Jornal Página 3
Coluna
Cervejudas
Por Camila Utech

O que beber na Oktoberfest

Desde o dia 5 de outubro estamos participando ativamente das atividades da maior festa germânica do mundo. Como nos faltam alguns atributos para concorrer a Rainha da Oktoberfest e descobrimos que o concurso de chopp em metro é com cerveja sem álcool (não é a nossa preferida!), estamos investindo nas modalidades que mais nos favorecem.

Camila, atiradora nata, está participando da competição de rainha do tiro que ocorre diariamente no Setor 1 da festa. 

Já Débora, retorna às suas origens quando dançava em um grupo de dança alemã e “arrasa” no Herr Schmidt (nunca esquecendo do gritinho).

Juntas nós degustamos as cervejas da festa e fizemos uma seleção do que temos tomado por lá. Já estamos quase no final da 33ª Oktoberfest, mas ainda dá tempo de falar um pouco da nossa setlist cervejeira:

Começando pela cervejaria oficial, a Pilsen da Eisenbahn foi eleita por nós a melhor Pilsen da festa, super leve, é uma ótima pedida para iniciar os trabalhos e beber naqueles dias de calor de Blumenau. Para quem curte cervejas escuras, a Dunkel (que na verdade é uma Schwartzbier) não decepciona.

A nossa queridinha da Bierland é a Vienna Lager. Com muitos prêmios acumulados, é uma cerveja leve que possui um sabor complexo dos maltes equilibrados com o amargor do lúpulo. É possível sentir um leve tostado proveniente do malte utilizado na receita.

A Baden Baden nos surpreende com a sua Red Ale (que coleciona prêmios como estilo BarleyWine). É uma cerveja para ir com calma, tanto pela intensidade dos sabores, quanto pelo teor alcoólico de 9,2%, mas vale a experiência.

Na Cervejaria Blumenau a nossa favorita é a Capivara Little IPA. Para quem curte uma cerveja mais amarga, essa IPA da Blumenau trás um aroma de maracujá, manga e melão, proveniente dos lúpulos americanos utilizados. O dulçor dos maltes harmoniza com o amargor dos lúpulos que persiste no sabor. A Cervejaria Blumenau irá disponibilizar a partir dessa sexta-feira (21/10) mais duas cervejas na sua linha, a Catarina Sour e a Capivara Session IPA que ainda não experimentamos, mas estamos curiosas para degustar.

Segundo dados resgatados do oráculo do conhecimento (google) durante a última oktoberfest foram consumidos cerca de 590 mil litros de cerveja. Então antes tarde do que nunca vamos aproveitar as #dicasdascervejudas para bater essa meta porque ainda temos 5 dias de folia e muito canecos para brindar.

Escrito por Camila Utech, 19/10/2016 às 09h30 | Milautek@gmail.com

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Beba cerveja local

 

Você já teve a experiência de escolher uma cerveja toda diferentona, importada, cara e quando foi tomá-la teve aquela decepção? Cerveja sem gás, oxidada, sem nada que valesse o preço pago por ela. Se fosse tomada na fonte, provavelmente ela te surpreenderia, mas ela veio balançando em um navio, esquentando e resfriando, talvez debaixo de sol, nada apropriado para a sua boa conservação, por isso quando vemos aquela super promoção de cervejas importadas nos grandes mercados é sempre uma incógnita, será que essa cerveja está legal? 

Para beber uma cerveja fresca, com as características originais preservadas é só procurar as cervejarias artesanais da sua região. Além de pagar um preço mais justo você estará incentivando a economia local, gerando renda e emprego. As cervejarias artesanais tem DNA, valores, ideias, conceitos e personalidade (muita personalidade).  Quando você decide tomar uma cerveja artesanal você apoia pessoas como você, da sua região, valorizando assim o esforço dessas pessoas e não das grandes marcas. Imagine o prazer de tomar uma gelada fresquinha, conversando com quem a criou, entender sobre o processo e os ingredientes que foram utilizados? Acabamos criando uma intimidade com a cerveja, nos identificamos e temos orgulho de fazer parte desse processo.

A cultura de se beber cerveja local ao poucos está se popularizando aqui na região, tomamos como exemplo o movimento “Eu bebo cerveja local” da grande Floripa, formado por um grupo de cervejeiros e bares. Funciona assim, você baixa o aplicativo e ele mapeia os bares participantes diz quais as cervejas disponíveis, valores e ainda dá desconto para quem apresenta as garrafas retornáveis do movimento. Cada estabelecimento possui suas garrafas retornáveis personalizadas que podem ser adquirida por 10 pila (eu mesmo tenho quatro, são lindas). Essas garrafas retornáveis são chamadas de “growlers” que te permite levar tua breja pra onde tu quiser e tomar ela fresquinha, pois a cerveja não passa por processo de pasteurização (que acaba alterando os aromas e sabores da cerveja, mas isso é assunto para outra hora).

Portanto, antes de gastar horrores naquela cerveja importada que você nunca sabe como está, dê preferência as cervejas locais! 

Cheers!

Escrito por Camila Utech, 08/10/2016 às 11h40 | Milautek@gmail.com

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Conheça quem são as Cervejudas

 

Cansadas do mundo coorporativo e amantes de cerveja, Camila e Débora se conheceram no curso de Mestre Cervejeiro da Escola Superior de Cerveja e Malte em Blumenau. Elas se formam no final do ano e além do "bah" em comum, as gurias se identificaram na vontade de fazer cerveja, experimentar novas receitas, descobrir cervejarias e bares de cervejas especiais. Tudo isso resultou numa amizade baseada no profundo interesse pelo universo cervejeiro.

Débora Lehnen é natural de Dois Irmãos, RS, mas morou em tantos lugares neste mundo que quando perguntam onde fica a sua casa ela fica meio confusa. Técnica em química, Bacharel em Química e Mestre em Química, pode-se dizer que ela realmente gosta de química. Trabalhou com tratamento de águas industriais, experimentou a vida acadêmica, mas acabou como gestora de projetos em uma empresa na Bahia. Morando na Bahia, se viu "obrigada" a fabricar suas próprias cervejas, já que lá as cervejas especiais são mais caras e mais difíceis de serem encontradas. O hobby começou a ficar mais interessante do que o trabalho, o que a fez olhar os processos cervejeiros com outros olhos. Acabou largando o trabalho para estudar e posteriormente empreender na área.

Camila Utech é natural de Arroio do Tigre, RS, mudou-se para Balneário Camboriú ainda criança onde residia até o ano passado. Sua trajetória cervejeira iniciou em 2014 quando fez um curso de Cervejeiro Caseiro e começou a fazer brassagens com seus amigos. Decidiu abandonar a carreira na área do direito e mudar completamente de ramo. Ao contrário da Débora, não gosta de química e sempre passou por pouco nessa matéria! Foram três cursos de graduação (trancados) até encontrar sua paixão, que é a arte de fazer cerveja. O que mostra que nunca é tarde para ir atrás dos nossos sonhos.

As Cervejudas surgiram para mostrar o que nos deixa felizes nesse mundo cervejeiro, todo glamour (só que não...) de ser um mestre cervejeiro. A iniciativa representa uma nova atitude em relação à bebida mais saborosa e democrática que existe: hoje em dia os insumos, tipos de cerveja e locais para degustação de cervejas especiais estão cada vez mais acessíveis e variados. Nossa região é um dos polos cervejeiros de maior crescimento no Brasil.

Nossa proposta é dar um toque feminino a este universo, que ainda é marcado pela predominância masculina. Nesta coluna o leitor poderá acompanhar novidades do mundo cervejeiro, dicas de locais e rótulos, sugestões de harmonização e entrevistas com personalidades do ramo. Estaremos regularmente com nossa coluna aqui no jornal Página 3 online, mas você também pode acompanhar nossas atividades pelo instagram @cervejudas.

Cheers!

Escrito por Camila Utech, 01/10/2016 às 08h55 | Milautek@gmail.com

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