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Irresponsabilidade é com a Emasa

Fiquei sabendo que faltará água em Camboriú porque a companhia que opera o sistema no vizinho município enviou email avisando. Fui conferir se aqui também faltaria e me deparei com um comunicado da Emasa, postado hoje de manhã, avisando que faltará em vários bairros. 

Como pode uma empresa que presta um serviço essencial -e cobra caro por ele- ser tão irresponsável? 

A Emasa é irresponsável porque a obra que levou à suspensão de parte do abastecimento poderia ter sido programada e divulgada com antecedência, é uma interligação de sistema.

A Emasa é irresponsável porque não mantém uma rotina de avisos através da imprensa, desconfio que o assessor de comunicação, Aderbal Machado, sequer sabia que faltaria água.

A Emasa é o retrato do governo Piriquito, corrupção, desrespeito ao cidadão e falta de compromisso com a comunidade.

O comunicado da Emasa é esse:

24 de maio de 2016


A Emasa informa que, nesta terça, 24, durante todo o dia, o reservatório R-2 estará paralisado em virtude das obras de interligação da nova adutora de água tratada de 500mm. Desta forma, ficarão sem o abastecimento normal de água todo o lado sul do rio – Nova Esperança, Barra e São Judas -, bem como os bairros dos Municípios, Vila Real e Iate Clube.

Segundo a diretora técnica Kelli Cristina Dacol, “a nova adutora substituirá a de 400mm, que será desativada. A obra faz parte do sistema de abastecimento de água das Praias Agrestes e, por conseqüência, também melhorará sensivelmente o abastecimento dos bairros citados”.

A Emasa recomenda economia de água durante todo o dia, pois os serviços começarão pela manhã, bem cedo, e prosseguirão até o final do dia. Os domicílios com reservação adequada não deverão se ressentir de falta de abastecimento.  

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 24/05/2016 às 10h34 | waldemar@camboriu.com.br

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Gritaria dos Caetanos

Dezenas de pessoas ligadas às artes e à cultura passaram os últimos dias protestando porque o governo Temer decidiu acabar com o Ministério da Cultura, fundi-lo com o Ministério da Educação.

Um das vozes mais importantes neste processo é Caetano Veloso. Ele sabe perfeitamente que a sigla MEC significa Ministério da Educação e Cultura, durante a maior parte do tempo não houve separação entre as áreas.

No maior produtor cultural do planeta, os Estados Unidos, o ministério é da educação e da cultura. Em outros países desenvolvidos ocorre o mesmo ou a cultura está alocada em ministérios como turismo ou esportes.

Não é um ministério que faz a produção cultural melhor ou pior e sim o investimento privado e a qualidade do produto que leva as pessoas a quererem consumi-lo e a pagar por isso.

Nossos artistas adoram se pendurar no dinheiro público, a história mostra que o sonho de escritores, compositores etc. era ir para o Rio de Janeiro e arranjar um emprego no governo federal.

Dia desses os jornais noticiaram que o Ministério da Cultura não sabia o destino de R$ 3,8 bilhões captados através da Lei Rouanet. Como pode isso? Encheria páginas citar as fraudes perpetradas com verbas do Ministério da Cultura.

O Brasil está falido, as pessoas estão desempregadas e as empresas fechando. O governo federal deveria cortar todos os gastos, exceto os absolutamente essenciais e a cultura, em extremo, não é essencial. Você acha que é? Se tivesse que decidir entre ir ao cinema ou comprar comida para seus filhos qual seria sua opção?

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 21/05/2016 às 09h36 | waldemar@camboriu.com.br

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É safadeza sim

Discuti por WhatsApp com um amigo, ele acha que estou errado ao afirmar que foi safadeza de diretores da prefeitura publicarem em jornal, o que deu grande repercussão, um edital de cobrança contra o ex-secretário do Planejamento Auri Pavoni.

Os caras da prefeitura alegam que o endereço de Auri era desconhecido e esta é a safadeza porque eles estão mentindo, conhecem o endereço do Auri.

O edital foi publicado por outro motivo: Auri é pré-candidato a prefeito e a secretaria de fazenda da prefeitura trabalha para outro candidato, Fábio Flôr.
A imagem acima, de quatro dias atrás, extraída do Facebook do secretário da fazenda, Beto Castilho, mostra isto.

Não estou defendendo o Auri, defendo sim a obrigação do poder público ser imparcial, justo, proceder da mesma forma em relação a todos os cidadãos, sem persegui-los por suas opiniões políticas.

E isso o amigo que discutiu comigo não aceita. Ele não gosta do Auri, eu gosto, mas aqui se discute outra coisa, a obrigação do Estado ser isonômico, tratar a todos da mesma forma. Hoje é com o Auri, amanhã é comigo ou com você, leitor.

É raríssimo a prefeitura publicar editais de cobrança, decidiu fazê-lo, afirmo sem medo de estar errado, por perseguição política.

Porque o prefeito e diversos secretários conhecem o endereço do Auri. Mesmo que não conhecessem bastaria consultar no recursos humanos da prefeitura, ele tem ficha lá, ou na internet, como eu fiz.

Lá na internet está escrito no âmbito do processo (005.14.012041-0) que a oficial de justiça Carla Pistore Lazzarotto compareceu às 9h35 do dia 05/04/2016, portanto um mês atrás, ao endereço profissional de Auri que é o mesmo há muitos anos.

Repetindo: não faço defesa do Auri e sim um protesto contra o governo proceder de maneira safada, persecutória àqueles que não o apoiam.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 16/05/2016 às 08h52 | waldemar@camboriu.com.br

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A volta da CPMF

Bem antes de começar o processo de impeachment da Dilma comentei que se o preço para o Brasil voltar a crescer era o retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, CPMF, então que retornasse, não podíamos ficar naquela agonia da economia nacional derretendo.

Nem terminei de falar e meu amigo que vende automóveis ficou doido, me chamou de insensato e disse que seu negócio não tinha como suportar aumento de impostos.

Nos oito meses seguintes o setor de veículos e todos os outros, a economia em geral, entrou em queda livre. Penso que se tivéssemos restaurado a CPMF (que no passado variou de 0,25% a 0,38%) o buraco teria sido menor, a crise seria mais leve, as empresas teriam sofrido menos.

Porque só perdemos, a CPMF vai retornar, o Meirelles já indicou isso hoje de manhã e o motivo é o de sempre, equilíbrio das contas públicas exige mão no bolso do cidadão.

Vamos pagar menos de meio por cento cada vez que fizermos uma transação financeira, mas isso sai mais barato do que encolher nossos negócios em 20%, 30%...
 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 13/05/2016 às 14h58 | waldemar@camboriu.com.br

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A coisa não está boa para o PT

 

A maioria das pessoas nunca assiste um impeachment e eu já estou no segundo. O do Collor foi mais emocionante, o povo estava nas ruas, tinhas os caras-pintadas, era mais glamouroso do que remover esses larápios do PT.

PT que acreditava poder colocar alguns milhões de pessoas nas ruas em defesa da presidente, mas na hora H, hoje, véspera da cassação, só consegue reunir meia dúzia aqui e ali que farão baderna até a polícia se encher e baixar o cacetete.

A foto de Rovena Rosa (AB) mostra que o PT conseguiu reunir em sua defesa gente desabonada porque gente desabonada costuma ser ignorante formal, não tem estudo, sequer consegue perceber que sua desgraça tem origem também no próprio PT e seus sócios no projeto criminoso que assaltou o Brasil.

O PT, em especial Lula, teve a oportunidade de mudar a história do Brasil, mas resolveu se lambuzar, fraudar, roubar, se corromper. Por isso não tem povo na rua para defendê-los.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 10/05/2016 às 14h16 | waldemar@camboriu.com.br

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Ele também refuta as estatísticas da PM

Por afirmar repetidas vezes que existe maquiagem por parte da PM nos boletins que divulga à imprensa tive que ir à justiça e tudo mais e até hoje o comandante da PM local se recusa a me fornecer boletins de ocorrência que distribui a outros jornalistas.

Por isso, peço licença à repórter Maikeli Alves, repórter da RBS, para reproduzir trecho de entrevista feita por ela com o delegado da DEIC local Rodolfo Farah, publicada neste final de semana.

"...
De acordo com ele, a situação atual da segurança pública obriga as instituições a divulgar resultados e até mesmo “maquiar estatísticas”. O delegado reclama que mostrar só uma parte do problema acaba deixando o outro lado descoberto.

– Eu refuto as estatísticas da PM porque elas não apresentam a realidade. O que afeta mais a sociedade não é o tráfico de drogas. Não entendo como tem efetivo para fazer campana de traficantes, mas não se consegue saber onde uma quadrilha de assaltantes vai atacar. Nesse caso o ator principal é a PM, que tem que prevenir os crimes. O cidadão que foi roubado não está se importando se vamos prender os responsáveis, ele não quer é ser roubado – pontua.
(...)
 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 09/05/2016 às 08h03 | waldemar@camboriu.com.br

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