Jornal Página 3
Coluna
América Misteriosa
Por Dalton Delfini Maziero

CHAN CHAN – A MAIOR CIDADE DE BARRO DO MUNDO


 O poderoso império Chimu ocupou uma área de aproximadamente 1.000 Km² no litoral norte do Peru. Atingiu seu auge entre 800 e 1470 de nossa era. Tamanho eram seu poderio e refinamento, que acabaram entrando em confronto com os Incas, que os derrotaram em 1470 dC.

Chan Chan está dividida em nove grandes recintos – chamados “Cidadelas” -, algumas com muros de 10 metros de altura para sua proteção. Cada cidadela era composta por pirâmides, cemitérios, jardins, residências, pátios, reservatórios de água e palácios. No interior das muralhas, foram encontrados recintos com grande quantidade de tecidos. Os chimus eram hábeis tecelões, tanto que, na derrota para o império Inca, estes levaram a Cusco vários profissionais para produção de tecidos a sua nobreza. Os arqueólogos acreditam que esses recintos abrigavam o “tesouro” chimu, formado justamente pelos tecidos habilmente confeccionados, uma vez que não possuíam moedas como nós conhecemos hoje.

Fora das muralhas, existem vestígios de residências irregulares, como as encontradas ainda hoje na região dos camponeses. Todo esse complexo gigantesco era habitado por cerca de 100 mil pessoas! Em seu auge, Chan Chan ocupou mais de 22 Km², dos quais somente 14 Km² restam atualmente.

A grande cidade de barro foi alvo de saques e roubos após sua queda. No período colonial peruano, os espanhóis acreditavam que seus enormes muros escondiam ouro e outros metais. Muitas pirâmides foram derrubadas, muros destroçados e buracos abertos em plataformas funerárias. Atualmente, os visitantes podem conhecer apenas uma das nove cidadelas, chamada “Nik An”. Esse espaço aristocrático abriga um palácio, habitações e espaços funerários. Seus muros exibem inúmeras esculturas em relevo de motivos naturais, como peixes, aves e ondas do mar.

Uma das principais estruturas de Chan Chan é a “Huaca del Dragón”, um templo cerimonial e administrativo cujos muros (60 x 54m de comprimento) estão ricamente decorados com motivos zoomorfos e naturais, fazendo relação com símbolos de fertilidade e chuva. Trata-se na verdade de uma pirâmide com dupla plataforma e rampas. Ao que tudo indica – devido aos seus 14 depósitos – a construção teve função religiosa, mas também de depósito de alimento.

O confronto com os Incas não é surpresa, quando descobrimos que Chan Chan foi um dos maiores destinos de peregrinação e adoração religiosa das Américas. Povos vinham de longe oferecer suas oferendas à nobreza da grande cidade de barro. Conquistar Chan Chan foi, portanto, uma forma de se apoderar dessa demanda religiosa, muito lucrativa por sinal! Em 1986, Chan Chan foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO.

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 14/02/2017 às 11h45 | daltonmaziero@uol.com.br

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As sete cidades de Cíbola

O que acontece, quando uma lenda medieval ultrapassa o Atlântico e se instala na América? Eu respondo: surgem os mitos!! Foi assim com as “Sete Cidades de Cíbola”, também conhecida como “Sete Cidades do Ouro”. Diz a lenda, que sete bispos saíram de Mérida (Espanha) fugindo da invasão muçulmana; mas também que o fizeram com o intuito de prevenirem os invasores sobre a posse de relíquias sagradas. Alguns anos depois, correu na região boatos que os sete bispos fundaram sete cidades em terras distantes e desconhecidas, e que as tornaram riquíssimas, repletas de ouro e pedras preciosas. Duas dessas cidades eram conhecidas como Cíbola e Quivira.

A descoberta da América criou, portanto, o cenário perfeito para a migração desses lendários bispos. Muitos exploradores acreditavam que Cíbola situava-se na atual fronteira entre México e EUA. Contudo, a localização do mito deslocou-se para o interior dos EUA, talvez por um equívoco verbal: “Cíbola” deriva de “Cibolo”, que na língua nativa de vários grupos, designava o comércio do couro de bisão. Ao serem interrogados, os nativos poderiam estar simplesmente indicando as pradarias americanas, onde se encontravam esses animais.

O primeiro relato do mito apareceu com Alvar Nuñez Cabeça de Vaca, durante a fracassada expedição de Panfilo de Narváez na Flórida (1527). A descrição – proveniente dos nativos – falava de cidades sólidas e casas grandes, onde as pessoas vestiam roupas de algodão, calçados e carregavam esmeraldas. Os espanhóis logo associaram o relato ao mito das Sete Cidades. Seguiram-se algumas expedições como a do Frei Juan de Olmedo (1537) e Frei Marco de Niza (1539), ambas guiadas por Estebanico de Orantes, um dos sobreviventes da viagem de Narváez. Ambas as expedições trouxeram apenas mais boatos.

Mas o mito das Sete Cidades estaria para sempre ligada ao nome de Francisco Vásquez de Coronado, que por 2 anos e mais de 1.200 homens, percorreu terras americanas, descobrindo a desembocadura do rio Colorado. Coronado combateu os nativos Zuñis, e posteriormente os Hopi. Mas tudo o que encontrou foram povoados que não apresentaram as riquezas esperadas.

O mito das Sete Cidades de Cíbola nunca foi desvendado, mas em minha opinião, ele nunca existiu de fato. Podemos especular que os boatos estiveram associados às grandes culturas dos EUA, como os Anasazi, Hopewell, Adena, Chaco, entre outras. Também podemos pensar que muitas tribos, querendo ver os espanhóis longe de suas terras, indicavam a existência de Cíbola sempre “um pouco mais adiante”, tornando a expedição de Coronado e dos demais, uma peregrinação sem fim.

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 01/02/2017 às 09h29 | daltonmaziero@uol.com.br

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TLATELOLCO – A praça das três culturas

Tlatelolco (Cidade do México) ficou famosa mundialmente graças ao genial mural de Diego Rivera, mostrando em detalhes, como era uma das feiras livres da cultura mexica (asteca). Também foi palco de alguns massacres populares na história, entre os quais, o da conquista de Hernán Cortes sobre os povos indígenas. Neste local, defendido heroicamente por Cuauhtémoc, caiu no império mexica. Uma placa em frente ao Templo de Santiago (1610) relembra o fato: “Em 13 de agosto de 1521, heroicamente defendida por Cuauhtémoc, Tlatelolco caiu nas mãos de Cortés. Não foi nem vitória nem derrota, mas o doloroso nascimento da nação mestiça que é o México de hoje”.

Situada a poucos quilômetros do centro do México, Tlatelolco é hoje uma tranquila praça pública. A Praça das Três Culturas é assim chamada por abrigar ruínas pré-colombianas, construções coloniais e prédios modernos uns ao lado dos outros. A exemplo das ruínas do Templo Maior, o que se vê aqui são seus fundamentos, as camadas que estavam sobrepostas e que formavam a pirâmide (templo) principal e alguns edifícios baixos do último período antes da invasão espanhola.

Tlatelolco, contudo, não para de revelar seus mistérios. Recentemente, ao prepararem o terreno para a construção de um centro comercial, surgiu um templo até então desconhecido, dedicado ao deus Ehécatl-Quetzalcóatl. A estrutura tem, no mínimo, 650 anos. Ehécatl é o Deus dos Ventos, e sua ação está relacionada ao alento dos seres vivos. Daí a brisa dos ventos de Ehécatl, que trazia as chuvas e alimentava o solo, gerando alimento. O templo foi conhecido no passado como “Casa dos Ventos”. O arqueólogo Eduardo Matos Moctezuma explica que a Casa dos Ventos era formada por uma parte circular e outra quadrangular. A estrutura circular – 11 metros de diâmetro – foi utilizada como espaço de oferenda. Aos seus pés, foram encontrados ossos humanos, resina da planta Copal e espinhos de Manguey, outra planta regional de grande importância para os mexicas, usadas em rituais. Segundo relatos da época da conquista, o templo estava decorado com serpentes emplumadas.

O complexo de Tlatelolco atualmente é formado por uma série de estruturas: Altar Tzompantli Sul (Tzompantli são estruturas de madeira nas quais se colocavam crânios humanos perfurados); Palácio (com funções cívicas e religiosas); Templo das Pinturas; Templo Calendárico (em 1989, arqueólogos encontraram a representação de Cipactónal e Oxomoco, casal criador do calendário mexica); Grande Plataforma Oeste e Pátio Norte, além de diversos vestígios menores. A única certeza que os arqueólogos possuem, é que os arredores de Tlatelolco ainda guardam diversas surpresas soterradas, que revelam mais sobre a vida dos antigos povos mexicanos.

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 17/01/2017 às 10h01 | daltonmaziero@uol.com.br

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Chauchilla

Em outubro de 2015, percorri o deserto litorâneo ao sul do Peru. Tinha como objetivo, estudar os geoglifos de Nazca e Palpa, além de conhecer outros sítios arqueológicos famosos. Um desses lugares é chamado Chauchilla, uma necrópole pré-incaica situada a 30 km ao sul da cidade de Nazca, em um platô próximo ao rio Poroma. A área que abrange as sepulturas tem aproximadamente 2,5 x 0,5 Km. Tecnicamente, podemos dizer que Chauchilla foi um local sagrado, onde se enterravam os mortos.

Geograficamente a região impõe respeito! O vale onde se encontra o rio Poroma é um bálsamo de verde diante da secura de Chauchilla. Uma montanha próxima marca o lugar, ocultando parcialmente as sepulturas de um sol implacável; de uma luminosidade intensa.

Alguns estudiosos advertem que o local não passa de uma curiosidade arqueológica, devido à devastação que sofreu, em especial, na primeira metade do XX. Mesmo assim, Chauchilla é estranhamente atraente. O terreno foi ocupado entre os séculos II aC e IX de nossa era, mas foi tão escavado e saqueado, que podemos afirmar que seus vestígios não são mais confiáveis. Embora saibamos de sua ocupação pelas culturas Huari e Nazca, o que podemos ver é apenas uma amostra grosseira e dissimulada da realidade. Ali, corpos seculares foram remanejados a fim de se tornarem um atrativo turístico.

Contudo, o espetáculo grotesco revela também o único sítio arqueológico peruano onde conseguimos apreciar múmias em suas tumbas originais de adobe, na mesma paisagem em que foram enterradas. Isso já vale uma visita. Os corpos expostos quase não sofreram interferência no que concerne a procedimentos artificiais. Alguns órgãos e tendões foram retirados, para que pudessem manusear o corpo, colocando-os quase sempre em posição fetal. Depois eram envolto em tecidos de algodão, e ao seu lado eram depositados alimentos, joias, cerâmica mortuária e eventuais pertences do falecido.

A incrível preservação deve-se basicamente à baixa humidade e características do solo, que são suficientes para manter parte da pele e cabelos. Um dos poucos elementos encontrados nas múmias foi o “cinabre” (cinabarita, cinábrio), também conhecido como sulfeto de mercúrio. É comum encontrar esse minério em terrenos vulcânicos, na forma terrosa de cor vermelha (sangue) ou de tijolo (argila). Esse componente foi utilizado nos corpos no momento de rituais relacionados ao culto de ancestrais.

Chauchilla foi oficialmente (e tardiamente) protegida em 1997, e pode ser a prova que outros sítios semelhantes ainda estejam ocultos no deserto.

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 03/01/2017 às 10h05 | daltonmaziero@uol.com.br

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Touro morto

O MAIOR CAMPO DE PETROGLIFOS DO MUNDO

“Toro Muerto” (Touro Morto), próximo a Arequipa (Peru), é considerado por muitos, como a maior biblioteca de pedra do mundo! É um dos maiores campos de petroglifos já localizados, com 5 km de comprimento por 250 metros de largura. Nesse espaço – desértico e lunar – encontram-se mais de 6 mil rochas entalhadas em baixo relevo por povos antigos!

A maior parte dessa obra magnífica – descoberta em 1951 – está localizada entre 400 e 800 metros de altitude. Arqueólogos acreditam que foram esculpidas pelos povos Huari e Chuquibamba, entre 800 e 1.100 d.C. As rochas que se encontram em abundância nesse campo são de origem vulcânica, provenientes das montanhas Chachani e Coropuna. Toro Muerto recebeu esse nome devido a recente relação da região com a criação de gado.

São muitas as teorias sobre o simbolismo das rochas. Uma delas relaciona os quatro animais sagrados da cosmologia andina (Lhama, Serpente, Condor e Felino) ao correr do tempo. Dessa forma, a serpente estaria relacionada ao tempo passado. As lhamas e o Felino (os quadrúpedes) estariam relacionados ao tempo presente, assim como animais (rãs) que simbolizam a fertilidade. Já as aves, como o Condor, estão relacionadas ao tempo futuro. Outra interpretação associa os animais voadores com o sol; os répteis com o infra mundo (mundo subterrâneo) e os quadrúpedes com o mundo terreno, ou mundo real.

Também encontramos em Toro Muerto algumas figuras geométricas enigmáticas: quadrados divididos em quatro partes e círculos com quatro pontos em seu interior. Estudiosos argumentam que tal simbolismo esteja relacionado aos quatro elementos do Universo: terra, fogo, água e ar.

Contudo, é possível que muitas das figuras representadas estejam associadas à um terrível período de seca extrema, causado pelo El Niño (fenômeno atmosférico que nos afeta até hoje) entre 1.000 e 1.500 de nossa era. Figuras de homens são representadas como se estivessem participando de um ritual, com roupas típicas e o que podem ser “lágrimas” nos olhos. As lágrimas podem representar o desejo pela chuva. Também são vistas figuras humanas esquálidas, com ossos à vista, o que pode estar representando a grande fome proveniente da seca prolongada. A necessidade de água e fertilidade do solo deve ter se tornado uma busca obsessiva na região, impulsionando ritos e crenças cada vez mais sofisticados.

A questão importante agora é determinar se as imagens representadas possuem relação com esse período de seca, e se o campo de petroglifos de Toro Muerto representa enfim, uma área sagrada para aqueles povos do passado.

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador, escritor e especialista em culturas pré-colombianas. Apoio Consulado Geral do Peru em São Paulo. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)
 

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 20/12/2016 às 10h45 | daltonmaziero@uol.com.br

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Ekkekkose Anchanchus

A mitologia Andina é repleta de seres pertencentes a um mundo mágico. Quando percorri a pé a região da Cordilheira Real (Peru/Bolívia), os nativos aymaras me alertaram a não permanecer nas montanhas à noite. Dizem que entidades más aparecem com as tempestades! Chamam esses seres de Anchanchus. São espíritos sinistros e maliciosos, que trazem doenças às pessoas. Alguns aymaras me garantiam que eles assemelhavam-se a anões barrigudos e carecas.

Os Anchanchus são ardilosos e astutos. Ganham a confiança dos caminhantes com uma simpatia irresistível e, quando conseguem se aproximar, atacam suas vítimas, bebendo de seu sangue e instalando doenças. Assim muitas comunidades explicam o medo, a tremedeira e a febre que se instala no corpo das pessoas. A cura para esse mal é realizada através de rituais, dirigido por um membro experiente no uso de ervas e práticas de curandeirismo. A crença em mitos e seres da natureza é muito presente nas sociedades andinas, e o foi também nas antigas culturas pré-colombianas.

Perguntei certa vez a um aymara, se também existiam entidades boas. Ele me explicou que na cosmovisão andina, tudo tem dois lados. O oposto dos Anchanchus são os Ekkekkos, que trazem boa sorte e prosperidade às pessoas. Dizem que fisicamente são muito semelhantes, mas que ao contrário, seus sorrisos são verdadeiros! Por esse motivo, presenciei em muitas casas do Altiplano Andino, a presença de Ekkekkos em miniatura. Nas residências, são usados para dar sorte. Existe até uma festa em sua homenagem, comemorada no dia 24 de janeiro, chamada de Festa de Alacitas.

Nos séculos XVI e XVII, os espanhóis encontraram entre os índios, uma estranha e bizarra figura: um amuleto representando um homenzinho com um órgão sexual avantajado. Eram os antigos Ekkekkos, que possuíam no passado, uma conotação sexual, relacionados ao culto da fertilidade. Óbvio que os religiosos da época não aprovaram tal amuleto, e proibiram os nativos de os carregarem. Desse modo, o Ekkekko passou para a clandestinidade e teve sua real função alterada com o passar do tempo.

Atualmente, o Ekkekko é sinônimo de abundância, sendo encarregado de trazer felicidade e bens materiais, inclusive dinheiro! Nas festas de Alacitas, os bonecos são vendidos nus! O objetivo é que as pessoas o comprem para vesti-lo com roupas e prendas que representarão os bens que o comprador gostaria de ganhar em vida. Esses bonecos nus são conhecidos como Ekkekkos Khala. Assim, junto com ele, encontra-se uma infinidade de miniaturas – casas, carros, dinheiro, aviões (viagens), sacos de farinha, pão, pimenta – que são adquiridas conforme o gosto do freguês, e coladas em sua roupa.

Dalton Delfini Maziero é historiador, arqueólogo, explorador e escritor. Especialista em culturas pré-colombianas e história da pirataria. Autor de “Titicaca – Em Busca dos Antigos Mistérios Pré-Colombiano” e “Sacralizando o Solo: o uso simbólico e prático dos geoglifos sul-americanos”. Visite o Blog: Arqueologia Americana (http://arqueologiamericana.blogspot.com.br/)

Escrito por Dalton Delfini Maziero, 30/11/2016 às 09h16 | daltonmaziero@uol.com.br

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