Segundo os entendidos, ela é a cidade mais europeia do Hemisfério Sul, parecida a capitais como Paris, Roma e Madri. Sua árdua vida cultural, as interessantes alternativas de restaurantes e lazer, assim como sua arquitetura soberba, fazem de Buenos Aires um destino favorito por muitos brasileiros que querem viver uma metrópole intensa, culta e, principalmente, barata.
Parece incrível, pois lembro da época em que o dólar custava 1 peso, e Buenos Aires chegou a ser a cidade mais cara da América do Sul, ficando no 21º no nível mundial. Mas isso faz parte da historia, hoje Buenos Aires está cheia de turistas e se encontra entre a 5 cidades mais baratas do mundo (mais do que Assunção e Nova Deli).
O crescimento inflacionário na Argentina durante os últimos anos não foi suficiente para que o mercado local virasse um dos mais caros da região, muito pelo contrário. Com efeito: o turista pode descobrir os atrativos portenhos por pouco dinheiro.
Segundo um estudo realizado pela revista inglesa The Economist (o mais recente World Wide Cost of living Survey), a capital portenha é avaliada no 102º lugar (como em 2011), sobre um total de 131º, o que a transforma em um dos lugares mais baratos do mundo. No topo da classificação ficou Zurique, que distingue como a cidade mais cara do planeta.
Embora a boa notícia signifique que não houve alterações significativas de um ano para o outro, a verdade é que o estudo expõe que a capital portenha (que segue a tendência de outras cidades na América Latina) têm fortes altas e elevado custo de vida, devido à pressão inflacionária.
Analistas argumentaram que isso tem a ver com que a taxa de câmbio aumentou consideravelmente o custo de vida. Mas a realidade é que hoje, os argentinos são visivelmente menos ricos (ou mais pobres?), em termos de dólares, a moeda em que se baseia o jornal para desenvolver o seu ranking.
Como exemplo desta tendência, The Economist aponta Caracas, que a classifica como a segunda cidade na região mais cara, e a 38º do mundo. São Paulo, por sua vez, qualifica como a ¨city¨ mais cara da América Latina e está no 28º lugar no nível mundial. Outras cidades ranqueadas em países vizinhos são: Montevidéu ( 66 º) e Assunção do Paraguai (103º).
A tradicional pesquisa deste jornal de negócios, que possui mais de 30 anos e é realizada duas vezes por ano, tem uma metodologia baseada na comparação dos preços de 160 bens e serviços. Nele, incluem os custos de alimentos, bebidas, vestuário, transporte e entretenimento, incluindo indicadores ponderados.
Para muitos visitantes, Buenos Aires continua na tendência do “me dá dois”. É o que dizem nos shoppings e nas lojas. Apesar de que no último ano a inflação cresceu, muitas coisas ainda compensam e está na fase de que os turistas utilizem esta situação para experimentar uma cidade fantástica, cheia de charme, historia, cultura e novidades o tempo todo.
Tem muitas formas de aproveitar a megalópole de um jeito mais económico, e hoje continua sendo conveniente pro bolso.
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Para a empolgação dos fanáticos do festival, o Rock in Rio embarcará na Argentina em 2013.
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Bastante tem se falado sobre o assunto das Ilhas Malvinas, um tema que provoca muitas reações no povo argentino e que voltou a ocupar espaço na agenda política e diplomática dos países envolvidos.
Trazer de novo o capítulo ao presente tem vários significados, sobretudo desde o estrato político. A exploração do petróleo na costa do arquipélago ajudou a reavivar a disputa pelo território.
Na Argentina, a questão virou um assunto vox populi que mexe com a sensibilidade e a identidade do povo.
Dias atrás, O Reino Unido chegou a enviar um moderno submarino de guerra à região junto à visita (desnecessária) do príncipe William para exercícios de rotina.
As medidas foram fortemente recriminadas pelo governo argentino, que as classificou de ¨militarização¨ do Atlântico Sul, chegando a reclamar formalmente à ONU.
Penso que está certo tanto o justo reclamo, como o caminho diplomático escolhido perante a paz. Toda possibilidade bélica seria absurda e retrógrada.
Mas alguns setores estão preocupados de que o problema seja tratado como estratégia política para disfarçar outras dificuldades mais graves do país e se aproveitar da situação para fins meramente políticos e partidários, mexendo com a emotividade da sociedade.
No Facebook li uma curiosa reflexão de um tal Jose Luís sobre o pleito, e diz o seguinte:
A comunidade mundial precisa dizer a Inglaterra que não estamos na era pré-histórica e que também já acabou o período colonial, a escravidão, caravelas e do domínio de Portugal e Espanha no mundo. De forma que é chegada a hora da ONU, ser mais firme e imparcial no tratamento às ilhas Malvinas, sendo que o Reino Unido, se reporta á Revolução e diz que as terras são suas e a Argentina pela localização alega não abrir mão do território. Sugestão: Não havendo consenso, então que a ilha seja de interesse de todos os países ou de tombamento internacional para a fome da África.
E guerra, nunca mais.
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Bola de Ouro 2009, 2010 e 2011.
Lio, soy tu fan.
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Para quem gosta de automobilismo, o Rally Dakar é o evento mais famoso do ano. Trata-se de uma aventura humana única, cuja história é construída no coração dos desertos mais bonitos do mundo. Consolidou-se como parte dos maiores desafios esportivos do nosso tempo. Mas, para muitos ecologistas, eventos deste tipo colocam em risco a natureza da região.

A competição, nascida em África (onde construiu sua legenda), ainda é atraída pelo desconhecido e pela descoberta de territórios, umas das suas razões para continuar atravessando novos rumos.

O Rally Dakar 2012 é a 33 ª edição da corrida mais exigente da disciplina. Começou no dia 1 de janeiro e pela quarta vez consecutiva na América do Sul, após o cancelamento do evento em 2008 por causa de ameaças terroristas na África. A empresa francesa ASO (Amaury Sport Organisation) é a organizadora do jogo, e este ano percorre os países da Argentina, Chile e, pela primeira vez, também abrange o Peru.

Durante as corridas, se enfrentam os drivers mais respeitáveis do círculo automobilístico, assim como concorrentes amadores, quem muitas vezes vêm para alcançar um sonho ou impor um desafio no controle de sua moto, carro ou caminhão. Mais de 50 nacionalidades estão a cada ano por essa mistura de competição e ajuda mútua, projetando uma grande quantidade de telespectadores.
Impacto ambiental
Até aqui tudo bem se não fosse pelos problemas ambientais que poderiam causar nos desertos naturais e nas terras onde o evento passar, sem falar dos acidentes que acontecem pelas altas velocidades e os infortúnios próprios deste esporte radical.
Este ano, segundo os responsáveis do Rally, a empresa irá compensar todas as suas emissões diretas de carbono (durante as viagens de reconhecimento, corridas, logística, etc.), mas em edições anteriores, a corrida deixou alguns estragos.
Maior parte das emissões de carbono ligadas à organização do Rally (e para muitos eventos esportivos do tipo) adicionado ao movimento do público e monitoramento da televisão, são fatores que colocam em risco o ecossistema natural da região.
A falta de avaliação adequada ameaça à cadeia de montanhas nascentes de bacias hidrográficas dos países (ou águas subterrâneas), ecossistemas áridos altamente frágeis, geleiras, animais e vegetais, bem como os compromissos internacionais na luta para a preservação da biodiversidade e desertificação do solo, para citar e enumerar alguns deles.
Por outro lado, a responsabilidade não é apenas dos governos, mas é compartilhado com os patrocinadores, fornecedores, emissoras, parceiros da mídia, federações esportivas e associações que se ligam para a realização do evento.
A maioria destas empresas têm programas de responsabilidade social para ser cumpridos, que são comprometidos com seus acionistas e com o público. Os regulamentos dos programas dizem que não devem envolver impactos ambientais de seus produtos ou suas ações.
Fase final
A sexta etapa do Rally Dakar 2012, programada entre a cidade de Fiambalá (Argentina) e Chile a partir de Copiapo, foi cancelada devido às condições meteorológicas que afetam a fronteira de San Francisco, localizado em 4.700 metros. Trata-se de uma tempestade de neve pesada que impossibilita o passe.
O Rally Dakar no Chile vai enfrentar quatro etapas até próxima quarta-feira e finalizará em Lima, Peru, no domingo 15.
Fotos: www.dakar.com
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Hoje reassumiu a presidência Cristina Kirchner. Ela recebeu a faixa presidencial de sua filha Florência, depois de tomar posse “por Deus, os Santos Evangelhos¨ e afirmando que “se eu não fizer isso, que Deus, a Pátria, e ele, me demande” (se referindo ao ex-presidente Nestor Kirchner).

Foto: lanacion.com
A presidente iniciará um novo mandato de quatro anos sem possibilidade de reeleição, com o mistério da sucessão e em um cenário económico dominado pela crise global.
O governo proclama o “aprofundamento do modelo político-econômico”, e por esse meio uma maior inclusão. Mas, aparece desafiado por um clima económico difícil.
No cenário atual, o crescimento é ameaçado pela crise dos países centrais, pelo déficit das contas públicas, a inflação acima de 20 por cento, o qual gera tensões dos sindicatos sociais, entre outros fatores. Conscientes desses problemas, o Governo já começou a difundir os baseamentos do segundo mandato com a eliminação dos subsídios bilionários dos setores econômicos poderosos, aqueles que ganharam extraordinária rentabilidade estes anos.
O mandato da presidente expira em 2015, e como disse antes, sem outra possibilidade de eleição. A luta pela sucessão surgirá no meio prazo. Hoje, o governo tem o controle do Congresso, mas o principal desafio à sua enorme concentração de poder não vem da oposição dividida, mas sim de esferas da coalizão governista do sindicalismo, como Hugo Moyano, líder sindical argentino.
Concordemos ou não, gostemos ou não, a assunção de um presidente é a solidificação da nossa democracia. E isso é algo que o povo inteiro deve apoiar.
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