Uma assembléia realizada na noite desta quarta-feira (20), na Câmara de Vereadores definiu o próximo passo das reivindicações das monitoras dos núcleos de educação infantil: greve. Ficou acordado em conjunto com a Comissão de Educação e a de Finanças da Câmara que o projeto do novo plano de carreira será encaminhado ao prefeito juntamente com um requerimento dos vereadores. Depois de recebido, se em 72 horas o prefeito não apresentar uma contra-proposta, as 280 monitoras de creches vão paralisar as atividades.
A data e a hora para início da greve já está marcada, na quinta-feira (28), às 7h da manhã. As monitoras deverão se reunir em frente à prefeitura e seguir em passeata pela cidade como forma de protesto pela desvalorização salarial. Segundo o Sindicato dos Servidores Municipais (SISEMBC), a negociação sobre o plano de carreira das monitoras está estagnada, pois as portas da prefeitura se fecharam para a discussão.
É irônico que a primeira greve da administração do prefeito Edson Renato Dias seja justamente uma de suas principais propostas de governo: a reavaliação do plano de carreira das profissionais. O único vereador da situação presente, Nilson Probst, foi infeliz em sua fala e acabou hostilizado pelas monitoras. "É uma pena que não houve essa mobilização em 2006, quando o plano de carreira estava sendo discutido. Isso foi falha de vocês", disparou, resultando em uma avalanche de respostas às colocações na tribuna por parte das monitoras.
Hoje, as profissionais recebem R$ 701, por 30 horas semanais de trabalho e reivindicam salários iguais às professoras, que hoje fica em torno de R$ 1,2 mil, já que se adequaram às exigências da Lei de Diretrizes e Bases, que exige qualificação para ser considerada professora.
A reportagem completa sobre a assembléia, o apoio dos vereadores e a fundamentação das reivindicações você lê no Página 3 impresso. Sábado nas bancas.
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