Enquanto o foco de todos está na CPI do HRC, a atual administração utiliza funcionários em cargo de comissão para campanha eleitoral. No posto de saúde da Barra, onde trabalho como faxineira, há mais ou menos um mês, chegou um cidadão dizendo-se coordenador, apresentado por outro cargo comissionado da Secretaria da Saúde, até aí tudo bem.
Acontece que este senhor de nome Joel Reis, fica coagindo os funcionários e pacientes em favor de seu suposto candidato, sendo que ainda não temos candidatos definidos.
Outro dia levou lá um futuro candidato a vereador de nome TATU, e ficou se apresentando às pessoas. Outro dia, utilizou o carro da saúde para pegar um paciente no Estaleiro para consultar no posto e depois mandou levá-lo em casa com o mesmo carro da saúde; tem muita coisa absurda acontecendo.
Este sr. fica circulando na comunidade e depois vem com listas de pessoas para marcar consulta, sendo que as consultas têm dia para serem marcadas.
Estou ciente de que ele está atuando em todos os Bairros, politicagem pura, alguém precisa fazer alguma coisa. Basta colocar uma pessoa nas unidades de saúde para comprovar.
O texto parcialmente reproduzido abaixo é de um e-mail trocado entre um fornecedor localizado no Rio de Janeiro (Renata Conde Vendas MicroSafe <renata.conde@microsafe.com.br) e um funcionário da prefeitura (eduardo.cardoso@balneariocamboriu.sc.gov.br).
Eles tratam da compra de computadores não para a prefeitura, mas sim para o hospital Ruth Cardoso., aquela mutreta de 500 mil aprovada pelo Brito e demais conselheiros que até agora não deu tempo de noticiar com detalhes. Farei isto no sábado.
Metido a vivo este funcionário da secretaria do Spósito, foi trabalhar no hospital ganhando R$ 7 mil por mês.
Os e-mail aos poucos me ajudam a entender a roubalheira que praticaram no hospital.
Fala Brito, como está a Espanha? O sol é quadrado ou redondo?
De: "Renata Conde \(Vendas MicroSafe\)" <renata.conde@microsafe.com.br>
> Data: Sex, Setembro 16, 2011 3:15 pm
> Para: eduardo.cardoso@balneariocamboriu.sc.gov.br
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> <blocked::http://www.microsafe.com.br/images/logo200.gif>
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> Rua Teodoro da Silva, 536A, Vila Isabel, Rio de Janeiro - RJ 20560-001
> PABX: (21) 2258-8862 FAX: (21) 2577-2582
> Ligação local nos DDD's 11/31/41/48/51/61/67/71: 4062-1334 ou4004-0435,
> Ramal 65016 (Todo Brasil)
> Contate-nos! <blocked::http://www.microsafe.com.br/contato.asp>
> vendas@microsafe.com.br <blocked::mailto:vendas@microsafe.com.br>
> www.microsafe.com.br <blocked::http://www.microsafe.com.br/>
Rio de Janeiro, 16 de setembro de 2011
> Proposta Comercial Online MicroSafe [#83845]
>
>
>
> Enviada por: Renata Conde
> A/C: Eduardo
> Empresa: Instituição Cruz Vermelha
> Telefone: 47-3261-6219
> Tipo: Pessoa jurídica, sem IE
>
> Prezado(a) Eduardo,
>
> A proposta da MicroSafe é feita para que você tenha tudo rápido,
Tento descobrir como foram pagos milhares de exames laboratoriais e exames de imagens, supostamente feitos no Hospital Municipal Ruth Cardoso.
O contrato da prefeitura com a Cruz Vermelha RS previa que esses serviços seriam terceirizados, pagos pelo SUS e submetidos à Comissão de Fiscalização e Avaliação que, como se sabe, não avaliava nem fiscalizava.
Um conselheiro experiente em exames laboratoriais, disse à CPI que os números apresentados pelo Ruth Cardoso são aparentemente falsos, inflaram a quantidade de exames.
Fico intrigado porque a coisa ficou meio no limbo, a prefeitura pagava através do SUS, mas quem escolhia o fornecedor e declarava as quantidades era a Cruz Vermelha. Ainda não consegui descobri quem são esses fornecedores, uma fonte me passou informações que não quero acreditar; ou melhor não noticiarei enquanto não tiver provas cabais porque é coisa pesada.
Continuo procurando, se você souber me avise, garanto sigilo.
Fato que passou ao largo das descobertas da CPI me deixou intrigado, a prefeitura pretendia abrir ou abriu em 1º de março duas licitações que em conjunto totalizavam R$ 2,4 milhões.
E o que seria comprado? Equipamentos (máquinas) e materiais de consumo (roupas, aventais etc.) cirúrgicos para o Hospital Municipal Ruth Cardoso que por contrato caberiam à Cruz Vermelha Rio Grande do Sul adquirir.
Não existe uma linha no contrato de gestão entre município e Cruz Vermelha estabelecendo que a prefeitura deveria pagar essas despesas.
Na ocasião em que esta licitação seria aberta, o secretário de saúde era José Roberto Spósito e ninguém falava em intervenção da prefeitura no Ruth Cardoso.
Iam gastar o nosso dinheiro de maneira ilegal, portanto é o próprio Spósito e o diretor de compras da prefeitura, Rui Dobner, já escutados na CPI sobre outros assuntos que têm obrigação de explicar os fatos.
Alguém botou ou planejava botar a mão no dinheiro público.
Sabe o motivo de sermos roubados pelos agentes públicos, como verificado em inúmeros episódios anteriores e reavivado agora com o descalabro no Hospital Municipal Ruth Cardoso?
Porque não fazemos nada. Por acomodação ou receio somos omissos.
Na próxima quarta-feira, dia 16, no auditório da OAB/BC, na rua 916, 612, às 19h, acontecerá a plenária de constituição do Fórum Permanente de Transparência e Controle Social, um braço da sociedade para exigir o cumprimento das leis de transparência, em especial a Lei de Acesso à Informação.
Se você tem os números do poder público, se eles estão disponíveis na internet, fica mais fácil catar gatos.
O Fórum zelará por isto, o cumprimento da lei, o direito do cidadão saber o que estão fazendo com o nosso dinheiro.
Compareça, ser cidadão não dói.
Tenho escrito menos neste espaço porque estou dedicando tempo à CPI do Ruth Cardoso sobre a qual nesta altura tenho certeza que não era só descontrole administrativo e sim a mais deslavada roubalheira.
E que se estende a escalões do governo municipal e da sociedade organizada.
Ontem acompanhei o depoimento de médica Deisy Kusztra, presidente da Organização Mundial da Família (WFO) na CPI e quando chegou a vez do vereador Nilson Probst perguntar ele partiu com tudo para cima da mulher, como se ela fosse uma bandida e os caras que roubaram o hospital uns anjos.
Probst queria saber quem, oito anos atrás, fez contato com a WFO. Deisy não lembrava e Probst agressivamente exigia que ela lembrasse.
Jornalistas não podem falar na CPI, mas senti nojo daquilo, me atravessei e disse que a WFO fora procurada por João Alfredo Moojen, secretário de saúde do nosso município.
Lembro bem, na ocasião buscar uma solução para um hospital era conversa diária entre pessoas preocupadas com a cidade. Alguém disse ao Dr. João Alfredo que existia esta entidade que ajudava (no nosso caso foram quase R$ 8 milhões doados pela WFO).
Também nesta época, encontrei o Dr. João Alfredo no Hospital Angelina Caron, eu estava ali acompanhando um familiar enfermo e ele buscava soluções, estávamos ferrados com o Santa Inês, era preciso fazer algo e logo.
Nilson Probst, pobre de espírito, despreparado para a função que exerce, prestaria grande contribuição a esta cidade se na condição de vereador integrante da CPI ajudasse a descobrir quanto roubaram e quem roubou o Ruth Cardoso. Posso garantir a ele que as respostas não estão no passado.
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