículo da imprensa local a dar as principais notícias sobre Balneário Camboriú. Continuamos produzindo “furos jornalísticos” porque uma extensa rede de contatos e fontes jornalísticas garante essa liderança.

Compramos de agências de São Paulo o noticiário nacional de forma que também publicamos na noite anterior o que será manchete nos jornais impressos no dia seguinte.

Nessa edição (jornal Página 3 edição de julho) descrevemos o projeto Balneário Camboriú 2030, um planejamento da cidade para os próximos 13 anos. Podem crer minhas nove leitoras, 13 anos passam rápido.

O Página 3 agora é 2x13, mais de um quarto de século de vida e com certeza em 2030 estaremos circulando. E eu estarei escrevendo.

Temos uma equipe jovem forjada dentro do jornal, gente que teve seu primeiro emprego para valer aqui e continua conosco ao longo dos anos.

Vejo amigos se queixarem que seus funcionários não vestem a camisa da empresa. Aqui às vezes tenho que brigar porque vestem demais, ficam cobrando e exigindo aperfeiçoamentos no produto jornalístico, como se eu tivesse a idade delas -que é metade da minha. Digo “delas” porque a maioria no Página 3 Online é mulher. São quatro “contra” mim.

Penso que quando a cidade faz aniversário todos que moramos aqui estamos de parabéns, então parabéns para nós!

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 26/07/2017 às 14h47 | waldemar@camboriu.com.br

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Não abastecer

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 24/07/2017 às 18h27 | waldemar@camboriu.com.br

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Cumpram e fiscalizem a lei

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 17/07/2017 às 11h09 | waldemar@camboriu.com.br

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Associações confusas

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 14/07/2017 às 13h34 | waldemar@camboriu.com.br

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A guerra dos blocos

 

Cinco dias atrás o Página 3 noticiou que o edifício Yachthouse Residence Club, da construtora Pasqualotto & GT, tem o maior bloco de concreto do Brasil o que gerou reações da Construtora FG alegando ser dela, no edificio Infinity Coast, este recorde.

A alegação da FG é que o bloco do Yachthouse foi executado em duas etapas, por isso não seria um bloco único.

O bloco tem função estrutural e em obras desse porte consome enorme quantidade de recursos. O concreto consumido, por exemplo, no Infinity Coast, segundo publicação da FG, seria suficiente para erguer um prédio de 30 pavimentos.

Na verdade o bloco do Yachthouse é maior. Foi concretada uma parte do bloco e deixadas as esperas (os ferros horizontais que aparecem na foto) para a segunda concretagem, integrando tudo numa peça única.

Se o argumento que concretagens diferentes não podem integrar a mesma peça fosse válido, os maiores edifícios da cidade teriam apenas um pavimento já que cada laje é concretada em separado.

A disputa é supérflua, ambas as obras são impressionantes desafios de engenharia como pode ser visto no quadro abaixo.

É comum na indústria da construção civil a disputa por recordes, faz parte do "marketing" do negócio. 

 
Yachthouse
Infinity Coast
Concreto consumido no bloco de concreto
8.803m3
5.300 m3
Pavimentos previstos
81
66

  
 

 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 12/07/2017 às 11h21 | waldemar@camboriu.com.br

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