Os argentinos que viajarem ao exterior poderão sacar com cartão de crédito apenas 100 dólares por trimestre se estiverem em um país limítrofe (por exemplo, Brasil) ou 800 dólares em outros países mais distantes.
O cartão de crédito ajudou a salvar a temporada argentina em Santa Catarina no ultimo verão, mas agora a rosca apertou mais um pouco.
O objetivo do governo argentino, falido em moeda forte, é claro: não enviar divisas estrangeiras para fora do país e tentar que as pessoas e empresas lavem as montanhas de dólares que guardam sob os travesseiros.
Sem crédito internacional, a entrada de dólares na Argentina se dá apenas via exportações e o déficit mensal é de gelar os ossos de San Martín.
Limitar os saques com cartões era um pepino que o governo precisava resolver, as pessoas viajavam nos finais de semana até cidades fronteiriças, sacavam dólares nas máquinas com 20% de taxa sobre o câmbio oficial e ganhavam mais de 45% sobre a cotação real, a do paralelo.
Tenho amigos hoteleiros e quando falo com eles sobre turismo argentino no próximo verão eles coçam a cabeça. Do jeito que vai, acabarão sem cabelos.
publicidade
Anunciam para esta quarta-feira a vinda de um repórter do CQC a Balneário Camboriú. Seu foco seria o Morcego, na Brava e a Estrada da Rainha.
Fosse eu o pauteiro do CQC, encontraria coisas mais absurdas como o pronto socorro que está pronto e fechado, a caixa d´água da Emasa no Nações que não tem água dentro, o teatro municipal que há seis anos patina sem sair do lugar, a passarela da Barra que deveria ter ficado pronta antes do verão...
publicidade
Se algum dia eu cogitei da insanidade de adquirir um carro chinês, os e-mails diários da Jac liquidaram com qualquer chance de que isto ocorra.
A mesma coisa acontece com a operadora de celular Vivo, todos os dias eu removo um ou dois e-mails com ofertas daquela empresa.
Não uso Vivo e não pretendo usar, a última experiência que tive com eles acabou na Serasa e na justiça.
O envio de mensagens eletrônicas não solicitadas é a forma mais burra de fazer publicidade. É coisa vagabunda, tanto que em inglês é chamada de Spam, marca comercial de carne enlatada. Empresas sérias não fazem spam.
Nunca reclamo, apenas apago os e-mails indesejados, mas tem dias em que a paciência transborda, são 300, 400 mensagens deste tipo.
Existem alguns mecanismos para diminuir esse flagelo, mas todos eles prejudicam de alguma forma o desempenho, somos uma empresa, nossos endereços de correspondência eletrônica têm que ser públicos e não podemos mudá-los a toda hora sob pena de perder contatos importantes.
Andaram fazendo leis para coibir spam, mas no Brasil talvez seja melhor nem fazer leis porque elas só servem para ser desrespeitadas.
publicidade
(veio pelo e-mail)
Uma mulher entra no escritório da Assistente Social da Prefeitura de Aquiraz no Ceará, juntamente com 15 crianças.
"UAU!", exclama a assistente social : "São todos seus?"
"Sim, eles são todos meus filhos".
Na sala estavam na maior algazarra, quando a mãe diz "JURACI! sentem e fiquem quietos!"
Todas a crianças se sentam e ficam quietinhas.
'Bem', diz a assistente social, 'então você deve estar aqui para se inscrever.
No Bolsa Família, Bolsa Escola, Bolsa Gaz, Bolsa Leite, etc.
Vou precisar do nome de todas as crianças.
'' Bem, para deixar as coisas mais fáceis eu registrei todos os meninos como Juracy. E as meninas são todas chamadas de Juraci ".
Descrente a assistente social diz, 'É SÉRIO? Eles são todos chamados de Juracy? "
A mãe responde: "Bem, sim - isso torna mais fácil. Quando é hora de tirá-los da cama , eu grito, JURACY uma vez! "quando é hora de comer, eu só grito uma vez" JURACY! ' E todos eles vêm correndo. E se eu precisar parar o garoto que está correndo para a rua, eu só gritar 'Juracy' e todos eles param.
Foi a idéia mais inteligente que eu já tive, dando a todos o nome de Juracy.
A assistente social pensa sobre isso um pouco, franze a testa e pergunta timidamente: "Mas, e se você quizer chamar apenas um filho , e não o bando inteiro? '
"Então eu chamo por seus sobrenomes."
publicidade
O vereador Leonardo Piruka disse ontem na Câmara que o ideal seria mudar o nome do Colégio Médici porque homenageia um ditador que fez ele e seus colegas de movimento estudantil chorarem. Foi um ditador sanguinário.
O vereador Nilson Probst afirmou que deveriam ser revistos nomes de ruas, praças etc..que homenageiam pessoas que nada têm a ver com a história da cidade e citou nominalmente Ruth Cardoso.
Se Piruka chorou foi de ouvir falar, ele nasceu em 1988, ano da Constituição Democrática enquanto que Médici governou o Brasil de 1969 a 1974. Médici era sim ditador e seu governo foi sanguinário, mas na época muita gente –inclusive daqui mesmo da praia- festejava sua administração.
Já escrevi mais de uma vez que é tolice acreditar que a ditadura militar foi implantada contra a vontade do povo, na verdade o povo a apoiava. Deixou de apoiá-la devido a governos como o de Médici, mas isso é outra história.
Encerrando sobre Médidi, não encontrei na legislação municipal a lei que deu seu nome àquele colégio no Bairro das Nações. Talvez não exista, eu não achei.
Não vou discutir Ruth Cardoso com Nilson Probst porque são figuras de mundos diferentes, ela se preocupava com coisas mais importantes do que prender patinetes e bicicletas.
Mudar nomes de ruas, colégios, etc. é, antes de tudo, uma violência contra a sociedade e seus representantes da época. Desrespeitar o processo histórico-político que levou àquelas definições.
Temos a principal praça da cidade denominada como Tamandaré, Patrono da Marinha. Era para se chamar Higino Pio, morto pela ditadura num quartel da Marinha, mas na ocasião os militares vetaram. Vão mudar o nome dessa praça também? Não vão, a Marinha tem serviços prestados ao país desde os anos 1800, Tamandaré é seu patrono, a praça não homenageia um crime da ditadura, mas um símbolo das forças armadas.
Assim como Médici representava e representa grupos da sociedade que achavam melhor o país tirar políticos corruptos do poder e entregar a direção aos militares. Muitos desses grupos continuam aí, visto que nunca se roubou tanto neste país quanto nos tempos que correm.
Getúlio Vargas foi um ditador civil corrupto, mas o Brasil está repleto de homenagens a ele, em algumas cidades, inclusive na antiga capital da República, Rio de Janeiro, é uma das principais avenidas.
Floriano Lopes (êpa, Peixoto), foi um homicida, apesar disso seu nome está espalhado em escolas, ruas, avenidas e numa capital do Sul, Florianópolis.
Deixem a história em paz, os nomes de praças, escolas e avenidas são apenas nomes, se perguntarem à maioria das pessoas elas nem sabem quem foram.
publicidade
Ontem fiquei ligado na TV Câmara para acompanhar os desdobramentos da MP dos Portos, assunto do momento que interessa sobremaneira ao litoral catarinense. Som da TV baixinho, lá pelas tantas escuto gritos de chefe de quadrilha, quadrilheiro, chefe de quadrilha, quadrilheiro... repetidas vezes, uns cinco minutos de xingamentos do deputado Ronaldo Caiado dirigidos ao deputado Garotinho.
Hoje cedo fui ler um pouco e me deparei na revista Piauí com a história de um homem que depois de 30 anos formando uma fazenda modelo no interior de São Paulo decidiu doá-la ao governo do estado para que ali, naquele mundão de terra, fosse instalada uma universidade ligada às coisas da agropecuária. Era sua forma de retribuir o que o povo do campo havia lhe dado, oferecendo uma oportunidade de estudo aos filhos dos agricultores da região.
Esse cidadão demorou dois anos tentando doar uma fazenda pela qual fazendeiros vizinhos lhe ofereciam até R$ 20 milhões. Só conseguiu doar –ao governo federal e não ao estadual- depois que alguém disse que conhecia o chefe de gabinete de um figurão em Brasília que mexeu os pauzinhos para enfim concretizar a operação.
De prêmio o cidadão não recebeu um centavo, mas teve que pagar ao fisco quase meio milhão de reais porque a lei brasileira prevê o pagamento do imposto mesmo no caso de doação.
Imediatamente me lembrei do Congresso Nacional que temos, gente que se chama de quadrilheiro enquanto convivemos com leis que obrigam a pagar imposto uma pessoa que doa 20 milhões do seu patrimônio ao governo.
De vez em quando tenho vontade de mudar para o Paraguai.
publicidade
publicidade
publicidade
publicidade
Política de Privacidade - Fale Conosco - Anuncie neste site - Normas de Uso
© Copyright Página 3