Jornal Página 3
Coluna
CINERAMA BC
Por André Gevaerd

QUAL SERÁ O DESTINO DA CULTURA EM BALNEÁRIO CAMBORIÚ?

Certo de que não é exclusividade minha, creio que todos artistas e produtores da cidade estão passando por um período de reflexão sobre o futuro da cultura.
 
Depois de mais de 50 anos de história, Balneário Camboriú já foi classificada de tudo: Capital Catarinense do Turismo, Mônaco Brasileira, Capital da Música Eletrônica, etc. Hoje se almeja um novo título: Cidade Criativa. Depois de passar por formação técnica sobre o assunto pude tirar como conclusão que não se trata de nada mais do que uma simples apropriação de antigos textos teóricos e filosóficos que remontam o pensamento grego e romano e vem até os recentes Adorno e de Masi, para citar algum exemplo. Outra leitura que foi possível é a de que se trata de um confuso pacote de programa aplicado internacionalmente e emanado por lideranças políticas de esquerda a partir da década de 1980. O fato é que a atividade econômica relacionada a outros campos como a cultura, criatividade, meio ambiente e arte, já é assunto batido e vem sendo aplicado nos dias de hoje em sua mais ampla abrangência e incluindo-se dentro do ambiente da indústria cultural. Sua aplicação remonta até mesmo os tempos da antiguidade, onde o trabalho do artesão e artista já era (e continua sendo) remunerado quando se há talento envolvido. Não é difícil encontrarmos exemplos em qualquer recanto do planeta.
 
Há um pouco mais de 10 anos, a cidade conseguiu finalmente criar a sua Fundação Cultural. Foi um processo lento de implantação. Durante muito tempo, a FCBC ficou abrigada numa antiga mansão, que mal servia para receber convidados de uma exposição de arte, imagine se fosse para abrigar uma exibição de filmes. Depois, o Teatro Municipal passou por dois prefeitos antes de ser finalmente terminado. Demorou, mesmo assim, nestes anos, a Fundação Cultural iniciou um processo motivado pela criação do Plano Nacional de Cultura que irá destinar recursos federais para os municípios que estiverem preparados. Por conta disso foi criada a LIC e alguns eventos se intensificaram durante os últimos dois anos e a BC Filme foi criada.
 
Hoje, a FCBC entra numa fase onde se deveria dar mais abertura ao debate. No limiar de uma mudança de governo, acredito que o debate poderia e deveria se expandir e não se tornar um circuito fechado como se mostrou. Afinal o que podemos fazer para melhorar o futuro da Fundação Cultural de Balneário Camboriú? Boa comunicação e liderança para que se faça diálogo aberto, inclusivo e franco sobre esse futuro. Os novos gestores terão um papel fundamental para isso. Será preciso a inclusão e participação de pessoas capacitadas que se juntem a movimentação que foi iniciada. Precisamos de pessoas que possam oxigenar a FCBC com novas ideias e pensamentos provoquem mudanças positivas e acelerem o desenvolvimento destas “novas economias” que ganharam espaço nos últimos anos. Para isso é necessário ampliar o que hoje foi adotado como politica cultural com a finalidade de que ela se comunique de igual para igual com as principais forças propulsoras de desenvolvimento econômico desta cidade, como o turismo.
 

 

Escrito por André Gevaerd, 08/12/2016 às 21h43 | andre@cineramabc.com

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