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O avião sem dono

Quando falo no bar sobre patifaria eleitoral dou como exemplo o candidato que ao morrer se tornou um homem santo: Eduardo Campos, que fazia campanha eleitoral num avião que não tinha dono.

Isso, avião sem dono.

O avião caiu, destruiu casas, os proprietários foram indenizados, mas os donos do avião nunca apareceram.

No mundo comum, diferente desse onde vivem os políticos, não conseguimos andar de motoneta sem emplacar no Detran, nos exigem atestado de residência e outros papéis, mas Eduardo Campos voou o país inteiro concorrendo a presidente da República num avião sem dono.

Enquanto escrevo esse texto a Polícia Federal está prendendo os não-donos do avião, eles são de Pernambuco, mantinham empresas de fachada que eram lavanderias de dinheiro frio.

Fico imaginando que se Eduardo Campos tivesse chegado à presidência os não-donos do avião iriam querer a parte deles no tesouro nacional.

Por coincidência ontem Marina Silva, que se considera a última reserva moral do país, andou comentando sobre políticos e política. Ela, sabemos todos, era vice na chapa de Eduardo Campos, o homem que voava no avião sem dono.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 21/06/2016 às 08h40 | waldemar@camboriu.com.br

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Onde está o dinheiro do teatro?

Pesquisei na semana passada no portal da transparência da prefeitura de Balneário Camboriú e não encontrei a receita arrecadada com o aluguel do Teatro Bruno Nitz. Indaguei à assessoria do prefeito, não encontraram e depois de alguns minutos entraram em contato para explicar que é uma conta nova, falta contabilizar e a receita totaliza uns R$ 8 mil.

Tem gato na tuba pelos seguintes motivos:

1) A lei não é nova, é de julho de 2015, portanto a conta na contabilidade não pode ser nova.

2) A lei prevê o pagamento, arredondando, de no mínimo R$ 500,00 nos espetáculos onde haja cobrança de ingresso e R$ 250,00 nos gratuitos.

3) Neste ano aconteceram 22 eventos com cobrança de ingresso, portanto deveriam ter entrado no cofre da prefeitura R$ 11 mil.

4) Também aconteceram 31 eventos sem cobrança de ingresso o que representaria outros R$ 7,7 mil na arrecadação da cidade.

5) R$ 11 mil + R$ 7,7 não é R$ 8 mil. Onde foi parar a diferença?

6) E onde foi parar a arrecadação do ano passado?

Nota: os cálculos se baseiam nos valores mínimos a ser pagos pelos produtores. A lei estabelece 10% da bilheteria, portanto quando lota a arrecadação do município tende a ser maior. 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 20/06/2016 às 11h23 | waldemar@camboriu.com.br

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Pescando à margem da lei

Há tempos o setor pesqueiro de Itajaí tem sido foco de escândalos, outro dia o presidente do sindicato dos armadores foi parar na cadeia, acusado de fraudes.

Agora dos 40 barcos liberados para pescar tainha só 3 são de Santa Catarina, uma punição das autoridades pelo que aconteceu no ano passado.

Na safra passada da tainha a maioria dos barcos da frota industrial catarinense pescou em áreas proibidas e/ou declarou uma quantidade menor de viagens para captura do que a realmente realizada.

O motivo de declarar menos viagens? Possivelmente para sonegar impostos.

Por mais que se queira, não tem como defender os empresários de pesca de Itajaí, muitos insistem em trabalhar à margem da lei e quem opera dessa forma, quando as autoridades apertam, é excluído do mercado.

Fechar a barra aos navios mercantes e dizer que isso é movimento social não passa de arruaça de quem não respeita regras. Se insistirem em obstruir o fluxo de navios, a Marinha deveria suspender o registro dessas embarcações.  

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 15/06/2016 às 12h06 | waldemar@camboriu.com.br

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O imodesto Fábio Flôr

 

O deputado, ex-secretário do Planejamento e pré-candidato a prefeito Fábio Flôr concedeu entrevista ao jornal Diário do Litoral, publicada neste final de semana, e após a leitura percebi que ele perdeu a modéstia.

Quem não conhece os fatos (sua gestão à frente da secretaria do planejamento, na minha opinião, foi a mais medíocre dos últimos anos) acaba imaginando que se não fosse o Fábio essa cidade talvez nem existisse.

Anotei alguns trechos (a entrevista completa pode ser lida em www.diarinho.com.br) que mostram o rapaz mordido pela mosca azul.

- Assumi a secretaria de Planejamento e só deixei marcas positivas.

- Eu sempre sou chamado nos momentos difíceis.

- Eu assumi a secretaria de Planejamento e ela tava bastante desestruturada. Nós entramos num processo de reestruturação da secretaria.

- Hoje a secretaria de Planejamento está numa produtividade muito superior ao que encontramos quando assumimos.

- A revisão do plano diretor estava se arrastando há dois anos. Quando assumimos tava uma torre de Babel, quase né!?

- O próprio centro de eventos, não fosse essa nossa intervenção direta não estaria acontecendo a obra.
 

P.S.: quero esclarecer o adjetivo "medíocre" que usei para definir a gestão de Fábio na secretaria de Planejamento. É no sentido de que nada novo e importante ocorreu sob seu comando.

O Plano Diretor, o centro de eventos e a Quarta Avenida eram projetos em andamento e que sob Fábio se tornaram ainda mais morosos porque a prefeitura ficou semi-paralisada após a Operação Trato Feito.

De outro lado Fábio tomou decisões a meu ver desastrosas, como cancelar a nova avenida do Bairro das Nações e cancelar a nova avenida paralela à Brasil, a Tortinha. Ele não somou ao que existia, ele diminuiu. 

 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 13/06/2016 às 08h19 | waldemar@camboriu.com.br

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Onde foi parar o Boxe?

 

Nessa época dominada pelo MMA o Boxe só ganha as primeiras páginas quando morre uma das suas lendas e dessa vez foi a maior de todas, Cassius Clay, mais tarde Muhammad Ali.

Isso que as pessoas fazem hoje de ficar acordadas para ver as lutas, fazíamos décadas atrás. Eu e meu irmão Paulinho que também gostava de Boxe e era um tanto perigoso porque assistia dando socos no ar.

Vi uma do Clay com Joe Frazier (a luta do século, anunciavam os tablóides) em que ele saiu de cara limpa e o adversário –que venceu- todo inchado de tanto apanhar. Frazier era muito forte, por isto não caiu e a foto da Associated Press mostra um pouco como seu rosto foi afetado naquela luta.

Cassius Clay- Muhammad Ali foi um símbolo, atleta do século, não quis lutar no Vietnã, aderiu ao Islã, defendia causas justas, se considerava o homem mais bonito do planeta, nas entrevistas falava feito uma metralhadora e dizia aos adversários em qual round iria derrubá-los.

Ele dizia que sabia dançar como borboleta e picar feito abelha, Picava mesmo, se o cara não caísse logo apanhava um bocado.

Depois de Clay assisti algumas lutas do Tyson, mas aquilo era só força bruta, não tinha o estilo dos grandes boxeadores.

Nunca mais me interessei por Boxe, mas vi que no Youtube tem as lutas do Clay na integra, vou rever algumas.  
 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 09/06/2016 às 19h55 | waldemar@camboriu.com.br

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Delações

 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 09/06/2016 às 12h53 | waldemar@camboriu.com.br

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