Jornal Página 3
Coluna
América Misteriosa
Por Dalton Delfini Maziero

COYOL XAUHQUI

DEUSA DA LUA E DOS DERROTADOS

Em 21 de fevereiro de 1978, operários da Companhia de Luz e Força da cidade do México encontraram o que se tornaria o estopim de um dos maiores movimentos de pesquisa arqueológica do século XX. Há poucos metros da superfície, um enorme disco de pedra exibia a imagem de uma mulher nua e esquartejada! A partir desse momento, a escultura emblemática tornou-se um símbolo poderoso da identidade mexicana, e por este motivo, justificativa para projetos culturais que geram resultados até hoje.

Mas o processo enfrentou intempéries. Inicialmente os arqueólogos tiveram que identificar a imagem, uma vez que nada até o momento, assemelhava-se àquela escultura. As pistas do enigma surgiram junto às referências mitológicas dos astecas (mexicas): Seria a Deusa da Lua, morta e esquartejada pelo seu irmão Huitzilopochtli, o Deus da Guerra? Colaboraram com a teoria, as citações dos cronistas Bernardino de Sahagún e Diego Durán Tezozómoc, que viram a obra quando ainda pertencia ao Templo Maior dos antigos mexicas.

O disco esculpido em andesita rosada possui a espessura de 30 centímetros e um diâmetro aproximado de 3,20 metros. Pesa oito toneladas. A impressionante peça está exposta no Museu do Templo Maior, no centro da capital mexicana. Tamanha é sua importância, que ganhou espaço de destaque no acervo. A porosidade da rocha revelou nas pesquisas suas cores originais: vermelho, ocre, branco, preto e azul. As mesmas cores encontradas no Templo Maior. Acredita-se que o artefato tenha sido esculpido entre 1469 e 1481, durante o reinado de Axayácatl.

O mito mexica nos conta sobre o nascimento de Huitzilopochtli, gerado por uma bola de penas de beija flor, que caiu sobre o ventre de Coatlicue, mãe de Coyolxauhqui. Inconformada com a desonra da mãe, decide mata-la com a ajuda de seus 400 irmãos, na tentativa também de evitar o nascimento do irmão bastardo. Pressentindo o perigo, Coatlicue acelera o nascimento de Huitzilopochtli, que se torna o Deus da Guerra. Ele vence Coyolxauhqui e seus 400 irmãos, decapitando-os. Suas cabeças, lançadas ao céu, tornam-se estrelas. A cabeça de Coyolxauhqui transforma-se na Lua.

O mito encerra um símbolo de combate, no qual o poder do Sol (Huitzilopochtli) derrota a Lua (Coyolxauhqui). O esquartejamento de seus membros e sua nudez faz parte da última etapa de humilhação e derrota. A localização original do disco de pedra, aos pés do adoratório de Huitzilopochtli, na parte sul do Templo Maior, permite recriar a cena mitológica em que o Sol vence a Lua. Coyolxauhqui, idolatrada no passado, o é hoje, mas como símbolo de um país que encontra na mitologia, o motivo de investimento cultural que necessita.

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-colombianos” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br)
 

 

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 30/09/2016 às 09h04 | daltonmaziero@uol.com.br

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Chinchorros: As múmias mais antigas do mundo

Pouca gente sabe, mas as múmias mais antigas do mundo não pertencem ao Egito. Elas encontram-se aqui - na América do Sul - e fazem parte ao grupo cultural conhecido como Chinchorros, habitantes do deserto mais seco do mundo, o Atacama!

Os Chinchorros formaram um grupo de caçadores coletores. Sua base alimentar vinha do mar. Segundo a etimologia regional, a palavra “chinchorro” significa “barco de pesca”. Viveram na costa desértica hoje pertencente ao norte do Chile e sul do Peru, entre 8.000 e 1.100 aC. Suas comunidades eram pequenas, girando em torno de 30 a 50 pessoas, sem evidências de estratificação social. Tudo indica que eram muito comunitários. Ao contrário dos egípcios – que mumificavam apenas altos dignitários – estes aplicavam suas técnicas a todos de seu grupo: homens, mulheres, jovens, velhos e até bebês! Mesmo fetos nascidos mortos recebiam esse tratamento.

A técnica consistia na extração de órgãos (bexiga, fígado, intestino), e do cérebro do falecido. A caixa craniana era forrada com cinzas e palha. Também retiravam os músculos e ossos (substituídos por madeira para dar estrutura ao corpo), e desmembravam mãos e pés, que eram deixados para secar ao sol. Esses membros seriam posteriormente costurados novamente ao corpo. Também a mandíbula era desmembrada do crânio, para facilitar a saída do cérebro da caixa craniana.

O corpo era separado em partes para o tratamento funerário. Os ossos eram soltos da carne e depois tudo era costurado com lascas de madeira. A pele - retirada com uma lâmina de pedra afiada - era conservada em água salgada. Depois, na junção dela com o corpo da múmia, aplicavam enxertos de pele de leão marinho. Algumas partes, como os olhos, eram descartados.

Ao final do processo, a múmia era recheada com um preparado de lama, sangue de animais (leão marinho), cinzas e palha seca. A parte externa do corpo também era coberta com lama preta (manganês, proveniente de areia) ou ocre e marrom, nas múmias mais recentes. Para o rosto, modelavam as feições, olhos, nariz e boca sobre esse preparado de lama. Por fim, uma peruca feita com cabelos humanos era aplicada ao corpo. Existem evidências de mumificação desde os 7.000 aC, ou seja, muito antes das múmias egípcias!

Independente das técnicas utilizadas ao longo dos séculos, o que fascina na cultura Chinchorro – um povo de hábitos simples – é a dedicação reservada aos mortos. Se acreditavam em uma vida pós-morte, isso ainda é um enigma. Uma preocupação coletiva que beirou o status de arte funerária!

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-colombianos” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br)

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 15/09/2016 às 09h49 | daltonmaziero@uol.com.br

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Samaipata - Colossal Petroglifo Boliviano

Samaipata – localizado na Bolívia, no Departamento de Santa Cruz de La Sierra - é um daqueles sítios arqueológicos que mexem com nossa imaginação. Fiz uma visita péssima ao local na década de 90, muito corrida e debaixo de uma chuva torrencial. Tudo deu errado naquele dia, mas jurei retornar em outra oportunidade.

Antigamente, Samaipata recebeu o nome de “Forte Inca”, pois acreditavam tratar-se do último ponto de avanço dos Incas ao leste da Cordilheira. A ideia não é totalmente errada. A associação com uma fortaleza vem de sua destacada posição geográfica, e da gigantesca rocha que domina o lugar. Hoje, sabemos que o sítio foi ocupado inicialmente pelo grupo Mojocoyas em 300 dC. Nesse período, funcionava como um centro residencial, mas também ritual. Aparentemente foi nesse período que a enorme rocha (220 x 60 metros) começou a ser sulcada e esculpida, com sinais e desenhos ainda não totalmente compreendidos.

A rocha – também chamada Centro Cerimonial – apresenta uma infinidade de esculturas de significado sagrado, associados à fertilidade da natureza e rituais de purificação. Para essa teoria, contribui as representações de animais, de formações geométricas (em especial formações em zigue-zague, associado à água), a existência de canais de água, e a descoberta de cerâmica não usual. Ao redor da rocha, é ainda possível distinguir cinco santuários (nichos) e esculturas de felinos. Samaipata torna-se assim, um dos maiores petroglifos do mundo! Motivo pelo qual foi declarado Monumento Nacional em 1951.

Ao redor da rocha, arqueólogos encontraram construções incas e espanholas. Os incas ocuparam o espaço somente do século XIV ao XVI, ou seja, 1.100 anos depois do povo mojocoya. A maior potência antiga da América do Sul fez de Samaipata, um centro administrativo e um bastião do qual irradiavam seu domínio. Arqueólogos encontraram estruturas incaicas que correspondem ao Acallahuasi (Casa das Escolhidas), e outra conhecida como Kallanka (Recinto militar e de estocagem) Com a chegada dos espanhóis, a nova cidade de Samaipata foi construída no vale abaixo, tornando-se ponto de paragem para a prata de Potosí.

A cada nova pesquisa realizada, Samaipata ganha complexidade e valor como complexo arquitetônico e artístico único no continente. Antes reduzido apenas à sua imensa rocha, o sítio total atinge agora cerca de 20 hectares, tornando-se um dos raros Parques Eco-Arqueológicos das Américas.

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-colombianos” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br)

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 31/08/2016 às 15h26 | daltonmaziero@uol.com.br

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Chachapoyas

Por volta de 1470, os Incas invadiram uma região próxima ao rio Marañon e ao vale de Utcubamba (Peru), para subjugar um povo conhecido como “o povo das nuvens”. A dominação Inca não foi fácil, devido à geografia extremamente acidentada e altitude do lugar. O povo conhecido hoje como Chachapoyas, permaneceu assim por seis décadas, quando então chegaram os espanhóis. Quem era esse misterioso povo, que vivia a mais de 1000 anos em terras tão altas? Ainda hoje os Chachapoyas são cobertos de mistérios e dúvidas.

Em 1998, a equipe da arqueóloga Sonia Guillén localizou cerca de 500 de suas múmias em bom estado de conservação. Junto aos corpos, estavam objetos da cultura Inca, como pequenas cordas com nós (quipos), que serviam para contagem administrativa da população de pessoas e lhamas. Além disso, encontraram joias fabricadas em conchas, tecidos e esculturas em madeira. Outro pesquisador – Warren Church (EUA) – fala sobre a região onde viviam os Chachapoyas: “essa paisagem é uma das mais bonitas e assustadoras da Terra, cheia de ruinas perdidas”.

Ao que tudo indica, os Chachapoyas formaram tribos que viviam em plataformas, nos despenhadeiros. Nesses locais, criavam lhamas e porquinhos da índia. A vida era difícil e as tribos guerreavam entre si. Com a chegada dos Incas, encontraram um motivo para se unir contra um inimigo comum.

O viajante hoje que se aventurar nessa região inóspita, irá ver Kuélap, além de edificações funerárias e casas redondas cobertas de palha. Kuélap é uma de suas principais ruinas: uma impressionante fortaleza a 3 mil metros, cujos muros alcançam 25 metros de altura! Esse magnífica muralha é comparável a um prédio de cinco andares, e segue acompanhando as curvas da montanha – como uma espécie de Muralha da China – entre bosques e neblinas. A principal entrada da cidade é um estreito corredor, que afunila permitindo a passagem de um único homem. Sem dúvida um recurso defensivo. Kuélap foi descoberta em 1843, por Juan Crisóstomo Nieto, um juiz local.

Dentro das muralhas, duas enormes plataformas dividem a cidadela nos chamados povoados alto e baixo. Em alguns pontos, as plataformas atingem 584 metros de largura! Um complexo arqueológico comparável a Machu Picchu ou Sacsayhuamán! São mais de 400 recintos dentro das muralhas de Kuélap. Estima-se que a população chachapoya chegou a 400 mil indígenas!

A cultura Chachapoya tinha um profundo respeito pelos seus mortos. São famosas suas tumbas e sarcófagos em forma humana, localizadas em locais inacessíveis, em cavernas naturais e à beira de despenhadeiros! Hoje, o abandono de suas cidades é um mistério, que aos poucos começa a ser revelado com a descoberta e estudo de suas ruinas e sepulturas.

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 17/08/2016 às 14h34 | daltonmaziero@uol.com.br

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Urus - Os homens da água

Imagine um grupo cultural que não se considerava humano. Acreditavam ser mais antigo que o próprio sol! Anteriores a todos os demais povos. Estes eram os Urus, os pré-homens! Habitaram no Lago Titicaca, na atual fronteira entre Peru e Bolívia, em época anterior aos Incas.

Sua origem mitológica foi legada de pai para filho. Assim, contavam sobre os primeiros Urus e a vida que levavam em terras de noite eterna, onde a luz provinha apenas da lua e das estrelas. Chamavam-se de Kot'suñs, “os homens da água”. O mito nos conta sobre um monumental dilúvio na região do Altiplano. Enquanto a calamidade das águas abatia-se sobre a Terra, o Deus Wiracocha compadeceu-se dos homens, transformando-os em patos selvagens (chokas), para que não se afogassem. As aves passaram a viver entre plantas aquáticas (totorais). Porém, com a chegada do sol, um milagre aconteceu! Alguns voltaram a sua antiga forma humana! Mas tanto tempo passou desde a primeira mutação que os “novos homens” não mais conseguiram se adaptar à terra, tão acostumados estavam em viver nas águas, nos totorais.

Este mito de criação nos ensinar algumas coisas. Os Urus consideravam-se especiais. Esta profunda altivez desencadeou consequências desastrosas com o tempo. Pode uma cultura ser vítima de seu próprio orgulho?

Entre os problemas para a reconstrução de sua história, está a submissão a diversos grupos – aymaras, quéchuas, espanhóis – e o fato de não deixarem registros escritos ou físicos. Tudo o que sabemos é pautado pela visão dos dominadores. O isolamento em ilhas flutuantes criou uma minoria étnica oprimida, perdendo o contato com a terra firme. Tornaram-se ciganos dentro de seu próprio território. Foram tratados como párias, inferiores e primitivos. Num sentido pejorativo, chamavam-lhes de "come ervas" e "come patos".

Com os espanhóis no século XVI, nada mudou. O tratamento desumano continuou. Foram arrancados do lago e obrigados a trabalharem nas minas de Potosí. Em 1590, o espanhol José de Acosta relatou assim sua presença: "Vilas inteiras de urus foram encontradas no lago, vivendo nas suas balsas de totora. Se quisessem mudar, nem um traço deles, ou da vila, poderia ser encontrado no dia seguinte". Em 1621, o padre Ramos Gavilán escreveu de Copacabana (Bolívia) essas linhas: "Eram piratas lacustres que aproveitavam os totorais escondendo-se neles para atacar a quem encontrasse no lago".

Piratas, bruxos e primitivos! Termos usados para designar um povo que se considerava tão especial. Portanto, quando estiver visitando as atuais Ilhas Urus, tenha em mente que, aqueles que lá vivem não fazem parte desta antiga raça. São apenas aymaras, que herdaram o modo de vida dos antigos moradores. Os urus já não existem mais.

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/) 

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 29/07/2016 às 11h12 | daltonmaziero@uol.com.br

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Crânios de Cristal

FARSA ARQUEOLÓGICA REVELADA!

Existem farsas arqueológicas? Podemos acreditar em tudo aquilo que é recuperado da terra? Os Crânios de Cristal – supostamente de origem Maia – desafiaram a imaginação das pessoas por mais de 50 anos! Somente os avanços tecnológicos dos últimos 15 anos conseguiram comprovar, efetivamente, a farsa que fez muitos acreditarem no impossível: artefatos pré-colombianos com tecnologia alienígena e poderes sobrenaturais!

Em 1870, na cidade de Paris, colecionadores de curiosidades e negociantes oportunistas compravam e vendiam artefatos falsificados. Entre as peças, pequenos crânios lapidados em cristais de rocha. A história mais famosa envolvendo tais peças ocorreu em 1924, nas ruinas de Lubaantun (Belize). Naquele ano, o aventureiro inglês Frederick Albert Mitchell-Hedges veio à América com sua filha Anna, em busca de provas de uma civilização avançada da época de Atlântida. O crânio de cristal foi descoberto no dia do aniversário de Anna, e é conhecido como “Caveira de Cristal de Lubaantun”. O artefato esculpido em um único bloco de quartzo mede 13 cm de altura por 18 cm de comprimento. Mitchell-Hedges alegou que a peça possuia 3.600 anos.

Anna excursionou com o crânio durante anos – cobrando pela exibição e por entrevistas – até falecer em 2007. O problema deste e de todos os demais crânios espalhados pelo mundo, é que nenhum possui registro científico de sua descoberta. Nenhum deles foi documentado por um arqueólogo. Pesquisas realizadas no Museu Britânico (1967, 1996 e 2004) comprovaram que o cristal de rocha utilizado em muitas das esculturas são encontrados apenas no Brasil e em Madagascar! Ou seja, a rocha não é mesoamericana. Microscópios revelaram também riscos no cristal, provenientes de máquinas giratórias e aplicação de abrasívos sintéticos, utilizados apenas na virada do XIX-XX.

Outro artefato, pertencente ao Instituto Smithsoniano (EUA), revelou uso de diferentes abrasivos, como o carbeto de sílico, uma substância sintética fabricada com tecnologia industrial. Já o exemplar conhecido como “Crânio de Paris” (Musée du quai Branly - Paris), foi submetido por engenheiros a um acelerador de partículas e revelou vestígios de água em suas micro ranhuras, datada do XIX.

Definitivamente, os crânios não pertencem às culturas Mexica (Asteca) ou Maia. Foram produzidos basicamente para promover pesquisas arqueológicas falsas, colocar determinadas pessoas em evidência ou gerar lucro com seu comércio. Acredita-se que muitos desses artefatos tenham sido criados na escola alemã de lapidação (Idar-Oberstein), famosa por trabalhar cristais de quartzo brasileiro no final do XIX. O mistério dos Crânios de Cristal aos poucos, é revelado. Agora, a dúvida recai sobre os prováveis autores desta que é uma das maiores farsas arqueológicas de todos os tempos!

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 15/07/2016 às 09h52 | daltonmaziero@uol.com.br

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