Jornal Página 3
Coluna
CINERAMA BC
Por André Gevaerd

Wander "Fuc*#$@" Wildner!

Não quero começar um texto com o velho papo nostálgico dos nossos avós que começava mais ou menos assim: "Filho, no meu tempo..." e assim por diante, mas deve ser o tempo que está me persiguindo e me transformando em um prematuro saudosista. Vamos ao assunto que me chamou atenção. Para quem curte o bom e velho rock'n'roll o nome do mítico Wander Wildner não é nenhuma novidade, mas para a tristeza das novas gerações que vive em meio a funkeiras "Anitas" e a universitários "Queixo Grosso e Topete Fino" essa é uma triste realidade. O personagem do Wander Wildner sempre foi controverso e sempre foi parte dele afugentar alguns e balançar as estruturas sociais com frases como:

"Alô racistas disfarçados / Com suas idéias de argila / Votando a favor da igualdade / E tocando os negros pro fim da fila"

ou

"Juventude idiota está levantando as lajotas / está dançando em blumenau"

A manchete chamava atenção para um miolo que dizia: "Um show do cantor Wander Wildner na Fatiado Discos e Cervejas Especiais, em São Paulo, acabou mal. O artista gaúcho teve seu microfone desligado e a apresentação interrompida após ter feito declarações consideradas machistas e racistas. A situação foi exposta pela casa em um post no Facebook, que foi posteriormente apagado. A frase que motivou a interrupção teria sido "já que nenhuma vadia me traz uma cerveja". O cantor teria ainda se referido a um funcionário do local como "o 'nêgo' que trabalha no bar". "Desligamos o microfone e o amplificador para que esse tipo de babaquice não se propague. Falar as coisas que ele falou no microfone é um erro inadmissível, principalmente em pleno 2017. Wander Wildner aqui nunca mais", dizia o esclarecimento."

Wander Wildner, certamente perplexo frente a situação, publicou um texto em que diz ter sido "mal interpretado": "No show de ontem houve um mal entendido. É inegável que não sou racista nem machista, quem me conhece sabe. Sinto muito se o que falei foi mal interpretado. De agora em diante nos shows vou apenas cantar as músicas", escreveu o cantor.

Como pode a intolerância e hostilidade a um artista ser tamanha a ponto de impedir que o mesmo se manifeste ou ao menos se faça entender?Resumo da história: TODOS SAEM PERDENDO!

A coisa continuou na internet, onde as conversas calorosas dizem de um lado que:

"Arte não tem licença pra machismo ou racismo. Se ele respeita mulheres e negros (quem conhece sabe segundo diz) não fala essas merda."

Outros rebatem:

"É caretice mesmo! Esse politicamente correto que não relativiza nada é a mais nova forma da mais velha caretice."

O fato é que o que aconteceu no dia 27 de maio não pode ser entendido apenas a partir da leitura de uma matéria de jornal sem conhecer e entender a persona que foi moralmente julgada. Como pode uma sociedade, e pior, a parte pensante que deveria estar preparada e lúcida, tornar-se em uma simples camada reacionária, motivada por fofocas e canalhices que partem de opiniões regurgitadas no facebook. Acontece que no mundo da pós-verdade levantar bandeira dos outros é refresco para o vazio existencial das pessoas.

Na minha opinião muitas das opiniões, inclusive a dos donos que agiram como agentes da censura, só manifestam o nascimento de um novo tipo de hipócrita. Reflita uma vez que o próprio espaço apresenta um presunto na logo do espaço... hora, como o proprietário de um espaço tão lúcido e elevado moralmente poderia fazer qualquer tipo de "elogio" a morte de um animal ou a um frigorífico? Não seria motivo da patrulha vegana perseguir a casa de shows "Fatiado Discos e Cervejas Especiais" que persegue o cantor?

Sem generalizar, reconheço grandes avanços nas questões de defesa de minorias, feminismo e etnias, mas é preciso cautela para que palavras de ordem e má interpretação de movimentos não sejam uma verdade absoluta. Existe uma diferença crucial entre Crença e Razão. Espero que não surja uma nova espécie de facista. O facista moralmente superior. Sobre estes a história já nos mostrou do que são capazes.

Escrito por André Gevaerd, 31/05/2017 às 10h17 | andre@cineramabc.com

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O passado nos condena

A maioria das pessoas se remete a algum momento do passado nostálgico, os bons e velhos tempos, como o momento mais interessante em que se viveu. O assunto até foi tema central do filme "Meia Noite em Paris" de Woody Allen. Quem nunca se imaginou, como o simpático e idealista personagem de Owen Wilson, vivendo aventuras que foram conhecidas pelas páginas dos livros de história?

O meu temor é que esse fascínio pelo que já passou, unido a memória do brasileiro que parece ser curta demais, resulte em uma má leitura frente aos eventos odiosos relatados nos jornais brasileiros no dia 17 de maio. Todo este assunto veio a público no melhor estilo "mais do mesmo", acabando por sacramentar e desmascarar a índole de uma raça de políticos que é maioria no país e vem liderando nosso rumo já faz algum tempo. Para piorar a situação esta a constatação de que hoje, um dia após, tudo se transformou em uma série absurda de pós-verdade impulsionada por um FLA-FLU obsceno, o eterno e fajuto Esquerda X Direita. Alguns clamam por uma nova ditadura, outros pelo retorno de Dilma, ou pior, de Lula. Isso me leva a crer que a tolerância do eleitor frente a corrupção está cada vez maior e mostra que ideais já foram deixados de lado em pró de interesses pessoais. Destes ideais só sobrou uma versão travestida, palavras vazias.

Não podemos nos enganar, não há nada de novo por aqui, mas é importante identificar o fato de a justiça continua sua busca "cega" pelo que é de direito para todo o cidadão: a aplicação da lei. Essa sim é uma grande novidade. Quando se viu na história deste pais uma série bem sucedida de justiça sendo feita e tendo como alvo os ladrões de gravata?

Espero ansioso o final dessa história para que juntos possamos chegar a conclusão de que a justiça foi feita e que no final dessa história torna-se possível vislumbrar um novo horizonte que seja um pouco mais digno para nossa existência, pois o nosso passado não é lá grande coisa.

Escrito por André Gevaerd, 18/05/2017 às 09h31 | andre@cineramabc.com

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Cineramabc Arthouse - Uma nova proposta!

A Produtora já iniciou a construção da Cineramabc Arthouse e lança uma campanha de crowdfunding com o objetivo de unir interessados na instalação da casa que terá sede em Balneário Camboriú/SC. - Segundo o diretor André Gevaerd, “A Cineramabc Arthouse será uma casa artístico-cultural inovadora para Santa Catarina, que envolverá uma programação sem precedentes para a região composta por projeções, apresentações, oficinas, palestras e exposições das mais variadas áreas artísticas como Cinema, Música, Artes Cênicas, Dança, Literatura, Fotografia, Artes Visuais, só para citar alguns."

A Cineramabc Arthouse será localizada na Rua São Paulo, Bairro dos Estados, próximo a rodoviária e BR-101, em um galpão de cerca de 500 metros quadrados onde transitarão artistas, profissionais e empresários, que transformarão a casa em seu espaço de trabalho, com o objetivo de desenvolver projetos, ampliar sua rede de contatos e participar de atividades de aperfeiçoamento profissional por meio de oficinas, debates, seminários, palestras e mostras. - “Esta será uma dinâmica que vai atrair para o local um público formador de opinião, culturalmente avançado e antenado seguindo o modelo do que já foi feito nos distritos como o Wynwood Art District em Miami ou Red Light District em Berlim, e vai potencializar o compromisso de criar uma poderosa ferramenta de inovação, inclusão social e fomento cultural da região.” completa André Gevaerd.

A Cineramabc Arthouse está dividida em áreas independentes, porém interligadas entre si e foi criada não apenas para receber atrações, mas também para servir como um centro produtivo composto por um salão preparado para receber até 200 pessoas sentadas ou 400 pessoas em pé, um cinema com lotação para 40 pessoas sentadas, um bar-café, um espaço de coworking, estúdio, sala de finalização, sala de produção, camarim, tudo em um só endereço.

CINERAMABC ARTHOUSE JÁ NASCE COMO PARTE DA HISTÓRIA DO CINEMA NACIONAL

O cinema nacional agora faz parte da história da Cineramabc Arthouse. Neste ano de 2017, a casa adquiriu partes importantes de um dos mais tradicionais cinemas de São Paulo, o GEMINI. A sala funcionou na badalada Avenida Paulista de 1975 até seu fechamento em 2010. A história deste importante cinema brasileiro será preservada nas instalações da Arthouse. Suas icônicas poltronas azul turquesa serão reformadas e receberão um novo endereço na cidade de Balneário Camboriú. São inúmeras poltronas e elas estarão disponíveis para quem quiser levar uma para casa como parte da recompensa do projeto de Crowdfunding.

CROWDFUNDING

Uma das cartadas para o desenvolvimento da Cineramabc Arthouse acontece através de uma campanha de Crowdfunding que possibilita o financiamento coletivo, onde os investidores são premiados com recompensas que variam de acordo com os valores investidos. Vale tanto para pessoas físicas quanto jurídicas. Confira no site www.catarse.me/arthuse . Os investimentos iniciais já foram todos colocados em prática por André Gevaerd – conforme mostramos no site www.arthousebc.com e neste release – mas a Produtora Cineramabc busca novos colaboradores e investidores.

Acesse: www.arthousebc.com / www.catarse.me/arthouse

Escrito por André Gevaerd, 16/05/2017 às 15h28 | andre@cineramabc.com

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Balneário Camboriú na tela de Miami

O filme “A Morte de Marga Maier” teve exibição no dia 10 de março às 21:45 (horário de Miami) no 34º Festival Internacional de Miami, um dos festivais mais prestigiados da América do Norte.

A Cineramabc Filmes foi responsável pela produção local do filme que abre com imagens de um verdadeiro cartão postal da cidade de Balneário Camboriú. O produtor do filme, André Gevaerd, destaca que: “Os técnicos e artístas locais e argentinos tiveram total apoio da equipe do Parque Unipraias, o que facilitou muito o trabalho de todos”.

Além de todo o destaque que a cidade recebe como promoção turística, a indústria audiovisual é uma indústria limpa capaz de trazer grandes investimentos para a cidade: “Uma produção de longa-metragem pode atrair investimentos para toda a cadeia produtiva e turística tendo a vantagem de poder ser direcionada principalmente em épocas em que o turismo não opera em sua capacidade total. Estamos falando de valores expressivos quando compreendemos que apenas no brasil foram investidos 4 bilhões e 800 milhões de reais. O potencial é enorme mas ainda falta colocar a film commission em funcionamento para otimizar a atração e investimentos."

O filme se passa na pequena cidade argentina de Punta Indios, que entra em estado de alerta quando uma maré cheia trás a tona o corpo sem vida de Marga Maier. O clima fica ainda mais misterioso com a chegada do forasteiro Ricardo Reis, interpretado pelo ator Ivo Müller, um brasileiro que parece estar escondendo algo das autoridades locais.

Link de um trecho filmado em Balneário Camboriú:

 

A produção é o resultado da coprodução entre as produtoras Oh My Gomez (argentina), Roberto Me Dejo (Uruguai) e Kinoosfera Filmes (Brasil) que elegeu os atores brasileiros Ivo Müller, Georgina Castro e Adilson Maghá e os argentinos Mirta Busnelli e Luis Machín como parte do elenco.

 

Escrito por André Gevaerd, 15/03/2017 às 18h47 | andre@cineramabc.com

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IV FESTIVAL INTERNACIONAL LUME DE CINEMA EM BALNEÁRIO CAMBORIÚ

Pela primeira vez o festival acontecerá em diversas cidades do país e Balneário Camboriú receberá a 4ª edição no Teatro Municipal Bruno Nitz entre os dias 02 e 08 de março

O festival começa no dia 02 de março, logo após o carnaval, e acontecerá em mais de 15 cidades brasileiras e em Balneário Camboriú acontecerá no Teatro Municipal Bruno Nitz com produção local da Cineramabc e apoio da Fundação Cultural de Balneário Camboriú e da Pousada Estaleiro Village. Acontecerão duas sessões por noite, sempre as 19:00 e 21:00. Os ingressos custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia) por sessão. O Lume também acontecerá em Florianópolis, no Paradigma Cine Arte.

Segundo o produtor do evento, André Gevaerd, o festival tem o intuito de formar novas platéias e democratizar o cinema autoral nacional e internacional. Os filmes de longa e curta-metragem que serão apresentados no Lume Festival de Cinema serão, em sua maioria inéditos. “O festival mostrará 7 longas-metragens e 11 curtas-metragens, de 15 países diferentes, trouxemos para Balneário Camboriú a oportunidade do público local, amantes do cinema, conferir essas novas produções”, explica o produtor.

O FESTIVAL INTERNACIONAL LUME DE CINEMA é realizado no Brasil, e mostra longas e curtas metragens, com foco no cinema autoral e independente. O festival evolui a cada edição. Nesta quarta a novidade é que o evento acontecerá simultaneamente em mais de quinze cidades brasileiras. As escolhas da curadoria se basearam na qualidade artística, na inovação e na diversidade dos filmes e temas apresentados, buscando fazer do festival uma plataforma do que de melhor e mais instigante acontece em termos de audiovisual no Brasil e no mundo.

INGRESSOS
Em Balneário Camboriú o festival acontecerá na Avenida Central, esquina com Rua 300, no Teatro Municipal Bruno Nitz e os ingressos por noite custarão R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). Os ingressos poderão ser adquiridos durante o período diurno a partir do dia 22 de fevereiro, entre 14:00 e 18:00 na bilheteria do Teatro, ou antes, de cada sessão que acontecem as 19:00 e 21:00.

A produtora Cineramabc Filmes também irá realizar duas contrapartidas que ocorrem paralelamente à programação do festival, uma é a parceria junto ao Conselho Municipal dos Direitos da Mulher – COMUM de Balneário Camboriú em comemoração a Semana da Mulher e outra é a realização de exibições para crianças do ensino público de Balneário Camboriú.

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS-METRAGENS (em ordem alfabética):
1. AMOK de Vardan Tozija (MACEDÔNIA)
Ano: 2016
Duração: 100 min
Gênero: Drama
Classificação: 16 anos
Elenco: Martin Gjorgoski, Deniz Abdula, Nikola Ristanovski.
Sinopse:
Phillip, um dos adolescentes rudes, marginalizados e abandonados de um desolado Centro de Adoção Juvenil suburbano, é forçado por um delegado de polícia corrupto a participar de um encontro assustador, que leva a severas consequências. Apesar das tentativas em vão do seu professor, o único educador solidário no Centro, para ajudar e pôr uma luz neste incidente em um país onde poder determina justiça, e os esforços do seu melhor amigo Petar para persuadi-lo a deixar e esquecer tudo isso, algo dentro de Phillip está quebrado e sem reparo. Esse “tumor” devora a sua sanidade, queima com furor por vingança, o que ultimamente ele transfere aos outros mais jovens que compartilham do seu cruel destino. Incitado pelas palavras de despertar do seu professor que perdeu todas as esperanças, e Phillip como o emergente e feroz líder do bando, os garotos perdidos resolutamente aderem o caminho de violência, o que os leva fundo nas catacumbas do submundo do crime. Logo, todos os que se oporem ou questionarem seu vigor, são considerados inimigos.

2. EAT YOUR BONES de Jean-Charles Hue (FRANÇA)
Ano: 2014
Duração: 94 min
Gênero: Drama
Classificação: 16 anos
Elenco: Frédéric Dorkel, Jason François, Mickaël Dauber, Moïse Dorkel, Philippe Martin, Christian Milia-Darmezin.
Sinopse:
Jason Dorkel, 18 anos, pertence à comunidade de viajantes. Ele está se preparando para o seu batismo quando Fred, seu meio-irmão, retorna depois de vários anos na prisão. Os dois, junto com o outro impulsivo e violento irmão, Mikael, saem em viagem para dentro do universo dos “gadjos” em busca de cobre.

3. JOVENS INFELIZES OU UM JOVEM QUE GRITA NÃO É UM URSO QUE CHORA de Thiago B. Mendonça (BRASIL)
Ano: 2016
Duração: 127 min
Gênero: Comédia, Drama, Musical
Classificação: 16 anos
Elenco: Suzana Aragão, Nani de Oliveira, Kiko Dinucci.
Sinopse:
Um grupo de artistas vive reunido em uma pequena casa. Sofrendo com as más condições financeiras, eles tentam criar uma verdadeira arte revolucionária, capaz de enfrentar o sistema e libertá-los da opressão do governo. Quando algumas tentativas falham, eles partem para medidas extremas.

4. LESTE OESTE de Rodrigo Grota (BRASIL)
Ano: 2016
Duração: 86 min
Gênero: Drama / Aventura
Classificação: 16 anos
Elenco: Felipe Kannenberg, Simone Iliescu, Bruno Silva, José Maschio, Filipe Garcia, Letícia Conde, Maria Cecília Guirado, Edu Reginato.
Sinopse:
Ezequiel, um ex-piloto, volta a sua cidade natal após 15 anos para disputar uma última corrida. Ele reencontra Stela, um antigo affair; Angelo, o patriarca da família; além de Pedro, um jovem de 16 anos que sonha em ser piloto.

5. STILL LIFE de Maud Alpi (FRANÇA)
Ano: 2016
Duração: 82 min
Gênero: Híbrido / Drama
Classificação: 16 anos
Elenco: Virgile Hanrot
Sinopse:
Os animais chegam à noite. Eles intuem. Eles resistem. Um jovem os leva para a morte antes do amanhecer. Seu cachorro descobre um mundo assustador que parece que nunca irá acabar.

6. THE WOUNDED ANGEL de Emir Balgazin (CAZAQUISTÃO/FRANÇA/ALEMANHA)
Ano: 2016
Duração: 112 min
Gênero: Drama
Classificação: 16 anos
Elenco: Omar Adilov, Timur Aidarbekov, Madiyar Aripbay.
Sinopse:
O filme, composto por quatro histórias, mostra adolescentes que, no limiar de sua vida adulta, tentam construir sua própria realidade frente à violência e miséria de uma pequena aldeia abandonada do Cazaquistão.

7. THREAD de The Boy (GRÉCIA)
Ano: 2016
Duração: 94 min.
Gênero: Drama / Ficção científica
Classificação: 16 anos
Elenco: Sofia Kokkali, Vangelis Loukissas, Daphne Patakia.
Sinopse:
Escrito e dirigido por The Boy, produzido por Eleni Bertes, e estrelando a extraordinária Sofia Kokkali em uma hipnotizante performance, Thread desafia os valores da sociedade moderna e trata de questões de memória, violência e a polêmica da esperança, através de uma linguagem cinemática única.O comprometimento de Niki à Resistência colide com sua habilidade de ser uma mãe para o seu filho. Lefteris, seu filho, herda um passado que ele não quer. Até que um dia, os fios que os unem, o cordão umbilical psicológico, é cortado. A luta mãe por liberdade política se torna uma corrente que aprisiona o garoto; no final, ele terá que lutar por sua própria liberdade e buscar a sua própria redenção.


MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS (em ordem alfabética):
1. AINDA SANGRO POR DENTRO de Carlos Segundo (BRASIL)
Ano: 2016
Duração: 24 min
Gênero: Ficção / Drama
Classificação: 12 anos
Sinopse:
Tem dor que dói no corpo que não tem olho que enxerga. O filme mostra uma história que tenta representar mulheres discriminadas por serem vítimas de violência sexual.

2. AQUELA RUA TÃO TRIUMPHO de Gabriel Carneiro (BRASIL)
Ano: 2016
Duração: 15 min
Gênero: Ficção / Drama
Classificação: 12 anos
Sinopse:
Os fantasmas da Boca do Lixo. Ido Oliveira ainda caminha pela Rua do Triumpho.

3. ECPLIPSE SOLAR de Rodrigo de Oliveira (BRASIL)
Ano: 2015
Duração: 28 min
Gênero: Ficção / Drama
Classificação: 12 anos
Sinopse:
Três trabalhadores se reúnem em torno da preparação de uma festa em um museu. Aparentemente desconhecidos, os contatos entre os três revelarão implicações profundas no passado. No centro dos confrontos está uma criança. A espreita, o diabo.

4. IMPORT de Ena Sendijarevic (HOLANDA)
Ano: 2016
Duração: 17 min
Gênero: Ficção / Drama
Classificação: 14 anos
Sinopse:
Uma jovem família de refugiados bósnios acaba em uma pequena vila na Holanda depois de conseguirem uma permissão de residência em 1994. Situações absurdas surgem à medida que eles tentam fazer desse novo mundo seu lar.

5. L' INFINI de Lukas Dhont (BÉLGICA)
Ano: 2014
Duração: 22 min
Gênero: Ficção / Drama
Classificação: 12 anos
Sinopse:
O filme conta a estória de um garoto que oscila entre diferentes estágios da vida, mas também é uma estória sobre o homem e a criança.

6. O HOMEM QUE VIROU ARMÁRIO de Marcelo Ikeda (BRASIL)
Ano: 2015
Duração: 22 min
Gênero: Ficção / Comédia
Classificação: Livre
Sinopse
O curta conta a história de um funcionário que, tão obcecado pelas tarefas rotineiras e mecânicas de seu ambiente de trabalho, um dia acaba se transformando num dos armários da repartição. Uma colega de trabalho, que sempre foi apaixonada por ele, tenta bolar uma estratégia para trazê-lo de volta à vida.

7. OVER de Jörn Therfall (HOLANDA)
Ano: 2015
Duração: 14 min
Gênero: Ficção / Thriller
Classificação: 12 anos
Sinopse:
Over apresenta uma cena de crime. Durante a trajetória de 9 tiros, vemos uma história intrigante se desenrolar. O que aconteceu neste bairro tranquilo? Um assassinato, um atropelamento, um acidente? A realidade é complexa e profundamente inesperada.

8. RETURN TO ERKIN de Maria Guskova (RÚSSIA)
Ano: 2015
Duração: 29 min
Gênero: Ficção / Drama
Classificação: 10 anos
Sinopse:
Erkin sai da prisão e quer retornar à sua antiga vida. Mas tudo mudou e ele não sabe se consegue viver como um homem livre.

9. THE GIFT de Sophie Perrier (SUÍÇA)
Ano: 2015
Duração: 20 min
Gênero: Ficção / Drama
Classificação: Livre
Sinopse:
Um evento de caridade de Natal. Dois filantropos ricos fazem uma doação para uma desafortunada família local. No entanto, as coisas de complicam quando cada um dos membros da família expressa uma atitude diferente em relação à aceitação da doação.

10. THE SON de Hristo Simeonov (BULGÁRIA)
Ano: 2015
Duração: 29 min
Gênero: Ficção / Drama
Classificação: Livre
Sinopse:
Um garoto cigano de 11 anos vive junto com seus pais em um velho trailer no sertão da Bulgária. O pai o encoraja e o ensina tudo que um homem deveria ser capaz de fazer. Ele deve se livrar do cachorro vira-lata, quando na verdade ele é o único amigo que o garoto tem. E então chega o fatídico dia em que seu pai não retorna.

11. TO LIGHT de Nora Sarak (LETÔNIA/LATVIA)
Ano: 2015
Duração: 26 min
Gênero: Documentário
Classificação: Livre
Sinopse:
Um documentário poético sobre uma mãe e seu filho de origem estoniana, vivendo na cidade russa de Pechora, que costumava ser a cidade estoniana de Pesteri, localidade na fronteira entre Estônia e Rússia. Após 70 anos sob o governo soviético, dificilmente ainda resta algo de estoniano na cidade. A mãe e o filho estão bem próximos um do outro.

SESSÕES ESPECIAIS (FORA DA COMPETIÇÃO):
Caminho a La Paz de Francisco Varone (Argentina) (longa-metragem)
(Pré estréia no Brasil)
Ano: 2015
Duração: 90 min
Gênero: Ficção / Drama
Classificação: 16 anos
Elenco: RODRIGO DE LA SERNA, ERNESTO SUÁREZ, ELISA CARRICAJO, MARÍA CANALE, ALICIA PALMES.
Sinopse:
Sebastián, 35 anos, é um homem que tem como grandes paixões a banda Vox Dei e seu antigo Peugeot 505. Recém-casado com Jazmín e precisando de dinheiro, ele começa a trabalhar como motorista particular. Entre os passageiros está Jalil, um idoso muçulmano que o chama com frequência e que, certa manhã, lhe faz uma curiosa proposta: em troca de uma quantia muito alta de dinheiro, Sebastián precisa levar o passageiro de Buenos Aires, na Argentina, a La Paz, na Bolívia. Relutante e com dúvidas, ele aceita a viagem, que teve cada detalhe planejado pelo velho Jalil.

Signo das Tetas de Frederico Machado (Brasil) (longa-metragem)
Ano: 2015
Duração: 68 min
Gênero: Ficção / Drama
Classificação: 16 anos
Elenco: Lauande Aires, João Capistrano, Maria Ethel.
Sinopse:
Um homem (Lauande Aires), que vive no limite entre razão e loucura, está em busca de seu passado. Para isso, ele percorre diversas cidades do interior do Maranhão para tentar reconstruir sua história. Nesse "road movie" existencialista, ele vai conhecer os mais variados tipos de pessoas e reencontra signos de sua vida, mostrando um possível caminho para sua salvação.

Angústia de Frederico Machado (Brasil) (curta-metragem)
Ano: 2016
Duração: 20 min
Gênero: Ficção / Drama
Classificação: 10 anos
Sinopse:
Um mercado humano faz um homem mergulhar em um abismo sem retorno. Sem ninguém para confiar sua tristeza., o homem desaba em sua dor.

***
Acompanhe o 4º Festival Internacional Lume de Cinema
EVENTO: https://www.facebook.com/events/1425224834176119/
PAGINA PRODUTORA: https://www.facebook.com/Cineramabc/

 

Escrito por André Gevaerd, 01/03/2017 às 15h15 | andre@cineramabc.com

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Cinerame-se: Paul Thomas Anderson

Paul Thomas Anderson (Studio City, Los Angeles, 26 de junho de 1970) é um cineasta norte-americano nomeado duas vezes ao Oscar de melhor roteiro original por Boogie Nights e Magnólia. É considerado um dos melhores realizadores da atualidade.

Veja um vídeo com um pouco do trabalho do cineasta:

Paul Thomas Anderson: A Chronological Timeline from Jeremy Ratzlaff on Vimeo.

Escrito por André Gevaerd, 17/02/2017 às 08h47 | andre@cineramabc.com

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