Jornal Página 3
Coluna
Puxando Rede
Por Fabiane Diniz

Menu em tablets, sim ou não?

Lembro que a última vez que fui a São Paulo, entrei em uma padaria, e o garçom me deu um tablet para escolher o meu café. Ele me entregou o dispositivo e saiu caminhando entre as mesas. "Ei, volta aqui, me ajuda", foi a vontade de gritar no meio do salão, mas como era uma dessas cafeterias chiquetosas -na Trigo's a gente tem umas liberdades- e estava lá por convite, não pegava muito bem.

 

Resolvi me aventurar. Abri o tablet e era um cardápio com uma infinidade de opções, nada muito diferente dos impressos. Nele eu podia escolher o lanche, o suco, o café, a torta -vai gordinha-, também podia modificar os lanches, com ou sem ovos, com ou sem azeitonas essas coisas, lembro que era bem completo. Fiz meus pedidos e logo depois veio outro garçom pra entregar os pratos.

Foi um sucesso, apesar da novidade. Não estamos acostumados com novidades, elas agitam as coisas. O comodismo é sim atraente, pena que com ele a gente perde muitas oportunidades e experiências bem bacanas.

Mas entrei no assunto porque estou em uma padaria aqui em Blumenau, dessas também chiquetosas e puxei na memória que nunca vi na nossa região alguém servir menu em tablet como foi aquela vez em São Paulo. E até que ando bastante por aí. E por que? No máximo por aqui os garçons usam os tablets pra passar os pedidos pro atendimento da cozinha, mas é só.

 Será que não pegou muito bem a moda?

Você, conhece algum restaurante da região que atenda com menu em tablet? Escreve pra mim (aqui meu email fabdiniz@gmail.com), porque se sabe de algum, eu quero conhecer. 

Atualização:

Recebi aqui indicação de que no Guacamole tem, e que é bem legal. Confesso que a última vez que fui ao Guacamole a pista de skate era mato. Aguardo mais sugestões.

Escrito por Fabiane Diniz, 14/12/2016 às 11h03 | fabdiniz@gmail.com

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Nova direção

Somos aqui no Página 3 uma equipe pequena, caseira e dedicada. Por sermos poucos nossa união é indispensável para o trabalho seguir nos moldes que estamos acostumados, com a excelência que habitualmente desejamos alcançar. Nesse processo, a organização e a distribuição de tarefas é fundamental para que as coisas funcionem sem sobrecargas.

Durante anos em nossas reuniões, algumas com a presença de convidados da área e amigos, os quais gostamos de ouvir, debatemos o futuro do jornalismo e consequentemente o do Página 3. Vínhamos decididos que o Online merecia maior dedicação. Porém existiam algumas dificuldades nos arranjos comerciais para que o jornal se tornasse um novo produto, agora mensal.

O chefe, Waldemar Cezar Neto, fez com que acontecesse, se dedicou com afinco e junto com nossos parceiros comerciais fez com que o ‘sonho’ se tornasse realidade. E é pra onde estamos indo, para uma nova direção.

Já estamos há muitos anos com o Online, fazendo cobertura diária de Balneário. O que muda agora é simples, não vamos dividir conteúdo com o impresso. Quem ganha é o leitor, é a cidade, que pode contar com nossos jornalistas todos os dias, quase que exclusivamente para o noticiário virtual.

E essa foi uma semana bem agitada. A ansiedade de toda nossa turma estava lá no alto, foi o tempo para absorver as mudanças, um caminho sem volta, é decisão tomada, agora vai!

Recebi a notícia de que nossas ideias estavam se tornando um fato, era segunda-feira, 7 da manhã, quando chegou uma mensagem do Marzinho, de que havia chegado a hora, ele escreveu “TEREMOS MUITO TRABALHO PELA FRENTE” seguido de uma carta aos nossos leitores, e como não podia ser diferente, respondi, “Demorou, VAMOS NESSA!”.

Começamos um processo de limpeza, de ajustes, tarefa em cima de tarefa pra deixar tudo pronto. Não por sorte, mas por profissionalismo puro, sabemos o que estamos fazendo e por esse motivo único, dará certo.

Ainda existem várias reuniões para 2017, ano 1 da segunda fase do Página 3. E posso dizer que estamos animados, que temos muitas ideias, que as cabeças pensantes dessa equipe estão a mil por hora.

Vamos levar o maior número de informações da cidade para o leitor, conteúdo com a credibilidade que o Página conquistou durante todos esses 25 anos em que esteve atuante junto à comunidade. É conteúdo de quem faz jornalismo uma vida toda e de quem faz do jornalismo sua vida.

Vou parando por aqui, agradecendo ao nosso diretor Marzinho, e a editora chefe Marlise, que foram nossos mestres nesse percurso.

E segurem os cintos, surpresas virão por aí!

 

Escrito por Fabiane Diniz, 09/12/2016 às 18h36 | fabdiniz@gmail.com

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Por que sempre tenho razão?

JÁ SE PERGUNTOU?

Vivemos em uma bolha cibernética, é isso mesmo. Cada pessoa tem sua própria bolha online, um local de conforto e sem confrontos. E como isso acontece?

Todos os grandes sites de buscas e redes sociais como Google e Facebook trabalham com algoritmos (um robô com uma sequência de regras) que servem para entregar conteúdo similar ao que tem acessado.

O Google acha que está ajudando, todos acham que estão ajudando. Funciona da seguinte forma: quando você faz uma pesquisa ele te gera uma lista com algumas opções, você escolhe e quando faz escolhas isso vai gerando algoritmos de entrega. Pode notar, se acessou um site de compra de materiais esportivos, por um bom tempo é isso que ele vai te apresentar pelos sites que navegar.

O Facebook também tem seu próprio algoritmo, que diferente do Google, não está claro o funcionamento, e fazem mudanças constantes nele. Igualmente sabe qual conteúdo você curte, publica, compartillha, mais comenta e assim, sabendo de tudo isso colocam no topo no seu mural  publicações dos amigos com o qual ele entende que irá se identificar.

Por que parece que todo mundo está concordando com você, que as pessoas pensam todas iguais a você, que sempre está com razão sobre tudo?

Porque os algoritmos fazem com que você não veja opiniões diferentes das suas. E isso pode ter causa letal no mundo. As minorias são prejudicadas, sem direito à defesa; a maioria entra em estado de loop. Se repetem, se cumprimentam, compartilham das mesmas opiniões, são os maiorais.

Políticos em geral podem se beneficiar, e fazem isso com o esquema que os algoritmos de hoje proporcionam. Basta olhar para a maioria, se fixar nela e montar campanha em cima das opiniões dela.

Mesmo que essa cortina de ilusão criada pelas redes sociais, de que está sempre certa, seja preconceituosa, que não goste de pobre, de gente de cor e de gente diferente da maioria.

Ajuda sempre se a economia não estiver lá essas coisas. É o gás ideal para botar fogo em tudo.

Assim, essa é a bolha que você pode estar vivendo, quando se perguntar porque sempre tem razão, está aí a explicação. Mas olha, tem muito mundo lá fora.

Tem mais

O Facebook também faz com que pessoas entrem em conflitos, jogando como publicação sugerida notícias 'contra' tudo o que defende, e com isso seguram pessoas brigando lá dentro da plataforma. Eles admitiram essa semana, junto com o Google, que não têm cuidado com propagação de notícia falsas e devem mudar seus robôs para frear blogs que espalham boatos que geram medo. O que especialistas dizem ser um dos motivos que elegeu Donald Trump nos Estados Unidos.

 

Escrito por Fabiane Diniz, 16/11/2016 às 10h49 | fabdiniz@gmail.com

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Berlim restringe o Airbnb

Dia desses falei sobre o Airbnb em Balneário Camboriú aqui na coluna e hoje visitando o novo site de Nina Lemos, Loucos por Berlim descobri que a cidade, capital da Alemanha, restringiu o aluguel através do Airbnb. Novos meios podem necessitar de novas leis.

 

Porque Berlim restringiu o Airbnb

Por Nina Lemos

Desde o verão desse ano, os donos de apartamentos em Berlim são proibidos por lei de alugar suas propriedades inteiras para o Airbnb e outras plataformas do estilo Eles podem alugar um quarto. E só. Quem aluga toda a residência pode ter que pagar uma multa de 100 mil euros. As autoridades de Berlim passaram a fiscalizar os prédios e a pedir que os moradores denunciem os vizinhos que ainda alugam.

Por quê?

O Airbnb virou tema acalorado de debate porque a cidade começou a atrair turistas de um jeito absurdo nos anos 2000. Como resultado: os aluguéis subiram muito e o número de apartamentos para alugar diminuiu drasticamente (tente alugar um apartamento para morar em Berlim e você vai ver que a briga é de foice)

“O mercado de aluguel de casas em Berlim é muito apertado. É necessário garantir que todos os apartamentos disponiveis para locações sejam alugados para moradores”, disse Martin Pallgen, relações públicas do Senado da cidade ao “Loucos por Berlim”.

Segundo ele. alguns proprietários ficaram chateados com a lei, mas vão ter que se acostumar. O autor da lei foi mais radical e disse aos jornais na época. “Os turistas não têm do que reclamar. Temos ótimos hotéis na cidade.”

Dá para entender a mágoa dos donos de apartamento. O preço do aluguel de um apartamento de dois quartos em Berlim é de basicamente entre 800 e 1000 euros por mês. Pelo Airbnb, o proprietário podia alugar por 200 euros por dia e receber 6 mil euros. E quem mora na cidade? Fica como?

Os estudantes Alsino Skowronnek e Jonas Prnow, depois de tentarem alugar apartamento e não conseguirem, fizeram o projeto “Berlim x Airbnb”, que lista o número de apartamentos que eram alugados pela plataforma em 2014 e descobriram que investidores internacionais compravam apartamentos (centenas) só para alugar para o Airbnb.

.”O que nós decidimos mostrar com esse projeto é que mais e mais pessoas usam o Airbnb como uma plataforma para fazer dinheiro. A ideia original deles era que se hospedassem pessoas por uma ou duas noites, mas não é o que está acontecendo”, dizem.

Eles descobriram também que o problema era maior nos bairros mais descolados, como Friedrishain, Kreuzberg.e Neulkon.

Se é possivel alugar um apartamento pelo Airbnb inteiro em Berlim ainda hoje? É. Mas vai ser ilegal. Uma amiga alugou e a proprietária implorou para ela que dissesse que era “sua prima” se algum vizinho perguntasse.

A opção é sua. E em Berlim, a discussão continua.

 

Escrito por Fabiane Diniz, 08/11/2016 às 12h54 | fabdiniz@gmail.com

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Você já ouviu falar no Airbnb?

Quando me contaram que existia um site onde eu poderia oferecer o sofá da minha casa para alguém, e dessa forma ser convidada a dormir no sofá de outra pessoa em qualquer um dos quatro cantos do mundo, e totalmente de graça, fiquei um pouco ressabiada com a ideia.

Como assim deixar qualquer um entrar na minha casa? Mas por outro lado algo me dizia que era um negócio bacana, extremamente social e que poderia ajudar muitas pessoas a viajar, mochileiros em geral.

Quem não é acostumado a receber estranhos em casa fica um pouco cético mesmo quanto ao formato. Mas se pensar bem, recebemos parentes para visitas, constantemente e às vezes até parentes que nunca vimos na vida, um primo lá de não sei onde que resolve aparecer. Tem até maluco que adora um movimento diferente em casa.

CouchSurfing alcançou 1 milhão de cadastros e foi um sucesso. Agora com um vies comercial, o queridinho da turma é o “Airbnb”, o Uber das hospedagens.

Você cadastra a sua casa, diz quantos pode abrigar e os operadores te habilitam ou não como anfitrião, a diferença desse sistema com o do sofá é que nesse a hospedagem é cobrada.

E como no Uber, o pagamento do tempo reservado é feito pelo aplicativo, na moeda do seu país de origem, o que agiliza muito pra quem está viajando para fora, não precisa correr atrás de câmbio para pagar estadia. Para segurança dos anfitriões é taxado cancelamentos.

Fiz uma pequena pesquisa como estão as ofertas em Balneário Camboriú e tive a seguinte resposta: para duas pessoas no ínicio de novembro as opções de diárias vão de R$85 a R$550, e a localização em geral é nobre, na área central da cidade, como mostra o mapa acima.

Assim como acontece no Uber, no Airbnb os anfitriões são rankeados, recebem notas e indicações, mas os hóspedes também. Baderneiros não passarão!

“Reserve espaços de anfitriões em mais de 191 países e sinta-se como se vivesse lá.” É o que o site do Airbnb diz, mas quero saber o que os anfitriões e os hóspedes dizem.

Cada anfitrião recebe e responde mensagens sobre a hospedagem, que ficam disponíveis para novos hóspedes. É fácil saber qual opinião de quem já esteve no local e as diversas impressões.

Fiquei sabendo que Dona Teresa aluga um quarto do seu apartamento, nele tem uma cama queen para duas pessoas, e ela cobra R$85 de diária. Não admite que fumem dentro do apto, não gosta que façam festas e também não aceita nenhum animal de estimação.

Tem o mesmo estilo de hostels, os hóspedes gostam e querem voltar, como disse a Naiara, “D. Teresa é muito atenciosa e gentil. O quarto é muito confortável e bonito. Ela nos fez sentir em casa, nos deixou muito à vontade e nos deu muitas informações sobre os passeios que fizemos. Quando voltar ao Balneário Camboriú com certeza ficarei lá de novo. Adorei!”

Isso de ter um “guia particular“  ao alcance agrega valor.

A Dona Teresa é novata no Airbnb mas tem gostado da experiência, como ela mesmo disse em resposta à sua nova amiga: “Oi Naiara, fico feliz que vocês tenham gostado. Nossas primeiras experiências no Airbnb estão trazendo pessoas especiais, como vocês, que nos fazem aprender muito e querer atender melhor a cada dia. Obrigada pelo carinho. Voltem sempre que quiserem.”

O Rafael também parece ser ótimo em receber, ele tem um raio no perfil, o seu apartamento é na Av. Atlântica e ele cobra R$420 para até sete pessoas. Até o seu Jair, o porteiro do prédio foi elogiado.

Conversei com uma anfitriã, e ela me passou que a única parte chata é quando oferece um quarto e os interessados começam a fazer propostas para trazer mais pessoas do que admite em casa. Mas que sempre recebeu tudo certinho, sem nenhum inconveniente, além de poder aceitar ou não quem vai hospedar. Fica a seu critério.

No mundo da hospedaria não é novidade, no Rio fazem isso há tempos, a diferença aqui fica por conta da facilidade que é se tornar um anfitrião.

 

 

Escrito por Fabiane Diniz, 02/11/2016 às 17h21 | fabdiniz@gmail.com

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Os domínios quando não havia Google

Quinze anos atrás a indexação da internet simplesmente não existia, sites como o brasileiro “Cadê” eram programados em uma espécie de cadastro por categoria.

Hoje o robô de indexação dos buscadores passa correndo por toda a web de hora em hora buscando novas informações, dados e sites. E quando queremos achar um endereço virtual, basta uma chegada no Google ou no Bing e facilmente obtemos a ‘www’ correspondente.

A internet não era indexada e por esse motivo os domínios eram muito importantes para as empresas. Ainda são, mas de uma forma diferente. É importante você ter domínio da sua marca, pessoa jurídica, mas quando não é possível os navegadores estão aí para ajudar.

Esse novos e modernos robôs não dão preferência por nome, mas sim por volume, tempo na rede, atualização constante e conteúdo único. Uma série de fatores que faz com que apareça com certo destaque na busca.

E os buscadores tem sistema de correlação, exemplo + função, atualmente não tem como ficar invisível na internet.

Também pode-se pagar um “ad-word”, mas a dedicação ao site continua necessária.

O trabalho dos CEOs faz com que domínios óbvios como “www.exemplo.com.br” que hipoteticamente não recebe atualizações com certa frequência, estático, que é provedor de informações defasadas e com poucos acessos sejam sobrepostos nas buscas por domínios não tão óbvios  como “www.maisumexemplo.com.br”, mas que é trabalhado e gerenciado de forma que atenda as exigências dos robôs indexadores.

Lá no início da internet e falo isso para os leitores mais novinhos que não acompanharam esse momento da história, houve uma corrida para registrar domínios, verdade, foi uma espécie de corrida ao tesouro. 

O conteúdo do site não era o mais importante, o domínio sim. Quem registrou nomes como “cocacola” e “apple”, teve oportunidade de negociar com os donos das marcas. Uma maneira ortodoxa de se fazer negócios, mas completamente legal. 

Domínios ainda são negociados, existem até leilões online.  Nomes de programas televisos ou sinônimos de demanda de mercado foram negociados recentemente, os valores vão de 20 a 300 mil doláres, e o custo? Trinta reais. É fácil ter um domínio; entrou no registro.br, comprou um nome.

O negócio basicamente é esse, comprar um domínio e guardar até que apareçam interessados, até que uma boa oferta chegue.

No Brasil se ouve falar pouco sobre esse comércio, mas nos EUA existem empresas especializadas no setor, grandes bancos de apostas de que um dia aqueles domínios sejam interessantes para alguém.

Isso quando não saem atrás de empresas que podem se interessar por aquele registro web; valor mínimo é de 1 mil doláres.

O próprio registro.br faz leilões de domínios que estão sem pagamento e que possuem uma lista de interessados.

Existe uma estimativa de que três em cada quatro domínios são deixados de lado, abandonados antes da anuidade.

Dessa forma os registros congelados são listados e você pode entrar e olhar se tem algum que possa ser interessante comprar.

Não há limites, não há restrições nessas compras, você pode comprar uma marca ou o nome de uma empresa que não é sua, de um concorrente, de alguém que não gosta e permanecer com ele. Dependendo pode ser processado e obrigado a devolver a marca ao proprietário. É sempre mais fácil um acordo.

Há formas de não ser processado, basta criar uma identificação para aquele domínio, dar uma conteúdo alusivo àquele registro. Pode muito bem ser feito e era isso, não existe mais motivação para processo.

Então é sempre melhor, caso a  caso, negociar ou fazer um acordo para se ter a marca da própria empresa.

E após aquisição, e isso é importante, não deixar caducar o registro do qual é dono.

Apesar de hoje tratarmos domínios com indexação de buscadores, não custa repetir, é importante sim ser dono do registro da própria empresa.

A negociação mais cara da história de compra e venda de registros na internet foi a oferta feita pelo domínio “VacationsRentals.com”. Brian Sharples, fundador da HomeAway, fez aquisição do registro em 2007, e o valor do compra foi a bagatela de 35 milhões de dólares.

Escrito por Fabiane Diniz, 24/10/2016 às 16h16 | fabdiniz@gmail.com

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