Jornal Página 3
Coluna
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

O Fabrício pode contar comigo

Não se assanhem rapazes porque ao criticar o prefeito Fabrício Oliveira, como fiz ontem à noite, estou usando a mesma régua que usei com o meu amigo Rubens Spernau e com o meu inimigo Edson Piriquito.

O Fabrício está iniciando seu governo, pegou uma prefeitura esbagaçada por uma gestão corrupta e incompetente e enfrentará problemas, terá erros e acertos.

Até onde sei Fabrício nomeou três ou quatro pessoas que desaprovo e isso é uma insignificância comparado com governos repletos de gente suspeita e desqualificada como esse que tivemos na cidade até uma semana atrás.

O Fabrício é vidraça e jornalistas são pedra, a relação é essa, às claras, sem acertos safados.

Se o Piriquito tivesse jornalistas que desde o início lhe dessem pedradas em vez de pedir empregos e patrocínios a história do seu governo poderia ter sido outra.

Não faltava e não falta gente insuspeita para servir na prefeitura.

O próprio Piriquito, após o fatídico 16 de setembro em que o Gaeco dedetizou a prefeitura, conseguiu recuperar a moralidade em alguns setores. Nomeou Paulo Milton para a administração; deu maiores poderes a Jade Martins, colocou Mário Teixeira no ninho de ratos chamado departamento de compras...

E passou a prestar atenção, muita atenção, ao que aconselhava o Procurador-geral Marcelo Freitas com quem, em silêncio, troquei muitas vezes ideias e acho que ajudei a desarmar certas arapucas.

Hoje o Aderbal Machado publicou que eu sou “fogo amigo” ao criticar o Fabrício.

Pena que o Aderbal, assessor da Emasa no governo Piriquito, não tenha sido fogo amigo, alertado o prefeito que lhe deu emprego para o que ocorria naquela casa de tolerância, por exemplo fraude em licitações.

O Fabrício pode contar comigo sempre, ter a mais absoluta certeza que todas as vezes que eu achar que tem algo errado vou noticiar e reclamar publicamente.

Deixando clara minha queixa: independente da competência técnica ou idoneidade moral sou contra a contratação para a Emasa de funcionários ou ex-funcionários de empresas que prestam ou prestaram serviços àquela autarquia.

Em especial empresas envolvidas ou supostamente envolvidas em coisas erradas.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 05/01/2017 às 11h02 | waldemar@camboriu.com.br

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É grave a situação

A foto da jornalista Renata Rutes, batida hoje próximo ao meio dia, no centro da cidade, ajuda a explicar nossa decadência turística. 

O Página 3 noticiou hoje que Balneário Camboriú encolheu seu turismo em 22,5% nos últimos cinco anos, segundo dados da secretaria municipal de turismo.

Houve dois questionamentos principais por parte de leitores: 1) o jornal está fazendo política para prejudicar o ex-prefeito Edson Piriquito e 2) usar a quantidade de lixo gerada para estimar a quantidade de pessoas não é correto.

Sobre o ex-prefeito, é necessário que quem comentou saiba que todos os números dessas pesquisas foram coletados durante aquele governo e não no novo, que começou há quatro dias.

Sobre o lixo para estimar quantidade de pessoas, é uma “régua” habitual, assim como consumo de água e energia elétrica.

No caso presente nem interessa se a “régua” está certa ou errada porque ela foi usada em todos os anos pesquisados, portanto seus eventuais desvios podem alterar a quantidade, mas não os percentuais.

Sou dos que acreditam que esta régua está errada, que geramos muito mais lixo por pessoa do que as 750g estimadas pela secretaria municipal de turismo e se eu estiver certo a quantidade de turistas é menor (e até muito menor) do que a da planilha.

No entanto, a discussão sem foco proposta por esses leitores não pode nublar o mais relevante: estamos nos ferrando como destino turístico.

O quadro abaixo, disponível no acervo estatístico do Ministério do Turismo, mostra os turistas argentinos que vieram ao Brasil nos anos de 2004 a 2010.

É fácil observar que em 2004 tínhamos 14,4% de participação e em 2010 já havíamos caído para 7,9%.

 

Depois disso ocorre a tragédia mostrada no quadro abaixo que também está disponível no Mtur.

 

 

 

Este quadro mostra Balneário Camboriú despencando, Florianópolis estabilizada, disparada na liderança estadual e Bombinhas dobrando sua participação -apesar de faltar água e esgoto naquela bela cidade.

Isso é real, o resto é conversa inútil.

A guerra não está perdida, inauguraremos em breve um grande centro de eventos e entraremos no mercado de Cruzeiros na próxima temporada, mas é preciso que as lideranças da comunidade encarem o problema de frente, estamos decadentes, continuamente decadentes.

E essa decadência pode queimar essas novas e talvez últimas oportunidades de nos reinventarmos como destino turístico.

Os motivos são vários, por exemplo a insegurança. Se temos medo que nossos filhos andem nas ruas, como imaginar que os turistas se sintam confortáveis e seguros?

Como acreditar que esses visitantes se sentirão à vontade andando por ruas que cheiram a urina; entrando num mar poluído onde boiam objetos estranhos?

A questão não é política é de sobrevivência da cidade. Ficarmos nos enganando não resolve porque os doentes com diagnóstico mal feito correm mais risco de morrer.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 04/01/2017 às 16h05 | waldemar@camboriu.com.br

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Problema na praia central

Passei hoje por volta das 6h30 na praia central e mais próximo à Tamandaré grupos com figuras variadas continuavam de festa e festa.

O problema não é a festa e sim a sujeira que vão deixando, com garrafas e copos vazios espalhados pela areia e calçada.

Naquela altura a limpeza pública já passou, portanto um importante trecho da praia ficou sujo.

A rapaziada vai embora e a sujeira fica.

Não é justo exigir que a prefeitura se subordine ao horário em que os gambás resolvam terminar sua festa.

Não sei como resolver, afinal jovens querem ver o sol nascer e encher a cara... quem foi jovem sabe disso.

Talvez apelar para que não sejam tão porcos ou, talvez, ir com a Guarda Municipal e exigir que quem sujou limpe.
 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 03/01/2017 às 09h27 | waldemar@camboriu.com.br

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A Câmara de consenso

Na foto de Pepa Gonçalves, os novos vereadores com o prefeito e o vice.

Nenhum dos sete partidos que compõem a Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú tinha maioria para eleger pelas próprias forças o novo presidente.

A conta é essa: 19 votos no total; PMDB tem 5 votos; PSB tem 4 votos; PP tem 3 votos; PR tem 3 votos; PSDB tem 2 votos; PPS tem 1 voto e PDT tem 1 voto.

A base de apoio do governo tinha no máximo 8 votos (4 do PSB, 3 do PR e 1 do PDT). E poderia ficar com sete porque a vereadora Juliethe Nitz ameaçou até a última hora trocar de lado.

A oposição peemedebista, fragmentada depois do rompimento com o PP, também não tinha os 10 votos necessários para presidir a Câmara, precisava compor e de preferência com PSB e PR.

Foi isso que aconteceu, os demais vieram a reboque exceto o PP que tentou, mas não conseguiu negociar uma aliança que lhe garantisse a vice-presidência. Por causa disso ficou com um cargo quase decorativo, a segunda secretaria.

O primeiro nome a emergir dessa aliança foi o peemedebista Arlindo Cruz que acabou não emplacando e teve a grandeza de, mesmo preterido, apoiar o outro candidato, Roberto Jr. que acabou eleito.

Lendo é rápido, mas esses personagens ficaram horas e horas em reuniões nos últimos dias porque é difícil contentar a maioria. Todos, com justa razão, se sentem no direto de pleitear uma cargo na mesa.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 02/01/2017 às 14h24 | waldemar@camboriu.com.br

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Piruka age tipo boneco-biruta

Há algumas semanas o vereador Piruka (PP) resolveu falar balançando os braços teatralmente, tipo esses bonecos-birutas que ficam em frente a pontos comerciais.

Ele pensa que está num palco, corre o risco da mosca azul estragar o rapaz.

Ontem ele voltou a fazer isso, nos bastidores da sessão que elegeu a nova mesa diretora da Câmara.

Reclamava que todos ali, exceto ele, naturalmente, estavam sob o comando do novo prefeito.

Falta ao Piruka leitura correta da realidade. Todos ali estavam sob o comando das forças políticas; um bloco de 8 do governo eleito; um bloco de 5 do PMDB etc.

Seu partido, o PP, tem apenas 3 votos, perdeu a eleição para a prefeitura.

O nome disso é política, processo democrático.

Enquanto Piruka bancava o boneco de vento seu colega de partido, Marcelo Achutti, mais ligeiro, tentava negociar a entrada do PP na composição da mesa, ficando ele como vice-presidente ...

No final o PP –que até pouco tempo atrás era comandado pelo Edson Piriquito, lembra Piruka?)- ficou com a segunda secretaria, pelo critério de proporcionalidade.

Na saída eu disse ao Meirinho (do PP) que considerava ele uma pessoa adequada para presidir a Câmara. E continuo considerando.

Ao Piruka, penso eu, falta a substância que tiveram outros oposicionistas históricos no Legislativo: Leonel Pavan que mostrava ao povo que a elite oprimia; Aristo Manoel Pereira e Claudir Maciel com seu conhecimento dos trâmites; o messianismo de Edson Piriquito ou o conhecimento acadêmico de Marisa Fernandes.

Piruka, por enquanto, só balança os braços e isso não basta.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 02/01/2017 às 09h18 | waldemar@camboriu.com.br

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Índio não é bobo

Sem sinal
O chefe da Varitus, empresa do setor de notas fiscais eletrônicas escreveu artigo mostrando que a falta de internet obriga produtores rurais a emitirem 8,5 milhões de notas fiscais em papel e isso custa R$ 3,5 milhões.

Sem sinal 2
Quem tem recursos tecnológicos à mão nem se dá conta de como é complicado para quem não tem.

Sem sinal 3
O Brasil é muito grande, só o rádio cobre todo o território.

Sem sinal 4
O economista norte americano Nathaniel Leff escreveu em “Subdesenvolvimento e Desenvolvimento no Brasil” que um dos motivos do nosso atraso foi a falta de integração do mercado interno e alto custo do transporte.

Sem sinal 5
Olhando assim alguém pode imaginar que ele se referia ao Brasil de agora, mas não o tema era 200 anos atrás. Ele compara nós com os Estados Unidos com seus rios navegáveis, depois trens etc...

Sem sinal 6
Quem assiste Globo Rural vê a toda hora a agricultura e a pecuária sofrendo com transporte. Há dois séculos é assim. Poucas décadas atrás levar um produto daqui até Curitiba já era uma façanha, então Leff, cujas teses após sua morte passaram a ser tratadas com mais atenção, parece ter acertado no alvo.

Bem feito
Fui falar mal de Blumenau e já levei uma no nariz. Leitora telefonou dizendo que lá pelo menos se sabe quem fundou a cidade e Balneário nem fundador teve.

Espelhinhos
A CDL sugeriu a construção de um espaço “com mais qualidade e atrativos comerciais, valorizando a cultura indígena” para tirar os índios do centro da cidade. Índio deixou de ser bobo, não aceitou.

Espelhinhos 2
Os índios têm direito de ocupar 29 pontos comerciais. Cabe à sociedade dar uma solução honesta e criativa, empurrar para um canto não resolve.

Anos depois
Há muitos anos entrego jornais todos os sábados no Supermercado Xande. No começo, 25 anos atrás, eu entregava em todas as bancas, depois fiquei com uma só, para não perder totalmente o contato com o canal de vendas.

Anos depois
Hoje é o último sábado que vou entregar jornais, o Página 3 será mensal e deixarei esse encargo ao colega que cuida das bancas. Vou sentir falta? Bem... ter uma obrigação todo sábado na mesma hora, por tanto tempo, acaba cansando.

Herança
Edson Piriquito deixará de ser prefeito dentro de poucos dias. Já vai tarde, mas a herança que nos deixou assombrará a cidade durante muitos anos.

Herança 2
Porque corroeu a estrutura. No seu governo campeou o empreguismo, a corrupção e o descompromisso com a coisa pública, com a cidade.

De passagem
Leonel Pavan apareceu esta semana na audiência que discutiu o centro de eventos. Ficou meia hora e foi embora. Ele deve assumir a secretaria estadual do turismo.

Bar
Existem malucos para tudo, até para irem a um bar de gelo numa cidade litorânea de um país tropical.

Bar 2
A cidade é Balneário Camboriú que terá não apenas um, mas dois bares desse tipo. Um no centro e outro na Barra Sul.

Bar 3
Aqui, no verão, tudo já começa em dobro e se der certo na próxima temporada teremos 40 bares de gelo.

Atravessado
Normalmente não carrego sapos na goela, mas neste ano carreguei, de um presidente de sindicato laboral aqui da cidade que disse serem vagabundas as pessoas que iam as ruas protestar contra a quadrilha do PT.

Atravessado 2
Vagabundo para mim é sindicalista que defende ladrão. Vagabundo para mim é sindicalista que coloca interesses pessoais e políticos acima dos interesses dos trabalhadores.

Atravessado 3
Está acontecendo agora, sindicatos se posicionam contra a flexibilização da legislação trabalhista mesmo sabendo que é necessário alterar leis de 50 anos atrás que engessam as relações empregado-empregador.

Atravessado 4
Isso gera atraso na economia do país e menos vagas, o empregador se retrai. O empregado fica sem emprego e o vagabundo do sindicalista continua recebendo o dele. E sem trabalhar porque a maioria desses vagabundos realmente não trabalha, vive do trabalho alheio.

Reparem
No currículo do secretário da fazenda do governo Fabrício, Weslei Galvão dos Santos. Não me lembro da prefeitura ter no passado um profissional com experiência e títulos acadêmicos tão vistosos.

 
 
2014
Superintendente de Auditoria Interna
§ FINEP - Financiadora de Estudos e Projetos            Rio de Janeiro - RJ
Empresa pública federal, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Financia estudos, projetos e programas de interesse para o desenvolvimento econômico, social, científico e tecnológico do País.
- Administração Geral do Departamento de Auditoria Interna
2012 - 2013
Secretário Executivo
§ ECONOMUS – Instituto de Seguridade Social              São Paulo - SP
Entidade Fechada de Previdência Complementar, de fins previdenciais e de assistência à saúde, não lucrativos.
 
-         Assessoria à Presidência.
-         Coordenação dos trabalhos de secretariado ao Conselho Deliberativo, ao Conselho Fiscal e à Diretoria Executiva.
-         Coordenação do Comitê Executivo.
-         Coordenação das áreas de Planejamento Estratégico, Estrutura Organizacional e Comunicação Institucional.
2011
Auditor Geral
§ ECONOMUS – Instituto de Seguridade Social              São Paulo - SP
 
-         Implantação da Auditoria Interna no Economus.
-         Administração Geral e da área de Auditoria Interna e coordenação dos trabalhos de auditoria.
2003 – 2010
Auditor Sênior – GA Mercado Financeiro e de Capitais
§ BANCO DO BRASIL                                                      Rio de Janeiro - RJ
 
-         Coordenação e realização de auditorias de processos na PREVI, BB-DTVM, Diretoria de Finanças e Diretoria de Mercado de Capitais do BB:
- Tesouraria (Finanças)
- Precificação de Produtos e Serviços (Finanças)
- Precificação de Ativos de Renda Fixa (BB-DTVM)
- Precificação de Ativos de Renda Variável (Previ)
- Oferta Pública de Ações do Banco do Brasil em 2009 (DIMEC).
2001 – 2002
Auditor Sênior – GA Contabilidade
§ BANCO DO BRASIL                                                                Brasília - DF
 
-         Realização de auditorias na Diretoria de Contabilidade e Controladoria, como: Processo Orçamentário e Orçamento de Investimentos Fixos (Orfix).
 
Formação
§ Graduação em Direito
§ Pós-graduação em Direito e Política Tributária (FGV-DF)
§ MBA Auditoria (FIPECAFI-SP)
§ Administração Financeira (FGV-RJ)
§ Especialização em Métodos Atuariais (ENCE-RJ)
§ Pós-graduação em Gestão de Fundos de Pensão (FIPECAFI-SP)
 
 
 

 

Boas festas
Desejo tudo de bom às minhas nove leitoras. A lista com os destaques do ano de 2016 será publicada aqui, nos próximos dias.

 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 28/12/2016 às 08h43 | waldemar@camboriu.com.br

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