Jornal Página 3
Coluna
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

É assim que falta água

Sábado 03/12/2016

Celesc não avisou a Emasa -ou se avisou passou em branco- que haveria manutenção da rede elétrica em Camboriú, no domingo pela manhã, na região da captação de água bruta que fica próxima ao Colégio Agrícola.

Domingo 04/12/2016

Por volta da 5h, portanto ainda de madrugada, a Águas de Camboriú soltou um comunicado de falta de água porque essa empresa que abastece Camboriú foi avisada com antecedência pela Celesc, mas não avisou ou o aviso foi dado e não corretamente absorvido pela Emasa.

Quando faltou energia, por volta de 8h, os geradores entraram em funcionamento automaticamente, mas não havia diesel suficiente, foi necessária uma compra emergencial. Diesel não pode ficar armazenado muito tempo, ele perde qualidade.

A diretora técnica da Emasa, Kelli Dacol, foi para a empresa gerenciar a crise e teve a folga dominical arruinada.

Um dos responsáveis pela transição de governo, Edson Kratz, também arruinou seu domingo, foi para a Emasa acompanhar e ter a experiência real de como a crise pode crescer rapidamente, mesmo fora da temporada.

Com a ida e vinda de energia dos geradores, uma das bombas da estação de captação girou ao contrário e estragou, reduzindo a capacidade do sistema. Esta bomba pode ter estragado por falta de manutenção ou manutenção inadequada.

Camboriú ficou desabastecida. Balneário manteve estoque nos reservatórios.

Se fosse na primeira semana de janeiro o sistema teria se desestruturado ao final de poucas horas e o abastecimento provavelmente só normalizaria após alguns dias.

Segunda-feira 05/12/2016

Não esquecer de ligar para a Celesc e esclarecer as coisas.

Não esquecer de chamar a empresa que dá manutenção à Emasa e exigir relatórios atualizados de todo o sistema.

Não esquecer de abrir investigações sobre essa empresa, já escrevi várias vezes que ela tem envolvimento com corrupção na Emasa.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 05/12/2016 às 07h42 | waldemar@camboriu.com.br

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Tese falsa sobre juízes e promotores

É falsa a tese divulgada por associações de juízes e promotores de que prever lei que os puna por crime de responsabilidade seja um excesso ou vá travar a Lava Jato.

Falsa, basta ler o texto da lei para ver que. pelo contrário, a proposta é absolutamente correta.

Salvo se a sociedade quiser tratar juízes e promotores de maneira especial, esquecendo aquele trechinho da Constituição que garante todos serem iguais perante a lei.

Pelo texto aprovado, juízes poderão responder por crime de responsabilidade, nos seguintes casos: alterar decisão ou voto já proferido (exceto se por recurso); julgar quando estiver impedido ou suspeito; exercer atividade político-partidária; proceder de modo incompatível com a honra dignidade e decoro de suas funções; exercer outra função ou atividade empresarial; receber custas ou participação em processo; manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento.

E mais:

Os promotores podem ser punidos por crime de responsabilidade nos casos de emitir parecer quando estiver impedido ou suspeito; se recursar a agir; proceder de modo incompatível com a dignidade e o decoro do cargo; receber honorários, percentagens ou custas processuais; exercer a advocacia; participar de sociedade empresarial; exercer qualquer outra função pública, com exceção do magistério e exercer atividade político-partidária.

Onde está a ameça à Lava Jato, onde está o absurdo, a perseguição ou qualquer outra tentativa de tratar juízes e promotores de maneira diferente que os outros cidadãos? 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 30/11/2016 às 08h25 | waldemar@camboriu.com.br

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Luciano Hang é vivo

Luciano Hang, dono de uma rede de lojas, realizou coletiva de imprensa para esclarecer quem é o verdadeiro dono da rede, ele mesmo e não, como dizem os boatos, “coreanos, americanos, chineses, e, nos últimos anos, os filhos de dois ex-presidentes da República, Lula e Dilma”.

Ele quer “causar” e com isso conseguir mídia grátis para suas lojas. Essa de Lula e Dilma é de cabo de esquadra.


 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 28/11/2016 às 18h03 | waldemar@camboriu.com.br

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Domingo de emoções para os Teixeira

 

Meu amigo Bola Teixeira e seu pai Teixeirinha jogaram futebol (o filho pro gasto e taticamente indisciplinado, o pai um dos maiores jogadores na história do futebol catarinense) e são fissurados em esporte na TV. Assistem até o Marcílio contra o Camboriú e acham bom.

O Bola rebaixou o nível do vício televisivo, agora assiste também as corridas da Nascar, na Fox Sports, onde um locutor insuportável não para de repetir Buchinho isso, Buchinho aquilo, referindo-se ao piloto Kyle Busch.

Pois nesse domingo, os Teixeira, eu e o resto da galera poderemos nos deliciar com esportes na TV porque tem a prova final e decisiva da Fórmula 1. Não sei e não vou pesquisar há quanto tempo a F1 não fica para ser decidida na última prova, mas isso é sempre emocionante.

Também tem o Parrrmeras, o time do porrrrco, que deve pendurar a faixa de campeão brasileiro no peito e, na outra ponta da tabela, a luta desesperada de Internacional e Vitória para não caírem.

Se o Inter, em casa, perder um ponto contra o Cruzeiro, estará rebaixado.

Se o Vitória vencer o Coritiba em Curitiba, o Inter estará virtualmente rebaixado porque faltando apenas uma rodada o time baiano tem 11 gols a mais de saldo do que os gaúchos.

O único resultado que serve aos colorados é vencer e o Vitória tropeçar, empatando ou perdendo. Com isso o sofrimento ficaria para a rodada final, no outro domingo e os colorados tendo que suportar um possível título do Grêmio na Copa do Brasil no meio da semana.

Como eu disse, os Teixeira pai e filho terão fortes emoções nesse domingo. 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 25/11/2016 às 08h08 | waldemar@camboriu.com.br

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Os cones ganharam do Inter e do Grêmio

 

Um amigo me enviou uma mensagem contando que o treinador do Internacional fez um treino usando cones para acostumar seus jogadores ao esquema tático do adversário, mas não deu certo porque em 10 minutos os cones estavam ganhando por 2 X 0.

Torço para o Inter ganhar, escapar do rebaixamento porque ele e o meu Grêmio vivem em simbiose, um não é nada sem o outro. A enorme rivalidade entre os dois clubes é que mantém o futebol gaúcho semivivo. Ou semimorto, como preferirem.

Faz seis anos que o Internacional ganhou seu último título relevante, a Libertadores de 2010. Há 15 anos o Grêmio não ganha nada importante, venceu em 2005, foi campeão nacional, mas da série B e isso nem gosto de lembrar.

Nos últimos 10 campeonatos gaúchos o Grêmio venceu apenas dois. Em 14 anos o Inter ganhou 10, como posso convencer meu neto que é são-paulino a trocar para o Grêmio?

O Inter pode ser rebaixado, mas nós gremistas temos que ficar de bico fechado porque o nosso time também é uma vergonha.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 21/11/2016 às 17h56 | waldemar@camboriu.com.br

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Enxovalhando Cabral pai

Aos 79 anos de idade o jornalista, diretor de teatro, escritor, compositor, produtor musical, político, fundador do jornal “O Pasquim” e boa gente Sérgio Cabral sofreu hoje o dissabor de ver o nome da sua família enxovalhado.

Enxovalhado porque seu filho, Sérgio Cabral Filho, é acusado de roubar duas centenas de milhões de reais em propinas no período em que governou o Rio de Janeiro.

O episódio mostra que essa turma da política perdeu de vez a compostura e a única solução é colocar os 300 picaretas apontados por Lula (inclusive ele mesmo que depois se revelou o maior de todos), na cadeia.

Cabral pai foi vereador três mandatos e embora a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro já tenha sido apelidada por “Veja” de Câmara dos Horrores, contra seu nome nunca pesou qualquer acusação -além da ser boêmio e ter inegável cara de pinguço.

Cabral Filho é um exemplo do que está levando os brasileiros ao desespero. Corrupção generalizada e falta dinheiro para pagar o funcionalismo. Amigo de Lula, grande cliente das empreiteiras envolvidas nos escândalos dos petralhas, o ex-governador carioca comprou 4 bilhões de reais em obras para ganhar 200 milhões.

Atribuem ao ex-ministro da Fazenda na ditadura militar Delfim Neto (hoje acusado de receber propina na obra da usina de Belo Monte) a frase que no Brasil sai mais barato pagar a propina e não fazer a obra. Se essa receita fosse seguida pelos cariocas, Cabral teria embolsado 200 milhões e o governo do Rio economizaria três bilhões e oitocentos.

 

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 17/11/2016 às 17h21 | waldemar@camboriu.com.br

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